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A apresentar mensagens correspondentes à consulta joão Garrido ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
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2019/12/08

Carta da Cycles Clément para João Garrido - 1901


Para se ter um produto, é preciso muito trabalho prévio. Contactos, diligências, investimentos, tempo perdido… São alguns dos passos que é preciso dar para se levar um barco a bom porto, isto é, ter uma empresa aberta e com produtos para vender..

Hoje mostramos mais uma carta dirigida a João Garrido, que vendia bicicletas na cidade do Porto na viragem do Século XIX para o Século XX, onde conseguimos aferir os negócios realizados entre a francesa Cycles Clément e a Casa João Garrido.

Do que se percebe, a Clément enviou 10 garfos / forquetas de bicicleta, modelo de luxo, para serem substituídas nas bicicletas encomendadas por João Garrido, aquando da sua passagem por Paris. Na carta também é referido que a Cycles Clément aguardava que as forquetas retiradas das bicicletas lhe fossem devolvidas, ou queria saber se devia debitar o valor das entretanto enviadas.

No verso desta carta há uma lista de 3 coisas, escritas a lápis, percebendo-se que uma delas é "1 avental".
E assim se descobre a história das bicicletas em Portugal!

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2019/06/15

Publicidade de 1899 às bicicletas Clément de João Garrido


Voltamos a fugir um pouco à temática dos "veículos fabricados em Portugal", para perceber como se chegou aos "veículos fabricados em Portugal.
Nas imagens podemos ver uma publicidade antiga à casa João Garrido, localizada na Rua Passos Manuel, no Porto. Esta casa foi fundada em 1891 e em 1899 vendia bicicletas (velocípedes) de marca Clément. No anúncio é referido que vendia outras marcas, sem precisar quais. Refere ainda que a casa João Garrido era agente de motos (motocycles) e automóveis dos principais construtores franceses.

Consta que terá sido dos primeiros a importar automóveis para Portugal.
Para além da parte comercial, também tinha uma oficina de reparações de máquinas inglesas, alemãs e americanas.
Esta publicidade antiga foi publicada no jornal "O Campeão", número 3-16, de 19 de Novembro de 1899.

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2020/04/01

Carta da União Velocipédica Espanhola para João Garrido


É dia 1 de Abril e poderá parecer mentira, mas não é!
É mais uma carta recebida por João Garrido, desta vez em Agosto de 1899, que foi remetida pelo Comité Central da Union Velocipédica Española - União Velocipédica Espanhola, em Português, que tinha sede em Barcelona.

E dizemos que pode parecer mentira, porque para um documento destes chegar ao dias de hoje, é preciso alguma sorte. É daquelas coisas que devia estra num museu sobre a bicicleta em Portugal ou numa exposição sobre a evolução da bicicleta em Portugal.

Do que entendemos de castelhano e da caligrafia do tesoureiro da UVE, a carta é relativa a pagamento de uns cartões / placas de numeração.

Esta carta mostra o dinamismo e a amplitude comercial que João Garrido teve no final do Século XIX / princípio de Século XX, que se refletiram no desenvolvimento do uso de bicicletas em Portugal.

A carta foi escrita em papel com marcas de água que podem ser vistas à transparência, sendo papel da marca SM Mateu ou IM Mateu, de Madrid.

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2020/10/27

Carta da A. S. de Carvalho para João Garrido de 1901


Mais uma publicação relativa ao 14.º aniversário do Rodas de Viriato e que nos leva para o início do século passado, ajudando a compreender a história da bicicleta em Portugal, que ainda está por escrever.

É uma carta da empresa A. S. Carvalho, de Coimbra, que foi fundada em 1891, dirigida a João Garrido, do Porto.

Esta empresa dedicava-se à venda de velocípedes e acessórios para eles, pianos, máquinas de costura, artigos elécticos, óculos e lunetas, situando-se na Rua do Visconde da Luz, n.º 25 e 27 (havendo sobreposição de informação feita posteriormente, referindo a Rua da Sophia, n.º 15, 1.º andar, continuando com o título de Casino Velocipédico).

Em relação a bicicletas, a A. S. Carvalho vendia as marcas Clément; Raleigh; Phebus; Metropole e Cravford, tendo oficina ligada ao estabelecimento. Era possível alugar bicicletas, bem como ter aulas para aprender a andar de bicicleta.

