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2026/01/15

Autoclássico Militar Oeiras 2026


Já é conhecido o cartaz do Autoclássico Militar 2026, que se realiza entre os dias 2 a 7 de Junho de 2026, em Oeiras.
Consultando o site oficial do evento podemos ver que está prevista a exibição de vários modelos e exemplares únicos e históricos de Chaimite, Comando, Leopardo, Gazela fabricados pela Bravia. Como se isso só não bastasse, também haverá "baptismos" de Chaimite e de Berliet Tramagal.
Este evento promove a exibição dinâmica e estática de "veículos utilizados pelas Forças Armadas e de Segurança Portuguesas, em várias épocas até ao presente. Carros de combate, autometralhadoras, auto socorro, transporte de tropas e carga, automacas, táticas, administrativas, etc.
- Guerra em África 1961-1974 
- Missões de paz em Moçambique, Angola e Timor.
- 2.ª Guerra Mundial. 
- Modelismo militar. 
- Equipamentos de comunicações militares.
- Veículos ex-militares de colecionadores."
Terá lugar na "Unidade de Apoio do Comando da Logística (UnApCmdLog), em Paço de Arcos, Oeiras, vulgarmente conhecido como o Quartel de Paço de Arcos ou "EMEL", por aí ter existido a Escola Militar de Eletromecânica".

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2024/03/11

Blindado Bravia Comando MK III (3/3)


Com a chapa da grelha do blindado Bravia Comando MK III terminamos a apresentação deste veículo militar que esteve em exposição na 29.ª Automobilia de Aveiro (em 2023).

A chapa com o emblema e marca do blindado refere "Reg. Patente N.º 52787", situação que não se observa nos camiões fabricados por esta empresa. Mas na chapa do blindado Chaimite já constava "Regtº. Patente N.º 47627". Pelo que  seria giro descobrir estes registos de patente e o que eles referem.

Foram fabricados 2 protótipos do Comando MK III e estavam equipados com motor Chrysler, mas este exemplar quando foi restaurado recebeu um motor Perkins de 4700 cc.

Deste modo a viatura pode deslocar-se pelos seus meios.
Esperemos que se consiga restaurar o motor original e que ele volte ao sítio, mantendo-se assim o rigor histórico. 

De acordo com a informação existente no local, o Bravia Comando MK III levava uma guarnição de 3 + 5 homens e estava equipado com 2 metralhadoras 7,62 e com lança granadas.

Sendo feito com chapa que resistia a disparos de armas, o peso total era de 4.850 Kg, que eram suportados por pneus Mabor General, fabricados em Portugal.

E terminamos com um pormenor da proteção de uma das janelas da frente, que podia ser protegida com uma peça rebatível, que tinha um pequeno vidro.

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2024/01/31

Blindado Bravia Comando MK III (2/3)


Parece um focinho de cão, com umas pestanas grandes; mas é só um pormenor do blindado Bravia Comando MK III que esteve em exposição na 29.ª Automobilia de Aveiro, em 2023.

Nesta publicação vamos mostrar o interior desta viatura blindada concebida para transportar polícias, guardas e militares para zonas onde podiam ser atacados com armas de fogo.

Na parte central do habitáculo destaca-se a estrutura que permitia a rotação da torre no tejadilho. A parte inferior desta estrutura é feita em malha metálica, o que facilitava a passagem de luz num espaço que se caracterizava por ser escuro, ao mesmo tempo que dava aderência ao calçado de quem nela estivesse.

À volta deste elemento havia vários bancos simples, que podiam ser recolhidos, criando mais espaço útil em caso de necessidade.

Na frente o condutor e o passageiro tinham bancos normais, tornando assim as deslocações mais confortáveis.

As portas não tinham forras, pelo que era possível ver a fechadura, bem como a solda das duas secções de metal que a constituíam.

Na primeira fotografia vemos a designação Comando Mk III colocada sobre o capot, que foi acrescentada depois deste Bravia Comando MK III ter sido restaurado, para evitar ser confundido com o Shorland, que não era fabricado em Portugal. 

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2023/10/30

Blindado Bravia Comando MK III (1/3) - 17.º aniversário Rodas de Viriato


E com este grupo de fotografia do blindado Bravia Comando MK III que esteve em exposição na 29.ª Automobilia de Aveiro, terminamos as comemorações do 17.º aniversário Rodas de Viriato.

Ao longo da caminhada de divulgação dos veículos fabricados em Portugal, que temos feito no mundo digital, este veículo foi um dos que esteve ao abandono e entretanto já tem assegurado o futuro num espaço museológico.

