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2016/12/27

Moto SMC Sport com JAP 500 cc - 12.º Motorclássico / 2016 (3/3)


E com este grupo de fotografias concluímos a apresentação da moto SMC Sport fabricada em 1973 em Portugal (ver também SMC Sport parte 1 e SMC Sport parte 2).

Sendo de uma época em que o trabalho manual era valorizado e necessário, tem muitos pormenores que revelam a dedicação com que foi construída.

A escolha da cor preta, com pormenores a vermelho e dourado também ajudam a fazer realçar os componentes usados.

Veja-se a zona do guiador, onde não faltam elementos.

Na traseira a roda era fácil de retirar, bastando desapertar os parafusos do cubo da roda e puxar esta na horizontal para fora. Isto depois de se levantar a secção do guarda-lamas que foi preparada para permitir este movimento.

As borrachas que existem lateralmente no depósito até parece que foram desenhadas propositadamente para ele, pois acompanham as suas formas.

Terminamos com uma pergunta: Quando aparecerá outra moto SMC para aqui divulgarmos?

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2016/11/24

Moto SMC Sport com JAP 500 cc - 12.º Motorclássico / 2016 (2/3)


E é com uma fotografia da moto SMC Sport vista de lado que começamos a apresentação deste segundo grupo de fotos desta moto fabricada no anos 30 do século passado em Portugal.

A cor preta domina o conjunto, onde os brilhos dos reflexos na tinta fazem parelha com os brilhos dos metais cromados, do motor JAP ou de outros elementos mecânicos da SMC Sport.

O velocímetro está embutido no coco do farol, estando este pintado de cor preta e onde se destaca o aro cromado.

No motor JAP são bem visíveis as marcações do número de série - KOZ / D 41 261 / K.

No motor também as tampas laterais estão pintadas de preto.

Na traseira da moto é possível ver o escape que tem o metal da panela recortado de forma regular longitudinalmente.

O selim do condutor tem forma triangular e molas para amortecimento do impacto da condução.

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2016/10/26

Moto SMC Normal com JAP 500 cc - 12.º Motorclássico / 2016 (1/3)


10.º aniversário Rodas de Viriato...
E continuando com o melhor dos veículos feitos em Portugal. Apresentamos fotos detalhadas da moto SMC modelo Normal que este em exposição no 12.º Motorclássico.

Esta SMC esteve na exposição "A Moto Portuguesa Nacional / SMC - Juntas pela primeira vez desde os anos 30", lado a lado com a moto Nacional e com a moto SMC Sport, pois fazem parte do mesmo projecto que pretendia desenvolver o fabrico de motos de grandes cilindradas em Portugal.

Ainda foram feitas e vendidas algumas motos desta marca, mas o projecto acabou por não conseguir desenvolver-se.

Os exemplares que chegaram até aos nossos dias mostram o nível de profissionalismo que os envolvidos no projecto tinham na concepção e no fabrico de cada modelo.

O quadro destas motos era feito com tubos de cromo-molibedénio e uniões em aço vazado, que segundo o que consta só era usado naquela época na indústria aeronáutica mais avançada.

O motor usado era um JAP inglês com 500 cc com válvulas à cabeça e lubrificação forçada.

Mais fotografias brevemente!

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2016/10/03

Moto SMC Sport com JAP 500 cc - 12.º Motorclássico / 2016 (3/3)


E com mais este grupo de fotografias damos por terminada a apresentação da moto SMC Sport com motor JAP de 500 cc que esteve em exposição no 12.º Salão Motorclássico.

É uma moto que nos faz viajar até ao período anterior à II Grande Guerra Mundial, época que viu surgir vários projectos a nível nacional que estavam em pé de igualdade com o que de melhor se fazia a nível mundial.

Basta colocarem esta moto ao lado do Edfor Grand Sport e entendem o que queremos dizer.

Mais uma vez damos destaque aos pormenores de construção, tanto em termos de peças e componentes, como do processo de fabrico do quadro.

Vejam a zona de ligação do quadro com o selim e a roda de trás.