Esta folha funcionava como publicidade, mas também como carta da empresa, dando para perceber que nela se fala da venda de uma bicicleta (do que se percebe, foi a um "cliente muito digno"!).

Como o espaço para a escrita não foi suficiente, foi usado o espaço da margem lateral, bem como algum espaço por cima do texto publicitário impresso.

A carta é datada de 23 de Junho (?) de 1901, tendo um carimbo de 24 de Julho de 1901, colocado por João Garrido.

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2019/11/27

Carta da Guyenet, Balvay & Roudier para João Garrido


É um pedaço de papel velho, mas também é um pedaço da histórias das bicicletas em Portugal.
É uma carta da empresa Guyenet, Balvay & Roudier, de Paris (França), dirigida a João Garrido que em 1891 montou uma casa de venda de bicicletas na cidade do Porto.

A carta é datada de 1899 e aparentemente refere-se a uma peça no valor de 230 francos.
A Guyenet, Balvay & Roudier vendia, alugava e reparava, bicicletas, motos e automóveis, tendo sucursais em Paris, Nice e Vichy.

Assim juntamos mais umas pistas, que ajudam a perceber o enquadramento histórico das primeiras empresas relacionadas com veículos de duas e de quatro rodas em Portugal.

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2020/05/18

Carta da Dunlop para João Garrido - 1901


É Dia Internacional dos Museus e quem quiser pode-nos considerar um museu digital, onde há espólio de qualidade suficiente para encher um museu real, daqueles que ficam dentro de paredes! Basta haver coragem para isso!

Há sempre artigos a entrar e inúmeros artigos em arquivo, como este que hoje divulgamos: Uma carta da Société Française des Pneumatiques Dunlop, datada de 1901 e dirigida a João Garrido.

Nela são referidas umas câmaras de ar que terão desaparecido entre França e Portugal, bem como os preços para um conjunto (?) de pneus para automóvel.

É ainda referido um desconto de 10 % nos pneus, pois seriam para uma viatura de demonstração, com a qual iriam surgir mais encomendas. Fica a pergunta: que automóvel seria este? Sendo de 1901, não haveria muitos em Portugal.

Mais um documento que divulgamos e ajuda a perceber a história da evolução do automóvel em Portugal, tal como num verdadeiro museu!

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2020/01/06

Reportagem exposição Bicicleta Motorizada - Centro de Artes de Águeda


Um dos eventos que divulgámos no final do ano passado foi a exposição Bicicleta Motorizada - Águeda e a Democratização da Mobilidade Individual, que está patente no Espaço Expositivo do CAA - Centro de Artes de Águeda, até dia 26 de Abril de 2020.

Curiosos por ver a exposição, bem como alguns modelos especiais que integram o conjunto, lá fomos até Águeda, de modo a poder fazer a reportagem do que se pode encontrar exposto no 1.º andar do CAA. e aqui fica a reportagem dessa visita.

Relembramos que no Centro de Artes de Águeda já se tinha realizado a exposição Less Is More, onde era possível ver motos e motorizadas nacionais ao lado de outras estrangeiras. Desta vez tudo o que está exposto foi fabricado em Portugal.
Sendo este o tema do blogue Rodas de Viriato, não podíamos faltar!

A exposição Bicicleta Motorizada é de acesso grátis e assim que entramos no edifício onde decorre, vemos uma scooter Casal S 170 / Casal Carina e uma SIS Sachs V5. Estes dois veículos servem de chamariz para a exposição que decorre no piso superior.

Ao chegarmos à sala da exposição vemos um texto na parede, que faz o enquadramento da exposição, intimamente ligada à localidade onde está patente - Águeda, bem como a Sangalhos e a Aveiro.

Nesse texto são também referidos alguns acontecimentos e pessoas que entraram para a história dos veículos de duas rodas com motor, em Portugal. Uma das pessoas referidas é João Garrido, que no início do Século XX começou a vender no Porto motos importadas.

A exposição está organizada de forma cronológica, mas também por marcas, por cilindradas e por tipos de utilização dos ciclomotores, das motorizadas e das motos expostas.

