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2026/08/17

Motorizada Casal K 175 - Coleção Guido Marinho


Estar num pedestal ou exposto num ponto mais elevado é uma forma de dar destaque a uma peça especial, como esta motorizada Casal K 175 que faz parte do acervo do colecionador Guido Marinho, a quem agradecemos a disponibilidade com que nos recebeu e nos mostrou a sua colecção de motorizadas.

Nos próximos tempos iremos mostrar parte das motorizadas desta colecção, muitas das quais são raras e podem ajudar a esclarecer dúvidas ou aspectos que não se conseguem esclarecer com facilidade.
A Casal K175 é uma motorizada da qual há pouca informação disponível, o que faz com que muitas vezes apareçam com peças que não são originais. Na imagem anterior podemos ver dois selins diferentes, sendo o de cima original e aguarda por ser substituído pelo que está montado na motorizada.

O depósito de combustível das motorizadas Casal K175 seria em alumínio, mas há muitas que têm réplicas deste componente em fibra. Esta situação resulta do facto de ser difícil obter peças originais e de haver quem queira construir uma motorizada com um depósito com esta forma e assim resolve o problema com facilidade.

O guiador desta motorizada era de linhas marcadamente desportivas, tendo a forma de um "V" invertido. Na frente deste exemplar vemos um farol da marca Guia.

Este exemplar é do ano de 1978 e está pintado no tradicional vermelho, com elementos gráficos em branco e com o quadro pintado de cinzento.

Na frente vemos um pneu com piso desportivo, para velocidade.

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2026/08/15

Panfleto Fundador K 607.2 FOX


As chamadas motorizadas de quadro aberto foram largamente produzidas por diferentes marcas em Portugal. A Fundador também teve os seus modelos, como Fundador K 168 (irmã da Casal Boss) a Fundador K 607.4 Super e a Fundador K 607.2 / FOX que hoje divulgamos.

Este modelo estava equipado com motor Casal M 147, de duas velocidades, que permitia que a motorizada com 59 Kg atingisse a velocidade máxima de 55 km/h.

O exemplar que aparece neste folheto antigo tem um esquema de cores que dão nas vistas, onde o vermelho, o branco e o violeta aparecem alternadamente. Parte dos componentes mecânicos estão tapados com carenagens, onde foram aplicados vários autocolantes. Um deles refere-se ao arranque eléctrico do motor, o que era uma para muitos.
Falta referir que estava equipada com jantes especiais, de cor branca, fazendo contrastar o preto dos pneus.

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2026/08/13

Chapa de depósito de motorizada Alsil


Mais um testemunho do nosso passado, relacionado com as motorizadas fabricadas em Portugal.
Nas imagens vemos uma chapa de depósito de combustível de uma motorizada de marca Alsil, que eram vendidas na localidade de Seixo, em Pombal.
Para além das informações já referidas, na chapa também podemos ler "Qualidade Garantida" e o n.º de telefone da empresa.
Como elementos gráficos temos uma paisagem com um rio (?), onde há um farol no último plano e uma gaivota (?) em vôo. 

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2026/08/11

Catálogo de motorizadas Famel // Famel Super Sport


Tem linhas parecidas com as da Famel XF-17 Super, mas neste caso é uma Famel Super Sport e também ela consta no catálogo de motorizadas Famel que temos divulgado faseadamente.

Não sendo um modelo de linhas marcadamente desportivas, tinha como equipamento de série guarda-pernas à frente e o selim tinha a esponja modelada para acomodar duas pessoas. 
Nas fotos o modelo estava equipado com jantes de raios, mas podia ser vendida com jantes de duralumínio.

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2026/08/09

Automóvel Adamastor - Salão Motorclássico 2025 (5/5)


E com este grupo de fotografias terminamos a apresentação detalhada do automóvel Adamastor que esteve em exposição no Salão Motorclássico 2025.

Neste  grupo de imagens damos destaque a mais alguns pormenores da aerodinâmica, como a entrada de ar que está por cima da cava da roda traseira.  

É curioso que no automóvel Adamastor há vários elementos relacionados com a aerodinâmica que estão assumidos e destacados com uma cor diferente do laranja da carroçaria.

