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2018/11/03

Livro Berliet, Chaimite e UMM – Os Grandes Veículos Militares Nacionais - Editora Contra a Corrente


Haver novidades editoriais sobre veículos fabricados em Portugal é sempre motivo de alegria para todos aqueles que gostam desta temática, que é tão específica, quanto apaixonante.
Por esse motivo aqui apresentamos o livro "Berliet, Chaimite e UMM – Os Grandes Veículos Militares Nacionais", de Pedro Monteiro, publicado pela Editora Contra a Corrente, em Abril de 2018 e que passado pouco tempo esgotou (750 exemplares numerados).

Para quem não conhece o livro, podemos dizer que se divide genericamente em duas partes: uma primeira, onde é feita a contextualização e resenha histórica do fabrico das viaturas e, numa segunda parte, a implicação das viaturas militares nacionais apresentadas em situações concretas, na guerra e na paz.

Pela sua antiguidade, e por ser o primeiro grande projecto de fabrico de uma viatura militar nacional, começa-se pela história da fábrica da Metalúrgica Duarte Ferreira, com os camiões Berliet Tramagal -
cruzando-se a parte da vertente civil com a militar, acabando por sobressair esta última, com as diferentes versões construídas para responder às necessidades resultantes do esforço de guerra feito por Portugal em África. Entre elas, há fotografias de um camião Berliet Tramagal GBA com semilagartas, na parte de trás.
Ao longo do livro há secções com ilustrações das várias versões de veículos militares, por marca, onde aparecem ilustrações vistas de frente e de lado, com as respectivas fichas técnicas dos veículos. Ainda a respeito dos camiões Berliet Tramagal, é abordada a intervenção estatal no pós 25 de Abril  de 1974 / Fim da Guerra Colonial; bem como o regresso da empresa à família. É aqui que são apresentadas imagens e informações dos camiões Tramagal TT 13/160 6x6 Turbo, versão militar e bombeiros, cuja existência é desconhecida por muitos.

Continuando a linha temporal - ainda relacionada com a Guerra em África; segue-se uma parte sobre os blindados Chaimite, e de outros veículos da Bravia, intitulada "Os segredos de um ícone nacional". Nela é explicado o processo de surgimento do blindado Chaimite (a partir de um blindado Commando V-100 da Cadillac Gauge), bem como os ensaios, os testes e as demonstrações realizadas em Portugal e no estrangeiro, com vista à sua comercialização.
A Bravia foi uma empresa dinâmica no que diz respeito ao fabrico de veículos para diferentes fins, pelo que nesta secção são apresentados os camiões militares Gazela e Leopardo. São ainda descritas as dificuldades sentidas em África, na Guerra Colonial, por quem lidava com estes veículos, bem como pelos representantes da Bravia que tentavam vender as viaturas um pouco por todo o mundo.
Por todo o livro há fotografias de época, e nesta secção podemos ver muitas de versões especiais do Chaimite, por exemplo com torre Mecar. Há ainda ilustrações (vistas laterais) dos blindados Chaimite usados por forças militares / policiais, em Portugal e no mundo - Líbano, Peru e pelo Exército Português na Bósnia.
Terminada a guerra, a Bravia também produziu camiões Leopardo e Gazela para os bombeiros, situação documentada no livro, tal como acontece com o período pós-falência da empresa.

Segue-se uma parte do livro sobre os jipes UMM - desta vez com o título "A grande aventura do Cournil e Alter". Também aqui é feito o enquadramento do surgimento deste projecto, bem como da produção destes jipes para uso militar. As fotografias não faltam e podemos ver versões pouco conhecidas, como um UMM ambulância, ou um com mísseis anti-carro SS-11. Há ainda espaço para se falar dos UMM da GNR e de parcerias desenvolvidas no estrangeiro, como é o caso dos franceses Heuliez VLH, ou dos UMM holandeses. Antes de se avançar no livro, é apresentada uma parte que trata dos jipes UMM em competição, especialmente no que respeita à aventura Africana; e do protótipo do jipe UMM A4.

Apesar de não constar directamente no título do livro, os blindados Pandur também têm uma secção a eles dedicada, pois também por cá foram fabricados. A necessidade de ter um novo veículo, que de alguma forma pudesse substituir os blindados Chaimite, fez com que surgisse uma nova fábrica de veículos blindados em Portugal. Nesta secção é apresentada uma ilustração do Steyer Pandur II 8x8, para além de muitas fotos do processo de fabrico e da sua utilização em contexto militar.

