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2010/02/07

Bicicletas Etnerap Cicles - Algés - Portugal


Nos últimos tempos temos publicados artigos sobre a marca Etnerap e sobre António Augusto Parente e hoje apresentamos mais um contributo para a divulgação da história desta marca, mais concretamente sobre as bicicletas Etnerap.
É com orgulho que o fazemos, pois estamos a acrescentar algo ao já existente. Note-se que a marca Etnerap começou com a produção de bicicletas, tendo depois passado para os automóveis, mas são estes últimos que estão associados à marca.
Para além deste facto, a história das bicicletas Etnerap são uma excepção, pois não está ligada a Sangalhos nem à Bairrada, nem é mais uma marca de um armazenista que se limitava a colocar o seu emblema e marca na bicicleta.
As bicicletas Etnerap eram construídas e vendidas por António Augusto Parente em Algés (Lisboa), na Rua Major Afonso Pala. De um lado da rua, onde hoje se situam os restaurantes "O telheiro" e "Montenegro", situava-se a loja. Os dois edifícios ainda têm elementos que atestam a sua idade, como se pode ver pela imagem seguinte. Já a oficina, era do outro lado da rua, onde hoje existem uma série de estabelecimentos comerciais (ver a última fotografia deste artigo).

António Augusto Parente estudou na Escola Industrial Marquês de Pombal, onde adquiriu conhecimentos que lhe permitiram ir mais longe e sonhar mais alto. Antes de começar a IIª Guerra Mundial, já produzia as bicicletas Etnerap em alumínio, que eram mais leves e resistentes do que as existentes na época. Tinham um design desportivo, tipo de corrida, com travões normais (em vez de travões de alavanca), aros especiais e tinham mudanças com alavanca no quadro. Muitas das peças incorporadas nas bicicletas eram importadas de Itália.
Para além do modelo normal, também havia bicicletas para senhora. E o negócio não se limitava à venda, havia também aluguer de bicicletas ao fim-de-semana, que eram usadas em passeios até Cascais e ao Estoril pela Marginal.
O mais curioso é que António Augusto Parente chegou a entrar em competições com as suas bicicletas, tal como fez mais tarde com os automóveis Etnerap.

No emblema que era colocado na testa do quadro (ver a 1.ª imagem) a palavra "bicicletas" foi substituída pelo termo inglês "Cycles", mas curiosamente aparece escrito "Cicles".
Todos estes factos fizeram com que tivessem sucesso comercial, tendo sido produzidas durante mais de meia dúzia de anos, até depois da guerra, não se sabendo em que quantidade.
Também não se conhece o paradeiro de nenhum exemplar desta marca, pelo que qualquer informação sobre as bicicletas Etnerap será bem-vinda, por todos os amantes de bicicletas de fabrico nacional e especialmente por António Parente (filho) a quem mais uma vez agradecemos a disponibilidade e a hospitalidade com que nos recebeu e partilhou todas estas informações (e também pela oferta da chapa da marca).

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2015/10/24

Envelope antigo da F. Pinto Coelho (Herdeiros), L.da,


9.º aniversário Rodas de Viriato...
E continuamos a fazer com que seja possível conhecer-se a história das bicicletas feitas em Portugal.
Com o envelope que hoje mostramos, da empresa F. Pinto Coelho (Herdeiros), L.da, situada na Rua Barros Queiroz, em Lisboa, podemos saber a origem das marcas de bicicletas Alpa, The Sun, Dinar e Champion.
O armazenista / importador F. Pinto Coelho (Herdeiros), L.da foi fundado em 1766, pelo que importa saber quando terá entrado na área dos veículos. Será que nos séculos XVIII e XIX terá vendido charretes, carroças ou coches? E quando terá entrado no ramo das bicicletas e motorizadas? Terá sido no início do século, tal como aconteceu com a EFS?

A F. Pinto Coelho (Herdeiros), L.da para além das bicicletas e acessórios, também vendia patins, triciclos, artigos para desporto, brinquedos, ferramentas e utilidades. Era ainda vendedor das motorizadas italianas Legnano, com motor Sachs.
No início da década de 60, a exposição era feita na Rua Barros Queirós, n.º 10 e 12; mas o escritório e revenda eram na Rua João das Regras, n.º 3, 3.º D.to, próximo à Praça da Figueira, em Lisboa.