Para esse efeito utilizou-se a cor natural do material, que tem um tom preto; dando coerência a todo o conjunto e combinando com os pneus e com as jantes

Entretanto temos de esperar mais algum tempo até termos notícias deste projecto.

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2026/08/07

Bicicleta Órbita modelo Mini Cross - Catálogo Bicicletas Órbita capa azul


Nas última publicações temos mostrado viaturas de duas rodas fabricadas em Portugal com selins e guiadores de formas exageradas, bem característicos dos anos 70.
E a publicação de hoje segue a linha referida, pois é sobre a bicicleta Órbita, modelo Mini Cross, que consta no catálogo das Bicicletas Órbita com capa azul que temos divulgado.

Esta bicicleta Órbita é a versão reduzida da famosa Órbita Cross, destinando-se a um público mais infantil.
Tinha pneu 16 x 1.75 na roda da trás e pneu 12 x 1 3/8 na roda da frente (ambos com faixa lateral branca). Os guarda-lamas e o guarda-corrente eram cromados. Tinha travões de fio nas duas rodas e os pedais estavam equipados com reflectores.
Como extra podia ser equipada com estabilizadores laterais, as famosas "rodinhas" na parte de trás.

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2026/08/05

Motorizada Macal Astronauta - 32.ª Automobilia de Aveiro / 2026


Os sinais da passagem do tempo eram evidentes nesta motorizada Macal Astronauta que esteve à venda na 32.ª Automobilia de Aveiro / 2026, mas era uma boa base para um restauro de um modelo emblemático da marca Macal.

Nesta motorizada o selim destaca-se por ser de tamanho considerável, dando a ideia de que seria muito confortável, o que se traduziria em viagens cómodas e sem dores no corpo devido à postura de condução.

Este modelo concebido por Leonel de Sousa e fabricado no inícios dos anos 70, estava equipada com motor Casal e o quadro tinha pintura com cor amarela, uma das 3 cores que são referidas como sendo as originais (verde, amarelo e laranja).

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2026/08/03

Folheto motorizada Diana FC17-A com 4 ou 5 velocidades


Olheiro!
Na vida há coisas que idolatramos e outras que nos fazem idolatrar, ou adorar. Algumas até nos causam arrepios na espinha. São daquelas coisas pelas quais abdicávamos de uma das mãos, só para podermos ser assim ou para termos essa coisa. O melhor é que quando analisamos a questão, rapidamente vemos que não faz qualquer sentido, mesmo que todos à nossa volta pensem o contrário. A aura que todos vêem, rapidamente se desvanece. Mas há sempre quem continue a idolatrar o que é comum, como se de algo imaculado se tratasse.
Pensamos no "olheiro", essa personagem (ou profissão...) que pode estar na origem de grandes valores no mundo dos panos verdes no chão, que poderão fazer mexem milhões; dar horas e dias de transmissões televisivas; fazer imprimir rolos e rolos de papel com notícias pífias e alimentar conversas vazias em redes sociais, sites, cafés e em grupos de amigos... O olheiro é como que um excremento que pode dar origem a um diamante; o fermento que fez levedar a massa de farinha na padaria; o rio por onde passou a água que a todos matou a sede; a bufa que deu o ar a quem quase morreu asfixiado!

Pois a motorizada Diana FC 17-A, com motor Casal de 4 ou de 5 velocidades, precisou de um olheiro que nunca teve. Era uma motorizada de linhas únicas e bem marcadas, que podia ter feito a diferença na vida da Fausto de Carvalho, Lda, que a fabricou. Com um olheiro, podia ter entrado em filmes, em sessões de fotografia, em publicidades, em capas de livros ou de discos... Mas não.

Na Diana FC 17- A destacam-se o guiador de dimensões consideráveis; o selim comprido com um encosto em metal que quase chegava à altura do pescoço do motociclista; com o quadro construído maioritariamente numa secção tubular e o escape que estava colocado em posição elevada. Estava cheia de cromados, o que ajudava a que desse nas vistas pelo brilho.