Numa segunda parte do livro volta-se a falar de cada veiculo, mas abordando a implicação destas viaturas militares em situações concretas; a saber:
- Camiões Berliet Tramagal e blindados Chaimite, na secção "A prova de fogo", com imagens de época, em que são abordadas as inúmeras dificuldades, trabalhos e problemas, pelos quais passaram estes dois veículos em África.
- No capítulo "Transição para a democracia" aborda-se a utilização de blindados Chaimite, de camiões Berliet Tramagal e Bravia Gazela, no período entre o 25 de Abril de 1974 e o 25 de Novembro de 1975, estando o texto acompanhado de fotos emblemáticas, algumas delas a cores.
- Em África, nos Balcãs e em Timor - "As missões de paz". Os jipes UMM foram protagonistas principais e os blindados Chaimite continuaram a mostrar que eram robustos, mesmo com dezenas de anos de utilização, marcando presença e ao mesmo tempo impondo respeito. Em resultado das diferenças de latitudes onde foram utilizados, também se abordam as dificuldades e as adaptações feitas, de modo a que resistissem a diferentes temperaturas e condições.
- Blindados Pandur e Chaimite - "Passagem de testemunho na Lituânia", onde as duas gerações de blindados coexistiram.
- E no Épilo - "Um novo fôlego" - é descrito o (risonho) futuro reservado para alguns destes veículos, reunidos, conservados e mantidos no Museu Militar de Elvas.

Olhando para o futuro, sabemos que está a ser preparada uma segunda edição do livro, revista e aumentada. Estão previstas seis páginas totalmente novas, incluindo as reportagens com o UMM Entrepreneur holandês do Nationaal Militair Museum (National Military Museum), em Soesterberg; uma reportagem sobre o camião Berliet-Tramagal GBC, dos Bombeiros de Cacilhas e dos blindados Pandur - que vão em breve para a República Centro Africana. Ao conteúdo do livro serão ainda adicionadas dezenas de fotos novas, sobretudo nos capítulos da Bravia (por exemplo, a versão V-400 na Malásia); da UMM (mais das provas dos jipes UMM Alter, no Chile e na Holanda) e da Guerra de África (por exemplo, fotos a cores das Chaimite de Angola, bem como dos Unimog e Berliet Tramagal em África, do espólio da Liga dos Combatentes).

Quem quiser reservar um destes exemplares, pode contactar a editora Contra a Corrente, pelo e-mail:  livroscontraacorrente@gmail.com

Pode ainda aproveitar a nova campanha de crowdfunding para esta segunda edição, acção que decorre até 19 de Novembro de 2018, em: https://ppl.com.pt/prj/berliet-chaimite-umm2
Com um apoio de 25 euros, recebe um dos 500 livros numerados e um poster do camião Berliet Tramagal, em Dezembro, a tempo das prendas de Natal.

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2019/03/03

Camião Leopardo ao pormenor - B. V. de Sousel (6/7)


Leopardo - Fabricação Portuguesa. A chapa não podia ser mais clara e explicativa, quase que lembrando um letreiro colocado junto de uma obra de arte num museu.

A Bravia e a VM - Veículos Motorizados esforçavam-se por incorporar o máximo de componentes nacionais nos produtos que fabricavam, pelo que faziam questão de mostrar que o seu produto era de fabricação portuguesa.

Como seria de esperar, os vidros planos "rochedo" eram fabricados pela Covina, como confirmamos pelo emblema gravado num dos vidros deste camião produzido em Portugal.

No que respeita aos componentes do camião fabricado pela Bravia / VM, abunda a chapa a direito, por ser uma solução técnica que não exige muito investimento em termos de maquinaria, ou de moldes.

Para além de que a simplicidade é sinónimo de fiabilidade. E para quê complicar o que pode ser simples?
A título de exemplo, o para-choques frontal estava forrado por cima com chapa anti derrapante, permitindo que quem ai se colocasse, por exemplo enquanto trabalha no compartimento do motor, não corresse o risco de escorregar (nem de ter de colocar andaimes ou plataformas para trabalhar!).