O envelope que mostramos não tem carimbo dos correios, mas foi usado, pois o selo foi inutilizado com um risco de lápis azul. Mas fazendo fé nas datas existentes nos envelopes que temos mostrado, será de início da década de 50, pelo que quem tiver bicicletas pasteleiras desta marca, já tem uma ideia da possível idade que a sua bicicleta antiga pode ter.

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2019/05/05

Publicidade de 1899 às bicicletas Gladiator de Silvestre Dias Teixeira


Quando se pretende escrever a história das bicicletas em Portugal temos de ir até ao Século XIX e conhecer as empresas que desenvolveram este negócio.
Nas imagens podemos ver uma publicidade antiga, publicada no jornal "O Campeão", número 3-16, de 19 de Novembro de 1899. Este jornal era um "semanário de literatura, crítica e sport", pelo que na última página tinha anúncios para quem gostava destas temáticas. Um deles é de Silvestre Dias Teixeira, que era agente das bicicletas "Gladiator - As unicas que offerecem garantia aos ciclistas pela solidez de construcção, leveza de andamento, elegancia de quadros e, finalmente, pelo seu modico preço."

Para além das bicicletas Gladiator, também vendia triciclos Aster-Gladiator, com o motor a petróleo, "os que melhor resultado teem dado nas estradas portuguesas".
A casa de Silvestre Dias Teixeira era na Rua do Sá da Bandeira, número 153 a 157; tendo também uma filial na Rua de Cedofeita, n.º 8, na cidade do Porto. Aqui era possível comprar e alugar bicicletas, bem como fazer-lhes reparações.

Terminamos com a capa do jornal onde foi publicado o anúncio.

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2013/02/06

9.ª edição Salão Motorclássico em Abril na FIL


E mais uma vez divulgamos os cartazes e a nota de imprensa do Salão Motorclássico:

"Automóveis e Motociclos Clássicos invadem Lisboa de 5 a 7 de Abril
Exposição temática sobre o Rally de Portugal, Exposição de Bicicletas Antigas, e Exposição de Motos Portuguesas são apenas algumas das grandes novidades da 9ª edição do Salão Motorclássico

O Motorclássico – Salão Internacional de Automóveis e Motociclos Clássicos, regressa à FIL – Feira Internacional de Lisboa, nos dias 5, 6 e 7 de Abril. É a 9ª edição do maior evento português relacionado com a temática dos Clássicos e da História Automóvel, onde estão à disposição do público em geral e dos aficionados pelos clássicos várias entidades comerciais, institucionais, atividades, publicações e exposições temáticas. Em 2012, este evento reuniu mais de 150 expositores, oriundos de 6 países, e recebeu cerca de 43 mil visitantes.

Este ano, a organização está a preparar um conjunto de novidades para os vários públicos, onde se destacam a Exposição Temática do Rally de Portugal, com a apresentação de grandes clássicos que fizeram história no rally, a Exposição de Bicicletas Antigas, com diversos modelos de bicicletas que refletem as mudanças que este meio de transporte sofreu ao longo do século e a Exposição de Motos Portuguesas, um espaço dedicado às motos fabricadas em Portugal e às marcas nacionais.

Paralelamente ao Salão Motorclássico, uma das novidades deste ano será a primeira edição do Moto Show, um salão de motos com a participação das marcas do mercado nacional e espaço para apresentação de novos modelos de motos, equipamentos e acessórios. O salão irá ter muitas atividades ao ar livre, incluindo test drives, passeios, ações com scooters e a Academia Lisboa Motoshow.

Para além destas novidades, não vão faltar os habituais Passeio ACP, Passeios de Motos e o Leilão de Veículos Clássicos & Automobilia, uma oportunidade rara em Portugal para assistir ou comprar num leilão especializado nesta temática. Aberto a visitantes e investidores, este leilão, realizado em parceria com a Leilocar Old Times, decorre no dia 06 de Abril, a partir das 17h00, e qualquer pessoa pode participar no leilão, como vendedor ou comprador. O catálogo do leilão poderá ser consultado em www.leilao-motorclassico.com.

