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2019/04/21

Moto FNB - Super Vilar com motor Villiers 250 cc


O mundo dos veículos fabricados em Portugal é gigantesco e no Rodas de Viriato gostamos de divulgar as novidades que vão surgindo e, sempre que possível, tentamos acrescentar algo ao que já se sabe sobre o assunto.

O caso da moto F.N.B. Super Vilar que hoje divulgamos é um bom exemplo disso.
Para além de ser um modelo desconhecido de quem está dentro do assunto, obriga-nos a reescrever a história das motos portuguesas.
Por um lado é mais outra moto nacional com 250 cc, juntando-se assim a modelos como a AJP PR5 250, a Anfesa RT 250 ou a Casal K 280.

Por outro lado, mostra que a gama de motos com mais de 50 cc que a a Vilar fabricou é bem maior e alargada do que se poderia pensar, não se limitando às Vilar com 98 cc e às Vilar com 125 cc.
A existência desta moto do ano de 1959 também comprova que a Vilar, da Vilarinho e Moura Lda, foi fabricando motos ao longo de toda a década de 50 do século passado.

No que respeita ao motor 250 cc desta FNB - Super Vilar, é da marca Villiers, modelo 950A 2T, com 4 velocidades, tendo duas saídas, duas velas e dois cilindros.

Na chapa da testa do quadro desta moto vemos que ela foi produzida pela Vilar e que é o modelo Y.
Em relação ao seu estado, é o que podemos ver nas fotografias, aguardando-se a descoberta de mais informações sobre este modelo, de modo a que possa ser restaurada.
Quem tiver outra moto Vilar como esta, ou que possa acrescentar mais alguma informação, por favor deixe comentário.

Agradecemos a António Pereira por mais esta colaboração e envio de fotos / informações.

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2014/10/25

Fotografia lateral da Casal K 280 com motor de 250 cc


E continuando a comemoração dos 8 anos de existência deste blogue, apresentamos mais uma fotografia da pouco conhecida Casal K280 com motor Casal a dois tempos de 250 cc.
Segundo o que consta foram produzidos dois protótipos deste modelo de estrada, apresentado em 1975 e com lançamento previsto para 1976, que não se chegou a verificar.
Não foi a única 250 cc de fabrico nacional (ver Anfesa RV 250 e a AJP PR5 250). A própria casal teve outro modelo com motor 250 cc destinado à competição no motocross, fabricado em parceria com a italiana Villa.
Na imagem destaca-se o escape com forma de cone alongado, o travão de disco na roda da frente e a falta de um suporte de mercadorias na moto, o que de certa forma mostra que a Casal pretendia chegar a outro tipo de cliente.

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2020/01/12

Motor Casal 250 cc (Moto Casal K 280) - Exposição Bicicleta Motorizada


Em 1975 a Metalurgia Casal anunciou que iria lançar a moto Casal K 280, um modelo de estrada equipado com motor Casal, de 250 cc e com travão de disco hidráulico na roda da frente.

Consta que foram produzidas duas destas motos, não sendo de conhecimento público o que lhes terá acontecido.

Entretanto apareceu este motor Casal de 250 cc na exposição Bicicleta Motorizada, em Águeda.

Está identificado como sendo um protótipo, de 1975, pertencente ao colecionador Nuno Vidal.

O motor tem cravada uma chapa da Metalurgia Casal, S.A.R.L., como acontecia nos outros motores por ela produzidos, só que nela não foram gravados letras ou números com recurso a punções.

Curiosamente essa chapa foi fabricada para ser aplicada em motores produzidos na década de 60 do século passado. Que história estará por detrás desta situação?

Devagar vão-se descobrindo mais informações sobre a marca Casal, como aconteceu recentemente quando foi exposta a Casal K 272, com motor Casal de 150 cc da Polícia de Segurança Pública.
Será que brevemente vamos poder ver a Casal K280?

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2020/04/18

Moto Anfesa RV 250 de João Duarte (1/3)


Há uns anos falámos de uma moto Anfesa RV 250 usada em competição na prova de Portalegre, entretanto tivemos a oportunidade de ver e fotografar uma moto destas ao vivo e aqui ficam as fotografias.

Começamos por agradecer a João Duarte, da Auto Rainha D. Leonor, L.da, a disponibilidade por nos receber e mostrar este exemplar da sua colecção de motos antigas.

