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2026/07/09

Folheto da motorizada Lunik II com motor Zundapp


Há marcas de motorizadas nacionais que estão envoltas numa certa névoa, pois os elementos que temos sobre elas são escassos, pelo que juntar todos os elementos disponíveis é fundamental para mudarmos a situação.
Nas imagens vemos um folheto publicitário das motorizadas Lunik II, equipadas com motor Zundapp de 50 cc, com 3 mudanças de pé e 3,6 HP.

Pela informação existente num dos cantos do folheto ficamos a saber que foi impresso em Junho de 1960, o que nos permite datar o fabrico deste exemplar.
Ao olharmos para a imagem (e também ao lermos a ficha técnica na parte de trás) vemos que a motorizada é uma EFS RN 1956 Sport à qual foram colocados os emblemas da marca Lunik II. 

Para além deste fabricante, também existiram motorizadas Lunik II fabricadas pelas Macal.
A ficha técnica é detalha e refere vários aspectos desta motorizada Lunik II:
1 - Quadro LUNIK II, tipo especial, da categorizada fábrica E. F. S.
2 - Forqueta telescópica reforçada, formato especial, casquilhos em bronze fosforados.
3 - Depósito tipo moto, de grande capacidade, 12 litros.
4 - Guarda-lamas modelo especial para esta montagem, fundos.
5 - Porta-bagagem articulado, cromado, de luxo.
6 - Farol com conta-quilómetros incorporado, farolim e «Claxon» eléctrico.
7 - Cubos de origem, c/ tambor, de 1.ª qualidade.
8 - Pneus e câmaras 23 x 2.50 DECOR c/ piso alto, de grande duração.
9 - Selim corrido, formato especial, c/ molas horizontais.
10 -  Amortecedores traseiros, de grande duração, em bronze fosforados.
Nas laterias vemos um carimbo comercial onde consta o nome do stand ou oficina: Virgílio das Neves Santos, especializado em "Motos e Motorisados", localizado em Alcobaça, com o telefone 42410.

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2026/04/29

Catálogo de motorizadas Famel // Famel F-76


A designação de modelos usando números, foi uma das opções da Famel, para dar nomes aos modelos que fabricava.
Depois de termos mostrado o folheto da Famel 111, hoje é a vez de mostrarmos o da Famel 76, ou F-76.

Este modelo tinha o quadro em tubos de aço reforçado, de alta resistência. As rodas também eram em aço, com cubos de 150 mm e com pneus com medida 21 x 2.75 (ou 17 x 2 3/4).
Do equipamento de série fazia parte o conta-quilómetros com 60 mm; guarda-pernas à frente; bomba de ar; espelho retrovisor e ferramenta.
O motor usado era o Zundapp, tipo 280-03, de 50 cc, com 4 velocidades e com arrefecimento por turbina de ar.

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2025/11/07

Folheto Moto Pulverizadores Motalli


É uma fotocópia a preto e branco, mas pelo tipo de papel será uma fotocópia que foi realizada a partir de um folheto original, quando estes circulavam pelos agentes da Motalli (mas por algum motivo tiveram de ser reproduzidos desta forma). Independentemente da sua origem, já que mais não seja, tem valor pela informação que nele consta.
Pois é um folheto que apresenta o moto pulverizador Motalli, equipado com motor Motalli ME 48 com 50 cc, que trabalhava a petróleo, tractol ou gasolina.

Este estava montado num chassis de aço, de uma roda com pneu 16 x 4. Esta também suportava uma bomba diafragma Iota 17 de alta pressão 15 kg/cm2, onde se podiam aplicar duas saídas.
Tinha ainda um depósito com capacidade para 60 litros, feito em polyester, com tampa de borracha e filtro. Tinha ainda uma pistola em latão com regulação do jacto.

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2025/10/13

Folheto motorizada Macal Trail II


Há termos que podemos associar a uma determinada época, como é o caso do "Trail", que começou pelos anos 70 e depois ganhou força durante os anos 80 do século passado.
A Macal tinha noção do valor desta moda / tendência e aproveitou para usar a terminologia como nome do modelo.

