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2016/06/25

Moto Nacional - 12.º Motorclássico / 2016 (3/3)


E depois de mostrarmos o primeiro e o segundo grupo de fotografias da moto Nacional com motor JAP de 500 cc, que esteve em exposição na última edição do Salão Motorclássico, chegou a altura de publicar o último grupo de fotos.

Começamos com a parte de baixo do quadro, na zona onde assenta o motor desta moto do ano de 1934, feita em Portugal, onde se pode ver o descanso que a moto tem.

Lateralmente vemos bem o contorno do quadro, que é horizontal na zona do motor, tornando-se depois diagonal de modo a permitir o aperto do eixo da roda de trás, não tendo qualquer tipo de amortecimento.

No depósito estão pintadas a dourado as letras Nacional sobre fundo vermelho. Mais ao lado há uma borracha que evitava que os joelhos do motociclista batessem no metal do depósito.

Na foto anterior podemos ver a zona por baixo do selim, que era amortecido com recurso a molas.

A suspensão dianteira era regulável rodando-se esta peça de marca Para Sol (?) ASA.

Os cromados estavam presentes em grande quantidade, o que ficava bem no conjunto pintado de cinzento. O escape está alinhado com o quadro, sendo também ele horizontal na parte que passa por baixo do motor e levantando depois em diagonal.

E terminamos com a borracha de que já falámos, que está colocada no depósito, que era de marca John Bull.

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2016/05/20

Moto Nacional - 12.º Motorclássico / 2016 (2/3)


Estamos quase de partida para ir visitar a 24.ª Automobilia de Aveiro - 2016 em busca de mais informações e material para divulgar neste blogue, mas enquanto não o fazemos, aproveitamos para mostrar mais algumas fotos da moto Nacional Sport que esteve em exposição na edição do Salão Motorclássico 2016.

Como já dissemos na publicação anterior, está equipada com motor JAP de 500 cc e com caixa de velocidades Albion. Foi mais fácil recorrer a material já existente produzido por marcas estrangeiras, do que estar a desenvolver ou adaptar material feito em Portugal.

Na moto Nacional a parte do desenvolvimento feito pelo grupo de sócios incidiu sobretudo no quadro e na ligação entre as várias peças e componentes. Reparem na imagem anterior no pormenor dos suportes que ligam o farol à suspensão.

E este outro pormenor onde se vê o suporte que prende o guarda-lamas da roda da frente à suspensão já referida. É uma filosofia de trabalho que hoje é replicada por várias oficinas que transformam motos comerciais em motos personalizadas. Mas no caso da moto Nacional, tentava-se tornar um trabalho personalizado, num trabalho comercial.

A cor cinzento prateado fica bem no conjunto, pois joga com os cromados do metal e com a cor de componentes com o metal à vista.

Terminamos este artigo com fotografias onde se podem ver os cubos das rodas e os tambores dos travões ai existentes, bem como do escape que entretanto foi reconstruído.

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2016/04/25

Moto Nacional modelo Sport - 12.º Motorclássico / 2016 (1/3)


Hoje é 25 de Abril e aparentemente fugimos ao tema do dia, onde seria de esperar que aqui mostrássemos um blindado Chaimite da Bravia ou um camião Berliet Tramagal, provavelmente em contexto revolucionário...

Mas não, optamos por mostrar algo diferente, mas que fosse nacional... Pelo que divulgamos fotografias da moto Nacional de 1934, equipada com motor JAP com 500 cc!

A nossa missão auto-imposta de divulgar o passado - para que melhor se possa construir o futuro, é de todo pertinente num dia em que muitos olham de lado para um acontecimento que pretendeu mudar o rumo de um povo e de um país, para que esse povo possa mudar o seu rumo e o seu país. É isso que fazemos neste blogue, agarramos naquilo de que gostamos e fazemos algo por ele, tentando levar um rumo e mudar o nosso país.

