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2016/08/03

Ciclomotor Selza Type Sport com motor Cucciolo (3/3)


Depois de aqui termos apresentado o primeiro e o segundo grupo de fotografias do ciclomotor antigo de marca Selza, Type Sport com motor Cucciolo da Ducati, terminamos o conjunto com mais uma série de detalhes.

Damos especial destaque ao selim de marca Raio, em forma quase triangular, que foi fabricado em Portugal.

Por vezes este tipo de componentes é substituído por outros, mais conhecidos e que se conseguem com mais facilidade.
Falamos, por exemplo, dos selins com capas da Pagusa, dos quais há muitas reproduções no mercado.

Neste caso a borracha está completa, sem rasgos. Por esse motivo para quê desvalorizar o veículo com uma peça feita nos nossos dias?

A estrutura em metal que suporta a capa tem gravada a marca Raio, como se pode ver numa das fotos anteriores. Alguns dos elementos metálicos precisam de uma reparação, que com facilidade se realiza.

Como já dissemos, este ciclomotor Selza tem o guarda-lamas com 5 saliências e o pequeno elemento oval na zona da junção das hastes do guarda-lamas.

Estes dois elementos são característicos do fabricante que ainda não conseguimos identificar... Quem puder esclarecer a situação, deixe comentário por favor.

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2015/07/08

Ciclomotor Viagos Special Model incompleto com quadro EFS (2/4)


Com esta série de fotografias continuamos a apresentação do ciclomotor Viagos Special Model com quadro da EFS.

Como podemos ver pelas fotos enviadas por Edgar Fortura (obrigado mais uma vez!), este ciclomotor tem suspensão na roda da frente.

O selim que tem é da marca Raio e tem a capa em borracha preta, que a par das molas existentes na estrutura do selim, permitiam amortecer o impacto recebido pela roda de trás.

No varão do quadro que está junto da roda dianteira é possível ver na parte interior os pontos de apoio onde era colocada a bomba de ar, bem como pontos de passagem de cabos, que estão localizados na parte inferior.

Junto do farol de marca Daimon podemos ver as terminações da forqueta, que têm uma forma que lembra um dedal de grandes dimensões.

O farol e o farolim são alimentados por um dínamo que está colocado na parte de trás, juntos das ferraduras do travão, tal como acontece com o farolim.

Mais fotos brevemente!

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2014/04/30

Selim Raio "R-90" em couro para bicicleta


Um dos factores que origina a falta de interesse pelos veículos nacionais é a falta de conhecimento, por parte de quem fala sem ter noção do que diz.

Mas estamos cá para mudar esta situação.
É claro que não são obrigados a gostar de veículos de fabrico nacional, mas pelo menos podem falar e saber o que estão a dizer.
Reparem, por exemplo, neste selim em couro, da marca Raio, de Águeda.

Fica bem numa qualquer bicicleta antiga, especialmente numa pasteleira com travões de alavanca.
O couro tem duas ranhuras na parte de cima em vez de simples orifícios, como se pode ver noutros selins do mesmo tipo.

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2014/01/25

Ciclomotor Raio com motor Cucciolo em exposição


Ainda há muito para dizer sobre a indústria dos ciclomotores em Portugal. As informações disponíveis não são muitas e as que há estão dispersas.
Mas devagar vamos juntando as peças deste quebra cabeças! Hoje juntamos mais uma...
Este ciclomotor de marca Raio com motor Cucciolo aparenta ser de montagem nacional.
Será que tem há alguma ligação entre a marca de ciclomotores Raio e a marca Raio dos selins?

O depósito de combustível está colocado na zona central no quadro, certamente devido à ocupação do local onde devia estar, pelo suporte de mercadorias.

Tem suspensão dianteira das que recorrem a uma mola e à articulação de peças, de forma a amortecer as pancadas sofridas no ciclomotor à medida que este circula pela rua.
Duas das fotografias que apresentamos foram tiradas na Exposição de bicicletas Antigas no Madeira Shopping - que pode ser visitada até dia 2 de Fevereiro.
O meu obrigado a Dinarte Nascimento pela cedência das fotos!

