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2019/04/25

Blindado Chaimite "Bula" e o 25 de Abril de 1974


No dia em que se assinalam 45 anos da chamada Revolução dos Cravos - o 25 de Abril de 1974, é natural que a publicação no Rodas de Viriato seja sobre um dos veículos de fabrico nacional que participou activamente no golpe militar em questão.

Quem acompanha o trabalho diário ao longo destes 12 anos de publicações, sabe que tentamos acrescentar mais alguma coisa ao que já é conhecido e revelar pormenores desconhecidos (ou pouco conhecidos) da maioria dos entusiastas de veículos fabricados em Portugal.

Pois o blindado Chaimite, fabricado pela Bravia / VM, teve um papel muito importante no 25 de Abril de 1974, tendo sido um dos veículos que os revoltosos escolheram para ser utilizado na madrugada que iria mudar Portugal a vários níveis.

Um dos blindados Chaimite, com matrícula MG-48-04 ficou imortalizado em fotografias e filmagens desse dia, pois foi a viatura que retirou Marcelo Caetano do Quartel do Carmo, tendo-o transportado em segurança, de modo a que pudesse mais tarde abandonar o país.

Nas imagens vemos o blindado 4x4 Chaimite a que nos referimos, conservando ainda na torre o símbolo de campanha da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, onde estava ao serviço e onde Salgueiro Maia era capitão.

Sendo um veículo histórico, está neste momento em depósito no Museu Militar de Elvas, juntamente com outros veículos do passado militar Português.

E se no início deste texto dizíamos que gostamos de mostra aspectos desconhecidos de muitos, aqui está um: os pneus fabricados pela Mabor General para este veículo anfíbio tinham gravada na borracha a palavra "Chaimite", antecedida de "N.D. C.C." (o que significam?...).

Os pneus que eram usados no blindado Chaimite eram de fabrico nacional. Era hábito na época tentar incorporar o máximo possível de componentes fabricados no país, contribuindo esta situação por um lado para o desenvolvimento tecnológico e industrial e, por outro lado, evitava-se a saída de divisas e a dependência de outros países, no que diz respeito a este componente.

Para além do que já referimos, há um aspecto do qual não nos podemos esquecer, o blindado Chaimite tinha características anfíbias, sendo a propulsão em água conseguida a partir da rotação das rodas, pelo que a configuração do piso deste pneu ajuda à deslocação na água.

Este pneu Chaimite da Mabor General tinha a medida 14.00 - 20 e houve o cuidado de os conservar nesta viatura histórica.

25 de Abril sempre, pneus estrangeiros nunca mais!

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2023/06/07

25 de Abril e Chaimite... Sempre! (2/2)


Depois da divulgação do primeiro grupo de fotografias do blindado Chaimite que esteve em exposição em Sesimbra, apresentamos mais outro conjunto de fotos do exemplar em questão.

Se o texto da outra publicação tinha o aniversário do 25 de Abril como fonte de energia motivacional, neste a coisa é um pouco diferente.

Mostramos mais pormenores do blindado militar Chaimite, como por exemplo o pneu de marca Firestone (em vez dos pneus Mabor General Chaimite) que equipam rodas desta viatura.

Sendo de marcas diferentes, os pneus tinham o mesmo tipo de rasto, que também serviam para as deslocações feitas na água.

Na frente era possível ver um retângulo com as cores da bandeira nacional junto da matrícula da viatura.

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2020/03/10

Blindado Chaimite V 200 em Grândola (1/2)


Os blindados Chaimite, fabricados pela Bravia, fazem parte da cultura histórica de Portugal por terem tido destaque na revolução do 25 de Abril de 1974.

Para além deste facto, estiveram várias décadas ao serviço das forças armadas portuguesas, tanto em território nacional, como estrangeiro, deixando memórias em todos aqueles que com eles contactaram.

Entretanto chegou o momento de serem retirados do serviço no Exército, mas a sua vida activa ainda não acabou, servindo como monumento em diferentes localidades pelo país.

Já aqui mostrámos o blindado Chaimite V200 em exposição estática em Pinhal Novo e agora mostramos fotos de outro exemplar que está em Grândola, tendo este a matrícula MX-57-60.

Este em concreto está equipado com os pneus que a Mabor General fabricou especificamente para este veículo.

O blindado Chaimite está exposto num largo à entrada de Grândola.
Numa das janelas (ver foto no início deste texto) podemos ver que uma das camadas de vidro está furada em dois locais.

Será fruto de algum acto de vandalismo, daqueles em que alguém quer confirmar as capacidades da viatura em termos de blindagem?

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2018/05/21

Blindado Chaimite V-200 parqueado em Benavente


A ligação histórica entre o blindado Chaimite e o 25 de Abril de 1974 fazem com que esta viatura seja usada em desfiles / comemorações desta data tão importante para Portugal.

Recentemente foi possível ver um exemplar deste blindado fabricado em Portugal, pela Bravia, parqueado em Benavente, perto do local onde a empresa tinha a sua fábrica.

Este exemplar já tinha algumas alterações em relação ao modelo original.
Nas rodas só a suplente está equipada com o pneu Mabor General desenvolvido para este veículo militar.

Outra das alterações é a que se pode ver na zona da torre, onde foi aplicado um suporte para prender uma arma de fogo, de modo a que o blindado Chaimite possa ser usado em missões de patrulhamento.

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2024/03/11

Blindado Bravia Comando MK III (3/3)


Com a chapa da grelha do blindado Bravia Comando MK III terminamos a apresentação deste veículo militar que esteve em exposição na 29.ª Automobilia de Aveiro (em 2023).

