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2026/07/21

14.º Passeio de Motorizadas Antigas Afeiteira 2026


O Motorizada Clube da Afeiteira (perto de Vendas Novas) continua o seu trabalho em prol das motorizadas antigas e do nosso património, organizando o seu 14.º Passeio de Motorizadas Antigas da  Afeiteira. Na imagem vemos uma motorizada SIS Sachs Lebre que serviu para a realização do cartaz.
Como já aqui referimos em anos anteriores, é uma boa oportunidade para conhecer melhor o património natural e cultural da zona (temos as bifanas de Vendas Novas e as granadas - um doce típico), o Museu da Escola Prática de Artilharia; o Palácio Real de D. João V; a capela do Vidigal ou a de S. Gabriel, com o seu ar modernista.
O 14.º Passeio de Motorizadas Antigas da Afeiteira está marcado para o dia 2 de Agosto (domingo), na Afeiteira, em Vendas Novas.
O programa deste ano é o seguinte:
09h30 – Receção;
0h30 – Partida;
11h30 – Bucha; 
13h30 – Almoço.
A inscrição são 25 rodas (crianças até aos 12 anos: 15 rodas).
A participação está limitada às primeiras 200 inscrições, que podem ser feitas no Bar GDRA, na Afeiteira; ou na Loja JN Rações, em Vendas Novas.
Podem ainda fazer a inscrição usando os seguintes contactos: 964 032 291 – Jorge Damásio ou o 937 320 006 – António Cananão.
A receita obtida com o evento servirá para ajudar a apoiar a reconstrução do telhado do salão de Festas do GDRA.
Organização: Motorizada Clube da Afeiteira e Media partner: Rodas de Viriato.

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2026/07/19

Folheto atomizador Fundador 701.0 e 701.1


A vantagem de se reunir o que está disperso, é permitir ter noção do que parecia ser irrelevante ou inexpressivo. No Rodas de Viriato temos agregado informação como nenhuma outra entidade pública ou privada e quem lá estiver perto, certamente que o fez de forma menos eficiente.
Nas imagens vemos um atomizador da marca Fundador e que desta forma se junta à lista de outros atomizadores já divulgados: o atomizador Famel Turbo e o atomizador Casal com motor M 131 (o mesmo usado neste atomizador, pela ligação entre a Casal e a Fundador) e ainda os pulverizadores Rocha e os pulverizadores Motalli.

Este folheto da Fundador e relativo aos modelos 701.0 e ao 701.1. 
A diferença entre modelos prendia-se com a bomba de elevação; com a lança; com o peso e com a altura de pulverização (que no segundo caso era quase o dobro).

Em termos de consumo, gastava menos de um litro por hora de utilização.

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2026/07/17

Chapa bicicletas Labina - Super Cycles


Há sempre modas ou coisas que se fazem só porque vemos os outros fazer (e hoje em dia, só porque alguém diz). É a mediocridade a vencer!
Esta conversa vem a propósito desta chapa das bicicletas Labina - Super Cycles, que tem um nome que lido do fim para o início, dá "Aníbal" - certamente o nome de quem vendia estas bicicletas em anagrama.

Já qui falámos de muitos casos destes, o que mostra que na época quando não se sabia que nome dar às suas bicicletas, invertia-se a ordem das letras do nome próprio, e já estava. O resultado era por norma estranho. Mas assim sempre se evitava a moda de acabar nomes com "EX", por exemplo "Bicicletex", ou neste caso "Anibalex" ou a moda mais recente, de ter nome com "K" em vez de um "C", dando coisas com "Bicikleta" ou "Ciklismo" (para me manter na temática da publicação).

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2026/07/15

Pneu Mabor 4.50 - 16 antigo - 32.ª Automobilia de Aveiro / 2026


Já dissemos que os pneus antigos são o pormenor esquecido no mundo dos veículos clássicos em Portugal. Há sempre uma desculpa para não serem usados... Ou é por motivos de segurança, ou é pelo preço, ou porque não se encontram, ou outra coisa qualquer.