E o pormenor da zona dos eixos das rodas, onde os diferentes elementos foram colocados de forma equilibrada e eficiente.

Nesta moto SMC o condutor ia montado num selim em pele, com molas por baixo, de forma a amortecer os impactos recebidos durante as viagens, pois não havia amortecedores na roda de trás.

Quem sabe quando é que voltaremos a ver mais algum modelo desta marca que ainda possa ter sobrevivido ao passar dos tempos.

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2016/08/26

Moto SMC Sport com JAP 500 cc - 12.º Motorclássico / 2016 (2/3)


Mais um grupo com fotografias gerais e detalhadas da moto SMC Sport com 500 cc que esteve na 12.ª edição do Salão Motorclássico.

Começamos com o pormenor do escape, que tem a ponteira contada diagonalmente, para o lado do passeio e elevada também na diagonal, com uma inclinação de uns 30º.

O guiador tem várias manetes e manípulos, prendendo junto dos punhos ou prendendo na parte de fora do guiador.

O motor JAP de 500 cc tem as letras da marca em relevo.

O painel de instrumentos tem um amperímetro da Miller colocado no coco do farol e o velocímetro / hodómetro da marca Smiths, que está colocado de forma independente..

Na SMC Sport os pormenores não foram deixados ao acaso.
Vejam na imagem seguinte a chapa de matrícula com uma luz de presença que ilumina as letras e os números.

No guarda-lamas da roda da frente a chapa da matrícula está colocada um pouco elevada em relação à chapa que a sustenta. Deste modo podia ser mais facilmente substituída se houvesse algum percalço.

Até apetece perguntar:
- Como é que seria se esta marca tivesse continuado a produzir até aos dias de hoje?

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2016/07/13

Moto SMC Sport com JAP 500 cc - 12.º Motorclássico / 2016 (1/3)


Quando fizemos o balanço do 12.º Motorclássico / 2016 escolhemos para imagem de abertura do texto, um pormenor da moto SMC Sport que esteve em exposição no evento referido. O destaque é mais que merecido, seja pela qualidade de construção da moto, seja pela sua raridade.

Esta moto esteve integrada na exposição "A Moto Portuguesa Nacional / SMC - Juntas pela primeira vez desde os anos 30", juntamente com outras duas motos dos mesmos fabricantes.

Uma delas - a moto Nacional - já aqui a mostrámos (ver parte 1, a parte 2 e a parte 3), pelo que hoje divulgamos outro modelo, também pintado de prateado.

As iniciais dos nomes dos fabricantes: Manuel Seixas e Marinho Cruz deram origem à SMC, modelo Sport equipada com motor JAP de 500 cc, fabricada já depois de Augusto Morais Maia ter abandonado a sociedade que tinha com Manuel Malheiro Seixas e José Silvestre (tendo o seu lugar sido ocupado por Marinho da Cruz).

Não podemos deixar de associar a década de 30 do século passado a projectos arrojados em termos de veículos de fabrico português. As motos nacional / SMC são a prova disso, juntamente com os automóveis Edfor.

E eram arrojados em termos de desenho / concepção, mas também em termos de componentes, procurando-se o melhor.
Na imagem anterior podemos ver o carburador de marca AMAL.

Este estava colocado numa posição que obrigava o depósito no lado esquerdo a ter uma zona metida para dentro, mas que mal se nota.

O punho direito da moto também tem gravada a marca AMAL.
Note-se que a manete estava colocada no final do tubo do guiador, com a extremidade virada para dentro, dando-lhe um toque especial.

Terminamos com uma fotografia da zona inferior do quadro, onde se podem ver os apoios do motor JAP de 500 cc.
Brevemente divulgaremos mais fotografias desta moto.

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2016/04/09

12.ª Edição do Salão Motorclássico / 2016 - Balanço


E já visitamos a 12.ª Edição do Salão Motorclássico, na FIL, em Lisboa, e aqui estamos a fazer o balanço do que vimos. Para terem noção da evolução do evento, podem ver o que já escrevemos anteriormente sobre as edições de 2015, de 2013 e de 2012, sempre na perspectiva dos veículos de fabrico nacional.

