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2022/07/14

Motorizada Diana de 1964 com motor Zundapp


Ter um veículo clássico em estado original não é coisa que se consiga com facilidade.
Mas é o caso da motorizada Diana com motor Zundapp de 3 velocidades que hoje aqui partilhamos e que pertence a Ricardo Rodrigues (a quem agradecemos a colaboração).

É o segundo proprietário da motorizada Diana que ainda tem os pneus originais Michelin, bem como as câmaras de ar de cor vermelha da época. As manetes e os punhos são de marca Magura, enquanto que o farol e o farolim são da marca Impex.

No depósito de combustível podemos ver o emblema em metal com uma senhora nua que tem um arco nas mãos e na flecha podemos ler "Diana Motorizadas". O banco também é o original e chegou aos nossos dias sem rasgos. Na mala de ferramentas ainda tem a bolsa de ferramenta original.

A terminar, a crista metálica que era colocada na parte superior do guarda-lamas da frente, onde se lê "Diana".

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2012/01/27

Publicidade Narvik motorizadas - 1965


No seguimento do artigo sobre a motorizada Narvik que esteve no Classic' Auto, recebemos esta publicidade, bem como algumas informações que complementam o assunto (gentilmente enviadas por Carlos Martins/Old Moped - muito obrigado!).
A Narvik era uma marca dos Armazéns Mieiro e Filhos L.da, fundados em 1942, em Sangalhos. Estes armazéns surgem de uma outra empresa, a Mieiro e Teixeira.
Pela publicidade no panfleto, podemos ver que as motorizadas Narvik tinham punhos Magura, que a pintura era nas cores cinzento e castanho claro e que eram equipadas com pneus Continental 21 x 2.75.

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2013/11/29

Motorizada Famel Caravela - Oficina Moto & Restauro


Esta motorizada Famel Caravela aguarda por ser restaurada na oficina Moto & Restauro, na cidade de Fundão.
Uma das coisas que salta à vista nesta Famel é que tem amortecedores duplos em cada lado da roda de trás.

Já aqui dissemos que este modelo da Famel tem o nome inspirado nos aviões a jacto que a TAP comprou para sua frota. Por esse motivo é que o emblema do depósito tem um avião.

Está equipada com um motor DKW, de turbina.

A motorizada está muito completa e com a pintura original bem conservada. Veja-se o trabalho de filetagem e o jogo de cores feito nas mais variadas peças da Famel.

Na parte lateral do depósito de combustível há uma borracha com as letras Famel em relevo e pintadas. Na borracha pode-se ver a referência H 4297

O selim tem no seu interior um espaço para guardar a bomba de ar para encher os pneus. Este exemplar ainda conserva a bomba, bem como o sistema de fecho original.

No guarda-lamas é possível ver a chapa que era colocada em cada uma das motorizadas desta época, onde se lia que esta Famel Caravela era o modelo G.

O farolim era dimensões consideráveis e era constituído por várias peças. A borracha a preto tem a referência H 3722.

Os punhos em borracha no guiador eram da Magura.

Um pormenor da terminação da forqueta, na roda da frente...

O velocímetro estava embutido no farol e era da marca VDO.

Para mais informações sobre esta motorizada, ou para outros restauros, podem contactar José Antunes da Moto & Restauro usando o número de telemóvel 962448182 ou o 968423967 (Moche) ou pelo e-mail jadantunes@hotmail.com

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2023/06/24

Famel Foguetão Super Sport restaurada


A Famel foi uma marca que lançou muitos modelos que são pouco conhecidos dos entusiastas de motorizadas fabricadas em Portugal. E se para muitos o modelo mais interessante da Famel foi a XF-17, é porque não conhecem bem o que saiu desta fábrica.

Nas imagens vemos um desses modelos, trata-se de uma Famel Foguetão Super Sport, que de acordo com Vítor Cruz (a quem agradecemos as fotos e as informações!), terá surgido em 1972 e do qual terão sido produzidos poucos exemplares.
Estava equipava com um motor que tinha bloco Zundapp do tipo 284 redondo, com cilindro Famel (conhecido por cabeça de repolho) com mais de 6 cv, alimentado por um carburador Bing 1/19/23 e com filtro de ar cilíndrico de marca Knecht.

No folheto onde a Famel divulgava as características técnicas desta motorizada, apresentava-a como sendo um "conjunto desportivo, especial para competição". Pelo guiador e pelo escape colocado em posição elevada, facilmente se percebia isso.
O depósito de combustível é parecido com os das Macal M70, mas este tinha diferenças, por exemplo na torneira colocada à direita, de marca Sofi, com filtro. Já o tampão do depósito é cromado e é de marca Cawy. 
A frente é marcada pelo farol com forma hexagonal da marca Mil e com um conta quilómetros ovalizado, branco ou preto, de marca Huret ou Veglia típicos das motorizadas Famel da década de 70.