À semelhança do ano passado, vai decorrer em paralelo o Motor Racing, um ponto de encontro obrigatório para todos os amantes desta modalidade. Trata-se de um evento que dá visibilidade ao mundo do racing e onde se pode saber tudo acerca dos campeonatos, provas nacionais e internacionais, troféus de várias classes e categorias, profissionais do sector, pilotos, patrocinadores, organizadores, marcas, preparadores, entre outros.

O crescimento do número de visitantes e de volume de negócios em cada uma das edições demonstra o impacto do Salão Motorclássico e a sua influência enquanto referência no mercado e temática dos Clássicos em Portugal. Os dados mostram o potencial comercial do evento, quer para os expositores nacionais e estrangeiros presentes, quer para o crescimento do mercado português de clássicos. O Motorclássico – Salão Internacional de Automóveis e Motociclos Clássicos, é organizado pelo Museu do Caramulo (Fundação Abel e João de Lacerda), em parceria com a FIL – Feira Internacional de Lisboa.

Para obter mais informações sobre o Salão Motorclássico aceda ao site oficial do evento em www.motorclassico.com"

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2018/05/26

92 anos de Paulino da Silva Gonçalves - Garagem Aliança (Barcelos)


A cidade de Barcelos possui um dos mais conhecidos símbolos do património cultural português - o galo de Barcelos. A par do muito património histórico que podemos admirar nesta cidade minhota, é ainda possível contactar com um dos homens que está ligado à história das motorizadas e bicicletas portuguesas.

Falamos de Paulino da Silva Gonçalves, nascido em 1926 e que esta semana completou 92 anos de idade! É o senhor que aparece na primeira imagem deste artigo, na sua loja, situada na Rua Direita, em Barcelos.

Para além de expressarmos os nossos parabéns pela idade atingida, aproveitamos para aqui divulgar um pouco da história de Paulino da Silva Gonçalves, da Garagem Aliança e das marcas que comercializou.

Paulino da Silva Gonçalves é natural de Vila Nova de Famalicão, tendo ido trabalhar como empregado para a Garagem Aliança, em Barcelos. Após a morte do seu patrão, ficou com o negócio que já existia, onde o seu espírito empreendedor não demorou muito a evidenciar-se. E não se limitou à venda de veículos de duas rodas, tendo também vendido mobílias e flores naturais, usando para tal a sua residência.

E não se limitava a ficar na loja à espera que os clientes chegassem. Periodicamente realizava viagens pelo norte de Portugal (chegava até à zona de Matosinhos, passando por Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Esposende, Valença, Monção, Melgaço...), vendendo motorizadas a prestações a quem não as conseguia pagar a pronto.
Para estas vendas, as motorizadas eram transportadas em carrinhas. A frota da Garagem Aliança contou com uma carrinha Ford Transit, bem como com outras de marca Mercedes.

Comercializou montagens de vários fabricantes nacionais, entre eles a Confersil, a Diana / Fausto de Carvalho, a EFS, a Famel, a Fundador (desta marca fez poucas vendas), a Sangal (bicicletas) e da SIS Sachs. Comprando regularmente, por exemplo, lotes de 80 motorizadas Confersil, 30 motorizadas Famel e 30 motorizadas SIS Sachs, que depois vendia.
Comercializava ainda componentes de marcas nacionais, como pneus da CNP - Companhia Nacional de Pneus, que ia buscar ao Porto, ou aros para rodas de bicicleta, de marca Vilar, que comprava em São Mamede de Infesta.

Vendia as motorizadas como chegavam da fábrica muitas vezes sem qualquer tipo de personalização ou requisitos específicos. Por vezes ostentavam no depósito de combustível as suas marcas: Alifort ou a Apollo XI.
Com o fecho das fábricas de motorizadas nacionais, passou a trabalhar mais no mercado das bicicletas, especialmente com a marca Sirla. Também fez pequenas encomendas à Esmaltina.