Mas na base dessas desculpas estão a falta de confiança nesta opção que, provavelmente, nem nunca foi adoptada ou testada.

Entretanto vamos vendo muito pontualmente oportunidades, como é o caso deste pneu Mabor 4.50 - 16 antigo que esteve à venda na 32.ª Automobilia de Aveiro / 2026

Numa parede lateral do pneu pode-se ler em letras de tamanho considerável "Fabricação Portuguesa", para que não houvesse dúvidas sobre a sua origem.

Também tem gravada a informação de que o pneu tinha 4 telas, como se vê na imagem anterior.

E terminamos com o pormenor das letras "Mabor" e a referência CK 66 - 1 deste pneu.
(por trás do pneu vemos duas bicicletas Confersil BMX Gredos 2, tipo tandem)

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2026/07/13

Catálogo de motorizadas Famel // Famel XF-17 Super


Famel XF-17 Super!
Para muitos entusiastas de motorizadas antigas fabricadas em Portugal, se houvesse um holocausto e lhes fosse dada a oportunidade de salvar uma motorizada, ela seria a Famel XF-17 Super. O resto bem que podia virar pó, ferrugem, ferros retorcidos, ficar vaporizado...
Não é que o modelo não seja especial, mas há muito mais no mundo das motorizadas portuguesas, para além da Famel XF17 Super.

Nas imagens vemos a página sobre esta motorizada no catálogo de motorizadas Famel, havendo um destaque à parte do radiador para arrefecimento do motor.
No verso vemos que este modelo de Famel XF-17 Super tinha conta-quilómetros com 60 cm de diâmetro; bomba de ar e ferramenta como equipamento standard.
O motor usado era um Zundapp de 5 velocidades e o depósito tinha capacidade para 8 litros de combustível.

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2026/07/11

Reportagem 32.ª Automobilia de Aveiro / 2026 (2/2)


E é com uma Casal RZ50 que começamos a segunda parte da reportagem que fizemos na 32.ª Automobilia de Aveiro / 2026. Esta estava pintada de azul claro forte, com elementos gráficos em cor branca, contrastando com o preto dos elementos mecânicos, dando-lhe um ar moderno.

Na parte central, entre os pavilhões, uma das exposições que causava muito impacto era de viaturas fúnebres, ou carros funerários, se preferirem. Em termos cronológicos e até geográficos (havia um exemplar que veio do oriente) estava muito bem representada. Enquanto tirávamos fotos até ouvimos alguém dizer: "É pá, assim não me importava nada de morrer!", numa referência a ser transportado para o cemitério num destes veículos.

No exterior também se sentia muito burburinho e interesse pelo (muito) material que estava disponível para venda. E o clima ajudou, pois estava bom tempo, com sol.

E para além de bicicletas, motorizadas e alguns automóveis (e milhares de peças para estes veículos), também se podiam encontrar velharias, como rádios a válvulas, telefones, máquinas registadoras e relógios de corda para parede. Tudo produtos que ficam bem em garagens e em espaços pensados como cápsulas do tempo.

E como já vem sendo regra o Clube Viação Clássica tinha vários autocarros antigos em exposição e continuou a ter exemplares a circular entre o espaço da feira e o centro da cidade de Aveiro, dando sentido à existência das viaturas e proporcionando uma experiência única a quem visitava o espaço, amortizando o investimento no bilhete. Achamos ainda que este tipo de iniciativas retira os argumentos a quem defende que tudo o que é velho devia estar no lixo e que não se devia gastar dinheiro em museus, por acharem que é dinheiro desperdiçado (curiosamente ouve-se muito este tipo de conversa entre pessoas que gostam de velharias e de antiguidades, o que é uma contradição - gostar de algo e ao mesmo tempo querer que não se gaste dinheiro na sua preservação). 

Ainda na zona entre pavilhões também era possível ver uma exposição relativa aos 80 anos da Vespa, fabricada pela Piaggio. Eram vários os modelos em exposição e até havia um com side-car.

Na mesma zona também havia a habitual exposição de material militar antigo, do Exército Português e  da Associação Portuguesa de Veículos Militares, destacando-se um imponente e pesado tanque de guerra.

