2019/09/30

Tricarro Diana para condutor com limitações físicas (1/2)


Parecia cena de programa de televisão, só que não havia argumento escrito sobre a situação, não havia câmaras de filmar a gravar e não se passava nos Estados Unidos da América (ou num outro país anglo-saxónico).

Ao passarmos pela localidade de Vale de Prazeres vimos um volume diferente, com três rodas, dentro de uma garagem antiga, o que fez despertar a curiosidade de quem gosta de coisas deste género.

Assim que foi possível, invertemos o sentido da marcha e fomos ver se percebíamos que veículo era este. Depois de nos apresentarmos ao Sr. André (a quem agradecemos a disponibilidade com que nos recebeu), foi possível confirmar que as nossas expectativas foram confirmadas (e superadas).

Estávamos perante um tricarro ou triciclo motorizado completamente diferente dos que normalmente vemos, pois tinha uma carroçaria que tapava a maioria dos componente mecânicos.

Na tampa de uma mala traseira tinha um emblema da marca Diana, que normalmente associamos a motorizadas antigas. Mas não tínhamos conhecimento desta marca ter fabricado ou vendido algo de parecido.

A traseira deste triciclo motorizado parecia ser de um microcarro, tendo farolins de cada lado, a matrícula estava colocada a meio e até tinha um pára-choques em metal.

O trabalho realizado até contemplou a inclusão de portas com dobradiças. Aqui, bem como no restante veículo, recorreu-se ao uso de tubagens de secção circular para realização da estrutura, sendo o revestimento da carroçaria feito com chapa.

Como se pode ver pela roda na imagem anterior, este tricarro ainda é do tempo em que se usavam as chamadas rodas grandes, como as usadas nas motorizadas.

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2019/09/29

Emblemas ovais da EFS antigos, em plástico


A EFS com as várias décadas de fabrico de material para motorizadas, bicicletas e motos produziu muito e diferente material, como é normal.
Nas imagens vemos um par de emblemas em plástico preto, tendo as letras EFS em material prateado (parece ser uma película metálica).

Neles aparece o logótipo da EFS, em que as letras estão dentro de um triângulo imaginário.
Nas laterais tem furações para poderem ser prendidos.

Estes emblemas antigos estão disponíveis para venda, para mais informações usar o contacto de e-mail existente na lateral direita do ecrã.

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2019/09/28

Autocolante antigo da UMM - Mocar S.A.R.L.


Da série de autocolantes antigos relacionados com jipes e com provas de todo-o-terreno que temos estado a divulgar, destaca-se este da Mocar, SARL, com o emblema da UMM.

Tem cerca de 40 centímetros de largura, pelo que seria para colocar em jipes que participassem em provas de competição, como era frequente em finais de anos 80, início de anos 90.

É impresso a cores, tendo sido usadas as cores correspondentes ao emblema do UMM e da Mocar.

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2019/09/27

Folheto com blindados Chaimite dos Comandos / Cavalaria


É vista por muitos como a viatura da Revolução dos Cravos, o 25 de Abril de 1974, que trouxe mudanças muito significativas a Portugal. Para outros, é uma cópia de um blindado americano… Infelizmente no leque de mudanças que o blindado Chaimite trouxe, com a sua participação no 25 de Abril de 1974, não veio o pacote de mudança de mentalidades, em que se erradicava com o pensamento de que tudo o que se produz em Portugal não presta, é uma cópia ou é um concentrado de defeitos. Quando se tem a autoestima em baixo e a desvalorização pessoal é grande, nada como dizer mal de uma coisa, se algo correr mal, ficamos sempre bem vistos. É mais ou menos a inversão da teoria da máxima que diz que "O não é certo!".

Mas o que não presta para uns, é o melhor que há para outros. Nós estamos nestes últimos, e divulgamos o que por cá se fez. Goste-se ou não, seja bom ou não, fizemos!
Sendo o blindado Chaimite um produto destinado a ser vendido, foram feitas publicidades, folhetos e panfletos onde se divulgavam as suas características e potencialidades.

Ao contrário do que se possa pensar, as vendas não se limitaram a Portugal e em termos internacionais foram feitas muitas diligências e contactos, para que o blindado fosse exportado para países em diferentes continentes. Devagar vamos tomando conhecimento do que foi feito e a surpresa é grande. Este folheto é um desses exemplos. Nele é apresentado o APC ("armored personnel carrier") Chaimite V-200, em uso pelos Comandos / Cavalaria de Portugal.