Com o interesse que se registou nos últimos anos pelo restauro de motorizadas e bicicletas antigas, a Garagem Aliança aproveitou o saber acumulado durante décadas passando a fazer vários trabalhos por ano. Também tem muitas peças disponíveis para venda, como se pode ver pelas imagens que divulgamos.

Em tempos passados trabalharam na Garagem Aliança os funcionários Avelino da Silva Gonçalves; Manuel Henrique Sousa e Domingos António Figueiredo (localmente conhecido como "Maneta", por não ter um braço). Nos dias que correm encontramos João Faria a trabalhar na Garagem Aliança, situação que se regista há 9 anos, pois Paulino da Silva Gonçalves bem que merece descansar.

Terminamos dizendo que não se sabe qual a origem do nome Alifot, pois esta marca já existia quando Paulino da Silva Gonçalves entrou para este negócio.
Sendo uma casa que existe há mais de 60 anos, está virada para o futuro, pelo que podem encontrar a Garagem Aliança no Facebook - Clicar aqui!

Muito obrigado a Paulino da Silva Gonçalves e a João Faria pela forma como fomos recebidos e pelo tempo despendido para que pudéssemos ficar a conhecer melhor este capítulo da nossa história. Obrigado!

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2018/10/16

Publicidade aos Armazéns Imperium - Miguel R. d' Oliveira


Mais umas achegas para a história da bicicleta de fabrico português...
Nesta publicidade aos Armazéns Imperium, de Miguel R. d' Oliveira, de Sangalhos, publicada no ano de 1955, vemos as marcas vendidas por esta empresa. Há ainda um emblema das bicicletas Oliva, que não estão relacionadas com a marca das máquinas de costura Oliva, também fabricadas em Portugal.
Para além das bicicletas Oliva, são referidas as bicicletas Imperium, as bicicletas Phillips, as bicicletas Express-Paris; as bicicletas Rudge; as bicicletas L' Argel e as bicicletas Dakota.
Os Armazéns Imperium - Miguel R. d' Oliveira eram distribuidores oficiais dos pneus e câmaras de ar de marca Dunlop e Vredestein.

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2019/12/08

Carta da Cycles Clément para João Garrido - 1901


Para se ter um produto, é preciso muito trabalho prévio. Contactos, diligências, investimentos, tempo perdido… São alguns dos passos que é preciso dar para se levar um barco a bom porto, isto é, ter uma empresa aberta e com produtos para vender..

Hoje mostramos mais uma carta dirigida a João Garrido, que vendia bicicletas na cidade do Porto na viragem do Século XIX para o Século XX, onde conseguimos aferir os negócios realizados entre a francesa Cycles Clément e a Casa João Garrido.

Do que se percebe, a Clément enviou 10 garfos / forquetas de bicicleta, modelo de luxo, para serem substituídas nas bicicletas encomendadas por João Garrido, aquando da sua passagem por Paris. Na carta também é referido que a Cycles Clément aguardava que as forquetas retiradas das bicicletas lhe fossem devolvidas, ou queria saber se devia debitar o valor das entretanto enviadas.

No verso desta carta há uma lista de 3 coisas, escritas a lápis, percebendo-se que uma delas é "1 avental".
E assim se descobre a história das bicicletas em Portugal!

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2019/12/31

RDV: Balanço do ano de 2019


Mais um ano que acabou e mais um balanço que fazemos da nossa actividade no Rodas de Viriato.
Completámos 13 anos de existência e continuámos da forma que sempre nos caracterizou, sempre com conteúdos novos e exclusivos, com muito ritmo e com a bitola da qualidade bem alta, como os veículos fabricados em Portugal bem merecem.
A disponibilização de catálogos, folhetos, manuais e listas de peças continuou a bom ritmo, sendo cada vez maior a oferta e a variedade disponível.
Este ano continuámos a divulgar pormenores desconhecidos de alguns dos camiões fabricados em Portugal, situação que fez com que muitos nos visitassem para saberem mais sobre o assunto.
Continuámos a apoiar a divulgação de eventos relacionados com a temática do blogue.
Trouxemos a público algum material desconhecido da marca Bravia, tanto do jipe Bravia Comando MKII, como do blindado Chaimite.
Conseguimos acesso a material relacionado com o início da história das bicicletas em Portugal, mais concretamente sobre João Garrido.
A marca UMM continuou a ter um destaque especial, tendo continuado a saga de descobrir mais material promocional, muito dele produzido no mercado estrangeiro.
Isto entre muitos outros aspectos que fazem com que a leitura do blogue seja fundamental para quem gosta de veículos clássicos e antigos
E não nos podemos esquecer de quem nos ajuda, de quem connosco colabora e de quem nos apoia, permitindo que a caminha vá mais longe e mais depressa: a Moto & Restauro; a Sericértima; a Ferrugens & Companhia e a Assenha. Obrigado a todos!
Em relação a preocupações, o pirateamento e roubo de material publicado continuou, levando-nos à colocação do ridículo aviso "Atenção: É proibido usar as imagens do Rodas de Viriato sem indicar a fonte e sem colocar um link para a respectiva publicação". O Facebook é o local onde mais frequentemente acontece esta situação, que poderá originar problemas, já referidos em publicações anteriores.

