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2009/10/22

Bravia na 17.ª F.I.L. (1976) - Artigo revista Motor


Mais uma preciosidade desconhecida da grande maioria dos interessados em "rodas nacionais": duas fotografias de um stand da empresa Bravia S.A.R.L. na F.I.L., retiradas de revista Motor (ano de 1976). Publicamos as duas fotografias porque, ainda que se tratando da mesma imagem, foram impressas de forma diferente, o que pode ser útil para esclarecer algumas dúvidas sobre o assunto.
De 11 a 22 de Junho de 1976 decorreu a 17.ª edição da Feira Internacional de Lisboa, onde a Bravia teve em exposição alguns dos seus veículos, nomeadamente dumpers e, aparentemente, um camião. Pelo menos, parece que o camião faz parte do stand da Bravia, se bem que um vaso que limita o espaço está colocado antes do camião... Será que quero ver coisas onde elas não existem?...

Espero que não, pois caso se confirme que a Bravia apresentou um camião na 17.ª F.I.L., seria uma boa notícia. E porquê?
Porque ajudaria a saber mais sobre esta marca e sobre os veículos que produziu. Prova ainda que a Bravia também tentava vender os seus camiões no mercado civil.
O camião na imagem parece ser um Leopardo com caixa basculante, mas também poderá ser um Pantera... Se tal se confirmar, surgem várias questões:
- Este camião chegou a ser adquirido por algum civil?
- Foram produzidos mais camiões como este?
- Terá sido transformado para dar origem ao protótipo Tigre?
- Qual a relação deste camião com o exemplar que terá sido usado numa pedreira?

E já agora, para confundir ainda mais as coisas, o camião Bravia Elefante (clicar aqui para saber mais) terá sido mais projecto que não saiu do papel ou será uma mera invenção internetiana?

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2019/10/24

Folheto do jipe Bravia Comando MK II - 13.º Aniversário Rodas de Viriato


13.º Aniversário Rodas de Viriato!
Mais uma vez trazemos um exclusivo para a Internet...
Se um gajo sem princípios justifica os seus actos, dizendo que alguém tem de fazer o trabalho sujo; nós tentamos estar do outro lado do espectro, dizendo que alguém tem de fazer o trabalho limpo!
E fazer um trabalho limpo, bem que dá trabalho, mas é com gosto que vemos o resultado final.

E quando se encontra material como este folheto do jipe Bravia Comando MK II, é uma grande satisfação!
Em tempos já aqui mostrámos fotografias do Bravia Comando MK III, do qual só foram produzidos 2 protótipos. Com a revelação deste panfleto, ficamos a saber mais sobre a versão anterior, que é muito diferente do modelo referido.

Na lateral deste veículo 4x4 podemos ver as letras "Jeep", aparentando ser um jipe de marca Jeep Kaiser CJ6, de meados da década de 70, ao qual foi montado um canhão na parte traseira.
Fica por esclarecer se este veículo era montado sob licença da marca Jeep / Kaiser, ou se era uma versão alterada e melhorada pela Bravia, tendo assim o seu nome.

O para-brisas estava dividido em dois, de modo a permitir o acondicionamento do canhão durante as deslocações e a roda sobressalente estava colocada por fora da carroçaria, do lado direito. No para-choques da frente parece ler-se "Comandos". Terá este jipe Bravia Comando MK II com matrícula ME-25-83 pertencido a esta organização?

De acordo com o que consta no folheto, o canhão que equipava este jipe Bravia era o M40 A1 ou o M40 A1C.
Na primeira foto que acompanha este texto aparece um blindado Chaimite ao fundo, com a característica camuflagem usada pelos comandos, pelo que os dois tipos de veículos são contemporâneos.

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2018/11/03

Livro Berliet, Chaimite e UMM – Os Grandes Veículos Militares Nacionais - Editora Contra a Corrente


Haver novidades editoriais sobre veículos fabricados em Portugal é sempre motivo de alegria para todos aqueles que gostam desta temática, que é tão específica, quanto apaixonante.
Por esse motivo aqui apresentamos o livro "Berliet, Chaimite e UMM – Os Grandes Veículos Militares Nacionais", de Pedro Monteiro, publicado pela Editora Contra a Corrente, em Abril de 2018 e que passado pouco tempo esgotou (750 exemplares numerados).

