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2011/10/24

Protótipo de tractor da Bravia / VM


Dizem que com a velhice as coisas mudam...
Isto porque com a velhice a norma é, entre outras coisas, ignorar os aniversários... É só mais um ano que fazemos!... Por aqui andamos perto disso, e porquê?
Por que no dia 21 deste mês fizemos 5 anos de existência... E com os vários afazeres, não fizemos como em anos anteriores, em que durante uma semana publicávamos material desconhecido e/ou ignorado de qualidade, que merecia ser tão conhecido como a imagem do Camões na folha rasgada num canto...
Mas se burro velho não aprende, também não desaprende... Por isso tomem lá: Uma imagem de um protótipo fabricado pela Bravia e VM - mais pela VM, pois a Bravia ficava com os veículos militares e a VM com os civis, onde parece que este tractor se enquadra.
A imagem foi retirada de uma revista Auto Mundo, o n.º 2 do dia 13 de Março de 1975, onde foi publicado um artigo sobre a indústria de montagem de veículos automóveis, em que se falava do caso concreto da Bravia e VM, que à conta de interesses superiores viam os seus produtos preteridos em relação a outros vindos do estrangeiro.
Pelo artigo percebemos que a VM permitia manter a fábrica com trabalho, quando não havia encomendas (do estado) para veículos militares. Ainda que eles custassem menos 200 contos dos que eram adquiridos lá fora, tendo qualidade semelhante (e mesmo que não tivessem, com algum trabalho conjunto seria possível igualar e até superar a qualidade, mas isto sou eu que digo...).
Mas a Bravia e a VM não desistiam, e tentavam alargar e diversificar o leque de produtos para venda. Se muitos viram a luz do dia, este tractor VM com ar de ter entrado numa série de ficção científica dos anos 70 não passou de um protótipo...
Será que ainda existe?

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2011/09/11

VM e Bravia na 11.ª Feira Nacional de Agricultura


Na revista Mundo Agrícola n.º 3, datada de 3 de Agosto de 1974, foram publicadas imagens que publicitavam o espaço de exposição da VM e da Bravia, na 11.ª Feira Nacional de Agricultura.
Na imagem anterior, podemos ver uma publicidade com um dumper VM, modelo 5/4 TD L, sendo referido que os dumpers VM eram um produto nacional, segundo a Portaria de 13 de Maio e de 10 de Outubro de 1963. Dizia ainda que eram adequados para serviço pesado ou muito intenso; para transportes rápidos das mais variadas cargas; grande capacidade de tracção, facilidade de deslocação em terrenos difíceis e estavam equipados com travões hidraúlicos.

A outra fotografia mostra três dumpers e parte de uma caixa de um reboque ou de um camião, que pela imagem não se percebe se é de um camião Bravia.
Há ainda duas placas, uma da VM que anunciava dumpers, tractores industriais, atrelados e veículos basculantes e outra da Bravia que não se consegue ver muito bem, mas que aparentemente anunciava viaturas especiais - Chaimite e Tigre; camiões Comando (?) - Gazela, Leopardo e Pantera. Na parte de baixo da placa tem alguma coisa escrita, onde parece dizer "Equipamentos de perfurações e (...)".
Pena que não se consiga ver mais da parte direita da foto, podia ser que fosse do camião que mais tarde foi apresentado na 17.ª edição da Feira Internacional de Lisboa.

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2023/09/19

Camião Gazela ao pormenor - B. V. de Cerva (5/7)


E continuando a apresentação detalhada do camião Gazela pertencente aos Bombeiros Voluntários de Cerva, hoje mostramos a parte interior da cabina do condutor.

É com gosto que vemos como os engenheiros e técnicos da Bravia / VM resolveram a questão de criar um espaço para condutor e passageiros, sem esquecer as funcionalidades práticas que são inerentes a esta parte de uma viatura. 

O tablier em si é feito em metal, tendo na parte esquerda o painel de comandos e o volante e, na parte direita, uma zona onde se podiam transportar alguns objectos.

Sendo uma viatura com tracção às 4 rodas, há uma chapa que refere o aviso "Nunca meter as redutoras sem o veículo estar completamente parado". Há ainda uma outra que tem a referência da caixa de transferência: Baixas - 2 - Eixos; Ponto Morto; Eixo Traseiro e Altas - 2 - Eixos. 

Por baixo da coluna da direcção vêem-se os pedais da embraiagem, do travão e do acelerador, bem como um botão de o PTO - para se desligar o motor em situações de emergência. O piso é revestido com um simples tapete em borracha texturada com linhas paralelas.

Tal como acontece em camiões Leopardo 6x6, também fabricados pela Bravia / VM, no camião Gazela 4x4 houve a preocupação de se criar uma zona de arrumação de ferramentas por baixo dos bancos, como se pode ver na imagem anterior.

E terminamos com uma fotografia dos 3 bancos que existem na cabina e que foram restaurados com este camião sofreu intervenções de conservação.

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2024/01/15

Camião Gazela ao pormenor - B. V. de Cerva (6/7)


Uma Cerva é a fêmea de um veado, animal que gosta de pastar por serras. E Cerva também é o nome de uma localidade localizada numa zona de vale, entre montanhas, onde existe um camião de marca Gazela, que pertence aos Bombeiros Voluntários de Cerva.