Para o futuro, procuramos quem tenha coragem de nos chamar para desenvolvermos exposições, livros e para nos pedir opiniões ou conselhos (para o desenvolvimento de colecções, para encontrar peças e veículos…). E atenção, não temos frio, pelo que não procuramos trabalhar para aquecer!

E falando de números...
- O número de seguidores do blogue é de 248 pessoas;
- O número de publicações total no blogue é de 4994 artigos;
- A página no Facebook tem 3364 "likes" e 3456 seguidores.
- Em termos de visitas, acabámos o ano com um total de 3 451 042 visualizações de páginas, desde que há 13 anos iniciámos esta caminhada.

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2018/12/11

Publicidade à Sereno & Simões, L.da - 1955


Continuando a divulgar pormenores que ajudam a perceber a história das bicicletas fabricadas em Portugal, divulgamos uma publicidade antiga da Sereno & Simões, L.da, que comercializava bicicletas, acessórios e eram importadores (das bicicletas de marca Hercules).
A Sereno & Simões, L.da localizava-se em Oliveira do Bairro e vendia bicicletas de marca Super S.I.S., Siera, Sagres e Nevada.
Eram os distribuidores das bicicletas de marca Humber, Rudge e Hercules.

No que diz respeito a componentes, eram distribuidores dos pneus de marca Avon e dos grupos eléctricos Impex. Vendiam ainda jogos pedaleiros, rodas livres e cubos de marca Gnutti.
Esta publicidade é do ano de 1955.

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2016/02/17

Publicidades antigas n' O Meu Guia para 1915


A história da bicicleta em Portugal ainda está por escrever, mas temos publicado algumas informações que ajudam a perceber que é um pouco mais antiga do que aquilo que se pode julgar.
A EFS estabeleceu-se em 1911; a Casa Victória de Armando Crespo & C.ª, foi fundada em 1904; a Simões e Filhos, das bicicletas The Zenith Cycles foi fundada em 1895 e já para não falar da F. Pinto Coelho (Herdeiros), L.da que foi fundada em 1766!
Por este motivo não é de estranhar que em 1915 os Grandes Armazéns Simplex, de J. Castello Branco, investissem em publicidade de uma página inteira no "O meu guia para 1915". Os armazéns situavam-se na Rua da Palma 266 a 268 e na Rua Eugénio dos Santos, em Lisboa. Para além de discos e machinas fallantes, também vendiam bicicletas...

Se nos queixamos da história da bicicleta em Portugal, o que dizer da história do carro fúnebre em Portugal?...
Na mesma publicação há uma publicidade à empresa funerária de Pires Branco e Martha, que realizavam funerais de todas as classes, situando-se no largo da Abegoaria, em Lisboa. A publicidade é ilustrada com uma imagem de um hipomóvel cheio de panos suspensos. Seria de fabrico nacional?

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2017/03/17

25.ª Automobilia de Aveiro / 2017 - 25 edições!