Para quem não conhece o livro, podemos dizer que se divide genericamente em duas partes: uma primeira, onde é feita a contextualização e resenha histórica do fabrico das viaturas e, numa segunda parte, a implicação das viaturas militares nacionais apresentadas em situações concretas, na guerra e na paz.

Pela sua antiguidade, e por ser o primeiro grande projecto de fabrico de uma viatura militar nacional, começa-se pela história da fábrica da Metalúrgica Duarte Ferreira, com os camiões Berliet Tramagal -
cruzando-se a parte da vertente civil com a militar, acabando por sobressair esta última, com as diferentes versões construídas para responder às necessidades resultantes do esforço de guerra feito por Portugal em África. Entre elas, há fotografias de um camião Berliet Tramagal GBA com semilagartas, na parte de trás.
Ao longo do livro há secções com ilustrações das várias versões de veículos militares, por marca, onde aparecem ilustrações vistas de frente e de lado, com as respectivas fichas técnicas dos veículos. Ainda a respeito dos camiões Berliet Tramagal, é abordada a intervenção estatal no pós 25 de Abril  de 1974 / Fim da Guerra Colonial; bem como o regresso da empresa à família. É aqui que são apresentadas imagens e informações dos camiões Tramagal TT 13/160 6x6 Turbo, versão militar e bombeiros, cuja existência é desconhecida por muitos.

Continuando a linha temporal - ainda relacionada com a Guerra em África; segue-se uma parte sobre os blindados Chaimite, e de outros veículos da Bravia, intitulada "Os segredos de um ícone nacional". Nela é explicado o processo de surgimento do blindado Chaimite (a partir de um blindado Commando V-100 da Cadillac Gauge), bem como os ensaios, os testes e as demonstrações realizadas em Portugal e no estrangeiro, com vista à sua comercialização.
A Bravia foi uma empresa dinâmica no que diz respeito ao fabrico de veículos para diferentes fins, pelo que nesta secção são apresentados os camiões militares Gazela e Leopardo. São ainda descritas as dificuldades sentidas em África, na Guerra Colonial, por quem lidava com estes veículos, bem como pelos representantes da Bravia que tentavam vender as viaturas um pouco por todo o mundo.
Por todo o livro há fotografias de época, e nesta secção podemos ver muitas de versões especiais do Chaimite, por exemplo com torre Mecar. Há ainda ilustrações (vistas laterais) dos blindados Chaimite usados por forças militares / policiais, em Portugal e no mundo - Líbano, Peru e pelo Exército Português na Bósnia.
Terminada a guerra, a Bravia também produziu camiões Leopardo e Gazela para os bombeiros, situação documentada no livro, tal como acontece com o período pós-falência da empresa.

Segue-se uma parte do livro sobre os jipes UMM - desta vez com o título "A grande aventura do Cournil e Alter". Também aqui é feito o enquadramento do surgimento deste projecto, bem como da produção destes jipes para uso militar. As fotografias não faltam e podemos ver versões pouco conhecidas, como um UMM ambulância, ou um com mísseis anti-carro SS-11. Há ainda espaço para se falar dos UMM da GNR e de parcerias desenvolvidas no estrangeiro, como é o caso dos franceses Heuliez VLH, ou dos UMM holandeses. Antes de se avançar no livro, é apresentada uma parte que trata dos jipes UMM em competição, especialmente no que respeita à aventura Africana; e do protótipo do jipe UMM A4.

Apesar de não constar directamente no título do livro, os blindados Pandur também têm uma secção a eles dedicada, pois também por cá foram fabricados. A necessidade de ter um novo veículo, que de alguma forma pudesse substituir os blindados Chaimite, fez com que surgisse uma nova fábrica de veículos blindados em Portugal. Nesta secção é apresentada uma ilustração do Steyer Pandur II 8x8, para além de muitas fotos do processo de fabrico e da sua utilização em contexto militar.