É uma Anfesa RV250, com motor Rotax de 250 cc, como se pode ver na imagem anterior.

Esta moto é uma das várias com motores de 250 cc que a indústria nacional produziu ao longo dos anos, juntamente com a Casal K 280; a FNB - Super Vilar e as AJP PR5 com motores de 250 cc.

As motos Anfesa caracterizavam-se por serem feitas com qualidade, procurando usar o melhor material que estava disponível no mercado.

A refrigeração do motor era feita com recurso a radiadores, que estavam ocultos por dentro dos plástico laterais, situados por baixo do guiador da moto, Na imagem anterior vemos um deles.

Sendo uma moto de competição para o fora de estrada, estava equipada com pneus de piso cardado, de modo a garantir uma boa aderência em terra, cascalho, areia e lama. No pneu da frente vemos que os quadrados do piso se estendem quase até ao aro de metal.

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2014/07/24

Fotografia da Casal K 280 com 250 cc


Corria o ano de 1975 e a Metalurgia Casal continuando a diversificação de modelos e cilindradas, tinha prontos 2 protótipos do seu modelo Casal K 280, com motor de 250 cc. Um era para exposição, o outro era para observação e experimentação.
Pelos letras visíveis no pneu da frente, aparentemente estaria equipada com um Mabor General.
Estava previsto que a comercialização desta moto de fabrico nacional com 250 cc começasse em 1976, mas tal acabou por não ocorrer.

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2007/11/28

Anfesa RV 250 (imagem da época)


Aqui fica uma imagem da época de uma Anfesa RV 250, na 4.ª Baja Internacional Sagres 500 Portalegre 90.
A Anfesa foi fundada por António Ferreira dos Santos em 1968, fazendo reparação e venda de motorizadas.
Em 1981 começou a comercialização de modelos Anfesa, tendo chegado a vender modelos com 50 cc, com 125 cc, com 175 cc e com 250 cc.
A marca participou em competições desde 1977, no motocross até 1993, onde conseguiu reconhecimento.

Imagem retirada do livro Aventura 90/91 em Todo-o-Terreno, uma edição Correio da Manhã, produção Organizações Aventura - José Megre. A fotografia não está assinada, mas pela ficha técnica podemos dizer que é de: Sports, Xtrod, Photo Jorge, Photocar, Photo Course, Correio da Manhã, Pedro Barreiros ou João Tolentino.
Saber mais:
- História da Anfesa - Site oficial

Se alguém souber o contacto do piloto, por favor envie-nos um e-mail.

Informação actualizada a 31/01/2020:
- O piloto era Fernando Castanho, que foi concessionário da marca na zona de Abrantes.

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2021/01/26

Motorizada Casal Trial com motor de 75 cc


Ao longo dos muitos anos de existência do Rodas de Viriato temos procurado mostrar a grande diversidade de motorizadas e de motos produzidas pela Metalurgia Casal.

No que diz respeito às máquinas de duas rodas com motor fabricadas pela Casal, com mais de 50 cc, destacam-se as Casal K 260 e a Casal K 270, mas também modelos mais raros, como a Casal K 272 (com motor de 150 cc) ou a Casal K 280 com motor de 250 cc.

No que diz respeito a motos com motores com 75 cc da Casal, são conhecidas as adaptações feitas às scooter Casal Carina, para que tivessem esta cilindrada e pudessem acompanhar uma das voltas a Portugal em bicicleta..

Mas a coisa não ficou por aqui, como podemos constactar nas imagens que acompanham este texto.
Nelas vemos uma moto Casal Trial equipada com um motor de 75 cc, tendo a referência nas tampas do motor "75 cm3".

Este modelo era de exportação, tendo sido comercializado no Reino Unido. Entretanto regressou a Portugal, sendo agora propriedade de João Riem, a quem agradecemos a colaboração.

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2015/02/05

Moto AJP PR5 250 - Motoshow 2013


A edição do Motoshow de 2015 aproxima-se e as expectativas em relação às motos que a AJP irá mostrar são altas.
Para além de ser o único fabricante nacional de motos, concebe e fabrica material de qualidade com provas dadas pelo mundo fora.

Por esse motivo aproveitamos para mostrar a AJP PR5 250 que esteve no espaço da marca na última edição, destacando alguns pormenores desta moto pronta para a andar fora da estrada.