Quem visita o Rodas de Viriato na Internet fica a par de tudo o que está relacionado com veículos feitos em Portugal.
Por isso aqui divulgamos a feira / exposição que mais mexe com o panorama de veículos antigos em Portugal, a Automobilia de Aveiro, que neste ano de 2017 tem a sua 25.ª edição, com o lema "25 edições, mais de 100 anos de história de autombilismo e motociclismo de época".
A Automobilia de Aveiro decorrerá entre os dias 19 a 21 de Maio de 2017, na AveiroExpo, em Aveiro.
No novo site do C.A.A.A - Clube Aveirense de Automóveis Antigos é possível ler o seguinte sobre a Automobilia de Aveiro:
"O maior e mais antigo certame de Portugal dedicado ao coleccionismo da temática dos transportes rodoviários, estará de volta nos próximos dias 19, 20 e 21 de Maio de 2017, como habitualmente, na AveiroExpo, em Aveiro.
Trata-se da XXV AUTOMOBILIA®, uma edição histórica, e que este ano se irá afirmar ainda mais como o verdadeiro ícone no tema das feiras e exposições dedicadas ao coleccionismo e história dos transportes.
São mais de 300 expositores de várias nacionalidades a proporem uma imensidade de material e equipamentos (peças automóvel e moto, ferramentas, documentação técnica, vestuário, publicidades, etc), veículos de todo o tipo e em diversos estados de conservação, memorobilia ligada ao mundo dos transportes e desportos motorizados, miniaturas e muito mais.
Complementarmente, estarão patentes diversas exposições temáticas exibindo formidáveis veículos e equipamentos, que constituirão factores de enriquecimento do conhecimento de entusiastas e do público em geral.
Um evento a não perder!"

"Temas para a 25ª Edição da Automobilia de Aveiro:
Para além da habitual imensidão e diversificada riqueza de material de automobilia e motomobilia, teremos as seguintes exposições temáticas, já confirmadas:
- Transporte ferroviário: participação do Museu Nacional Ferroviário, com a exibição de uma locomotiva a vapor e uma carruagem, ambos dos anos 30; exibição de diverso material museulógico relativo aos comboios; comboio miniatura que efectuará passeios com os visitantes em linha dedicada para o efeito
- Transporte aéreo: a Automobilia será de novo honrada com a presença do Museu do Ar, que exibirá meios aéreos e diversos equipamentos aeronáuticos históricos
- Carros e motas do início do século XX: uma exposição de belos e imaculados veículos produzidos entre 1900 e 1930
- Veículos blindados históricos: conjunto de marcantes veículos militares, em colaboração com o Museu Militar de Elvas; passeios gratuitos a visitantes num Chaimite
- Lambretta e a suas primas scooters: alargada exposição de scooters, na comemoração de mais um aniversário do lançamento da Lambretta
- Bicicletas de outros tempos, com a habitual e preciosa colaboração da Men in Bike
Passeio Turístico Autombilia
Voltaremos a contar este ano com o Passeio Turístico Automobilia, que tanto êxito obteve nas edições anteriores. Será um passeio a privilegiar a região de Aveiro, com partida no centro da cidade e visitando pontos de interesse das proximidades, com uma prova de slalom (facultativo) da parte da tarde. O passeio terminará no recito da Automobilia, com os veículos participantes a ficarem em exibição ao público."
O horário da 25.ª Automobilia de Aveiro / 2017 será o seguinte:
Dia 19 de Maio: das 15:00 às 21:00h
Dia 20 de Maio: das 10:00 às 21:00h
Dia 21 de Maio: das 10:00 às 20:00h

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2020/03/03

Placa do armazenista de bicicletas M. Militão Leal em madeira


Num época em que se fala de ecologia e de materiais amigos do ambiente, olhamos para o passado da história das bicicletas em Portugal e encontramos esta curiosa peça.
É uma placa de madeira do armazenista de bicicletas M. Militão Leal, em Marinhais, sendo usada para prender a encomendas enviadas por correio.

Neste caso concreto terão acompanhado esta placa antiga uns pneus da frente do biciclo com a referência 668 e do triciclo com a referência 661; bem como a roda de trás do biciclo com a referência 668.

Para que pudesse ser presa à encomenda enviada, tinha uma furação do lado esquerdo.