Cumprindo os nossos princípios de divulgar em pormenor os veículos fabricados em Portugal, apresentamos uma série de fotografias da parte inferior deste camião Leopardo.

E estas fotografias são dos componentes de transmissão do movimento do motor às rodas, relembrando que este camião Leopardo é um 6x6, isto é, tem tracção às 6 rodas!.

Este pormenor técnico resulta da concepção como camião militar, que foi aproveitada para a criação de versões todo-o-terreno destinadas aos bombeiros, como acontece neste exemplar pertencente aos Bombeiros Voluntários de Sousel.

E sendo um veículo pesado, não admira que os componentes usados sejam de dimensões generosas, de modo a conseguirem suportar o peso a utilização para a qual foi concebido.

Terminamos focando a nossa atenção na traseira deste Leopardo da Bravia, onde mais uma vez houve o cuidado de manter a concepção simples e funcional.

Aceder à zona da moto-bomba de água era fácil, bastava colocar um pé num dos degraus existentes em cada lado, uma mão no corrimão e elevar-se para a plataforma traseira!

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2011/09/11

VM e Bravia na 11.ª Feira Nacional de Agricultura


Na revista Mundo Agrícola n.º 3, datada de 3 de Agosto de 1974, foram publicadas imagens que publicitavam o espaço de exposição da VM e da Bravia, na 11.ª Feira Nacional de Agricultura.
Na imagem anterior, podemos ver uma publicidade com um dumper VM, modelo 5/4 TD L, sendo referido que os dumpers VM eram um produto nacional, segundo a Portaria de 13 de Maio e de 10 de Outubro de 1963. Dizia ainda que eram adequados para serviço pesado ou muito intenso; para transportes rápidos das mais variadas cargas; grande capacidade de tracção, facilidade de deslocação em terrenos difíceis e estavam equipados com travões hidraúlicos.

A outra fotografia mostra três dumpers e parte de uma caixa de um reboque ou de um camião, que pela imagem não se percebe se é de um camião Bravia.
Há ainda duas placas, uma da VM que anunciava dumpers, tractores industriais, atrelados e veículos basculantes e outra da Bravia que não se consegue ver muito bem, mas que aparentemente anunciava viaturas especiais - Chaimite e Tigre; camiões Comando (?) - Gazela, Leopardo e Pantera. Na parte de baixo da placa tem alguma coisa escrita, onde parece dizer "Equipamentos de perfurações e (...)".
Pena que não se consiga ver mais da parte direita da foto, podia ser que fosse do camião que mais tarde foi apresentado na 17.ª edição da Feira Internacional de Lisboa.

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2009/10/22

Bravia na 17.ª F.I.L. (1976) - Artigo revista Motor


Mais uma preciosidade desconhecida da grande maioria dos interessados em "rodas nacionais": duas fotografias de um stand da empresa Bravia S.A.R.L. na F.I.L., retiradas de revista Motor (ano de 1976). Publicamos as duas fotografias porque, ainda que se tratando da mesma imagem, foram impressas de forma diferente, o que pode ser útil para esclarecer algumas dúvidas sobre o assunto.
De 11 a 22 de Junho de 1976 decorreu a 17.ª edição da Feira Internacional de Lisboa, onde a Bravia teve em exposição alguns dos seus veículos, nomeadamente dumpers e, aparentemente, um camião. Pelo menos, parece que o camião faz parte do stand da Bravia, se bem que um vaso que limita o espaço está colocado antes do camião... Será que quero ver coisas onde elas não existem?...

Espero que não, pois caso se confirme que a Bravia apresentou um camião na 17.ª F.I.L., seria uma boa notícia. E porquê?
Porque ajudaria a saber mais sobre esta marca e sobre os veículos que produziu. Prova ainda que a Bravia também tentava vender os seus camiões no mercado civil.
O camião na imagem parece ser um Leopardo com caixa basculante, mas também poderá ser um Pantera... Se tal se confirmar, surgem várias questões:
- Este camião chegou a ser adquirido por algum civil?
- Foram produzidos mais camiões como este?
- Terá sido transformado para dar origem ao protótipo Tigre?
- Qual a relação deste camião com o exemplar que terá sido usado numa pedreira?

E já agora, para confundir ainda mais as coisas, o camião Bravia Elefante (clicar aqui para saber mais) terá sido mais projecto que não saiu do papel ou será uma mera invenção internetiana?