Tudo elementos que a poderiam ter feito vingar no mercado, se tivesse tido um olheiro! Mas na época ainda não havia o nome para o gajo inútil que via jogos sem interesse, em que se persegue um brinquedo esférico, feitos entre crianças ou jovens... Ou que via o que é que era produzido na indústria e fazia a ligação com o mercado promocional.
Do folheto que vemos nas imagens foram feitos 1000 exemplares. É curioso o facto de vermos a Diana / Fausto de Carvalho colocarem o emblema da Casal em grande destaque. 

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2026/08/01

Chapa bicicletas Leunam - Parede


A saga das marcas portuguesas de bicicletas que resultam de um nome escrito ao contrário - do final para o início, parece não ter final.
Hoje divulgamos uma chapa da Leunam, que resulta da inversão da leitura do nome Manuel.
Esta chapa das "bicicletes" Leunam, de Parede, tem como elemento central um leão com as patas da frente colocadas em cima de um elemento ligeiramente elevado, dando-lhe um ar de quem está alerta.

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2026/07/31

Motorizada Vanguard H 4 - 32.ª Automobilia de Aveiro / 2026


As motorizadas Vanguard H4 vão aparecendo em encontros / concentrações de motorizadas antigas, bem como em feiras da especialidade e este exemplar foi avistado na 32.ª Automobilia de Aveiro / 2026.

Era do ano de 1965 e para frustração de muitos, tinha um papel colado no farol a dizer "Vendida". Lá diz o ditado popular "Cedo deitar e cedo chegar à feira, faz encontrar coisas à maneira".

A montagem desta motorizada Vanguard foi feita pela Macal e tinha um velocímetro Huret embutido no coco do farol.

O motor Honda que equipa esta motorizada mostra o dinamismo e o empenho dos fabricantes nacionais em busca da qualidade, facto que torna esta motorizada especial.

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2026/07/29

Bicicleta Confersil BMX roda 20 - Catálogo de bicicletas Confersil (horizontal)


Mais outra bicicleta BMX da Confersil, desta vez publicada no catálogo de bicicletas Confersil (horizontal).
Tinha quadro rígido e estava pintada de amarelo, com componentes em vermelho e alguns pormenores em preto (reparem nos parafusos dos eixos das rodas e na tampa do eixo dos pedais). Tinha ainda esponjas vermelhas, com letras amarelas no guiador e a meio do varão superior do quadro. 
Como o nome indica, estava equipada com rodas 20.

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2026/07/27

Bicicleta Órbita Mini Cross - Salão Motorclássico 2026


O Salão Motorclássico está associado a automóveis de topo e de luxo, mas as bicicletas também marcam presença como podemos verificar nestas fotografias.

A bicicleta é uma Órbita Mini Cross, com roda 12 na frente e roda 16 na traseira.

Normalmente associamos este formato de bicicleta a modelos para jovens, com idades entre os 12 a 16 anos, mas esta é para crianças.

Estava pintada de verde e tinha os guarda-lamas e o guarda-corrente em metal cromado.

O selim era feito em napa de cor branca e preta. Provavelmente por esse motivo foram escolhidos uns punhos brancos para o guiador.

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2026/07/25

Triciclos 661, 664, 653A e 666 - Catálogo Sóbrinca - Capa com estrelas


A gama de triciclo da Sóbrinca foi ampla e variada, como se pode comprovar por mais esta folha do catálogo Sóbrinca - Capa com estrelas que temos mostrado faseadamente.

Nela aparecem 4 modelos.
O da imagem anterior tinha a referência 661 e era cromado, tinha o assento estofado e era regulábel.

Já o modelo da imagem anterior tinha a referência 653A e tinha as mesmas característica do modelo anterior, mas com guarda-lamas metálicos.

Os dois modelos que antecedem este texto tinham as referências 666 e 664, respectivamente.
O primeiro era cromado, com rodas pintadas e tinha assento plástico regulável.
O segundo modelo era pintado, tinha o guiador cromado e o assento também era em plástico e regulável.
Todos os triciclos Sóbrinca da imagem têm fios pendurados nas pontas dos punhos.

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2026/07/23

Camião de brincar da Motassis - 32.ª Automobilia de Aveiro / 2026


O plástico permitiu que fossem fabricados brinquedos a um preço mais barato e em grandes quantidades, o que levou alguns fabricantes de artigos em plástico a também enveredar pela produção de brinquedos para crianças.

