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2026/07/11

Reportagem 32.ª Automobilia de Aveiro / 2026 (2/2)


E é com uma Casal RZ50 que começamos a segunda parte da reportagem que fizemos na 32.ª Automobilia de Aveiro / 2026. Esta estava pintada de azul claro forte, com elementos gráficos em cor branca, contrastando com o preto dos elementos mecânicos, dando-lhe um ar moderno.

Na parte central, entre os pavilhões, uma das exposições que causava muito impacto era de viaturas fúnebres, ou carros funerários, se preferirem. Em termos cronológicos e até geográficos (havia um exemplar que veio do oriente) estava muito bem representada. Enquanto tirávamos fotos até ouvimos alguém dizer: "É pá, assim não me importava nada de morrer!", numa referência a ser transportado para o cemitério num destes veículos.

No exterior também se sentia muito burburinho e interesse pelo (muito) material que estava disponível para venda. E o clima ajudou, pois estava bom tempo, com sol.

E para além de bicicletas, motorizadas e alguns automóveis (e milhares de peças para estes veículos), também se podiam encontrar velharias, como rádios a válvulas, telefones, máquinas registadoras e relógios de corda para parede. Tudo produtos que ficam bem em garagens e em espaços pensados como cápsulas do tempo.

E como já vem sendo regra o Clube Viação Clássica tinha vários autocarros antigos em exposição e continuou a ter exemplares a circular entre o espaço da feira e o centro da cidade de Aveiro, dando sentido à existência das viaturas e proporcionando uma experiência única a quem visitava o espaço, amortizando o investimento no bilhete. Achamos ainda que este tipo de iniciativas retira os argumentos a quem defende que tudo o que é velho devia estar no lixo e que não se devia gastar dinheiro em museus, por acharem que é dinheiro desperdiçado (curiosamente ouve-se muito este tipo de conversa entre pessoas que gostam de velharias e de antiguidades, o que é uma contradição - gostar de algo e ao mesmo tempo querer que não se gaste dinheiro na sua preservação). 

Ainda na zona entre pavilhões também era possível ver uma exposição relativa aos 80 anos da Vespa, fabricada pela Piaggio. Eram vários os modelos em exposição e até havia um com side-car.

Na mesma zona também havia a habitual exposição de material militar antigo, do Exército Português e  da Associação Portuguesa de Veículos Militares, destacando-se um imponente e pesado tanque de guerra.

Sendo uma feira de automobilia, também não faltaram grandes quantidades de miniaturas, de livros, catálogos, peças, brinquedos... Bastava procurar e ter algum dinheiro no bolso, que depressa aparecia algo do nosso interesse.

E enquanto não chega a 33.ª Automobilia de Aveiro / 2027, iremos apresentar de forma faseada e pormenorizada alguns veículos e peças (de fabrico nacional) que são dignas de destaque e que estiveram no Automobilia de Aveiro.

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2026/07/09

Folheto da motorizada Lunik II com motor Zundapp


Há marcas de motorizadas nacionais que estão envoltas numa certa névoa, pois os elementos que temos sobre elas são escassos, pelo que juntar todos os elementos disponíveis é fundamental para mudarmos a situação.
Nas imagens vemos um folheto publicitário das motorizadas Lunik II, equipadas com motor Zundapp de 50 cc, com 3 mudanças de pé e 3,6 HP.

Pela informação existente num dos cantos do folheto ficamos a saber que foi impresso em Junho de 1960, o que nos permite datar o fabrico deste exemplar.
Ao olharmos para a imagem (e também ao lermos a ficha técnica na parte de trás) vemos que a motorizada é uma EFS RN 1956 Sport à qual foram colocados os emblemas da marca Lunik II. 

