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2018/04/13

Salão Motorclássico 2018 - Balanço (1/2)


Realizou-se há pouco dias o Salão Motorclássico 2018, em Lisboa, na FIL. E à semelhança do ano passado, aqui estamos a fazer o balanço do que observámos neste evento dedicado ao veículos antigos. Esta análise divide-se em duas partes, de modo a facilitar a escrita e a abordagem de temas.

Sendo o Rodas de Viriato um blogue dedicado à divulgação dos veículos de fabrico nacional, e de tudo o que com eles estiver relacionado, é precisamente por ai que começamos - tendo noção de que há vida para além deste limite.

Afinal não é por termos tido uma indústria de fabrico de motorizadas / motos, bicicletas, jipes e camiões (entre outras), que eles têm de ser valorizados num dos maiores eventos deste tipo (incluindo Automobilia de Aveiro e Autoclássico). Mas tal como na antiga publicidade do leite "Matinal", em que uma senhora perguntava "Se não gostar de mim, quem gostará?", também neste caso podemos perguntar:
- Se os veículos nacionais não forem valorizados num evento destes, onde é que vão ser? Num salão em França, Itália, Reino Unido ou em Espanha?

Felizmente havia muitos e variados veículos fabricados em Portugal em exposição no Salão Motorclássico 2018 (com excepção das motorizadas e das bicicletas, que pouco representadas estavam).
Começamos por destacar a presença do automóvel APM, um descapotável construído no Porto em 1937 e que até esta data permanecia desconhecido da esmagadora maioria de entusiastas de veículos construídos em Portugal.

Havia ainda dois automóveis, também eles descapotáveis, Citroen AX BB Cabrio em exposição / à venda. Tendo em conta o número de exemplares produzidos, esta situação é motivo de alegria. Para além disto, estavam pintados de cores diferentes, o que tornava a situação mais especial.

O Clube UMM, e à semelhança de anos anteriores, continua a estar presente tendo o cuidado de colocar em exposição diferentes versões de jipes UMM, o que mostra a dedicação e empenho deste clube liderado por Norberto Liberato. Este ano os visitantes do Salão Motorclássico podiam ver um UMM Alter versão reboque e um UMM 4x4 transformado pela INASI, para combate a incêndios.

Ainda no que respeita a estes jipes, pudemos ver a imagem do início da linha de montagem dos jipes UMM (e que aqui divulgámos em 2014), impressa no livro Berliet, Chaimite e UMM – Os Grandes Veículos Militares Nacionais, que foi oficialmente apresentado no final do dia de Sábado.

Durante a apresentação foi possível ouvir o autor - Pedro Monteiro, bem como pessoas ligadas à Metalúrgica Duarte Ferreira e à causa militar, falar sobre os veículos militares fabricados em Portugal (e sobre as dificuldades inerentes a este processo).

A apresentação do livro foi feita no espaço da Associação Portuguesa de Veículos Militares, que tinha em exposição um camião Berliet Tramagal, versão TG4 T21, que integra o espólio do Museu Militar de Elvas.

No leilão de automobilia realizado no salão também havia alguns artigos relacionados com marcas nacionais. Destacamos uma chapa esmaltada antiga dos pneus Mabor General, vertical, de grandes dimensões.

Pudemos ainda registar diferentes situações que demonstram que os veículos de fabrico nacional continuam presentes e vivos no imaginário de muitas pessoas.
Na imagem anterior vemos uma aguarela com o automóvel Edfor que estava a ser realizada enquanto decorria o certame.

Na banca de Carlos Martins / Old Moped havia uma grande variedade de artigos para motorizadas e motos portuguesas, bem como para bicicletas antigas fabricadas em Portugal. Os selins "high rise" para bicicletas Stelber levavam-nos para final dos anos 70 / início de anos 80, quando pedalar em bicicletas com formas exageradas era moda.

E não podemos terminar esta reportagem sobre o que vimos no Motoclássico 2018, sem falar no espaço da empresa Ferrugens e Companhia que comercializa uma ampla gama de produtos para restauro, manutenção, conservação e recuperação de veículos antigos. Para os que pudessem ter dúvidas sobre os resultados obtidos, neste espaço era possível contactar com peças tratadas com os produtos que a Ferrugens e Companhia representa, vendo-se os resultados obtidos. Qualquer dúvida ficava logo desfeita!

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2016/05/27

24.ª Automobilia de Aveiro / 2016 - Balanço (1/2)


Será que ter 24 anos é sinónimo de maluqueira, imaturidade e rebeldia?
Pelo que pudemos ver na 24.ª Automobilia de Aveiro - 24 anos depois da 1.ª edição, não!

No último fim-de-semana visitámos aquele que é considerado o maior e melhor evento realizado em Portugal relacionado com tudo o que pertence ao universo dos veículos antigos e clássicos - a Automobilia de Aveiro, também chamada de Feira de Aveiro, pela forte componente comercial que tem.
A avaliação que fazemos do evento é muito positiva em todos os aspectos e apresentamos de seguida alguns deles.

Pudemos ver uma grande diversidade de tipos de veículos / meios de transporte das mais variadas marcas e para as mais variadas funções. Isto para não falar na abrangência temporal, que começava no início do século passado e acabava no final do mesmo século.
Vimos tanta coisa, que decidimos dividir o balanço que fazemos do evento em duas partes: o que estava no interior dos pavilhões e o que estava fora dos pavilhões, sendo esta a parte que respeita ao que vimos dentro de portas.