Sendo uma feira de automobilia, também não faltaram grandes quantidades de miniaturas, de livros, catálogos, peças, brinquedos... Bastava procurar e ter algum dinheiro no bolso, que depressa aparecia algo do nosso interesse.

E enquanto não chega a 33.ª Automobilia de Aveiro / 2027, iremos apresentar de forma faseada e pormenorizada alguns veículos e peças (de fabrico nacional) que são dignas de destaque e que estiveram no Automobilia de Aveiro.

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2026/07/09

Folheto da motorizada Lunik II com motor Zundapp


Há marcas de motorizadas nacionais que estão envoltas numa certa névoa, pois os elementos que temos sobre elas são escassos, pelo que juntar todos os elementos disponíveis é fundamental para mudarmos a situação.
Nas imagens vemos um folheto publicitário das motorizadas Lunik II, equipadas com motor Zundapp de 50 cc, com 3 mudanças de pé e 3,6 HP.

Pela informação existente num dos cantos do folheto ficamos a saber que foi impresso em Junho de 1960, o que nos permite datar o fabrico deste exemplar.
Ao olharmos para a imagem (e também ao lermos a ficha técnica na parte de trás) vemos que a motorizada é uma EFS RN 1956 Sport à qual foram colocados os emblemas da marca Lunik II. 

Para além deste fabricante, também existiram motorizadas Lunik II fabricadas pelas Macal.
A ficha técnica é detalha e refere vários aspectos desta motorizada Lunik II:
1 - Quadro LUNIK II, tipo especial, da categorizada fábrica E. F. S.
2 - Forqueta telescópica reforçada, formato especial, casquilhos em bronze fosforados.
3 - Depósito tipo moto, de grande capacidade, 12 litros.
4 - Guarda-lamas modelo especial para esta montagem, fundos.
5 - Porta-bagagem articulado, cromado, de luxo.
6 - Farol com conta-quilómetros incorporado, farolim e «Claxon» eléctrico.
7 - Cubos de origem, c/ tambor, de 1.ª qualidade.
8 - Pneus e câmaras 23 x 2.50 DECOR c/ piso alto, de grande duração.
9 - Selim corrido, formato especial, c/ molas horizontais.
10 -  Amortecedores traseiros, de grande duração, em bronze fosforados.
Nas laterias vemos um carimbo comercial onde consta o nome do stand ou oficina: Virgílio das Neves Santos, especializado em "Motos e Motorisados", localizado em Alcobaça, com o telefone 42410.

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2026/07/07

Bicicleta Sirla para criança - XX Automobilia Ibérica da Moita / 2026


Pela roda de pequena dimensão, esta bicicleta Sirla terá sido o veículo  de iniciação de alguém no mundo das bicicletas.

Tinha quadro dobrável e selim curto. Na traseira o quadro tinha uma zona para transporte de mercadorias (ou de amigos do mesmo tamanho do ciclista!).

Os guarda-lamas eram em alumínio, tendo elementos em relevo, que lhe conferiam beleza e ao mesmo tempo davam mais resistência ao metal.

No guarda-lamas de trás tinha um reflector da marca SUC.
E na frente, junto do guiador, tinha um cesto metálico, que está em falta (mas ainda conserva o suporte deste acessório).

O selim tinha uma chapa da Sirla e a referência ao fabrico feito pela Socal.

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2026/07/05

Bicicleta Órbita modelo Ginga 14, 16 e 18 - Catálogo Bicicletas Órbita capa azul


As bicicletas como são um tipo de veículo que tem uma relação com o tamanho do utilizador, têm de ser feitas à medida (para quem consegue pagar) ou então o utilizador tem de procurar uma para a sua estatura.
Recentemente publicámos a foto da bicicleta Órbita modelo Ginga 20 que consta no catálogo das Bicicletas Órbita com capa azul que temos mostrado e hoje divulgamos o mesmo modelo, mas com rodas de tamanho 14, 16 e 18.

Este exemplar estava pintado de azul, tinha os guarda-lamas em alumínio e no quadro podemos ver um autocolante que diz "M14 Mini".