Não foi a única moto de 250 cc produzida em Portugal. Para uso fora de estrada tivemos a Anfesa RV 250 e para uso em estrada tivemos os protótipos da Casal k280.

Está equipada com motor de 249 cc, a 4 tempos, com refrigeração líquida. Tem 27,5 cv às 8000 rpm. O arranque é eléctrico e tem caixa de 6 velocidades. Tem travão de disco nas duas rodas e 115 kg de peso.

Esta AJP tinha decoração que assinalava os 25 de anos da empresa.
Para mais informações, consultar:
- Página da AJP PR5 250 Enduro - Site oficial AJP

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2014/03/05

Paulo Pernão e as motos Anfesa

 
(Paulo Pernão na prova Portalegre em 1990, com o número 146)
No seguimento de apresentarmos uma fotografia de Paulo Pernão a participar na prova Guadiana 500 no ano de 1988, recebemos um e-mail do piloto em questão a partir do qual foi possível recolher mais algumas informações sobre as suas aventuras em motos de marca Anfesa, em diferentes provas de competição. O piloto não estava ligado à Anfesa - ANtónio FErreira SAntos, mas começou por competir com esta marca, o que para nós é uma situação que não podemos deixar de divulgar.
 
(Paulo Pernão na prova TransPortugal em 1991, com o número 84)
Paulo Pernão começou a competir ao comando das Anfesa com 34 anos de idade e um pouco por carolice.
Praticou Voleibol, onde foi internacional e começou a andar de mota depois de ter filhos, altura em que deixou de ser seguro continuar a passar as férias e os tempos livres com a família, num barco à vela com 80 anos. Um ano depois das primeiras voltas pelas serras, já estava a fazer competição, situação que se prolongou durante cerca de 12 anos, tendo depois deixado de andar de moto e voltado novamente aos barcos, tendo um blogue popular, o Interesting Sailboats.
 
(Paulo Pernão na prova Portalegre em 1990)
Voltando às competições, a primeira participação numa prova de todo-o-terreno de Paulo Pernão foi na Guadiana 500, usando a Anfesa 175. Sendo novo nestas andanças, a par da Anfesa - cujo motor não estava preparado para responder às solicitações, os resultados conseguidos não foram os melhores.
Entretanto Paulo Pernão adquiriu uma Anfesa RV 250, com motor Rotax, com a qual passou a competir e realizou provas durante 3 anos. A Anfesa 175 acabou por ser vendida para a zona de Coimbra.
Com a Anfesa RV 250 o andamento já era outro. A moto andava bem, o que trazia algumas dificuldades ao piloto. Ainda assim, e falando de resultados práticos, na altura em que no Portalegre corriam cerca de 340 motos, costumava ficar à volta do 100.º lugar.
Depois passou a competir usando motorizações superiores, com motos KTM, tendo chegado a fazer um campeonato completo de TT.
 
(Paulo Pernão na prova Portalegre em 1991, com o número 62)
Segundo o testemunho que recebemos, a moto Anfesa RV 250 era muito boa, particularmente as suspensões que Paulo Pernão gostava de afinar na perfeição. A parte menos conseguida era a do motor, que tinha muitas baixas, mas não a potência dos motores Japoneses, se bem que não andasse longe das capacidades destes. Mesmo assim, e no auge da Anfesa, quando em 1992 organizou um troféu monomarca, Paulo Pernão classificou-se em 4.º lugar.

(Paulo Pernão na prova Raid Costa Azul em 1991, com o número 14)
Sobre a Anfesa, foram-nos avançadas algumas informações que ajudam a perceber a história da marca e a origem dos modelos produzidos.
António Santos era o concessionário Honda da zona de Alcobaça e, para além de comercializar motos, era um entusiasta das mesmas. Começou por aproveitar a existência no mercado de motores de 125 cc e 175 cc muito baratos, tendo comprado o stock de material que resultou da falência de uma empresa oriental (Coreana?...). Deste modo pode fazer motos com as motorizações referidas a preços muito convidativos.
Depois decidiu  fazer uma mota mais a sério, o que iria dar origem à Anfesa RV 250. Para esse efeito foi a Itália e conseguiu uma licença para produzir uma mota de topo, a Kram-it (Enduro e Cross), mas usando o nome Anfesa. Os quadros eram feitos na pequena oficina em Fervença, bem como toda a montagem da mota.
Na altura usavam as melhores suspensões da Marzocchi na roda da frente - as primeiras invertidas enquanto a Honda e Yamaha ainda tinham as suspensões “normais”, e suspensão da Ohlins atrás. O motor era da Rotax. Por este motivo a Anfesa RV 250 e a Kram-it RV 250 são praticamente iguais. 

