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A apresentar mensagens correspondentes à consulta viatura de fabrico nacional ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
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2019/04/25

Blindado Chaimite "Bula" e o 25 de Abril de 1974


No dia em que se assinalam 45 anos da chamada Revolução dos Cravos - o 25 de Abril de 1974, é natural que a publicação no Rodas de Viriato seja sobre um dos veículos de fabrico nacional que participou activamente no golpe militar em questão.

Quem acompanha o trabalho diário ao longo destes 12 anos de publicações, sabe que tentamos acrescentar mais alguma coisa ao que já é conhecido e revelar pormenores desconhecidos (ou pouco conhecidos) da maioria dos entusiastas de veículos fabricados em Portugal.

Pois o blindado Chaimite, fabricado pela Bravia / VM, teve um papel muito importante no 25 de Abril de 1974, tendo sido um dos veículos que os revoltosos escolheram para ser utilizado na madrugada que iria mudar Portugal a vários níveis.

Um dos blindados Chaimite, com matrícula MG-48-04 ficou imortalizado em fotografias e filmagens desse dia, pois foi a viatura que retirou Marcelo Caetano do Quartel do Carmo, tendo-o transportado em segurança, de modo a que pudesse mais tarde abandonar o país.

Nas imagens vemos o blindado 4x4 Chaimite a que nos referimos, conservando ainda na torre o símbolo de campanha da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, onde estava ao serviço e onde Salgueiro Maia era capitão.

Sendo um veículo histórico, está neste momento em depósito no Museu Militar de Elvas, juntamente com outros veículos do passado militar Português.

E se no início deste texto dizíamos que gostamos de mostra aspectos desconhecidos de muitos, aqui está um: os pneus fabricados pela Mabor General para este veículo anfíbio tinham gravada na borracha a palavra "Chaimite", antecedida de "N.D. C.C." (o que significam?...).

Os pneus que eram usados no blindado Chaimite eram de fabrico nacional. Era hábito na época tentar incorporar o máximo possível de componentes fabricados no país, contribuindo esta situação por um lado para o desenvolvimento tecnológico e industrial e, por outro lado, evitava-se a saída de divisas e a dependência de outros países, no que diz respeito a este componente.

Para além do que já referimos, há um aspecto do qual não nos podemos esquecer, o blindado Chaimite tinha características anfíbias, sendo a propulsão em água conseguida a partir da rotação das rodas, pelo que a configuração do piso deste pneu ajuda à deslocação na água.

Este pneu Chaimite da Mabor General tinha a medida 14.00 - 20 e houve o cuidado de os conservar nesta viatura histórica.

25 de Abril sempre, pneus estrangeiros nunca mais!

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2025/12/27

Carro anfíbio Chaimite na capa da Revista da Armada n.º 60


Onde há meios de comunicação, há opiniões e onde há redes sociais, há ainda mais. Estas últimas têm a capacidade de poder ampliar e disseminar opiniões de quem quer que seja, especialmente quando fazem muito barulho e começam textos com "Esta é a coisa mais verdadeira que li nos últimos tempos...", ou "Leiam antes que alguém apague..." ou "Sei que não se pode dizer isto, mas vou dizê-lo..." E pum! Um burgesso é automaticamente elevado a professor catedrático, parecendo um entendido em matérias mais específicas. Depois, e por arrasto, há sempre de forma consciente ou inconsciente a tendência para se tomar uma parte (ou um partido), nunca o todo. E seguem-se torrentes de exemplos, de frases feitas, de citações, de lugares comuns, para tentar provar o que acreditamos ser verdade.

No meio destas opiniões, são muitos os que querem guerra, os que se sentem atacados, ameaçados e estão prontos para abdicar do dinheiro que é de todos, para investir em armas e em guerra (quase sempre em detrimento da saúde, da educação e da proteção social - como se estes 3 elementos não fossem determinantes para se poder ganhar uma guerra!). Também há os que não temem a guerra, pois sabem que podem ganhar muito com ela e que estarão sempre a salvo.
É o cidadão comum quem acaba por pagar a factura, seja por impostos, seja pela sua saúde ou pela sua vida. Mas defender a guerra demonstra valentia, pelo que tudo o mais deixa de ter importância.
Isto a propósito da publicação de hoje, onde vemos um carro anfíbio Chaimite na capa de uma Revista da Armada - e não usamos a palavra "blindado", pois esta viatura era usada pela "Armada" portuguesa (a Marinha Portuguesa), que está ligada ao meio líquido (e não ao meio terrestre).

Esta revista é de Setembro de 1976, época em que os blindados Chaimite já tinham conseguido um estatuto de máquina de valor, por estar ligada ao período revolucionário.
Era uma viatura de fabrico nacional, o que levanta muitas "opiniões"... Por norma são negativas - resultado de uma pressuposta superioridade de quem fala - por ser "professor catedrático" na matéria e, "como o não é certo", se algo falhar ou "não prestar", esse indivíduo pode sempre dizer "Eu é que tinha razão!".
Até que chega o dia em que o material que "era bom" deixa de ser fornecido (por quem sabe que temos uma dependência) e lá temos de voltar ao material nacional "que não vale nada".
E aqui fica a minha "opinião", a partir de uma foto da capa de uma revista com um carro anfíbio Chaimite com o camuflado dos Fuzileiros.