Mas nada como ouvir o proprietário Vítor Cruz falar sobre esta Famel Foguetão Super Sport e as suas características: 
"O seu ar super desportivo, marcado também, pelos avanços cromados com uma ligeira inclinação para a retaguarda com cepos e manetes tipo Magura, punhos pequenos Famel, rodas 17/2.75 na época designado por 21/2.75 e cubos grandes sem designação Famel. O escape, grelha e a curva completam o seu ar desportivo, passando do lado direito do motor, paralelo ao selim, deixando assim desta forma, o típico ar carismático do escape a passar por baixo do motor. O farolim traseiro muito emblemático e conhecido do tipo Hella. Posto isto, e não era de esperar, o seu custo foi bastante elevado comparando com os modelos em produção na época, tais como, Macal M70 Sport, a SIS Sachs V5 Sport, a EFS Nacional Sport - entre outros modelos".

"Este fator levará à queda deste modelo super desportivo. Em 1975/76 dá-se e apresenta-se a primeira série do modelo Famel XF 17 e este viria a ter um custo inferior à Famel Foguetão Super Sport (há quem diga que é a mãe da Famel xf 17 e precursora deste projeto)."
E nada como apreciar as fotografias onde vemos este super modelo da Famel!

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2021/08/01

Moto Casal RZ 125 - Exposição Bicicleta Motorizada (4/4)


E para começar bem o mês de Agosto no Rodas de Viriato divulgamos o último grupo de fotografias da moto Casal RZ 125 que esteve na Exposição Bicicleta Motorizada, no Centro de Artes de Águeda.

Começamos por destacar os travões de disco, fabricados pela Grimeca, existentes nas duas rodas. Este tipo de equipamento era o desejado na época e o que correspondia aos gostos do momento.

O metal do disco era perfurados com círculos, que estavam feitos de forma ordenada, de modo a permitir um melhor arrefecimento do metal quando eram usados, e sem lhes retirar integridade estrutural.

Na frente a suspensão da forqueta era da marca Marzocchi. Esta marca também foi escolhida para equipar outras motos portuguesas da Anfesa e da AJP. 

Olhando para o guiador podemos ver um mini-depósito de óleo mineral da Magura ao lado de um punho vermelho, que combinava com outros elementos na mesma cor existentes na Casal RZ 125. 

O motor Casal de 125 cc tinha refrigeração líquida, pelo que na frente do quadro era possível ver um pequeno radiador onde este líquido era arrefecido graças à passagem do ar.

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2016/01/13

Calendários Ruquita com bicicletas Etiel


As bicicletas Etiel são vendidas pela Ciclocoimbrões - Comércio de Velocípedes, Lda., empresa que existe desde 1970 e que se localiza em Vila Nova de Gaia. O nome das bicicletas Etiel vem da inversão das letras do apelido do fundador da marca Joaquim Leite. Este último teve José Coimbra (que entretanto faleceu) na sociedade da empresa que se dedica a tudo o que esteja relacionado com bicicletas.
Segundo informação retirada do site da empresa, como corredor de bicicleta Joaquim Leite representou diversas equipas entre 1960 e 1975. Aldoar e Coimbrões na categoria de Populares, como Júnior representou o Académico, como Sénior e Profissional representou o Futebol Clube do Porto e o Sport Lisboa e Benfica, tendo abandonado a modalidade quando deixou de existir a Categoria de Profissionais, por não estar de acordo com a extinção, o que levou os Clubes a abandonar a modalidade.
Sendo uma referência na área dos veículos motorizados e bicicletas, desde cedo esta empresa se impôs no mercado nacional pela sua seriedade, competência e, sobre tudo, pela qualidade dos produtos, que sempre representou e distribui. Estes foram os motores importantes do crescimento da empresa, que hoje distribui as melhores marcas do sector das duas rodas, como SRAM, Rock Shox, Avid, Mavic, Sigma, Carnac, Continental, Gios, Selle Itália e muitas outras marcas que podem ser aqui consultadas no nosso Web Site.
Em bicicletas de estrada a Ciclo Coimbrões é detentora da sua marca própria ETIEL, a qual venceu 7 Voltas a Portugal, impondo-se pela sua qualidade e confecção.
É representante e distribuidor das famosas bicicletas BMC na área de estrada e BTT, campeãs do mundo nas duas disciplinas, e ainda das marcas Bergamont, Wilier e Haibike, assim como as bicicletas Commençal.

A Ciclo Coimbrões cresceu e em 1988 expandiu-se para a baixa da cidade do Porto, tendo adquirido, a Bicimotor Lda., sendo apresentada no mesmo site como uma empresa "ligada ao ramo motorizado e também de bicicletas. Esta empresa tinha na altura grande dificuldade de continuar no mercado. Hoje, graças a uma gestão de rigor e seriedade, representa marcas de grande prestígio como a Haro Bike, BMX e MTB, Motorex óleos e seus derivados, Magura (No Fear, Clover roupas para motos), Regina, entre outras. Actualmente a Bicimotor encontra-se localizada junto às instalações da Ciclocoimbrões."

No verso, os calendários fazem publicidade ao calçado Ruquita e na frente podemos ver Viriato Duarte, Manuel Correia, bem como a restante equipa profissional de ciclismo da Ruquita / Philips / Feirense.

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