Mas para além do que está em exposição e para venda, também interessa quem está com material em exposição e para venda, afinal um evento também são as pessoas que lá estão e que lá vão. Neste aspecto a Automobilia de Aveiro soma pontos, pois funciona como local de encontro de quem vive e de quem gosta desta temática.
Nas imagens podemos ver algum do material vendido por quem está ligado às duas rodas antigas de fabrico nacional. Na foto de cima vemos uma SIS Sachs V5 de António Francisco Silva.

E faróis e mais faróis com aro cromado e com vidro transparente ou amarelado, na banca de Carlos Martins / Old Moped.

E nas duas rodas sem motor, o destaque vai para a bicicleta Stelber Sport antiga, mas nunca usada, com selim comprido com flores estampadas, que estava para venda no espaço de Fernando Silva / Tupa.

Motorizadas e motos para venda não faltavam, tanto por restaurar, como restauradas. Na imagem anterior podemos ver uma scooter Casal S170 Carina, uma Casal Boss e uma Casal RZ 50.

Em relação às motos com motor 125 cc de fabrico nacional, a Casal K 270 era a que mais se via.

Mas se quem visitava o evento pretendia algo mais pequeno e com 4 rodas, podia comprar uns carrinhos a pedais da Sóbrinca, também eles antigos, mas nunca usados.

E se não tinha espaço em casa para guardar bicicletas, motorizadas, motos ou carrinhos a pedais, sempre podia levar uma chapa antiga, das que eram usadas para colocar em bicicletas ou em motorizadas. O mais difícil seria escolher a que levar.

Um dos aspectos que diferencia a Automobilia de Aveiro de outras feiras, é a componente cultural / pedagógica que tem, ao organizar exposições temáticas sobre determinados assuntos, divulgando o nosso património. Na imagem anterior podemos ver a zona reservada para a Autosil, onde estavam em exposição dois automóveis antigos com publicidade à marca de baterias, bem como algumas chapas esmaltadas.

Os veículos estrangeiros também estavam em peso.
No corredor de acesso aos pavilhões podia ver-se uma exposição de motos Triumph, onde constava a moto que aparece na foto anterior, uma Triumph ND 550 de 1921 com side-car.

Os jipes antigos também não foram esquecidos, numa exposição podiam ver-se modelos 4x4 de versões militares.

A terminar, uma fotografia com candeeiros, objectos de decoração, relógios, placas publicitárias e fardas antigas. Tudo isto está relacionado com veículos antigos e também estiveram na Automobilia de Aveiro.
Agradecemos à organização, o C.A.A.A. - Clube Aveirense de Automóveis Antigos pelas facilidades concedidas no acesso ao evento.

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2015/10/11

Exposição "A pedalar" - Os veículos


É o último dia em que podem visitar a exposição "A pedalar..." no Vintage Festival, na FIL, em Lisboa.
Ontem foi dia de muitas visitas, pois sendo sábado, mais pessoas tiveram disponibilidade para o fazer.
Mais uma vez constatamos que o trabalho que desenvolvemos desperta curiosidade, interesse e sorrisos.

Podemos dizer que o nosso espaço foi um dos que originou mais levantamentos de braços com o dedo indicador esticado, seguindo-se frases como "Olha aquela bicicleta, é igual à que eu tive!..."; ou "Tive uma bicicleta como esta e depois tive outra como aquela!...".

Hoje é dia de aqui mostrar-mos os veículos que nela podem ser vistos, sendo que alguns já aqui foram apresentados de forma detalhada, mas outros não, sendo uma estreia...
Tivemos o cuidado de escolher exemplares de estilos diversificados e de diferentes marcas, de modo a mostrar um pouco do que foi a nossa indústria.

Fazendo a apresentação pela hierarquia do tamanho das rodas, começamos com o triciclo antigo a pedais, com punhos de madeira e pintado de verde.

Segue-se o triciclo antigo a pedais, pintado de vermelho e com punhos em plástico.

Depois a bicicleta para criança de marca Sá & Portela, modelo GTI Turbo com selim dos compridos.

Depois uma bicicleta Vilar, modelo Sport Especial, tipo pasteleira e com rodinhas para iniciação no andar de bicicleta.

Esta Confersil modelo Formula 1 é um modelo concebido para velocidade, tendo o quadro rebaixado na parte da frente e tampões de plástico nas rodas, tudo para favorecer a aerodinâmica.
Por trás da bicicleta um letreiro publicitário da Moto & Restauro e outro da Sericértima.

A Esmaltina modelo Colt foi uma das precursoras do estilo BMX em Portugal, tendo muitas semelhanças coma Vilar Tip Top.

A Stelber, modelo Stratostreak 3 representava as bicicletas tipo chopper, com o guiador de dimensões exageradas, tal como o selim comprido.

Em termos das BMX com amortecedor central e pneus coloridos, tínhamos a UCAL Mickey Cross, também ela com tampões de plástico nas rodas, decorados com personagens da Disney.

A vertente de ciclismo está representada por esta bicicleta Órbita com pneus de medida 24 e com faixa branca lateral.

A terminar, a bicicleta pasteleira de roda 28 e com travões de alavanca, representada por uma Durand, Modelo Sport.
Agora só têm de as ver ao vivo!

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2009/03/31

Stelber Stratostreak 3 - parte 3/3






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2009/02/10

Stelber Stratostreak 3 - Parte 2/3


Depois de apresentada a 1.ª parte da Stelber Stratostreak 3, aqui fica mais um grupo de fotografias de pormenores desta Stelber, que poderão ser úteis a quem a recuperar uma igual.
O cubo traseiro modelo 3.3.3. de três velocidades.

A protecção da corrente, com o logótipo e marca Stelber.

O farolim traseiro - note-se que tem uma saída de luz na parte esquerda.

Um pneumático Saf-Tee com uma lista roxa lateral.

E o apoio para o guiador Swan-60.

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