Numa das imagens vemos o Chaimite (com matrícula MX-57-54???) em uso, aparentemente num posto de controlo, com um soldado a comunicar via rádio. Noutra imagem vemos um blindado Chaimite com matrícula MX-57-23 num desfile comemorativo do 25 de Abril. Numa última imagem vemos as instalações da Bravia, no Porto Alto.
Assim se mostrava que a viatura podia muito bem servir os propósitos para os quais tinha sido concebida.

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2019/09/26

Catálogo bicicletas Órbita - Bicicleta referência 01.01.0011


Robustez é a palavra que melhor define os veículos fabricados em Portugal e nesta bicicleta pasteleira fabricada pela Órbita podemos ver isso num acessório especial, o suporte de mercadorias.
As bicicletas pasteleiras, tipo Yé-Yé são fortes e com componentes fabricados de modo a durar muitos anos, mas há quem queira sempre mais. Nesta podemos ver que o metal usado para fabricar o suporte de mercadorias é de dimensão considerável, permitindo suportar pesos significativos. Na parte de cima tem uma mola em metal que ajuda a segurar o que for preciso.
Nesta bicicleta que aparece no "Catálogo de bicicletas Órbita com 3 bicicletas na capa", com a referência 01.01.0011 vemos que está completamente equipada com conjunto eléctrico, mala para ferramentas, campainha e bomba de ar.

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2019/09/25

II Festival da Bifana & da Motorizada - Nespereira Alta


Do mesmo modo que vão surgindo encontros e passeios de motorizadas antigas um pouco por todo o país, também vão surgindo festivais deste e daquele tema, de acordo com as especificidades de cada zona.
Na Nespereira Alta (São Pedro do Sul) vamos ter uma mistura entre os dois tipos de acontecimentos. É o II Festival da Bifana & da Motorizada, onde haverá provas motorizadas (de perícia, para motorizadas até 50 cc). Pelo meio poderão comer bifanas e ver um concurso de lanhadores (??? será lenhadores?).
Para informações ou inscrições usar os contactos existentes no cartaz.

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2019/09/24

Automóvel Mini Moke pelo Algarve


Acabámos de entrar no Outono e com este facto o estado do tempo começa a mudar e as nuvens surgem no horizonte.
Mas ainda há dias de sol, que permitem passeios em automóveis descapotáveis, como o Mini Moke.

Foi um automóvel que teve uma linha de montagem em Portugal, pelo que não é de estranhar que se vejam alguns em circulação, especialmente no Algarve, nas zonas de praias, como é o caso do que vemos nas imagens.

Como forma de protecção para o sol, tem uma mini capota, que faz sombra para o condutor e para o acompanhante.

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2019/09/23

Emblema motorizada Vanguard H 4


A utilização de motores de marca Honda em motorizadas de fabrico nacional, é um dos aspectos pouco conhecido da nossa história ligada ao antigo mundo dos veículos de duas rodas, com motor.

A marca Vanguard tornou-se conhecida por vender motorizadas com estes motores a quatro tempos, tal como a Macal, que fabricava as motorizadas.
A chapa que vemos na imagem é de uma das motorizadas Vanguard de que falamos, sendo o "H 4" uma referência ao motor utilizado.

Este emblema antigo está disponível para venda, para mais informações usar o contacto de e-mail existente na lateral direita do ecrã.

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2019/09/22

Motorizada Cinal Pachancho Himalaia - 27.ª Automobilia de Aveiro / 2019


A Cinal Pachancho Himalaia foi um dos veículos nacionais de duas rodas, com motor, que tinha umas linhas bem características, como se pode ver nas imagens que apresentamos.
É mais uma das motorizadas fabricada naquela que é conhecida como a cidade dos arcebispos.

Na 27.ª Automobilia de Aveiro / 2019 foi possível ver uma exemplar à venda, estando pintado de azul, com pormenores a branco.

Um desses pormenores era o guarda-corrente de forma aerodinâmica, que fazia o prolongamento das linhas do motor, até à zona do eixo da roda traseira. Se fosse feito do mesmo material do motor, ficava com um ar espacial.

Como o nome indica, estava equipada com motor Pachancho, sendo a marca visível dos dois lados do motor.