Para além deste fabricante, também existiram motorizadas Lunik II fabricadas pelas Macal.
A ficha técnica é detalha e refere vários aspectos desta motorizada Lunik II:
1 - Quadro LUNIK II, tipo especial, da categorizada fábrica E. F. S.
2 - Forqueta telescópica reforçada, formato especial, casquilhos em bronze fosforados.
3 - Depósito tipo moto, de grande capacidade, 12 litros.
4 - Guarda-lamas modelo especial para esta montagem, fundos.
5 - Porta-bagagem articulado, cromado, de luxo.
6 - Farol com conta-quilómetros incorporado, farolim e «Claxon» eléctrico.
7 - Cubos de origem, c/ tambor, de 1.ª qualidade.
8 - Pneus e câmaras 23 x 2.50 DECOR c/ piso alto, de grande duração.
9 - Selim corrido, formato especial, c/ molas horizontais.
10 -  Amortecedores traseiros, de grande duração, em bronze fosforados.
Nas laterias vemos um carimbo comercial onde consta o nome do stand ou oficina: Virgílio das Neves Santos, especializado em "Motos e Motorisados", localizado em Alcobaça, com o telefone 42410.

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2026/07/07

Bicicleta Sirla para criança - XX Automobilia Ibérica da Moita / 2026


Pela roda de pequena dimensão, esta bicicleta Sirla terá sido o veículo  de iniciação de alguém no mundo das bicicletas.

Tinha quadro dobrável e selim curto. Na traseira o quadro tinha uma zona para transporte de mercadorias (ou de amigos do mesmo tamanho do ciclista!).

Os guarda-lamas eram em alumínio, tendo elementos em relevo, que lhe conferiam beleza e ao mesmo tempo davam mais resistência ao metal.

No guarda-lamas de trás tinha um reflector da marca SUC.
E na frente, junto do guiador, tinha um cesto metálico, que está em falta (mas ainda conserva o suporte deste acessório).

O selim tinha uma chapa da Sirla e a referência ao fabrico feito pela Socal.

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2026/07/05

Bicicleta Órbita modelo Ginga 14, 16 e 18 - Catálogo Bicicletas Órbita capa azul


As bicicletas como são um tipo de veículo que tem uma relação com o tamanho do utilizador, têm de ser feitas à medida (para quem consegue pagar) ou então o utilizador tem de procurar uma para a sua estatura.
Recentemente publicámos a foto da bicicleta Órbita modelo Ginga 20 que consta no catálogo das Bicicletas Órbita com capa azul que temos mostrado e hoje divulgamos o mesmo modelo, mas com rodas de tamanho 14, 16 e 18.

Este exemplar estava pintado de azul, tinha os guarda-lamas em alumínio e no quadro podemos ver um autocolante que diz "M14 Mini".

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2026/07/03

Panfleto Fundador K 607.4 Super


Muitos fabricantes pegam em modelos que têm prestações modestas e transformam-nos em máquinas endiabradas, dando vida a máximas como "Não julgues um livro pela sua capa" ou, se preferirem uma citação menos erudita, "Quem vê caras, não vê corações".

As motorizadas Casal Boss são um exemplo do que dizemos e nas imagens vemos um modelo semelhante, fabricado pela Fundador.

Nas imagens vemos o folheto da motorizada Fundador K 607.4 Super, modelo que estava equipado com uma série de elementos que a transformavam numa motorizada desejada e capaz de atingir 85 km/h, graças à utilização do motor Casal M 109.

A utilização de jantes especiais pintadas da cor do quadro eram um pormenor pensado, dando coerência ao conjunto, que na roda da frente tinha um travão de disco.

Outro pormenor especial era a escolha de um escape com forma curva e pintado de preto, condizendo como o motor e com os pneus.

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2026/07/01

Chapa bicicletas Cenuri Portugal


Há trabalhos que nunca estão concluídos...
A inventariação de marcas de bicicletas portuguesas é uma delas.
Entendidos na matéria já listaram várias centenas de marcas e no Rodas de Viriato temos dado o nosso contributo para isso. 

Nas imagens vemos uma chapa de testa de quadro de uma bicicleta Cenuri, marca que terá vendido bicicletas de ciclismo e também bicicletas de tipo BMX com estas chapas.
Quem tiver mais infromações sobre a marca, por favor deixe comentário.