Assim o cliente ficava a saber concretamente que tipo de motorizada estava a comprar e capitalizava-se o valor do termo.
Nas imagens vemos o folheto da Macal Trail II, que tinha amortecedor a gás na suspensão traseira; travão de disco na roda dianteira e pesava 88 quilogramas. 

Na parte de trás podemos ver que a Macal Trail II podia ser equipada com vários modelos de motores Macal Minarelli: O K6-75; o MR6 75/80 EUR; os P4R/P6R e os RV4/RV6, podendo ter (de acordo com o motor usado), 75 cc; 80 cc ou 50 cc.

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2025/05/09

Revista SóClássicas n.º 140 - Maio de 2025


O novo número da revista SóClássicas já está na bancas e aqui fica a sua apresentação.

Na capa temos em grande destaque uma moto J. Amorim 125 cc, que depois é apresentada num artigo que faz o enquadramento do desenvolvimento do enduro em Portugal e de um entusiasta das motos para uso fora da estrada, que acabou envolvido na criação de uma moto J. Amorim (e posterior reencontro com motos desta marca).
Ainda no que diz respeito às motorizadas e motos de fabrico nacional há um artigo sobre o projecto de construção de uma Casal 125 Six Days e outro artigo sobre as (novas) Famel de um entusiasta da marca.
Na revista, destacamos que, podem ainda encontrar uma reportagem sobre a história dos 120 anos de motociclismo no Brasil; uma reportagem sobre a feira de Mannheim (onde apareceu uma Famel XF 17 à venda!); uma reportagem sobre a Autoclásica de Buenos Aires e outra reportagem, sobre as 50´s cc de Imola.
No final temos a tradicional secção de classificados. 

Agradecemos ao editor pela oferta da revista!

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2025/03/25

Folheto da motorizada SIS Sachs Fuego


Neste folheto antigo podemos ver que as motorizadas SIS Sachs Fuego tinham dois esquemas decorativos que eram diferentes, situação que nem sempre se observava noutros modelos / marcas, pois a tendência era para só se mudarem as cores da pintura e dos autocolantes.

Na parte de trás, de um lado, viam-se as características do motor Sachs 50 S, com 49 cc e de 5 velocidades. Do outro lado, viam-se as características da motorizada que podia ser vendida com rodas com raios simples ou com jantes especiais.

Havia ainda espaço para 3 desenhos técnicos da vista lateral, da vista de frente e da vista de trás, com as respectivas medidas. No desenho da motorizada SIS Sachs Fuego vista de lado há legendas que indicam os materiais usados em diferentes componentes, como a carenagem - feita em  fibra de vidro e em fibra de poliéster.

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2024/11/11

Moto Vilar 125 cc com motor Villiers anos 50 (2/2)


Moto disponível para venda - Para mais informações, usar o contacto de e-mail.
E com este grupo de fotografias concluímos a apresentação da moto Vilar 125 cc com motor Villiers dos anos 50 que está à venda.

Estando ainda com a pintura original, podemos procurar pormenores que nos mostram como é que esta moto Vilar foi fabricada e como é que ela funciona. Na imagem anterior podemos, por exemplo, ver a ponta do parafuso que permite regular a suspensão dianteira de mola.

Na imagem anterior podemos complementar esta informação, vendo o sistema de ligação entre a coluna da direção e a forqueta da roda, que é articulável graças a tirantes metálicos.

E no motor vemos um pormenor distinto e que lhe dá um toque muito especial: a dupla saída de escapes - um para cada lado da moto. E como se isto não fosse especial, o tubo de escape alarga na zona do guarda-lamas da roda traseira, mostrando que foi um pormenor pensado para dar beleza ao veículo.

Antes de terminarmos, duas fotografias de intervenções feitas no motor Villiers com 125 cc, para garantir que funciona corretamente, afinal tem mais de 70 anos de vida!

