E é com uma Casal RZ50 que começamos a segunda parte da reportagem que fizemos na 32.ª Automobilia de Aveiro / 2026. Esta estava pintada de azul claro forte, com elementos gráficos em cor branca, contrastando com o preto dos elementos mecânicos, dando-lhe um ar moderno.
Na parte central, entre os pavilhões, uma das exposições que causava muito impacto era de viaturas fúnebres, ou carros funerários, se preferirem. Em termos cronológicos e até geográficos (havia um exemplar que veio do oriente) estava muito bem representada. Enquanto tirávamos fotos até ouvimos alguém dizer: "É pá, assim não me importava nada de morrer!", numa referência a ser transportado para o cemitério num destes veículos.
No exterior também se sentia muito burburinho e interesse pelo (muito) material que estava disponível para venda. E o clima ajudou, pois estava bom tempo, com sol.
E para além de bicicletas, motorizadas e alguns automóveis (e milhares de peças para estes veículos), também se podiam encontrar velharias, como rádios a válvulas, telefones, máquinas registadoras e relógios de corda para parede. Tudo produtos que ficam bem em garagens e em espaços pensados como cápsulas do tempo.
E como já vem sendo regra o Clube Viação Clássica tinha vários autocarros antigos em exposição e continuou a ter exemplares a circular entre o espaço da feira e o centro da cidade de Aveiro, dando sentido à existência das viaturas e proporcionando uma experiência única a quem visitava o espaço, amortizando o investimento no bilhete. Achamos ainda que este tipo de iniciativas retira os argumentos a quem defende que tudo o que é velho devia estar no lixo e que não se devia gastar dinheiro em museus, por acharem que é dinheiro desperdiçado (curiosamente ouve-se muito este tipo de conversa entre pessoas que gostam de velharias e de antiguidades, o que é uma contradição - gostar de algo e ao mesmo tempo querer que não se gaste dinheiro na sua preservação).
Ainda na zona entre pavilhões também era possível ver uma exposição relativa aos 80 anos da Vespa, fabricada pela Piaggio. Eram vários os modelos em exposição e até havia um com side-car.
Na mesma zona também havia a habitual exposição de material militar antigo, do Exército Português e da Associação Portuguesa de Veículos Militares, destacando-se um imponente e pesado tanque de guerra.
Sendo uma feira de automobilia, também não faltaram grandes quantidades de miniaturas, de livros, catálogos, peças, brinquedos... Bastava procurar e ter algum dinheiro no bolso, que depressa aparecia algo do nosso interesse.
E enquanto não chega a 33.ª Automobilia de Aveiro / 2027, iremos apresentar de forma faseada e pormenorizada alguns veículos e peças (de fabrico nacional) que são dignas de destaque e que estiveram no Automobilia de Aveiro.




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