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2009/06/21

Vende-se Anfesa Enduro 50 c.c.


Quando se anda às voltas em busca de uma informação, encontram-se pérolas como esta...
Uma Anfesa Enduro 50 c.c. à venda com motor Sachs 6V Água, com Bitubo reg./ext. Marzocchi.
Só é pena é que seja uma anúncio com uns 20 anos!...

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2014/03/05

Paulo Pernão e as motos Anfesa

 
(Paulo Pernão na prova Portalegre em 1990, com o número 146)
No seguimento de apresentarmos uma fotografia de Paulo Pernão a participar na prova Guadiana 500 no ano de 1988, recebemos um e-mail do piloto em questão a partir do qual foi possível recolher mais algumas informações sobre as suas aventuras em motos de marca Anfesa, em diferentes provas de competição. O piloto não estava ligado à Anfesa - ANtónio FErreira SAntos, mas começou por competir com esta marca, o que para nós é uma situação que não podemos deixar de divulgar.
 
(Paulo Pernão na prova TransPortugal em 1991, com o número 84)
Paulo Pernão começou a competir ao comando das Anfesa com 34 anos de idade e um pouco por carolice.
Praticou Voleibol, onde foi internacional e começou a andar de mota depois de ter filhos, altura em que deixou de ser seguro continuar a passar as férias e os tempos livres com a família, num barco à vela com 80 anos. Um ano depois das primeiras voltas pelas serras, já estava a fazer competição, situação que se prolongou durante cerca de 12 anos, tendo depois deixado de andar de moto e voltado novamente aos barcos, tendo um blogue popular, o Interesting Sailboats.
 
(Paulo Pernão na prova Portalegre em 1990)
Voltando às competições, a primeira participação numa prova de todo-o-terreno de Paulo Pernão foi na Guadiana 500, usando a Anfesa 175. Sendo novo nestas andanças, a par da Anfesa - cujo motor não estava preparado para responder às solicitações, os resultados conseguidos não foram os melhores.
Entretanto Paulo Pernão adquiriu uma Anfesa RV 250, com motor Rotax, com a qual passou a competir e realizou provas durante 3 anos. A Anfesa 175 acabou por ser vendida para a zona de Coimbra.
Com a Anfesa RV 250 o andamento já era outro. A moto andava bem, o que trazia algumas dificuldades ao piloto. Ainda assim, e falando de resultados práticos, na altura em que no Portalegre corriam cerca de 340 motos, costumava ficar à volta do 100.º lugar.
Depois passou a competir usando motorizações superiores, com motos KTM, tendo chegado a fazer um campeonato completo de TT.
 
(Paulo Pernão na prova Portalegre em 1991, com o número 62)
Segundo o testemunho que recebemos, a moto Anfesa RV 250 era muito boa, particularmente as suspensões que Paulo Pernão gostava de afinar na perfeição. A parte menos conseguida era a do motor, que tinha muitas baixas, mas não a potência dos motores Japoneses, se bem que não andasse longe das capacidades destes. Mesmo assim, e no auge da Anfesa, quando em 1992 organizou um troféu monomarca, Paulo Pernão classificou-se em 4.º lugar.

(Paulo Pernão na prova Raid Costa Azul em 1991, com o número 14)
Sobre a Anfesa, foram-nos avançadas algumas informações que ajudam a perceber a história da marca e a origem dos modelos produzidos.
António Santos era o concessionário Honda da zona de Alcobaça e, para além de comercializar motos, era um entusiasta das mesmas. Começou por aproveitar a existência no mercado de motores de 125 cc e 175 cc muito baratos, tendo comprado o stock de material que resultou da falência de uma empresa oriental (Coreana?...). Deste modo pode fazer motos com as motorizações referidas a preços muito convidativos.
Depois decidiu  fazer uma mota mais a sério, o que iria dar origem à Anfesa RV 250. Para esse efeito foi a Itália e conseguiu uma licença para produzir uma mota de topo, a Kram-it (Enduro e Cross), mas usando o nome Anfesa. Os quadros eram feitos na pequena oficina em Fervença, bem como toda a montagem da mota.
Na altura usavam as melhores suspensões da Marzocchi na roda da frente - as primeiras invertidas enquanto a Honda e Yamaha ainda tinham as suspensões “normais”, e suspensão da Ohlins atrás. O motor era da Rotax. Por este motivo a Anfesa RV 250 e a Kram-it RV 250 são praticamente iguais. 

Agradeço a Paulo Pernão pelas informações e fotos cedidas para publicação no blogue, obrigado!