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2026/06/29

Reportagem 32.ª Automobilia de Aveiro / 2026 (1/2)


O ponto alto do mundo dos clássicos em Portugal é a Automobilia de Aveiro e como não podia deixar de ser, o Rodas de Viriato esteve presente para acompanhar o pulsar do mundo dos veículos clássicos / antigos e fazer a reportagem do que se podia ver à venda e em exposição neste evento.

Sempre com os veículos fabricados em Portugal na mira, percorremos os diferentes espaços em busca do que é especial. E por isso começámos esta apresentação com uma fotografia de um jipe UMM que pertenceu à polícia.

Se nos espaços de exposição é mais fácil localizar o que se procura, nos espaços de venda, como no da imagem anterior, é preciso procurar bem. Reparem na motorizada Cinal Pachancho que se vê no canto superior esquerdo da imagem! Quase que passava despercebida... 

Este ano uma das exposições que se podia ver, assinalava os 90 anos do automóvel Fiat 500, sendo possível ver diferentes versões e evoluções deste carro.

Em termos de peças e de acessórios à venda, podemos dizer que este ano havia de tudo e para todos. Continuou a registar-se uma boa representação em termos de diversidade de veículos, de marcas e de produtos. E os clientes estavam a corresponder às expectativas de quem se inscreveu na Automobilia de Aveiro.

Outro aspecto que continuamos a registar, é o esforço de diferentes entidades por divulgar de forma alternada veículos especiais nas suas exposições, incluindo sempre novidades. No que diz respeito à Polícia, esta tinha várias motorizadas antigas de fabrico português, como a Casal que vemos na imagem.

E quem gosta de coleccionismo também tinha muito por onde escolher...
O que dizem desta mini-colecção de variantes de emblemas em forma de lágrima, que eram usados em motorizadas fabricadas pela EFS e vendidas por diferentes agentes? Eram uma boa forma de começar uma colecção!

No espaço exterior dos pavilhões também havia muitos elementos de interesse.
Um deles era a exposição de automóveis usados em competições de velocidade nas décadas de 80 e de 90 do século passado.

Quem gosta de camiões, de autocarros e até de tanques de guerra, também encontrava vários exemplares com que se deliciar.

E terminamos com uma fotografia onde se vêem as colecções / kits de autocolantes com motorizadas antigas, produzidos pela Cericértima. São ideais para quem gosta da temática e um presente muito especial para oferecer a crianças e jovens, para lhes despertar o interesse pelo nosso património rodoviário.

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2026/06/27

AutoClássico Porto 2026 - 23.º Salão Internacional do Automóvel e Motociclo Clássico e de Época


O primeiro semestre do ano já passou e é preciso começar a pensar no que acabou de começar...
De 2 a 5 de Outubro irá realizar-se o AutoClássico Porto 2026 - 32.º Salão Internacional do Automóvel e Motociclo Clássico e de Época, na Exponor, em Matosinhos.
Como este ano o evento apanha o feriado do 5 de Outubro, o AutoClássico 2026 terá 4 dias de duração, fazendo com que uma possível deslocação ao Norte de Portugal possa ser mais facilmente rentabilizada.
Para mais informações:

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2026/06/25

Bicicleta Confersil BMX Cavalinho - Catálogo de bicicletas Confersil (horizontal)


"Sacar um cavalinho" é uma expressão sobejamente conhecida no mundo dos veículos de duas rodas, quando estes passam (deliberadamente) a circular só com a roda traseira e têm a roda dianteira no ar.
Provavelmente foi este o motivo que levou a Confersil  a baptizar esta bicicleta BMX com esse nome, conferindo-lhe assim um toque de irreverência e de juventude.
É mais outro dos modelos que conta no catálogo de bicicletas Confersil (horizontal) que temos divulgado.
Esta Confersil BMX Cavalinho estava equipada com pneus coloridos e tinha amortecedor central no quadro.