Com a moto Nacional podemos fazer algumas pontes entre o que dissemos anteriormente e a história de uma marca que começa a perder-se no tempo... Afinal foi em 1934 que 3 homens pretenderam mudar o rumo das suas vidas - e do seu país - fabricando motos a partir dos conhecimentos técnicos que tinham.

Os mais cépticos dizem: "Mas para quê, isso não deu em nada!...", ou "Uma moto nacional com motor inglês, só mesmo de um português!...".
Dizer mal e apontar defeitos é fácil, mas o que é certo, é que passados estes anos todos olhamos com orgulho para estas motos e com elas podemos calar aqueles que acham que só se fabricaram motorizadas com 50 cc em Portugal.

Como é que teria sido se os autores desta moto tivessem superado as dificuldades que todos os projectos têm, e tivessem continuado por muitos e bons anos a produzir motos? E se pelo meio tivessem tido a ousadia de entrar em competições com elas e obtido algumas vitórias? E se tivessem desenvolvido motorizações próprias com diferentes cilindradas? Não sabemos, mas pelo menos tentaram!

Este exemplar esteve em exposição em Lisboa, no salão Motorclássico, juntamente com outras duas motos Nacional / SMC.
No passado pertenceu a Augusto Maia que desenvolveu os projectos da marca. Tem o número 500 S 101 no quadro e caixa de velocidade de marca Albion.

Brevemente mostraremos os outros exemplares que estiveram em exposição, para que se saiba como é que foi!

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2016/04/09

12.ª Edição do Salão Motorclássico / 2016 - Balanço


E já visitamos a 12.ª Edição do Salão Motorclássico, na FIL, em Lisboa, e aqui estamos a fazer o balanço do que vimos. Para terem noção da evolução do evento, podem ver o que já escrevemos anteriormente sobre as edições de 2015, de 2013 e de 2012, sempre na perspectiva dos veículos de fabrico nacional.

Em termos gerais o balanço é positivo, sendo esta avaliação o resultado da ponderação de situações extremadas / opostas, que de seguida passaremos a explicar.

Na parte positiva, destacamos a exposição das motos SMC / Nacional no espaço do ACP, onde podíamos ver 3 motos desta marca integradas na exposição "A Moto Portuguesa Nacional / SMC - Juntas pela primeira vez desde os anos 30". Foi uma oportunidade para saber um pouco mais sobre esta marca, facto que não se deverá repetir tão brevemente. Ainda em relação a esta exposição, temos de deixar um reparo ao ACP, em relação às imagens usadas no painel que servia de cenário, pois algumas das fotografias antigas utilizadas com motos SMC / Nacional foram retiradas da Internet. Já que foram feitas diligências para juntar as 3 motos, será que não podiam ter feito um esforço para conseguir fotografias desconhecidas da maioria das pessoas, tornando a exposição ainda mais especial.

Outro dos aspectos positivos foi a presença do Clube UMM, com um espaço onde se podia ver um jipe UMM Alter CD de competição, conhecido no meio UMMista como a "Madona". Era o único espaço com representação de uma marca nacional - que ao longo dos últimos anos tem estado sempre presente, variando os exemplares em exposição e organizando uma caravana que deste modo junta os adeptos da marca.

Outro dos aspectos positivos foi a grande quantidade de triciclos antigos, de trotinetas e de carrinhos a pedais que estavam disponíveis para venda. Não é de estranhar o crescente número de interessados nestes artigos, em parte devido à divulgação que deles temos feito neste blogue. Na imagem anterior podemos ver uma série de material da marca Sá & Portela. Mas também havia material da Sóbrinca e da Bébécar em diferentes vendedores.

Outra mudança que registamos para melhor, é a do surgimento neste Salão Motorclássico 2016 de várias iniciativas que associam artesanato e arte aos veículos nacionais. Na imagem anterior podemos ver um quadro com um jipe UMM feito em arame. Num outro espaço era possível ver as aguarelas de Yoshiharu Miyakawa - autor da proposta da evolução do jipe UMM, o modelo A4, que agora se dedica a esta forma de arte. O autor estava presente no espaço (e ao qual oportunamente aqui daremos destaque) tendo esta oportunidade sido aproveitada para um contacto pessoal com o designer.