Se no guarda-lamas da roda da frente tinha um decalque com o emblema da Pachancho, que dizia "Made in Portugal"; no quadro, por baixo do selim, tinha um autocolante que dizia "Braga - Portugal".

Por cima do depósito de combustível tinha uma grelha em metal que permitia o transporte de pequenos volumes ou de uma pasta com documentos / papéis, que eram presos com recurso a uma mola de metal.

Na imagem anterior vemos a zona da roda de trás, com o amortecedor, o escape e a zona onde prendem as malas, notando-se o cuidado com que os vários elementos foram concebidos.

No guiador vemos a marca Guia, num botão plástico. O farol era cromado e tinha o velocímetro embutido no metal.

O farolim também acompanha as linhas do conjunto, sendo como que o terminar da Cinal Pachancho Himalaia. Estava aplicado numa peça pintada de preto, para que a luz se fizesse notar melhor.

Nesta versão da Cinal Pachancho Himalaia ainda temos umas malas laterais na traseira, como que lembrando versões mais antigas da Pachancho.

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2019/09/21

XXIII Exposição de Motos Antigas - Paderne


No próximo dia 13 de Outubro de 2019 realiza-se a XXIII Exposição de Motos Antigas em Paderne (Algarve).
Para além da exposição, haverá passeio com os veículos antigos; porco no espeto; feira de velharias e animação.
Para mais informações, contactar a organização.

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2019/09/20

Automotora ME 2 na estação de Lousado em 1973


46 anos! É verdade, passaram 46 anos desde o momento em que esta imagem foi captada, até ao dia de hoje.
É de mais uma automotora de fabrico nacional, neste caso em concreto, a automotora ME 2

De acordo com a etiqueta que está colada no caixilho do diapositivo, esta automotora foi fotografada na estação de Lousado no dia 20 de Setembro de 1973.

Como a automotora foi fotografada de modo a que se visse a lateral e parte da traseira, destacamos este pormenor para acabarmos este texto. Assim podem apreciar o desenho da carroçaria!

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2019/09/19

Autocolante antigo do Clube Todo-o-Terreno (horizontal)


O lugar dele era numa chapa ou num vidro de um jipe UMM, Portaro ou de uma outra marca qualquer, durante uma prova de competição ou passeio, mas houve alguém que decidiu guardá-lo.
Passados anos aqui está, com uma dobra a meio, mas com as suas cores originais, para ser admirado.
Este autocolante antigo tem o verso impresso com a marca Fascal Permanent 380.

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Um pouco de respeito pelo trabalho!


Para não dizerem que não sabiam!

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2019/09/18

Factura de 1913 da José Nunes Corrêa


Material do final do Século XIX e do início do Século XX ajuda-nos a perceber como era Portugal numa época em que os meios de transporte evoluíam a grande velocidade.
Se alguns já existiam há vários séculos, como o caso da F. Pinto Coelho (Herdeiros), L.da, que foi fundada em 1766 (!), outros estavam prestes a dar os primeiros passos no fabrico de veículos, como Tavares de Mello.

Ter ou trabalhar numa oficina de automóveis ou de motos, podia ser uma forma de ir mais longe, como aconteceu com António Peixoto, fundador da Pachancho.

Tudo isto porque apresentamos mais uma peça do quebra-cabeças da história dos veículos em Portugal. É uma factura da empresa José Nunes Corrêa, da Covilhã, que tinha oficina de carruagens, automóveis e trens de aluguer. O telefone era o número 96!

Pois esta factura datada de 15 de Maio de 1913, em nome do Sr. Teixeira, é relativa a "um carro ao Pombal", com custo de 1.200 escudos (?).
Na parte da frente é possível ver duas imagens, uma de um automóvel antigo e outra de uma carruagem puxada por cavalos.

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2019/09/17

Fábrica de Brinquedos Novorim - Catálogo antigo / Cadeira bebé ref. 133 - A / B


220$00 ou 260$00 eram os preços a que as cadeiras para bebés da Novorim, com as referências 133 A e 133 B, eram vendidas na época.
Eram um modelo mais simples e com menos extras, ainda que se adivinhe que entre a versão "A" e "B", esta última teria mais, ou melhores, coisas.

Nesta fotografia retirada do catálogo antigo da Fábrica de Brinquedos Novorim, vemos que a estrutura era metálica, sendo a cadeira em pergamoide (ou num material desse tipo). As rodas eram pequenas e tinham pneus maciços em borracha de cor clara.

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