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2026/06/23

Autocolante bicicletas Jofeal BTT Bike


Complementando a publicidade que divulgámos à Jofeal, publicada no catálogo Bicimota 94, mostramos um autocolante destas bicicletas de BTT, que era usados na testa do quadro.

Nele aparece indicação ao tipo de bicicleta BTT, de modo a que o cliente soubesse concretamente o tipo de bicicleta que estava a comprar (e que na na época estavam na moda, por serem a novidade).

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2026/06/21

Protótipo jipe Portaro GVM ao pormenor (5/6)


Começamos com uma vista lateral do jipe Portaro GVM que esteve em exposição no Salão Motorclássico 2025, para mostrarmos mais uma série de fotografias deste protótipo e para falarmos sobre ele.

Nesta publicação continuamos a dar destaque a vários pormenores de fabrico, incidindo desta vez na parte eléctrica do Portaro GVM.

No que respeita às luzes exteriores, a escolha recaiu sobre material de marcas portuguesas e estrangeiras. Na imagem anterior vemos os plásticos das luzes sinalizadoras de marca Lucas, colocadas por baixo do faróis.

Na parte de trás vemos que a escolha recaiu na marca SIM - Sociedade Irmãos Miranda, no farolim com a referência 102 - 005. Este estava embutido dentro do para-choques traseiro, evitando-se assim que partisse com facilidade em caso de o Portaro GVM ter contacto físico com outras viaturas, ou com algum elemento arquitectónico.

No lado esquerdo da traseira era possível ver um farolim - o de nevoeiro, que estava colocado por baixo do para-choques. Este era individual e também foi fabricado pela SIM - Sociedade Irmãos Miranda, tendo a referência 301-05.

Na frente, os faróis com formato redondo eram da marca Lucas - European, SAE MP 77. Estes tinham aro cromado, sobressaindo um pouco da grelha pintada de cor verde escuro. 

Na parte interna temos uma luz de habitáculo que foi colocada num elemento metálico que ajuda a dar forma à capota de lona, fazendo a transição entre a zona do condutor e a zona da carga.

E como nem só da parte eléctrica vive uma publicação, mostramos o pormenor do ponto de apoio do cinto de segurança no elemento metálico referido anteriormente,

E terminamos com o pormenor de duas, das quatro, entradas de ar circulares colocadas na frente do capot. Estas combinam com a forma dos faróis redondos, e na parte interna têm tiras de metal colocadas diagonalmente, para evitar a entrada de insectos ou de outros elementos no compartimento do motor.

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2026/06/19

Bicicletas 667 e 668 - Catálogo Sóbrinca - Capa com estrelas


Inovar num produto que já é fabricado há muitos anos e por muitas empresas não é tarefa fácil, mas a Sóbrinca não seguiu as regras de outros e lançou diferentes modelos, que se tornaram facilmente reconhecíveis pelas suas formas. 
Hoje apresentamos mais dois exemplos de bicicletas - neste caso designadas de biciclos, que constam no catálogo Sóbrinca - Capa com estrelas e que têm formas muito especiais.

Nos dois casos o quadro da bicicleta resume-se a um só tubo, que faz a ligação entre a coluna da direção e a zona da roda traseira. A coluna para o espigão do selim e, num dos casos, a forqueta para a roda pedaleira dos pedais, foram soldados ao tubo referido. Como eram modelos para criança, a liberdade criativa não era travada pelas características dos materiais usados.

Podemos dizer que estes biciclos estavam algures entre o triciclo e entre a bicicleta. No caso do biciclo com a referência 667, tinha os pedais na roda dianteira, como acontecia com os triciclos.
No caso do biciclo com a referência 668, este já se assemelha a uma bicicleta, mas feita com materiais usados em triciclos.
Seria bom conhecer a pessoa, ou a equipa de pessoas, que foi / foram responsáveis por estes projectos (tal como com a bicicleta de quadro extensível Sóbrinca), pois merecem o reconhecimento público e o seu testemunho poderá incentivar a que outros inovem e ousem pensar como ainda não se pensou.

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