Temos mostrados diferentes pormenores deste camião fabricado pela Bravia / VM (Veículos Motorizados) e hoje incidimos mais na parte inferior, que é pouco conhecida, por estar numa zona de acesso visual mais limitado.

Como dissemos numa publicação mais antiga, este camião Gazela 4x4 tem o veio de transmissão traseiro em falta, como se pode ver na segunda imagem. Isto não o impede de circular, pois o conjunto dianteiro está funcional. 

Uma das características dos camiões de bombeiros da Bravia / VM é terem fortes amortecedores com molas de lâminas, que permitem suportar o peso da água transportada e a circulação por terrenos acidentados e com obstáculos. 

Na parte inferior do camião Gazela também podemos ver a tubagem e sistema de bombeamento de águas, entre o tanque e as agulhetas de combate a incêndios.

Respeitando a tradição portuguesa do fabrico de veículos com chapa quinada, vemos na imagem anterior os diferentes planos do metal, bem como o sistema de reforço estrutural usado na parte inferior.

E terminamos a apresentação deste conjunto de fotografias com um pneu de fabrico português, da marca Camac, modelo CJ 110, com a medida 9.00 - 16, que é usado no eixo traseiro.

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2024/07/30

Desenho técnico camião Leopardo "Pronto Socorro T. T."


Recentemente divulgámos fotografias de um camião Gazela acabado de ser transformado pela Luís Figueiredo, SA para combate a incêndios.
E hoje mostramos mais outro documento histórico da época, um desenho técnico de um projecto de um camião Leopardo 6x6, numa versão "Pronto Socorro T.T.", concebido pela Luís Figueiredo, em 1987 (?).
Neste projecto podemos ver 3 vistas do camião que serviam para o seu fabrico: a vista lateral, a planta e a vista posterior. 
Este camião Leopardo 6x6 comercializado pela Bravia / VM, tinha cabina dupla e seria equipado com um tanque que podia transportar 4000 litros de água.

A Luís Figueiredo fez vários projectos para camiões da Bravia / VM, tanto dos modelos Leopardo 6x6, como dos modelos Gazela 4x4.
Neste caso concreto destacamos a saída de água que existia por cima do tanque de água e à qual se acedia por escadas colocadas na traseira do camião. O painel de comando da bomba e dos diferentes manómetros estava colocado na zona onde começava o tanque, junto à cabina do condutor.
Agradecemos à Luís Figueiredo, SA, pela cedência do projecto.

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2019/03/03

Camião Leopardo ao pormenor - B. V. de Sousel (6/7)


Leopardo - Fabricação Portuguesa. A chapa não podia ser mais clara e explicativa, quase que lembrando um letreiro colocado junto de uma obra de arte num museu.

A Bravia e a VM - Veículos Motorizados esforçavam-se por incorporar o máximo de componentes nacionais nos produtos que fabricavam, pelo que faziam questão de mostrar que o seu produto era de fabricação portuguesa.

Como seria de esperar, os vidros planos "rochedo" eram fabricados pela Covina, como confirmamos pelo emblema gravado num dos vidros deste camião produzido em Portugal.

No que respeita aos componentes do camião fabricado pela Bravia / VM, abunda a chapa a direito, por ser uma solução técnica que não exige muito investimento em termos de maquinaria, ou de moldes.

Para além de que a simplicidade é sinónimo de fiabilidade. E para quê complicar o que pode ser simples?
A título de exemplo, o para-choques frontal estava forrado por cima com chapa anti derrapante, permitindo que quem ai se colocasse, por exemplo enquanto trabalha no compartimento do motor, não corresse o risco de escorregar (nem de ter de colocar andaimes ou plataformas para trabalhar!).

Cumprindo os nossos princípios de divulgar em pormenor os veículos fabricados em Portugal, apresentamos uma série de fotografias da parte inferior deste camião Leopardo.

E estas fotografias são dos componentes de transmissão do movimento do motor às rodas, relembrando que este camião Leopardo é um 6x6, isto é, tem tracção às 6 rodas!.

Este pormenor técnico resulta da concepção como camião militar, que foi aproveitada para a criação de versões todo-o-terreno destinadas aos bombeiros, como acontece neste exemplar pertencente aos Bombeiros Voluntários de Sousel.

E sendo um veículo pesado, não admira que os componentes usados sejam de dimensões generosas, de modo a conseguirem suportar o peso a utilização para a qual foi concebido.

Terminamos focando a nossa atenção na traseira deste Leopardo da Bravia, onde mais uma vez houve o cuidado de manter a concepção simples e funcional.

Aceder à zona da moto-bomba de água era fácil, bastava colocar um pé num dos degraus existentes em cada lado, uma mão no corrimão e elevar-se para a plataforma traseira!

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2020/04/23

Camião Leopardo dos B. V. de São Brás de Alportel (5/8)


A Bravia é a prova provada de que por "muito e bom" que se faça em Portugal, o mais certo é estar-se ou acabar-se no esquecimento.