Numa segunda parte do livro volta-se a falar de cada veiculo, mas abordando a implicação destas viaturas militares em situações concretas; a saber:
- Camiões Berliet Tramagal e blindados Chaimite, na secção "A prova de fogo", com imagens de época, em que são abordadas as inúmeras dificuldades, trabalhos e problemas, pelos quais passaram estes dois veículos em África.
- No capítulo "Transição para a democracia" aborda-se a utilização de blindados Chaimite, de camiões Berliet Tramagal e Bravia Gazela, no período entre o 25 de Abril de 1974 e o 25 de Novembro de 1975, estando o texto acompanhado de fotos emblemáticas, algumas delas a cores.
- Em África, nos Balcãs e em Timor - "As missões de paz". Os jipes UMM foram protagonistas principais e os blindados Chaimite continuaram a mostrar que eram robustos, mesmo com dezenas de anos de utilização, marcando presença e ao mesmo tempo impondo respeito. Em resultado das diferenças de latitudes onde foram utilizados, também se abordam as dificuldades e as adaptações feitas, de modo a que resistissem a diferentes temperaturas e condições.
- Blindados Pandur e Chaimite - "Passagem de testemunho na Lituânia", onde as duas gerações de blindados coexistiram.
- E no Épilo - "Um novo fôlego" - é descrito o (risonho) futuro reservado para alguns destes veículos, reunidos, conservados e mantidos no Museu Militar de Elvas.

Olhando para o futuro, sabemos que está a ser preparada uma segunda edição do livro, revista e aumentada. Estão previstas seis páginas totalmente novas, incluindo as reportagens com o UMM Entrepreneur holandês do Nationaal Militair Museum (National Military Museum), em Soesterberg; uma reportagem sobre o camião Berliet-Tramagal GBC, dos Bombeiros de Cacilhas e dos blindados Pandur - que vão em breve para a República Centro Africana. Ao conteúdo do livro serão ainda adicionadas dezenas de fotos novas, sobretudo nos capítulos da Bravia (por exemplo, a versão V-400 na Malásia); da UMM (mais das provas dos jipes UMM Alter, no Chile e na Holanda) e da Guerra de África (por exemplo, fotos a cores das Chaimite de Angola, bem como dos Unimog e Berliet Tramagal em África, do espólio da Liga dos Combatentes).

Quem quiser reservar um destes exemplares, pode contactar a editora Contra a Corrente, pelo e-mail:  livroscontraacorrente@gmail.com

Pode ainda aproveitar a nova campanha de crowdfunding para esta segunda edição, acção que decorre até 19 de Novembro de 2018, em: https://ppl.com.pt/prj/berliet-chaimite-umm2
Com um apoio de 25 euros, recebe um dos 500 livros numerados e um poster do camião Berliet Tramagal, em Dezembro, a tempo das prendas de Natal.

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2011/10/24

Protótipo de tractor da Bravia / VM


Dizem que com a velhice as coisas mudam...
Isto porque com a velhice a norma é, entre outras coisas, ignorar os aniversários... É só mais um ano que fazemos!... Por aqui andamos perto disso, e porquê?
Por que no dia 21 deste mês fizemos 5 anos de existência... E com os vários afazeres, não fizemos como em anos anteriores, em que durante uma semana publicávamos material desconhecido e/ou ignorado de qualidade, que merecia ser tão conhecido como a imagem do Camões na folha rasgada num canto...
Mas se burro velho não aprende, também não desaprende... Por isso tomem lá: Uma imagem de um protótipo fabricado pela Bravia e VM - mais pela VM, pois a Bravia ficava com os veículos militares e a VM com os civis, onde parece que este tractor se enquadra.
A imagem foi retirada de uma revista Auto Mundo, o n.º 2 do dia 13 de Março de 1975, onde foi publicado um artigo sobre a indústria de montagem de veículos automóveis, em que se falava do caso concreto da Bravia e VM, que à conta de interesses superiores viam os seus produtos preteridos em relação a outros vindos do estrangeiro.
Pelo artigo percebemos que a VM permitia manter a fábrica com trabalho, quando não havia encomendas (do estado) para veículos militares. Ainda que eles custassem menos 200 contos dos que eram adquiridos lá fora, tendo qualidade semelhante (e mesmo que não tivessem, com algum trabalho conjunto seria possível igualar e até superar a qualidade, mas isto sou eu que digo...).
Mas a Bravia e a VM não desistiam, e tentavam alargar e diversificar o leque de produtos para venda. Se muitos viram a luz do dia, este tractor VM com ar de ter entrado numa série de ficção científica dos anos 70 não passou de um protótipo...
Será que ainda existe?