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2009/06/19

Mais Gazela, Leopardo e Pantera em revista


Depois da 1.ª parte do artigo sobre os camiões da Bravia, foi publicado na revista Motor Clássico n.º 28 a 2.ª parte do artigo.
Nele podemos obter informações sobre as quantidades de camiões Gazela, Leopardo e Pantera produzidos, bem como ficar a conhecer onde foram utilizados.
O destaque vai para o camião Pantera que foi usado numa pedreira e cuja fotografia aparece no canto inferior direito da imagem anterior.
Há ainda referência à transformação realizada pela Tecopal com o objectivo de adaptar os camiões Leopardo ao combate a incêndios florestais.

Este e outros artigos têm divulgado os veículos da Bravia, até há pouco desconhecidos da maioria dos amantes de veículos antigos. É urgente a salvaguarda deste património que corre o risco de desaparecer para sempre. Esperamos brevemente dar notícias sobre a preservação deste património.
Mais uma vez agradeço a Pedro Monteiro do Photography & Reports pela cedência das imagens.

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2024/07/30

Desenho técnico camião Leopardo "Pronto Socorro T. T."


Recentemente divulgámos fotografias de um camião Gazela acabado de ser transformado pela Luís Figueiredo, SA para combate a incêndios.
E hoje mostramos mais outro documento histórico da época, um desenho técnico de um projecto de um camião Leopardo 6x6, numa versão "Pronto Socorro T.T.", concebido pela Luís Figueiredo, em 1987 (?).
Neste projecto podemos ver 3 vistas do camião que serviam para o seu fabrico: a vista lateral, a planta e a vista posterior. 
Este camião Leopardo 6x6 comercializado pela Bravia / VM, tinha cabina dupla e seria equipado com um tanque que podia transportar 4000 litros de água.

A Luís Figueiredo fez vários projectos para camiões da Bravia / VM, tanto dos modelos Leopardo 6x6, como dos modelos Gazela 4x4.
Neste caso concreto destacamos a saída de água que existia por cima do tanque de água e à qual se acedia por escadas colocadas na traseira do camião. O painel de comando da bomba e dos diferentes manómetros estava colocado na zona onde começava o tanque, junto à cabina do condutor.
Agradecemos à Luís Figueiredo, SA, pela cedência do projecto.

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2010/02/18

Protótipo de camião da Bravia (modelo Gazela ?...)


Depois do protótipo Bravia Comando MK III, publicamos mais uma série de fotografias relativas a outro protótipo da Bravia, trata-se de um camião de pequenas dimensões, aparentemente construído com base num camião Gazela.

Segundo informações de Pedro Moreira a quem agradecemos a cedência das fotografias, este camião data de 1969 e tem base num Dodge. Tem ainda tracção integral 4x4, provavelmente com transmissões da Ebro.

Segundo as informações que nos foram fornecidas, este veículo não passou de projecto pelos custos inerentes ao início de produção, que inviabilizaram a produção do mesmo já que havia carros com características semelhantes com custos mais baixos.

Olhando para a viatura ficamos na dúvida se seria um camião Gazela cuja cabine foi fechada (em vez de ser em lona, como acontecia nas outras versões militares), ou se seria outro modelo que cujo nome desconhecemos (ou seria uma derivação do Comando MK I ?...).
Uma coisa parece ser certa, foi pensado para cenários de guerra uma vez que tem o pára-brisas invertido, solução usada em veículos concebidos para zonas com muita exposição solar (e também usada no Bravia Leopardo construído para trabalhar numa pedreira).

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2019/12/01

Camião Leopardo dos B. V. de São Brás de Alportel (2/8)


É com a bola das mudanças que começamos a apresentação de mais uma série de fotografias deste camião dos Bombeiros Voluntários de São Brás de Alportel. Bola essa que aparentemente é feita em alumínio e que de alguma forma simboliza o domínio da viatura.

Sim, não é só a direção, materializada num volante, que conta… O controlo da velocidade permite progredir de forma adequada, quando estamos em plano horizontal ou inclinado.
Fazemos esta conversa para extrapolarmos para a progressão da Bravia patente nos inúmeros veículos que concebeu. Quando podia, avançava com novos modelos, para novas funcionalidades.