Este é um de dois protótipos que a Bravia fabricou para ver se conseguia que fosse adquirido pelas forças policiais portuguesas, o que acabou por não acontecer, tendo sido adquiridos os Shorland MK III. Este último tinha a frente de um jipe Land Rover, com arestas e vértices arredondados, enquanto que a restante viatura era em arestas vivas.

Esta situação não acontecia no Bravia Comando MKIII, que estava cheio de superfícies com chapa a direito e arestas em linha reta, dando-lhe um aspecto coeso e harmonioso.

Esta viatura foi desenhada por Aníbal Luís, que também esteve envolvido na projecção de dumpers da VM - Veículos Motorizados. S.A.R.L.., um dos quais tinha o balde de carga rotativo, o que permitia o despejo de materiais para o lado. 

Tal como acontecia nos blindados Chaimite, aqui as chapas em metal também foram soldadas.
Na parte superior era possível ver uma torre que fazia parte dos catálogos da Bravia para o blindado referido.

Sendo uma viatura de manutenção da ordem pública, tinha protecções para os vidros da frente, que em caso de necessidade, eram tapados por duas chapas de metal com aberturas cobertas por vidros sobrepostos, como acontecia no blindado Chaimite (situação facilmente observável na 5.ª fotografia desta publicação).

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2023/10/05

Reportagem da 29.ª Automobilia de Aveiro / 2023 (1/2)


A 29.ª Automobilia de Aveiro foi em Maio e só agora apresentamos a reportagem, mas mais vale tarde do que nunca!
E para começar bem, nada como mostrar um dos protótipos da viatura Bravia Comando MK III que foi recentemente recuperada pela Associação Portuguesa de Veículos Militares Antigos.

Mais uma vez foi com gosto que passeámos pelos corredores das zonas de venda e pelos diferentes espaços com exposições; tanto temáticas, como de diferentes marcas ou tipo de veículos.
Logo na entrada havia uma exposição de automóveis que commumente são designados de "super carros", seja pela sua exclusividade, seja pelas suas performances técnicas / mecânicas, o que permitia ver ao vivo automóveis que normalmente só se vêem na televisão ou em revistas.

Outra das exposições que se podia ver quando se entrava nos pavilhões, era de brinquedos antigos a pedal, podendo-se viajar pelos tempos e pelas formas - desde aviões, passando por jipes e acabando em trotinetas, havia-os para todos os gostos.

E continuando nos pedais, quem gosta de bicicletas de corrida, daquelas que participaram em provas de competição e em voltas a Portugal em bicicleta, também encontrava em exposição muita variedade e com componentes do mais alto nível.

Os clássicos de trabalho também estavam (mais uma vez) representados, desta vez com outros exemplares que no passado ajudaram a que a circulação nas estradas decorresse de forma tranquila e sem incidentes.

Mas as exposições temáticas não se ficaram por aqui. Numa próxima publicação falaremos mais delas e apresentaremos fotografias.

No que diz respeito ao material à venda, abundavam os artigos, as marcas, as dimensões e os materiais em que eram feitos.

Que tanto podiam estar em espaços de comerciantes mais especializados, como mais genéricos. Bastava estar atento e logo se vislumbravam artigos que interessavam (vejam por exemplo na fotografia anterior um letreiro luminoso dos pneus Mabor General e na outra, mais em cima, com um letreiro publicitário da SIS Sachs!).

E quem procura viaturas de marcas estrangeiras, também encontrava muita oferta, tanto de automóveis ingleses (ver foto anterior), como de automóveis americanos, alemães, italianos e franceses...

E nas motos e nas motorizadas a situação não era diferente, mais uma vez bastava ter dinheiro na carteira e a garagem lá de casa ficaria com menos espaço disponível. 

E o que dizer por exemplo das motorizadas de competição que estavam para venda? A amarela e verde era uma Minarelli PCB 50 cc GP Competizione e a cinzenta era uma Kreidler Van Veer. 

E em relação às motorizadas nacionais também se podia encontrar muita variedade. 
Na imagem anterior podemos ver um lote delas, encabeçado por uma Casal S170 Carina, seguida de uma Diana FC17.

Brevemente divulgaremos a segunda parte desta reportagem!

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2023/06/10

10 de Junho - Dia de não sei quê e de mais não sei o quê...