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2023/10/30

Blindado Bravia Comando MK III (1/3) - 17.º aniversário Rodas de Viriato


E com este grupo de fotografia do blindado Bravia Comando MK III que esteve em exposição na 29.ª Automobilia de Aveiro, terminamos as comemorações do 17.º aniversário Rodas de Viriato.

Ao longo da caminhada de divulgação dos veículos fabricados em Portugal, que temos feito no mundo digital, este veículo foi um dos que esteve ao abandono e entretanto já tem assegurado o futuro num espaço museológico.

Este é um de dois protótipos que a Bravia fabricou para ver se conseguia que fosse adquirido pelas forças policiais portuguesas, o que acabou por não acontecer, tendo sido adquiridos os Shorland MK III. Este último tinha a frente de um jipe Land Rover, com arestas e vértices arredondados, enquanto que a restante viatura era em arestas vivas.

Esta situação não acontecia no Bravia Comando MKIII, que estava cheio de superfícies com chapa a direito e arestas em linha reta, dando-lhe um aspecto coeso e harmonioso.

Esta viatura foi desenhada por Aníbal Luís, que também esteve envolvido na projecção de dumpers da VM - Veículos Motorizados. S.A.R.L.., um dos quais tinha o balde de carga rotativo, o que permitia o despejo de materiais para o lado. 

Tal como acontecia nos blindados Chaimite, aqui as chapas em metal também foram soldadas.
Na parte superior era possível ver uma torre que fazia parte dos catálogos da Bravia para o blindado referido.

Sendo uma viatura de manutenção da ordem pública, tinha protecções para os vidros da frente, que em caso de necessidade, eram tapados por duas chapas de metal com aberturas cobertas por vidros sobrepostos, como acontecia no blindado Chaimite (situação facilmente observável na 5.ª fotografia desta publicação).

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2011/09/11

VM e Bravia na 11.ª Feira Nacional de Agricultura


Na revista Mundo Agrícola n.º 3, datada de 3 de Agosto de 1974, foram publicadas imagens que publicitavam o espaço de exposição da VM e da Bravia, na 11.ª Feira Nacional de Agricultura.
Na imagem anterior, podemos ver uma publicidade com um dumper VM, modelo 5/4 TD L, sendo referido que os dumpers VM eram um produto nacional, segundo a Portaria de 13 de Maio e de 10 de Outubro de 1963. Dizia ainda que eram adequados para serviço pesado ou muito intenso; para transportes rápidos das mais variadas cargas; grande capacidade de tracção, facilidade de deslocação em terrenos difíceis e estavam equipados com travões hidraúlicos.

A outra fotografia mostra três dumpers e parte de uma caixa de um reboque ou de um camião, que pela imagem não se percebe se é de um camião Bravia.
Há ainda duas placas, uma da VM que anunciava dumpers, tractores industriais, atrelados e veículos basculantes e outra da Bravia que não se consegue ver muito bem, mas que aparentemente anunciava viaturas especiais - Chaimite e Tigre; camiões Comando (?) - Gazela, Leopardo e Pantera. Na parte de baixo da placa tem alguma coisa escrita, onde parece dizer "Equipamentos de perfurações e (...)".
Pena que não se consiga ver mais da parte direita da foto, podia ser que fosse do camião que mais tarde foi apresentado na 17.ª edição da Feira Internacional de Lisboa.

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2008/08/27

Bravia Comando Mk III (protótipo)


Hoje apresentamos mais uma série de fotografias e informações de Miguel Silva Machado (mais uma vez muito obrigado!), desta vez sobre uma viatura pouco conhecida de fabrico nacional, a viatura blindada todo-o-terreno de manutenção de ordem pública “Comando MK III” da BRAVIA (também designada pela empresa como “viatura blindada de policias”). Foi proposta ao Ministério do Interior que tutelava à época a GNR (antes do 25 de Abril de 1974), mas acabou por não ser adquirido.