Em relação ao leilão de automobilia que se realizou, ficava-se com a sensação de que o número de produtos para venda era reduzido, ainda assim houve oportunidade de se licitarem artigos da Autosil, da Galp, da Sacor e da Mabor General.

Em relação aos pontos fracos do salão, apontamos a quase inexistência de bicicletas e de motorizadas de fabrico nacional em exposições de entidades com elas relacionadas.

As que pudemos ver estavam em espaços de comerciantes que também vendiam outros produtos ou em espaços que representavam clubes / grupos ligados às duas rodas, mas aparecendo sempre de forma diluída.

Do mesmo modo também não se viam vendedores cujo principal ramo de actividade estivesse relacionado com as muitas marcas de motorizadas nacionais produzidas. Será esta situação sinal de um novo período de alheamento em relação a esta realidade, que muitos vêem como o parente pobre que temos de fazer os possíveis para não convidar para a festa? Ou tão somente é resultado do normal funcionamento do mercado, que neste caso não tem espaço para este tipo de veículos?

Só o futuro o poderá dizer.
Terminamos dizendo que a afluência de público no período em que estivemos no local era boa, bem como os espaços estavam preenchidos com os mais diferentes tipos e marcas de veículos. Foi ainda uma boa oportunidade de contacto com conhecidos e amigos, situação que só por si já justifica a deslocação. Agradecemos à organização pelas facilidades concedidas.

Agora entramos em modo de contagem decrescente para a XXIV Automobilia de Aveiro - 2016!

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2012/10/24

Moto SMC Nacional 500 cc de 1935 na Antigos n.º 18


E continuamos a apresentar uma cuidadosa escolha de material relacionado com veículos de fabrico nacional.
Desta vez recorremos à revista n.º 18, de Dezembro de 1995, do Clube Português de Automóveis Antigos, onde foi publicada uma fotos de uma moto SMC Nacional, modelo Turismo, de 1935, equipada com motor JAP de 500 cc, fabricada pela Seixas e Marinho da Cruz.

É um dos exemplares que se encontra conservado e que nos leva até um tempo em que os motores que equipavam as motos de fabrico nacional eram um pouco maiores (para não dizer "mais grandes"!).

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2011/12/23

Selo com SMC Nacional de 500 cc de 1935


Mais um selo que foi editado pelos correios. Este é da moto SMC - Nacional com 500 cc e tem o valor facial de 30 cêntimos. O picotado do selo tem uma Cruz de Cristo a meio das laterais.
Relembro que a SMC - Nacional não produziu só esta moto, havendo mais duas em território nacional.

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2010/06/12

Postais com motos portuguesas


Os CTT fizeram uma série de 8 selos sobre motos portuguesas, em que vários ciclomotores, motorizadas e motos apareciam vistas de lado.

Nas fotografias que aqui apresentamos, aparecem 4 postais com alguns dos veículos escolhidos para os selos. Um deles tem a Vilar Cucciolo de 1955.

Outro tem a SMC Nacional de 550 cc. do ano de 1935.

Outro tem a Famel Foguete de 1959.

E outro tem a 1.ª scooter nacional, a Casal Carina.
Estes postais estão disponíveis para troca ou para venda. Os interessados devem usar o e-mail para tratar do assunto.

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2008/08/12

Moto Nacional "encontrada" - Topos e Clássicos


aqui falámos desta revista, hoje é dia de mostrar a capa da "Topos e Clássicos" n.º 59, datada de Março de 2006 que tem o artigo "Moto Nacional encontrada" - este exemplar da revista é importante para se perceber melhor a história da marca SMC Nacional.
No artigo é abordada é explicada a história da moto Nacional do Sr. Augusto Maia, que passados muitos anos reapareceu, antes de o seu construtor falecer.

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