Agradecemos a Gil Augusto pela cedência das fotografias.

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2024/08/29

Moto Vilar 125 cc com motor Villiers anos 50 (1/2)


Moto disponível para venda - Para mais informações, usar o contacto de e-mail.
Muitos entusiastas das motos antigas ignoram que em Portugal foram fabricados vários modelos de motos com 125 cc (e até com mais cilindrada!). Mas de forma regular vamos mostrando alguns exemplares que vão sendo (re)descobertos e assim vamos mostrando a grandiosidade da indústria nacional.

O caso da publicação de hoje é um exemplo do que referimos, pois nas imagens podemos ver uma moto Vilar 125 cc equipada com motor Villiers e que esteve guardada durante várias décadas sem ser usada.

Esta Vilar 125 cc com motor Villiers tem suspensão na roda da frente, com recurso a uma mola colocada entre a forqueta e a coluna da direção. 

Na roda traseira não tem suspensão, mas o selim tem um sistema de amortecimento conseguido com recurso a duas molas colocadas na parte de trás, como se pode ver na imagem anterior.

No aro do farol é possível ver um emblema com as letras VLC e na parte superior metálica do farol pode ver-se um manípulo com indicação em inglês.

Quando esta moto Vilar 125 cc foi encontrada, tinha como companhia uma mini-moto Honda Mini Trail, como se pode ver na fotografia com que terminamos este artigo.
Agradecemos a Gil Augusto pela cedência das fotografias.

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2023/11/21

Postal da Casal Carina 1969 - 1.º Dia de Circulação


Os CTT fizeram uma edição de selos subordinada ao tema das Motos Portuguesas, que mais tarde deu origem ao livro Motorizadas 50 cc Portuguesas
A Casal Carina foi uma das motorizadas escolhida para figurar num dos selos editados.

Os CTT também editaram um postal com a scooter Casal Carina e no dia 4 de Julho de 2007 assinalaram o facto juntando o selo ao postal e colocando-lhe o carimbo de 1.º dia de circulação. Assim temos um artigo coleccionável, tanto por filatelistas, como por entusiastas das motos fabricadas em Portugal.

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2023/10/09

Folheto scooter Macal Adly AT 50


Os últimos tempos têm sido férteis em folhetos das diferentes marcas de motorizadas fabricadas em Portugal. E hoje continuamos, divulgando o folheto da scooter Macal Adly AT50. 

Na parte frontal vemos duas das versões cromáticas disponíveis, uma delas em branco e a outra em vermelho (está última já aqui tinha sido divulgada num calendário de bolso da Macal de 1990).

No verso temos as características técnicas, repartidas em duas partes:
- O motor, da marca Hercee, com 49,9 cc, com 4,5 Cv de potência às 6000 r.p.m., com transmissão automática e arranque eléctrico.

- O quadro, com forqueta hidráulica na frente e amortecedores hidráulicos na traseira. Os pneus eram de medida 3.00 x 100, com quatro telas. O conjunto pesava 62 quilogramas.

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2023/10/05

Reportagem da 29.ª Automobilia de Aveiro / 2023 (1/2)


A 29.ª Automobilia de Aveiro foi em Maio e só agora apresentamos a reportagem, mas mais vale tarde do que nunca!
E para começar bem, nada como mostrar um dos protótipos da viatura Bravia Comando MK III que foi recentemente recuperada pela Associação Portuguesa de Veículos Militares Antigos.

Mais uma vez foi com gosto que passeámos pelos corredores das zonas de venda e pelos diferentes espaços com exposições; tanto temáticas, como de diferentes marcas ou tipo de veículos.
Logo na entrada havia uma exposição de automóveis que commumente são designados de "super carros", seja pela sua exclusividade, seja pelas suas performances técnicas / mecânicas, o que permitia ver ao vivo automóveis que normalmente só se vêem na televisão ou em revistas.