A GNR optou por comprar, na Irlanda do Norte, 38 viaturas “Shorland Mk III”. A viatura (ao que consta não é o único protótipo construído, havendo quase de certeza pelo menos mais outra) das fotos está actualmente depositada numa unidade do Exército, aguardando destino.
Depois de muitos anos no esquecimento, só recentemente começaram a aparecer na Internet informações e fotografias sobre este veículo.
Uma das fotografias, é da época e mostra o Bravia Comando Mk III numa situação de todo-o-terreno (publicada no blogue: Photography and Reports), a outra é uma fotografia antiga em que o veículo da Bravia está estacionado num quartel (publicada no site da Associação de Modelismo de Almada ).

Interessante seria que algum coleccionador o adquirisse para o por a funcionar. Nunca se sabe…

Saber mais:
- “Comando” Mk. III 4x4 m/1977 - Site da Associação de Modelismo de Almada

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2010/02/18

Protótipo de camião da Bravia (modelo Gazela ?...)


Depois do protótipo Bravia Comando MK III, publicamos mais uma série de fotografias relativas a outro protótipo da Bravia, trata-se de um camião de pequenas dimensões, aparentemente construído com base num camião Gazela.

Segundo informações de Pedro Moreira a quem agradecemos a cedência das fotografias, este camião data de 1969 e tem base num Dodge. Tem ainda tracção integral 4x4, provavelmente com transmissões da Ebro.

Segundo as informações que nos foram fornecidas, este veículo não passou de projecto pelos custos inerentes ao início de produção, que inviabilizaram a produção do mesmo já que havia carros com características semelhantes com custos mais baixos.

Olhando para a viatura ficamos na dúvida se seria um camião Gazela cuja cabine foi fechada (em vez de ser em lona, como acontecia nas outras versões militares), ou se seria outro modelo que cujo nome desconhecemos (ou seria uma derivação do Comando MK I ?...).
Uma coisa parece ser certa, foi pensado para cenários de guerra uma vez que tem o pára-brisas invertido, solução usada em veículos concebidos para zonas com muita exposição solar (e também usada no Bravia Leopardo construído para trabalhar numa pedreira).

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2009/03/12

Chaimite e Bravia no Operacional.pt


Hoje divulgamos um novo site dedicado à defesa, forças armadas e segurança, o Operacional. Este novo site (ver: http://www.operacional.pt/ ) pretende chegar "a todos os que em Portugal, nas comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos mundo e também nos países que falam a nossa língua, têm interesse e curiosidade, profissional ou não, por estes assuntos (defesa, forças armadas e segurança), não raras vezes ausentes do panorama da comunicação social generalista. Acreditamos que a actividade das Forças Armadas e de Segurança, podem e merecem ser melhor analisadas, melhor cobertas. Não a partir da “redacção” mas sim do terreno, em contacto com aquilo que os homens e mulheres que escolheram estas profissões vêm no seu dia-a-dia."

A equipa de redacção/administração do Operacional é constituída por António Carmo, Armando Marques e Miguel Machado (que colabora regularmente com este blogue, ver por exemplo os artigos sobre Bravia Comando Mk III (protótipo) ou sobre o UMM Cournil com metralhadora). Conta ainda com Alfredo Serrano Rosa, Albérico Alves e Luís Costa como colaboradores permanentes.
Quiser enviar enviar artigos poderá fazê-lo, deverá para tal ver as normas de colaboração e o estatuto editorial do site.

A terminar, destacamos o artigo sobre a Chaimite V-200, que está dividido em duas partes (ver a primeira parte e ver a segunda parte) onde é apresentada a história desta viatura, bem como da Bravia - desde o contexto de nascimento do projecto, até à apresentação de informações e imagens das Chaimites que ainda existem por esse mundo fora.
Os artigos são o resultado de uma investigação de Miguel Machado que ainda se encontra em curso e que pretende divulgar informações pouco conhecidas, bem como rectificar alguns pontos que erradamente são tidos como verdadeiros (por exemplo: o exército não teve as versões V-600 e V-700).

Ficamos à espera de mais artigos com "rodas nacionais" e desejamos uma vida longa ao site!