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2009/07/06

Sóbrinca Deluxo - Bicicleta para criança (1/2)

Se há dias em que escrever neste blogue é uma coisa objectiva, outros há em que é uma coisa subjectiva. Mas num caso e no outro, há um objectivo: falar das "rodas nacionais".
Mas também há dias em que a escrita não tem adjectivos pelo meio e dias em que a escrita está cheia de adjectivos - no 1.º caso não há opinião de quem escreve, no 2.º caso o texto é mais subjectivo, uma vez que está contaminado com a opinião do autor.
Hoje o texto é tendencialmente de 2.º caso (e acho que amanhã também o será...).

Então vamos lá:
Se Sintra tem o museu do brinquedo mais conhecido do país - fruto da doação de uma colecção de brinquedos que alguém fez durante muitos anos, já Caldas de S. Jorge não tem o museu dos brinquedos fabricados no seu território.
Se no 1.º caso a coisa foi feita por gosto e nos tempos livres (será que foi?), no 2.º caso o museu não existe, nem existe nenhuma valorização por parte de quem esteve ligado a estes projectos, talvez por estarem associados a esforço e horas de trabalho. As fábricas fecharam e hoje nestas localidades ainda não se reuniram esforços para mostrar o que de bem faziam. Afinal estes foram os brinquedos da infãncia de muitos de nós.
É a dicotomia deste país, não fazer nada versus fazer alguma coisa. Aparentemente os primeiros levam vantagem considerável sobre os segundos.
Aos segundos resta-lhes arregaçar ainda mais as mãos e trabalhar para verem o seu trabalho reconhecido, ou então, esperar que os primeiros sofram privações por não trabalharem - mais tarde ou mais cedo terão de fazer alguma coisa, afinal as vacas gordas não duram para sempre e sempre ouvi dizer que "quem não trabuca, não manduca".
Sei que o que descrevi ainda poderá demorar alguns anos a acontecer, ou nem chegar a acontecer - mas o tempo dirá que tenho razão.
O Museu do Brinquedo de Sintra está desenraizado no local onde se encontra - com excepção da provável relação entre o coleccionador e a localidade onde está o museu + o facto de alguma da população de Sintra ter tido capacidade financeira para comprar brinquedos, numa época em que não era qualquer um que os tinha.
A questão é que é uma colecção de brinquedos que tanto poderia ser de um coleccionador português, como brasileiro, como angolano... É uma colecção que resulta de um critério pouco objectivo: juntar brinquedos! Apesar de ter o interesse de mostrar diferentes exemplares de diferentes épocas, materiais e culturas.
Acontece que em Caldas de S. Jorge fabricaram-se, e ainda se fabricam brinquedos... Brinquedos esses que estão intimamente ligados a quem nós somos. Também se ignora o passado industrial, que acaba por se refectir no modo como hoje se encara o presente. Um museu com uma colecção desses brinquedos pode ser uma mais valia indiscutível: relembra um passado de iniciativa, de determinação e de capacidade criativa. Esse museu poderia ainda ter uma zona para exposição, temporária ou permanente, de brinquedos representativos da industria nacional: da Maia Borges, da Majora, da Osul, da Luso Toys e de outros tantos.

Não será pela falta de matéria prima que o museu não estará repleto. Já aqui mostrámos brinquedos da Bébécar, da Carbébé, da Fabruima e da Sóbrinca. Tudo marcas que laboraram em Caldas de S. Jorge e estou certo que a lista ainda não está completa (a Fabrinca também será de lá?...).

Como dizíamos no início deste texto, o objectivo é falar das rodas nacionais, pelo que aqui estou eu a apresentar esta bicicleta com rodinhas da Sóbrinca. É o modelo Deluxo, tem selim da marca Raio...

As rodas são em borracha maciça, com uma faixa lateral branca. Já as rodas são em chapa estampada e cortada de modo a imitar os rais das rodas dos "grandes".

Tem um suporte para mercadorias na zona traseira e brevemente haverá mais fotografias sobre ele.

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