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2013/12/20

Encontro de Bicicletas Antigas "Reis da Estrada"


Quem gosta de mesmo de bicicletas antigas, vai fazer a passagem de ano em cima de uma bicicleta, enquanto pedala sem as mãos no guiador e come as 12 passas de uva.
Quem não é tão equilibrista e fanático, digamos que também pode começar o ano a pedalar, mas no Encontro de Bicicletas Antigas "Reis da Estrada", que terá lugar no dia 5 de Janeiro de 2014, pelas 11 horas, na Rotunda da Boavista até ao Jardim do Passeio Alegre
Aqui fica a informação que retirámos da Internet:

No dia 14 de Julho de 1880 foi disputada a primeira corrida de bicicletas em Portugal, precisamente na Foz do Douro entre Matosinhos e o Castelo da Foz. A organização deste evento ficou à responsabilidade do recém fundado Clube Velocipedista Portuense que nasceu do entusiasmo que as bicicletas provocaram nesta cidade.

Vemos portanto que a marginal da cidade invicta junto à Foz é desde há mais de uma centena de anos, palco para eventos de recreio e desporto ligados à história da bicicleta.
Com esta ideia em mente, a Invictus Cycle United e O Veterano Cyclista uniram-se para proporcionar aos velocipedistas portuenses, e não só, um evento inspirado nos passeios do passado com jogos e bicicletas do passado neste exacto local histórico — o Jardim do Passeio Alegre.
O ponto de partida é pelas 11 horas da Rotunda da Boavista, descendo depois pelas avenidas históricas da Boavista e Marechal Gomes da Costa até à marginal da Foz para um picnic e convívio do século passado com jogos tradicionais da malha e fisgadas ao alvo. Vai haver também a presença dum fotógrafo da Invictus Real e C.ª a registar retratos para Cabinet Cards dos velocipedistas trajados e acompanhados das suas machinas.

Posto isto, vamos então celebrar a véspera de Reis a pedal e com um sentimento de nostalgia pelos nossos veteranos cyclistas dos tempos de outrora.


Prémios: A Pasteleira | Velo Culture

Mais informações:
- A pasteleira Porto
- Veloculture Porto Lisboa
- Invictus Cycle United
- O Veterano Cyclista

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2007/11/20

Bicicleta Coppi (Yé-Yé)


Apresentamos mais um pequeno contributo para a história das bicicletas em Portugal:
Uma bicicleta Coppi (a avaliar pelo autocolante existente no quadro e no guarda lama de tras) e que tem origem em Águeda.

As fotografias foram enviadas pelo nosso leitor Julio Lopes (muito obrigado pela colaboração!) que a comprou nova em 1984, em Alpalhão (Distrito de Portalegre).

Encontra-se totalmente de origem, sem qualquer restauro. Na protecção da corrente tem o dizer "model cycles ye-ye" e no ferro que vai do selim ao volante tem uma pauta musical.

Ninguém diria que tem 23 anos!

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2017/08/12

Alfinete de lapela das bicicletas Deka


Nos últimos tempos temos referido que ainda há muito por saber e por descobrir sobre a história da bicicleta em Portugal, especialmente sobre as bicicletas fabricadas em Portugal. Mas aos poucos vamos juntando elementos que ajudam a saber um pouco mais sobre este tema.

Divulgamos um alfinete da Crespo & Borges, L.da, empresa que aparentemente iniciou a sua actividade no dia 1 de Novembro de 1935 e se dedicava à venda de bicicletas e de acessórios, tendo uma marca própria, a Deka.

Este alfinete de lapela reproduz o emblema da Deka, tendo por baixo a marca Crespo & Borges L.da, estando estes elementos rodeados por um ramo de louro.

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2013/07/27

Um pouco de história sobre o ciclista João Marcelino


Um dos aspectos positivos de fazer este blogue, são as colaborações que vamos recebendo e que ajudam a conhecer factos desconhecidos da maioria e esclarecer algumas dúvidas que vão surgindo pelo percurso. Afinal ninguém nasce ensinado, e nós também não.