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2009/02/25

Bravia Comando MK III na Topos e Clássicos


Nos últimos tempos têm surgido em revistas de distribuição nacional, artigos de divulgação relacionados com a empresa Bravia, que fabricou os blindados Chaimite e Comando MK III, bem como os camiões Leopardo.
Desta vez é na revista Topos e Clássicos, número 94, de Fevereiro de 2009, que podemos encontrar um artigo de 6 páginas relacionado com a viatura em questão. No artigo há ainda informações sobre as actividades e produtos da Bravia e do contexto histórico em que a mesma existiu.

O artigo é da autoria de Pedro Monteiro, do blogue Photography & Reports (a quem agradecemos as imagens publicadas com este texto.

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2019/03/03

Camião Leopardo ao pormenor - B. V. de Sousel (6/7)


Leopardo - Fabricação Portuguesa. A chapa não podia ser mais clara e explicativa, quase que lembrando um letreiro colocado junto de uma obra de arte num museu.

A Bravia e a VM - Veículos Motorizados esforçavam-se por incorporar o máximo de componentes nacionais nos produtos que fabricavam, pelo que faziam questão de mostrar que o seu produto era de fabricação portuguesa.

Como seria de esperar, os vidros planos "rochedo" eram fabricados pela Covina, como confirmamos pelo emblema gravado num dos vidros deste camião produzido em Portugal.

No que respeita aos componentes do camião fabricado pela Bravia / VM, abunda a chapa a direito, por ser uma solução técnica que não exige muito investimento em termos de maquinaria, ou de moldes.

Para além de que a simplicidade é sinónimo de fiabilidade. E para quê complicar o que pode ser simples?
A título de exemplo, o para-choques frontal estava forrado por cima com chapa anti derrapante, permitindo que quem ai se colocasse, por exemplo enquanto trabalha no compartimento do motor, não corresse o risco de escorregar (nem de ter de colocar andaimes ou plataformas para trabalhar!).

Cumprindo os nossos princípios de divulgar em pormenor os veículos fabricados em Portugal, apresentamos uma série de fotografias da parte inferior deste camião Leopardo.

E estas fotografias são dos componentes de transmissão do movimento do motor às rodas, relembrando que este camião Leopardo é um 6x6, isto é, tem tracção às 6 rodas!.

Este pormenor técnico resulta da concepção como camião militar, que foi aproveitada para a criação de versões todo-o-terreno destinadas aos bombeiros, como acontece neste exemplar pertencente aos Bombeiros Voluntários de Sousel.

E sendo um veículo pesado, não admira que os componentes usados sejam de dimensões generosas, de modo a conseguirem suportar o peso a utilização para a qual foi concebido.

Terminamos focando a nossa atenção na traseira deste Leopardo da Bravia, onde mais uma vez houve o cuidado de manter a concepção simples e funcional.

Aceder à zona da moto-bomba de água era fácil, bastava colocar um pé num dos degraus existentes em cada lado, uma mão no corrimão e elevar-se para a plataforma traseira!

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2024/01/31

Blindado Bravia Comando MK III (2/3)


Parece um focinho de cão, com umas pestanas grandes; mas é só um pormenor do blindado Bravia Comando MK III que esteve em exposição na 29.ª Automobilia de Aveiro, em 2023.

Nesta publicação vamos mostrar o interior desta viatura blindada concebida para transportar polícias, guardas e militares para zonas onde podiam ser atacados com armas de fogo.

Na parte central do habitáculo destaca-se a estrutura que permitia a rotação da torre no tejadilho. A parte inferior desta estrutura é feita em malha metálica, o que facilitava a passagem de luz num espaço que se caracterizava por ser escuro, ao mesmo tempo que dava aderência ao calçado de quem nela estivesse.

À volta deste elemento havia vários bancos simples, que podiam ser recolhidos, criando mais espaço útil em caso de necessidade.

Na frente o condutor e o passageiro tinham bancos normais, tornando assim as deslocações mais confortáveis.

As portas não tinham forras, pelo que era possível ver a fechadura, bem como a solda das duas secções de metal que a constituíam.

Na primeira fotografia vemos a designação Comando Mk III colocada sobre o capot, que foi acrescentada depois deste Bravia Comando MK III ter sido restaurado, para evitar ser confundido com o Shorland, que não era fabricado em Portugal. 

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