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2021/04/23

Moto Casal RZ 125 - Exposição Bicicleta Motorizada (3/4)


Mais um grupo de fotografias com um protótipo da moto Casal RZ 125 que aqui temos divulgado de forma faseada e que pode ser vista na Exposição Bicicleta Motorizada, no Centro de Artes de Águeda.

Pelos pormenores vemos, ou melhor, confirmamos o investimento da Casal no desenvolvimento dos seus veículos. Neste caso vê-se bem que estava ao nível do que de melhor se fazia a nível mundial, tendo por exemplo rodas com jantes especiais. 

E ambas as rodas tinham travão de disco, com furações no disco, de forma a facilitar o arrefecimento do metal. Na foto anterior também se vê que a suspensão da roda da frente era da marca Marzocchi, empresa italiana conhecida pela qualidade dos seus produtos.

O tampão do depósito de combustível tinha a zona central de cor preta, combinando com a cor da pintura desta Casal. O aro era prateado, combinando com o cinzento do esquema cromático usado na moto.

E terminamos com o motor de 125 cc fabricado pela Casal, que era refrigerado com recurso a um radiador.

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2021/11/05

Moto Casal K276 - 20.º Encontro de Motas Antigas de Pinhal Novo


Quando apresentámos a reportagem sobre o 20.º Encontro de Motas Antigas de Pinhal Novo, já dissemos que esteve presente uma motorizada Casal K 276 no evento.

E que a mesma moto Casal K276 já tinha estado presente em eventos anteriores, como podemos ver pelas imagens apresentadas em 2017.

Passado anos mostramos mais algumas fotos desta Casal para fora de estrada, pintada de beije.

Na frente podemos ver na forqueta um autocolante da Marzocchi, marca que foi escolhida para equipar outras motos de 125 cc de fabrico português.

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2009/08/25

Vende-se Confersil 504 S (anúncio antigo)


Mais um anúncio retirado de uma revista antiga Motor (2.ª série) datada de 1978. Era relativo à venda de uma Confersil 504 S, com amortecedores Marzocchi.
É uma referência indirecta relativa à data em que este modelo de motorizada já era vendido.

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2021/08/01

Moto Casal RZ 125 - Exposição Bicicleta Motorizada (4/4)


E para começar bem o mês de Agosto no Rodas de Viriato divulgamos o último grupo de fotografias da moto Casal RZ 125 que esteve na Exposição Bicicleta Motorizada, no Centro de Artes de Águeda.

Começamos por destacar os travões de disco, fabricados pela Grimeca, existentes nas duas rodas. Este tipo de equipamento era o desejado na época e o que correspondia aos gostos do momento.

O metal do disco era perfurados com círculos, que estavam feitos de forma ordenada, de modo a permitir um melhor arrefecimento do metal quando eram usados, e sem lhes retirar integridade estrutural.

Na frente a suspensão da forqueta era da marca Marzocchi. Esta marca também foi escolhida para equipar outras motos portuguesas da Anfesa e da AJP. 

Olhando para o guiador podemos ver um mini-depósito de óleo mineral da Magura ao lado de um punho vermelho, que combinava com outros elementos na mesma cor existentes na Casal RZ 125. 

O motor Casal de 125 cc tinha refrigeração líquida, pelo que na frente do quadro era possível ver um pequeno radiador onde este líquido era arrefecido graças à passagem do ar.

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2014/02/08

Moto AJP PR5 250 Extreme - Motoshow 2013


Pujante, é a palavra que me vem à cabeça quando olhamos para esta moto da AJP. É o modelo PR5 250 Extreme.
Na imagem anterior podemos ver o motor a 4 tempos, com 6 velocidades e a grelha que o protege, fixa no quadro.

Também este modelo esteve em exposição no Motoshow 2013 e não deixava indiferente quem passava pelo espaço da AJP.

É uma máquina que mostra a determinação da AJP em fazer motos de qualidade e sempre subindo a fasquia, modelo a modelo, desde a AJP Ariana 125 cc com motor da Casal até aos nossos dias.

Com este modelo reescreve-se a história das motos feitas em Portugal, pois é mais um modelo a juntar a gama de 250cc de fabrico nacional- a Anfesa RV 250, a Anfesa RT 250 (existiram os 2 modelos?...) e a Casal K 280.

Mais uma vez a AJP recorreu a peças de marcas bem conhecidas, como a Marzocchi, que forneceu a forqueta para a roda da frente.

A travagem é conseguida com discos, com 260 mm e 220 mm de diâmetro.

A AJP PR5 250 Extreme pesa 115 kg e tem um depósito com capacidade para 7,5 litros de combustível.

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