No seguimento da publicação de uma fotografia antiga com uma bicicleta de corrida (a que está antes desta frase), recebemos um e-mail de Horácio Marcelino com informações sobre a pessoa que nela aparece (António Ferreira Salvaterra), bem como sobre a bicicleta que provavelmente terá pertencido ao ciclista João Marcelino, que foi Campeão Nacional de Fundo em Ciclismo, nos anos de 1957 e 1958.
O original da foto com João Marcelino é propriedade de Lucília Marcelino, que era irmã do ciclista, tal como Horácio Marcelino (a quem agradecemos publicamente a colaboração), num total de oito irmãos, dos quais seis ainda estão vivos e têm uma cópia do foto em questão.
Aqui fica a informação recebida que muito ajuda a esclarecer o assunto:

"Relativamente à bicicleta; sem dúvidas é de corrida porque, como referem, o guiador reflecte essa característica, o facto dos pedais estarem apetrechados de ganchos com correias e de possuir suporte para os bidons, que decerto não seriam de vidro mas de metal (talvez de zinco) para o transporte de líquidos. Quanto à chapa com o número da licença/matrícula, a mesma era de uso obrigatório, salvo quando em competição, foi assim até cerca dos anos noventa. Sobre as mudanças; na época os carretos tinham, em regra três velocidades, as mesmas eram accionadas com a ajuda do esticador que está colocado próximo da roda pedaleira e que ajustava a corrente à velocidade pretendida. Relativamente à bolsa; a mesma servia para transportar um kit de ferramentas indispensáveis para acudir a pequenas avarias e incluía os desmontadores para retirar, se necessário, os pneus, em caso de furos. Não tenho conhecimento de, na época, se produzirem bicicletas de competição no nosso país, o que era mais corrente era a sua montagem, recordo, a título de exemplo, as firmas "Martano", "Império" do antigo ciclista Império dos Santos e, no Cartaxo, a casa do José Maria Nicolau, vencedor de duas voltas a Portugal e de muitas outras provas velocipédicas. Creio que a partir dos anos cinquenta a marca "Reynolds" já era uma referência, de top, para muitos dos competidores.
Quanto à imagem e às legendas inseridas na mesma; cheguei a conhecer o António Ferreira Salvaterra, bem como todos os naturais de Arrifana (uma localidade pertencente à freguesia de Manique do Intendendente) que nesse ano foram à Inspecção Militar (dito sorteado) que decidia a sorte dos mancebos para o serviço militar. Nesse ano, integrava o grupo, um meu irmão, de nome João Marcelino, nascido a 21 de Julho de 1925 que, nessa altura, já possuía uma bicicleta de corrida, talvez até seja a da imagem, já que em Arrifana não existia outra. Dos idos "às sortes" em 1945, infelizmente, já nenhum está connosco fisicamente.
O João Marcelino, por ocasião do cumprimento do serviço militar, em Santarém, a partir de finais de 1945 e no decorrer de 1946, depois e até início dos anos sessenta, foi um destacado ciclista no meio velocipédico nacional, primeiro como independente, destacou-se pelas muitas vitórias obtidas nas chamadas domingueiras que se realizavam em diversas povoações dos concelhos de Azambuja, Cartaxo, Santarém, Rio Maior, Cadaval, etc. Também se destacou ao serviço dos Leões de Santarém e do Arroios de Lisboa tendo-se, daí, transferido para o Benfica onde, inclusive, foi campeão nacional de estrada, completou diversas voltas a Portugal, uma no terceiro lugar, e venceu diversas etapas no decorrer das mesmas."

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2013/08/03

Carta da Castros & Moura, L.da com falta de aceite de letra


Mais um documento que nos permite saber um pouco mais sobre a história das bicicletas em Portugal.
É uma carta da Castros & Moura, L.da, dirigida à viúva de Bernardo Lopes Ferreira, que era vendedor dos produtos da marca em questão na Vila de Marmeleira.
A carta fala do pagamento em falta de uma letra e é datada de Junho de 1971.

Neste documento há referência às motorizadas Marvil e às motorizadas Glória, com motor Sachs e Zundapp, bem como aos pneus Marvil - O melhor pneu para bicicleta.
Aparece ainda o emblema da Marvil, que certamente irá ajudar muitos dos que restauram bicicletas e motorizadas desta marca e precisam de fazer emblemas novos.

Obrigado a André Ricardo pela oferta da carta!

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