O patriotismo, evoluído para nacionalismo ou não; é a forma que muitos usam para dominar os outros, levando-os facilmente a uma obediência voluntária e cega.
Recentemente - na publicação de 25 de Abril de 2023, referimos que o limite da temática deste blogue (os veículos fabricados em Portugal) não é um limite mental, mas tão somente um limite geográfico. Num país onde parece que nada se faz ou fez, afinal há material para alimentar os Rodas de Viriato durante 16 anos... O que aconteceria se não tivéssemos uma limitação geográfica?
Mas esta coisa do patriotismo pode ser desmontada muito facilmente, vejamos:
- Se o planeta Terra fosse invadido por extra-terrestres com maus intuitos, e isso exigisse a união dos povos terráqueos, o patriotismo não passaria rapidamente a planetismo? Lá se iam as diferenças de cores, religiões, línguas, orientações sexuais, políticas... num instante!
E se o "antigamente é que era bom!" parece ser o futuro, algo está mal!
Há quem defenda que cada ser humano é fruto da sua própria experiência, o que ratificamos. Isto a par da liberdade que sentimos ter, faz-nos avançar para esta publicação, com um título que poderá parecer ofensivo para muitos. Mas paciência, se não gostam ficam com a tal experiência de que falámos anteriormente e que fará de vós o ser humano que são...
Ora, o que vemos e vivemos nos últimos tempos faz-nos sentir que há problemas sistémicos na "comunidade portuguesa". Sendo o nosso dia, temos direito a que seja como queremos. E como não houve reunião da comunidade para se decidir o que fazer, aqui vai de escrever uma série de coisas sobre o assunto.
Por outro lado o limite territorial pode ser uma forma de se arrumar o planeta e de fazer com que ele perdure como a natureza quiser (e aqui retiramos o ser humano da "natureza"). Esse poderá ter sido um dos impulsos para a criação deste blogue.
As palavras são importantes, mas os actos ainda mais. Concretizamos isso mantendo este espaço, sempre com novidades e com material que é desconhecido de muitos. E no meio disso não há espaço para os lugares comuns que foram ouvidos (sim ouvidos, pois quem os diz certamente que não lê...) aqui e ali, como o "Votaram neles? Agora aguentem!" ou "É o país que temos!". 
Enquanto "comunidade portuguesa" somos senhores do nosso destino e fazemos com que ele vá para onde consideramos que deve ir, normalmente olhando para o que será o umbigo desconhecido e sem preferências segmentares ou de "partido" - é bonita esta palavra, pois vamos buscar algo que refere a parte / fragmento, para fazer governar o todo!
Os homem nascem iguais e não é por terem um fato e uma camisa de colarinho branco, que são mais sérios ou melhores. E não é por os meios de comunicação oficiais repetirem uma narrativa, que ela assim é. E não é por uma pessoa ser agente de autoridade, que o é!
Aceitemos o imperfeito como uma verdadeira tentativa de chegar ao perfeito; sem mentiras governamentais, sem esquecimentos de como foi, sem meias palavras, sem fugir às perguntas incómodas, sem incongruências ideológicas, assumindo a impreparação para cargos de chefia / poder... 

A terminar, na imagem vemos uma página do guia da 16.ª feira Internacional de Lisboa de 1975, onde a Bravia / VM colocaram a publicidade que vemos na imagem, onde se referem os diferentes veículos fabricados, com especial destaque para as viaturas de transporte geral: Comando; Gazela; Leopardo e Pantera. E para as viaturas blindadas Chaimite e Tigre.

Entretanto tornem-se "comunidade portuguesa" activa, lutando pelo que é justo para todos. Venham para a rua, tornem-se visíveis. E não depositem esperanças em vacos malhadas bem vestidas e falantes.

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2011/09/11

VM e Bravia na 11.ª Feira Nacional de Agricultura


Na revista Mundo Agrícola n.º 3, datada de 3 de Agosto de 1974, foram publicadas imagens que publicitavam o espaço de exposição da VM e da Bravia, na 11.ª Feira Nacional de Agricultura.
Na imagem anterior, podemos ver uma publicidade com um dumper VM, modelo 5/4 TD L, sendo referido que os dumpers VM eram um produto nacional, segundo a Portaria de 13 de Maio e de 10 de Outubro de 1963. Dizia ainda que eram adequados para serviço pesado ou muito intenso; para transportes rápidos das mais variadas cargas; grande capacidade de tracção, facilidade de deslocação em terrenos difíceis e estavam equipados com travões hidraúlicos.

A outra fotografia mostra três dumpers e parte de uma caixa de um reboque ou de um camião, que pela imagem não se percebe se é de um camião Bravia.
Há ainda duas placas, uma da VM que anunciava dumpers, tractores industriais, atrelados e veículos basculantes e outra da Bravia que não se consegue ver muito bem, mas que aparentemente anunciava viaturas especiais - Chaimite e Tigre; camiões Comando (?) - Gazela, Leopardo e Pantera. Na parte de baixo da placa tem alguma coisa escrita, onde parece dizer "Equipamentos de perfurações e (...)".
Pena que não se consiga ver mais da parte direita da foto, podia ser que fosse do camião que mais tarde foi apresentado na 17.ª edição da Feira Internacional de Lisboa.

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