Em termos gerais o balanço é positivo, sendo esta avaliação o resultado da ponderação de situações extremadas / opostas, que de seguida passaremos a explicar.

Na parte positiva, destacamos a exposição das motos SMC / Nacional no espaço do ACP, onde podíamos ver 3 motos desta marca integradas na exposição "A Moto Portuguesa Nacional / SMC - Juntas pela primeira vez desde os anos 30". Foi uma oportunidade para saber um pouco mais sobre esta marca, facto que não se deverá repetir tão brevemente. Ainda em relação a esta exposição, temos de deixar um reparo ao ACP, em relação às imagens usadas no painel que servia de cenário, pois algumas das fotografias antigas utilizadas com motos SMC / Nacional foram retiradas da Internet. Já que foram feitas diligências para juntar as 3 motos, será que não podiam ter feito um esforço para conseguir fotografias desconhecidas da maioria das pessoas, tornando a exposição ainda mais especial.

Outro dos aspectos positivos foi a presença do Clube UMM, com um espaço onde se podia ver um jipe UMM Alter CD de competição, conhecido no meio UMMista como a "Madona". Era o único espaço com representação de uma marca nacional - que ao longo dos últimos anos tem estado sempre presente, variando os exemplares em exposição e organizando uma caravana que deste modo junta os adeptos da marca.

Outro dos aspectos positivos foi a grande quantidade de triciclos antigos, de trotinetas e de carrinhos a pedais que estavam disponíveis para venda. Não é de estranhar o crescente número de interessados nestes artigos, em parte devido à divulgação que deles temos feito neste blogue. Na imagem anterior podemos ver uma série de material da marca Sá & Portela. Mas também havia material da Sóbrinca e da Bébécar em diferentes vendedores.

Outra mudança que registamos para melhor, é a do surgimento neste Salão Motorclássico 2016 de várias iniciativas que associam artesanato e arte aos veículos nacionais. Na imagem anterior podemos ver um quadro com um jipe UMM feito em arame. Num outro espaço era possível ver as aguarelas de Yoshiharu Miyakawa - autor da proposta da evolução do jipe UMM, o modelo A4, que agora se dedica a esta forma de arte. O autor estava presente no espaço (e ao qual oportunamente aqui daremos destaque) tendo esta oportunidade sido aproveitada para um contacto pessoal com o designer.

Em relação ao leilão de automobilia que se realizou, ficava-se com a sensação de que o número de produtos para venda era reduzido, ainda assim houve oportunidade de se licitarem artigos da Autosil, da Galp, da Sacor e da Mabor General.

Em relação aos pontos fracos do salão, apontamos a quase inexistência de bicicletas e de motorizadas de fabrico nacional em exposições de entidades com elas relacionadas.

As que pudemos ver estavam em espaços de comerciantes que também vendiam outros produtos ou em espaços que representavam clubes / grupos ligados às duas rodas, mas aparecendo sempre de forma diluída.

Do mesmo modo também não se viam vendedores cujo principal ramo de actividade estivesse relacionado com as muitas marcas de motorizadas nacionais produzidas. Será esta situação sinal de um novo período de alheamento em relação a esta realidade, que muitos vêem como o parente pobre que temos de fazer os possíveis para não convidar para a festa? Ou tão somente é resultado do normal funcionamento do mercado, que neste caso não tem espaço para este tipo de veículos?

Só o futuro o poderá dizer.
Terminamos dizendo que a afluência de público no período em que estivemos no local era boa, bem como os espaços estavam preenchidos com os mais diferentes tipos e marcas de veículos. Foi ainda uma boa oportunidade de contacto com conhecidos e amigos, situação que só por si já justifica a deslocação. Agradecemos à organização pelas facilidades concedidas.

Agora entramos em modo de contagem decrescente para a XXIV Automobilia de Aveiro - 2016!

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