Outra das exposições que se podia ver quando se entrava nos pavilhões, era de brinquedos antigos a pedal, podendo-se viajar pelos tempos e pelas formas - desde aviões, passando por jipes e acabando em trotinetas, havia-os para todos os gostos.

E continuando nos pedais, quem gosta de bicicletas de corrida, daquelas que participaram em provas de competição e em voltas a Portugal em bicicleta, também encontrava em exposição muita variedade e com componentes do mais alto nível.

Os clássicos de trabalho também estavam (mais uma vez) representados, desta vez com outros exemplares que no passado ajudaram a que a circulação nas estradas decorresse de forma tranquila e sem incidentes.

Mas as exposições temáticas não se ficaram por aqui. Numa próxima publicação falaremos mais delas e apresentaremos fotografias.

No que diz respeito ao material à venda, abundavam os artigos, as marcas, as dimensões e os materiais em que eram feitos.

Que tanto podiam estar em espaços de comerciantes mais especializados, como mais genéricos. Bastava estar atento e logo se vislumbravam artigos que interessavam (vejam por exemplo na fotografia anterior um letreiro luminoso dos pneus Mabor General e na outra, mais em cima, com um letreiro publicitário da SIS Sachs!).

E quem procura viaturas de marcas estrangeiras, também encontrava muita oferta, tanto de automóveis ingleses (ver foto anterior), como de automóveis americanos, alemães, italianos e franceses...

E nas motos e nas motorizadas a situação não era diferente, mais uma vez bastava ter dinheiro na carteira e a garagem lá de casa ficaria com menos espaço disponível. 

E o que dizer por exemplo das motorizadas de competição que estavam para venda? A amarela e verde era uma Minarelli PCB 50 cc GP Competizione e a cinzenta era uma Kreidler Van Veer. 

E em relação às motorizadas nacionais também se podia encontrar muita variedade. 
Na imagem anterior podemos ver um lote delas, encabeçado por uma Casal S170 Carina, seguida de uma Diana FC17.

Brevemente divulgaremos a segunda parte desta reportagem!

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2023/09/27

Folheto da SIS Sachs Lotus 80 SA


A esmagadora maioria de motorizadas fabricadas (e também vendidas) em Portugal estavam equipadas com motores de 50 cc, o que se justificava devido a factores legais (a relativa facilidade na obtenção de uma licença de condução).
Mas houve várias marcas que se aventuraram noutras cilindradas. Sem contarmos com a AJP; a Vilar e a Anfesa foram quem maior amplitude de cilindradas teve, seguindo-se a Casal, a EFS, a Forvel, a Macal e a SIS Sachs.

Esta última fabricou uma versão da SIS Sachs Lotus, com motor Sachs de 79,8 cc, a dois tempos. Este tinha uma potência de 8,5 cv, às 6000 rpm e 5 velocidades.
A SIS Sachs Lotus 80 SA estava equipada com jantes especiais (roda de 17''), dois discos de travão na roda dianteira e carenagem com farol embutido.
O folheto que divulgamos é datado de Agosto de 1988.

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2023/07/21

O folheto da Famel XF 17


A Famel XF 17 tem uma grande legião de entusiastas que a veneram, por ter umas linhas muito desportivas e por permitir atingir velocidades consideráveis com um motor Zundapp de 50 cc.
Este foi um dos folhetos que a Famel mandou imprimir para publicitar a sua motorizada com especiais.

O modelo da Famel XF-17 que se vê na imagem foi fotografado junto a uma vivenda, que tem pavimento em xadrez branco e cinzento. Pode ter sido um acaso, mas este pormenor leva-nos para o mundo das provas de competição em pista.
No verso podemos ver as características técnicas da Famel XF17 em três línguas diferentes (português, francês e inglês).

O motor Zundapp referido no folheto é o Zundapp tipo 284-12. de 5 velocidades, arrefecido por ar, com cilindro Super Therm e com volante magnético Bosch.
Se uma Famel XF 17 fica bem na garagem, um folheto assim também fica!

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