Agradeço a Paulo Pernão pelas informações e fotos cedidas para publicação no blogue, obrigado!

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2021/08/27

Moto FNB - Super Vilar com motor Villiers 250 cc (actualização)


O mundo das motos fabricadas em Portugal é gigantesco e no Rodas de Viriato fazemos o que podemos para o divulgar. 
É com especial prazer que divulgamos modelos pouco conhecidos, como é o caso da moto FNB - Super Vilar com motor Villiers com 250 cc, que mostram o empreendedorismo dos fabricantes nacionais em busca de novas oportunidades de negócio.

Na publicação anterior, feita em 2019, a moto FNB - Super Vilar aparecia como tinha sido encontrada, mas entretanto já passou algum tempo e ela já está limpa, com selim estofado de novo, o deposito reconstruído e só falta acabar de reparar o motor. 
Mais um pouco e poderemos ver o trabalho concluído.
Agradecemos a António Pereira pelo envio das imagens e informações.

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2024/10/21

Emblemas da moto F.N.B. Super Vilar - 18.º aniversário Rodas de Viriato


18 anos! A maioridade!
"Os ânus passam", diz um escorrega para outro... E aqui os anos vão passando e nem se percebe que já somos grandes, pois o espírito é o mesmo e a idade não faz estragos nem trás mudanças. Estará na hora de sair de casa?
E assinalamos o facto do blogue Rodas de Viriato fazer 18 anos com uma publicação de peso, divulgando um par de chapas em metal das motos F. N. B. Super Vilar, usadas em motos com 225 cc e 250 cc.

Seguimos assim o espírito do ano passado, em que divulgámos o manual de instruções da moto Vilar 125 cc - modelo de 1952. E mais uma vez o material apresentado está em óptimo estado de conservação. Digno de museu!

E assim continuamos, rumo ao desconhecimento!

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2011/03/02

Folheto Portaro Pampas 4x4 Cross-Country... (inglês)


E continuamos com a apresentação de folhetos editados no Reino Unido, relativos a jipes Portaro.
Este não é datado mas aparenta ser do inicio da produção dos Portaro.
O jipe nacional é apresentado como um todo-o-terreno versátil, pronto para trabalhos duros.

Ao abrirmos o folheto, podemos ver duas imagens. Numa o exemplar fotografado tem capota de lona, enquanto que o outro (um Portaro 240) tem uma capota rígida. Mais uma vez os textos falam das capacidades dos jipes.

O interior é curioso pois mostra fotos de um chassis com o motor Daihatsu DG 80, com 2530 c.c. e esquemas das versões disponíveis na gama do Portado 250 (modelo 250 DL, 250 DP, 250 DPU e 250 D). Tem ainda as características técnicas do jipe.

No verso podemos ver a traseira do Portaro 240 com capota rígida e farolins redondos. O concessionário era a Land Car Concessionaires Ltd., 9 Hanover Street, London.

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2020/07/20

Moto Anfesa RV 250 de João Duarte (2/3)


As motos Anfesa têm um lugar especial na história das motos fabricadas em Portugal, não só por usarem motores com cilindradas pouco comuns (quando comparados com outros fabricantes), mas também por criarem veículos com linhas diferentes.

Com este grupo de fotografias divulgamos a segunda parte da reportagem relacionada com a Anfesa RV 250 de João Duarte.

O motor que equipa esta Anfesa foi fabricado pela Rotax e tem 250 cc, sendo possível ler na lateral a palavra "Magnesium", que se refere ao metal usado para o construir.

Uma das características das motos da Anfesa, era a cuidada escolha de componentes, como acontecia por exemplo nos aros da Akront, fabricados em Espanha.

E olhando para a roda de trás podemos ver o travão de disco de marca Brembo, capaz de fazer parar a potência debitada pelo motor, quando fosse necessário.

E para garantir uma paragem e uma aceleração eficaz, especialmente no fora de estrada, foi usado um pneu Michelin Cross Competition na roda traseira, com rasgos profundos, de modo a garantir mais tracção.

E terminamos esta apresentação com o toque português, mostrando o farolim da HP - Helder Pires!

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