Paralelamente há textos e fotos nas paredes, bem como em telas impressas, que vão ajudando a perceber a história da "Bicicleta Motorizada", bem como das várias marcas a ela associadas.

Em situações pontuais também há vitrinas onde estão expostos materiais diversos, desde folhetos e catálogos antigos, bem como chapas ou emblemas de marcas e até peças e material de colecionismo com elas relacionado.

Quem gosta do tema não terá dificuldade em delirar com algumas das peças expostas, que oportunamente divulgaremos.
Quem não gostava de ter na sua garagem uma moldura com um dos folhetos das motorizadas vendidas pela Organização Sachs em Portugal, como os que se vêem na imagem anterior?

Para que a informação sobre cada "Bicicleta Motorizada" seja mais detalhada e precisa, foi colocada uma legenda num dos cantos de cada rectângulo preto, tipo alcatifa, sobre o qual estão expostos os veículos. Nessa legenda também consta o nome das várias pessoas que colaboraram na realização da exposição, cedendo os seus exemplares.

Em termos temporais, estão expostos cerca de 45 anos da produção industrial de motos e motorizadas em Portugal, havendo exemplares nunca restaurados, outros já restaurados e até uma Famel XF-25 que nunca foi usada, estando ainda como saiu da fábrica.

Antes de terminarmos, falta dizer que a exposição tem curadoria de Emanuel Barbosa e que está previsto um ciclo de cinema, em parceria com o Lisbon Motorcycle Film Fest, onde serão exibidos filmes ligados à temática das motos.

Não percam as próximas publicações sobre esta exposição, relacionadas com modelos específicos!

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2019/12/31

RDV: Balanço do ano de 2019


Mais um ano que acabou e mais um balanço que fazemos da nossa actividade no Rodas de Viriato.
Completámos 13 anos de existência e continuámos da forma que sempre nos caracterizou, sempre com conteúdos novos e exclusivos, com muito ritmo e com a bitola da qualidade bem alta, como os veículos fabricados em Portugal bem merecem.
A disponibilização de catálogos, folhetos, manuais e listas de peças continuou a bom ritmo, sendo cada vez maior a oferta e a variedade disponível.
Este ano continuámos a divulgar pormenores desconhecidos de alguns dos camiões fabricados em Portugal, situação que fez com que muitos nos visitassem para saberem mais sobre o assunto.
Continuámos a apoiar a divulgação de eventos relacionados com a temática do blogue.
Trouxemos a público algum material desconhecido da marca Bravia, tanto do jipe Bravia Comando MKII, como do blindado Chaimite.
Conseguimos acesso a material relacionado com o início da história das bicicletas em Portugal, mais concretamente sobre João Garrido.
A marca UMM continuou a ter um destaque especial, tendo continuado a saga de descobrir mais material promocional, muito dele produzido no mercado estrangeiro.
Isto entre muitos outros aspectos que fazem com que a leitura do blogue seja fundamental para quem gosta de veículos clássicos e antigos
E não nos podemos esquecer de quem nos ajuda, de quem connosco colabora e de quem nos apoia, permitindo que a caminha vá mais longe e mais depressa: a Moto & Restauro; a Sericértima; a Ferrugens & Companhia e a Assenha. Obrigado a todos!
Em relação a preocupações, o pirateamento e roubo de material publicado continuou, levando-nos à colocação do ridículo aviso "Atenção: É proibido usar as imagens do Rodas de Viriato sem indicar a fonte e sem colocar um link para a respectiva publicação". O Facebook é o local onde mais frequentemente acontece esta situação, que poderá originar problemas, já referidos em publicações anteriores.

Para o futuro, procuramos quem tenha coragem de nos chamar para desenvolvermos exposições, livros e para nos pedir opiniões ou conselhos (para o desenvolvimento de colecções, para encontrar peças e veículos…). E atenção, não temos frio, pelo que não procuramos trabalhar para aquecer!

E falando de números...
- O número de seguidores do blogue é de 248 pessoas;
- O número de publicações total no blogue é de 4994 artigos;
- A página no Facebook tem 3364 "likes" e 3456 seguidores.
- Em termos de visitas, acabámos o ano com um total de 3 451 042 visualizações de páginas, desde que há 13 anos iniciámos esta caminhada.

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