A Motassis, situada em Meirinhas - Pombal, surgiu em 1960 e aproveitou a rede de distribuição que tinha para também vender brinquedos que fabricava, como este camião Heinchel que vemos nas imagens.

Nas portas laterais tem o emblema da marca e este exemplar só tem 4 rodas, tendo sido fabricados outros com 6 rodas.

Como vemos nas imagens estava em muito bom estado, precisando só de uma limpeza. 

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2026/07/21

14.º Passeio de Motorizadas Antigas Afeiteira 2026


O Motorizada Clube da Afeiteira (perto de Vendas Novas) continua o seu trabalho em prol das motorizadas antigas e do nosso património, organizando o seu 14.º Passeio de Motorizadas Antigas da  Afeiteira. Na imagem vemos uma motorizada SIS Sachs Lebre que serviu para a realização do cartaz.
Como já aqui referimos em anos anteriores, é uma boa oportunidade para conhecer melhor o património natural e cultural da zona (temos as bifanas de Vendas Novas e as granadas - um doce típico), o Museu da Escola Prática de Artilharia; o Palácio Real de D. João V; a capela do Vidigal ou a de S. Gabriel, com o seu ar modernista.
O 14.º Passeio de Motorizadas Antigas da Afeiteira está marcado para o dia 2 de Agosto (domingo), na Afeiteira, em Vendas Novas.
O programa deste ano é o seguinte:
09h30 – Receção;
0h30 – Partida;
11h30 – Bucha; 
13h30 – Almoço.
A inscrição são 25 rodas (crianças até aos 12 anos: 15 rodas).
A participação está limitada às primeiras 200 inscrições, que podem ser feitas no Bar GDRA, na Afeiteira; ou na Loja JN Rações, em Vendas Novas.
Podem ainda fazer a inscrição usando os seguintes contactos: 964 032 291 – Jorge Damásio ou o 937 320 006 – António Cananão.
A receita obtida com o evento servirá para ajudar a apoiar a reconstrução do telhado do salão de Festas do GDRA.
Organização: Motorizada Clube da Afeiteira e Media partner: Rodas de Viriato.

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2026/07/19

Folheto atomizador Fundador 701.0 e 701.1


A vantagem de se reunir o que está disperso, é permitir ter noção do que parecia ser irrelevante ou inexpressivo. No Rodas de Viriato temos agregado informação como nenhuma outra entidade pública ou privada e quem lá estiver perto, certamente que o fez de forma menos eficiente.
Nas imagens vemos um atomizador da marca Fundador e que desta forma se junta à lista de outros atomizadores já divulgados: o atomizador Famel Turbo e o atomizador Casal com motor M 131 (o mesmo usado neste atomizador, pela ligação entre a Casal e a Fundador) e ainda os pulverizadores Rocha e os pulverizadores Motalli.

Este folheto da Fundador e relativo aos modelos 701.0 e ao 701.1. 
A diferença entre modelos prendia-se com a bomba de elevação; com a lança; com o peso e com a altura de pulverização (que no segundo caso era quase o dobro).

Em termos de consumo, gastava menos de um litro por hora de utilização.

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2026/07/17

Chapa bicicletas Labina - Super Cycles


Há sempre modas ou coisas que se fazem só porque vemos os outros fazer (e hoje em dia, só porque alguém diz). É a mediocridade a vencer!
Esta conversa vem a propósito desta chapa das bicicletas Labina - Super Cycles, que tem um nome que lido do fim para o início, dá "Aníbal" - certamente o nome de quem vendia estas bicicletas em anagrama.

Já qui falámos de muitos casos destes, o que mostra que na época quando não se sabia que nome dar às suas bicicletas, invertia-se a ordem das letras do nome próprio, e já estava. O resultado era por norma estranho. Mas assim sempre se evitava a moda de acabar nomes com "EX", por exemplo "Bicicletex", ou neste caso "Anibalex" ou a moda mais recente, de ter nome com "K" em vez de um "C", dando coisas com "Bicikleta" ou "Ciklismo" (para me manter na temática da publicação).

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