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2026/07/03

Panfleto Fundador K 607.4 Super


Muitos fabricantes pegam em modelos que têm prestações modestas e transformam-nos em máquinas endiabradas, dando vida a máximas como "Não julgues um livro pela sua capa" ou, se preferirem uma citação menos erudita, "Quem vê caras, não vê corações".

As motorizadas Casal Boss são um exemplo do que dizemos e nas imagens vemos um modelo semelhante, fabricado pela Fundador.

Nas imagens vemos o folheto da motorizada Fundador K 607.4 Super, modelo que estava equipado com uma série de elementos que a transformavam numa motorizada desejada e capaz de atingir 85 km/h, graças à utilização do motor Casal M 109.

A utilização de jantes especiais pintadas da cor do quadro eram um pormenor pensado, dando coerência ao conjunto, que na roda da frente tinha um travão de disco.

Outro pormenor especial era a escolha de um escape com forma curva e pintado de preto, condizendo como o motor e com os pneus.

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2026/07/01

Chapa bicicletas Cenuri Portugal


Há trabalhos que nunca estão concluídos...
A inventariação de marcas de bicicletas portuguesas é uma delas.
Entendidos na matéria já listaram várias centenas de marcas e no Rodas de Viriato temos dado o nosso contributo para isso. 

Nas imagens vemos uma chapa de testa de quadro de uma bicicleta Cenuri, marca que terá vendido bicicletas de ciclismo e também bicicletas de tipo BMX com estas chapas.
Quem tiver mais infromações sobre a marca, por favor deixe comentário.

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2026/06/29

Reportagem 32.ª Automobilia de Aveiro / 2026 (1/2)


O ponto alto do mundo dos clássicos em Portugal é a Automobilia de Aveiro e como não podia deixar de ser, o Rodas de Viriato esteve presente para acompanhar o pulsar do mundo dos veículos clássicos / antigos e fazer a reportagem do que se podia ver à venda e em exposição neste evento.

Sempre com os veículos fabricados em Portugal na mira, percorremos os diferentes espaços em busca do que é especial. E por isso começámos esta apresentação com uma fotografia de um jipe UMM que pertenceu à polícia.

Se nos espaços de exposição é mais fácil localizar o que se procura, nos espaços de venda, como no da imagem anterior, é preciso procurar bem. Reparem na motorizada Cinal Pachancho que se vê no canto superior esquerdo da imagem! Quase que passava despercebida... 

Este ano uma das exposições que se podia ver, assinalava os 90 anos do automóvel Fiat 500, sendo possível ver diferentes versões e evoluções deste carro.

Em termos de peças e de acessórios à venda, podemos dizer que este ano havia de tudo e para todos. Continuou a registar-se uma boa representação em termos de diversidade de veículos, de marcas e de produtos. E os clientes estavam a corresponder às expectativas de quem se inscreveu na Automobilia de Aveiro.

Outro aspecto que continuamos a registar, é o esforço de diferentes entidades por divulgar de forma alternada veículos especiais nas suas exposições, incluindo sempre novidades. No que diz respeito à Polícia, esta tinha várias motorizadas antigas de fabrico português, como a Casal que vemos na imagem.

E quem gosta de coleccionismo também tinha muito por onde escolher...
O que dizem desta mini-colecção de variantes de emblemas em forma de lágrima, que eram usados em motorizadas fabricadas pela EFS e vendidas por diferentes agentes? Eram uma boa forma de começar uma colecção!

No espaço exterior dos pavilhões também havia muitos elementos de interesse.
Um deles era a exposição de automóveis usados em competições de velocidade nas décadas de 80 e de 90 do século passado.

Quem gosta de camiões, de autocarros e até de tanques de guerra, também encontrava vários exemplares com que se deliciar.

E terminamos com uma fotografia onde se vêem as colecções / kits de autocolantes com motorizadas antigas, produzidos pela Cericértima. São ideais para quem gosta da temática e um presente muito especial para oferecer a crianças e jovens, para lhes despertar o interesse pelo nosso património rodoviário.

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