Dizemos isto a propósito de mais este grupo de fotografias do camião Leopardo dos B. V. de São Brás de Alportel que temos divulgado.

Muitas pessoas conhecem o blindado Chaimite (também ele fabricado pela Bravia / VM - Veículos Motorizados), mas poucos saberão que é um produto da Bravia. Se passarmos para este camião Leopardo 6x6, então a coisa ainda fica mais difícil... Em termos de probabilidades, será o mesmo que acertar no Euromilhões.

A Tecopal - Viaturas e Equipamentos para Bombeiros também esteve envolvida no fabrico deste camião de bombeiros, tendo sido a empresa responsável pela parte do tanque de água e respectivos equipamentos.

É sobre esta zona que incidem muitas das nossas fotografias de hoje, vendo-se por exemplo a abertura que existe na parte superior do tanque. Deste modo seria possível aceder a esta zona.

O depósito de água tem chapa quinada de modo a dar resistência ao conjunto e evitar deformações no metal, permitindo ao mesmo tempo usar metal mais fino no seu fabrico.

Na parte de trás do camião existem uma série de portas basculantes, que recolhem para dentro da chapa, como se vê na fotografia seguinte.

Este espaço interior está vazio, adivinhando-se que tenha albergado moto-bombas e outros equipamentos, que entretanto foram retirados.

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2023/10/30

Blindado Bravia Comando MK III (1/3) - 17.º aniversário Rodas de Viriato


E com este grupo de fotografia do blindado Bravia Comando MK III que esteve em exposição na 29.ª Automobilia de Aveiro, terminamos as comemorações do 17.º aniversário Rodas de Viriato.

Ao longo da caminhada de divulgação dos veículos fabricados em Portugal, que temos feito no mundo digital, este veículo foi um dos que esteve ao abandono e entretanto já tem assegurado o futuro num espaço museológico.

Este é um de dois protótipos que a Bravia fabricou para ver se conseguia que fosse adquirido pelas forças policiais portuguesas, o que acabou por não acontecer, tendo sido adquiridos os Shorland MK III. Este último tinha a frente de um jipe Land Rover, com arestas e vértices arredondados, enquanto que a restante viatura era em arestas vivas.

Esta situação não acontecia no Bravia Comando MKIII, que estava cheio de superfícies com chapa a direito e arestas em linha reta, dando-lhe um aspecto coeso e harmonioso.

Esta viatura foi desenhada por Aníbal Luís, que também esteve envolvido na projecção de dumpers da VM - Veículos Motorizados. S.A.R.L.., um dos quais tinha o balde de carga rotativo, o que permitia o despejo de materiais para o lado. 

Tal como acontecia nos blindados Chaimite, aqui as chapas em metal também foram soldadas.
Na parte superior era possível ver uma torre que fazia parte dos catálogos da Bravia para o blindado referido.

Sendo uma viatura de manutenção da ordem pública, tinha protecções para os vidros da frente, que em caso de necessidade, eram tapados por duas chapas de metal com aberturas cobertas por vidros sobrepostos, como acontecia no blindado Chaimite (situação facilmente observável na 5.ª fotografia desta publicação).

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2009/03/20

Publicidade aos dumpers VM


Numa revista do ACP de 1975, aparece esta publicidade aos dumpers nacionais de alta qualidade VM - Veículos Motorizados, S.A.R.L., empresa que nesta altura já tinha sido comprada por Donas-Botto para poder fabricar os produtos da marca "Bravia" - entre eles o blindado Chamite, os camiões Leopardo e o Comando Mk III.

Com esta publicidade, surge-me algumas questões: até que ponto é que a produção de dumpers VM permitiu o desenvolvimento dos veículos militares? Ou será que o desenvolvimento e produção de veículos militares é que fez com que a produção de dumpers se mantivesse?

A terminar é de referir que os dumpers da VM tinham travões hidráulicos às 4 rodas motoras e eixo de direcção com mola transversal.

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2007/05/18

Chaimite na revista ACP (1975)


A revista do ACP 1/2 de Janeiro/Fevereiro de 1975 tem um artigo de 4 páginas sobre o veículo blindado Chaimite, da marca Bravia, fabricado pela VM (Veículos Motorizados).

No rescaldo do 25 de Abril, fazia todo o sentido falar de um veículo que ajudou a mudar o destino de Portugal. No artigo é referido que estes blindados militares começaram a ser concebidos em 1964, graças à recusa dos Estados Unidos da América em fornecer blindados ao Governo Português.
Inicialmente a Sorefame, as Oficinas Gerais de Engenharia e 60 pequenas empresas estavam encarregadas do fornecimento de componentes, passando mais tarde a Bravia e a VM a controlar o processo, que chegou aos 80% de incorporação de material nacional.

Na revista é referido que foram construídas 100 Chaimites para a guerra colonial, mas só 5 delas foram usadas na Guiné. As restantes aguardavam equipamento militar, pelo que estavam disponíveis para a revolução dos cravos.
O artigo está cheio de informação interessante (velocidade de 100 km/h, o veículo é anfíbio) para quem de algum modo está ligado a este veículo.

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