A chapa com o emblema e marca do blindado refere "Reg. Patente N.º 52787", situação que não se observa nos camiões fabricados por esta empresa. Mas na chapa do blindado Chaimite já constava "Regtº. Patente N.º 47627". Pelo que  seria giro descobrir estes registos de patente e o que eles referem.

Foram fabricados 2 protótipos do Comando MK III e estavam equipados com motor Chrysler, mas este exemplar quando foi restaurado recebeu um motor Perkins de 4700 cc.

Deste modo a viatura pode deslocar-se pelos seus meios.
Esperemos que se consiga restaurar o motor original e que ele volte ao sítio, mantendo-se assim o rigor histórico. 

De acordo com a informação existente no local, o Bravia Comando MK III levava uma guarnição de 3 + 5 homens e estava equipado com 2 metralhadoras 7,62 e com lança granadas.

Sendo feito com chapa que resistia a disparos de armas, o peso total era de 4.850 Kg, que eram suportados por pneus Mabor General, fabricados em Portugal.

E terminamos com um pormenor da proteção de uma das janelas da frente, que podia ser protegida com uma peça rebatível, que tinha um pequeno vidro.

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2018/04/13

Salão Motorclássico 2018 - Balanço (1/2)


Realizou-se há pouco dias o Salão Motorclássico 2018, em Lisboa, na FIL. E à semelhança do ano passado, aqui estamos a fazer o balanço do que observámos neste evento dedicado ao veículos antigos. Esta análise divide-se em duas partes, de modo a facilitar a escrita e a abordagem de temas.

Sendo o Rodas de Viriato um blogue dedicado à divulgação dos veículos de fabrico nacional, e de tudo o que com eles estiver relacionado, é precisamente por ai que começamos - tendo noção de que há vida para além deste limite.

Afinal não é por termos tido uma indústria de fabrico de motorizadas / motos, bicicletas, jipes e camiões (entre outras), que eles têm de ser valorizados num dos maiores eventos deste tipo (incluindo Automobilia de Aveiro e Autoclássico). Mas tal como na antiga publicidade do leite "Matinal", em que uma senhora perguntava "Se não gostar de mim, quem gostará?", também neste caso podemos perguntar:
- Se os veículos nacionais não forem valorizados num evento destes, onde é que vão ser? Num salão em França, Itália, Reino Unido ou em Espanha?

Felizmente havia muitos e variados veículos fabricados em Portugal em exposição no Salão Motorclássico 2018 (com excepção das motorizadas e das bicicletas, que pouco representadas estavam).
Começamos por destacar a presença do automóvel APM, um descapotável construído no Porto em 1937 e que até esta data permanecia desconhecido da esmagadora maioria de entusiastas de veículos construídos em Portugal.

Havia ainda dois automóveis, também eles descapotáveis, Citroen AX BB Cabrio em exposição / à venda. Tendo em conta o número de exemplares produzidos, esta situação é motivo de alegria. Para além disto, estavam pintados de cores diferentes, o que tornava a situação mais especial.

O Clube UMM, e à semelhança de anos anteriores, continua a estar presente tendo o cuidado de colocar em exposição diferentes versões de jipes UMM, o que mostra a dedicação e empenho deste clube liderado por Norberto Liberato. Este ano os visitantes do Salão Motorclássico podiam ver um UMM Alter versão reboque e um UMM 4x4 transformado pela INASI, para combate a incêndios.

Ainda no que respeita a estes jipes, pudemos ver a imagem do início da linha de montagem dos jipes UMM (e que aqui divulgámos em 2014), impressa no livro Berliet, Chaimite e UMM – Os Grandes Veículos Militares Nacionais, que foi oficialmente apresentado no final do dia de Sábado.

Durante a apresentação foi possível ouvir o autor - Pedro Monteiro, bem como pessoas ligadas à Metalúrgica Duarte Ferreira e à causa militar, falar sobre os veículos militares fabricados em Portugal (e sobre as dificuldades inerentes a este processo).

A apresentação do livro foi feita no espaço da Associação Portuguesa de Veículos Militares, que tinha em exposição um camião Berliet Tramagal, versão TG4 T21, que integra o espólio do Museu Militar de Elvas.

No leilão de automobilia realizado no salão também havia alguns artigos relacionados com marcas nacionais. Destacamos uma chapa esmaltada antiga dos pneus Mabor General, vertical, de grandes dimensões.

Pudemos ainda registar diferentes situações que demonstram que os veículos de fabrico nacional continuam presentes e vivos no imaginário de muitas pessoas.
Na imagem anterior vemos uma aguarela com o automóvel Edfor que estava a ser realizada enquanto decorria o certame.

Na banca de Carlos Martins / Old Moped havia uma grande variedade de artigos para motorizadas e motos portuguesas, bem como para bicicletas antigas fabricadas em Portugal. Os selins "high rise" para bicicletas Stelber levavam-nos para final dos anos 70 / início de anos 80, quando pedalar em bicicletas com formas exageradas era moda.

E não podemos terminar esta reportagem sobre o que vimos no Motoclássico 2018, sem falar no espaço da empresa Ferrugens e Companhia que comercializa uma ampla gama de produtos para restauro, manutenção, conservação e recuperação de veículos antigos. Para os que pudessem ter dúvidas sobre os resultados obtidos, neste espaço era possível contactar com peças tratadas com os produtos que a Ferrugens e Companhia representa, vendo-se os resultados obtidos. Qualquer dúvida ficava logo desfeita!

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