Este é um deles, um camião Bravia, modelo Leopardo 6 x 6, com carroçaria para combate a incêndios.

Neste conjunto de fotografias continuamos dentro da cabine do condutor, mostrando mais uma vez alguns pormenores de concepção, que são ignorados de muitos dos entusiastas de veículos fabricados em Portugal e que só fazem subir o estatuto que esta marca merece.

Nas duas imagens anteriores podemos ver o aproveitamento feito na base do banco do condutor e dos tripulantes. Se no primeiro caso o acesso é feito na horizontal, no segundo caso o banco é rebatido para a frente, tendo-se acesso à zona de arrumação de forma vertical. Todo o espaço era aproveitado!

Como é uma viatura dos bombeiros, está pintada de vermelho por fora e por dentro, mas na zona onde viaja a tripulação há partes em cor preta, por exemplo na forra do tejadilho e na zona que separa esta zona, da do compartimento do motor.

As forras das portas também são pretas. Pela sua simplicidade e funcionalidade, aparentam ter sido fabricadas propositadamente para este modelo.

E terminamos com uma fotografia onde se vê o banco dos tripulantes todo rebatido, à frente do qual podemos ver as alavancas situadas junto da haste das mudanças.

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2009/05/21

Gazela, Leopardo, Pantera e Olda em revista


Depois da publicação de artigos sobre Alba, DM, Olda e Chaimite, a revista Motor Clássico, no seu número 27, datado deste mês de Maio, volta a publicar artigos sobre marcas nacionais.
Um dos artigos é sobre as produções da Bravia e o outro sobre o Olda.

O artigo sobre a Bravia é da responsabilidade de Pedro Monteiro do blogue Photography & Reports (a quem mais uma vez agrademos a cedência das imagens) e trata dos veículos Gazela, Leopardo, Pantera, mas também do camião blindado Tigre MK II e dos dumpers VM.
O artigo está acompanhado de imagens da época que permitem conhecer melhor os camiões da marca, bem como as suas características.
O artigo sobre o automóvel Olda é da responsabilidade de Adelino Dinis, com fotografias de Pedro Lopes e é o primeiro de uma série dedicado ao restauro deste veículo de competição.

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2020/05/25

Camião Leopardo dos B. V. de São Brás de Alportel (6/8)


O tipo de letra usado para identificar o camião Leopardo dos Bombeiros Voluntários de São Brás de Alportel é inconfundível, pelo que só pelas letras, já se sabe de que veículo se trata.

Hoje mostramos mais um grupo de fotografias com diferentes pormenores, como as aberturas no capô do camião - que vemos na imagem anterior, e que serviam para facilitar a circulação de ar no compartimento do motor, facilitando assim o seu arrefecimento.

No tejadilho vemos as luzes sinalizadoras de emergência, de cor azul, protegidas por uma grelha metálica, evitando assim que fossem destruídas ao passar em caminhos com ramos de árvores que estejam mais baixos.

Ao abrirmos a porta deste camião, vemos que tem uma forra concebida propositadamente, o que mostra o nível de preocupação com os detalhes tido pela Bravia e pela VM - Veículos Motorizados. Está pintada de preto, uma cor neutra e que não evidência com facilidade sujidades.

Ao olharmos para a parte inferior deste camião Leopardo, vemos um pormenor interessante: uma chapa da Bravia relativa ao eixo da roda traseira. Nela vemos que o eixo era o modelo BSDHD, bem como outras informações técnicas.

Este camião fabricado em Portugal tem dois eixos de rodas na traseira, para suportar o peso da água e para conseguir progredir em terrenos sem caminhos. Para além disso tinha tracção nas 6 rodas, o que o torna uma máquina imparável.

Entre as rodas vemos o feixe de molas que suportava o peso do conjunto e que amortecia as irregularidades do piso. Como é fácil de imaginar, são robustas e largas.

Num dos pneus vemos um remendo da recauchutagem que sofreu e que mostra como os problemas eram resolvidos no passado! A faixa de borracha aplicada não tinha o comprimento suficiente para o diâmetro do pneu, pelo que foi colocado um acrescento, visível na imagem anterior.

Na traseira vemos o pneu sobressalente deste camião, que ao contrário dos outros que temos mostrado, não está arrumado por cima do tanque de água.

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