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2018/03/11

Livro Land Rover em Portugal - Editora Contra a Corrente


No dia em que se assinalam 70 anos em que saiu da linha de montagem o primeiro jipe Land Rover de pré-produção, o chassis R01, aproveitamos para apresentar aos leitores do Rodas de Viriato o livro Land Rover em Portugal - A História de um ícone, da Editora Contra a Corrente.
Poderá parecer que estamos a fugir à temática deste blogue, mas do Series I, até ao Defender, há mais de nacional do que o que se poderá pensar. Quem não se recorda, por exemplo, dos jipes Land Rover União montados em Angola?

Mas vamos por partes...
Este livro foi editado em 2017 e tem mais de 140 páginas dedicadas aos veículos todo-o-terreno produzidos pela Land Rover.
Depois da análise / leitura que fizemos, podemos dizer que está dividido em cinco partes (atenção que esta divisão não coincide com o índice do livro e é da nossa autoria):
- Numa 1.ª parte fala-se da história do jipe, desde a sua concepção / criação, passando pelo processo de fabrico de várias versões, até ao momento em que foi produzido o último Land Rover Defender.
A história remonta a 1947, num contexto de pós II Guerra Mundial, em que o clima e os terrenos difíceis levaram a que se pensasse numa viatura assim. É abordado o porquê da utilização do alumínio neste veículo, bem como a utilização que teve em diferentes forças militares inglesas, e as características das diferentes séries fabricadas.

- Numa 2.ª parte aborda-se a história da Land Rover em Portugal / mundo português, pois há uma parte dedicada às então denominadas "províncias ultramarinas portuguesas"; bem como a utilização do Land Rover por entidades militares portuguesas. Fala-se ainda dos Shorland MK III que foram escolhidos pela GNR em detrimento dos nacionais Bravia Comando MK III.
Curiosamente, esta parte começa por falar dos Land Rover em Moçambique, uma vez que foi este território nacional que recebeu os primeiros Land Rover importados. Há ainda referência à Garagem Victória, que era distribuidora da marca e aos factores que mais tarde a levaram a fabricar o jipe Portaro. Ficamos também a conhecer o porquê do surgimento da SEMAL - Sociedade Electromecânica de Automóveis, bem como a saber que os Land Rover recebidos em "CKD" (Completely Knocked Down) eram montados na UTIC, em Cabo Ruivo (Lisboa) e mais tarde na IMA (Setúbal).
Como se isto não chegasse, é ainda referida a odisseia da localização de muitos dos primeiros Land Rover vendidos em Portugal; das rivalidades com os jipes UMM e Portaro - de fabrico nacional e das empresas / entidades que adquiriram jipes Land Rover. Há ainda espaço para divulgar a origem de um protótipo do Land Rover feito em Portugal, com base num Series III 109'', que seria para o Exército Português, com capacidade de carga de 1 tonelada. Este protótipo está actualmente numa das maiores colecções privadas de jipes Land Rover, em Inglaterra.
Termina com a utilização dos jipes Land Rover, seja em contexto revolucionário do 25 de Abril, seja no dia-a-dia pela GNR e por outras forças militares.

- Numa 3.ª parte apresentam-se modelos / exemplares existentes em Portugal, restaurados ou mantidos em estado original, tanto em corporações de bombeiros, como na posse de particulares. É aqui que são apresentados em detalhe dois jipes Land Rover União, bem como relatada a história de cada um deles até terem chegado aos nossos dias.
- Numa 4.ª parte aborda-se a utilização deste jipe em situações de lazer e de competição, como por exemplo em participações de equipas portuguesas no Camel Trophy - prova que ajudou esta marca a ficar mais conhecida e associada ao característico amarelo torrado com que os jipes eram pintados. Há ainda a apresentação dos Clubes Land Rover em Portugal e da sua história.

- Numa 5.ª parte há espaço para informações relacionadas com os Land Rover e uma ficha técnica relacionada com este livro (apoiantes, bibliografia, créditos fotográficos...).
O livro é da autoria de Alexandre Coutinho, jornalista e cofundador da Editora Contra a Corrente, estando ligado ao universo do todo-o-terreno há mais de 20 anos, tendo participado em várias provas e expedições, muitas dos quais a bordo de um Land Rover.
Em Abril de 2018 está previsto esta editora lançar outro livro, o "Berliet, Chaimite e UMM – Os Grandes Veículos Militares Nacionais", pelo que podem ir reservando um espaço para ele na biblioteca.

Em relação ao livro Land Rover em Portugal - A História de um ícone, está disponível para quem o quiser comprar através do e-mail: livroscontraacorrente@gmail.com

(Agradecemos a Alexandre Coutinho pela oferta deste livro)

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2018/11/03

Livro Berliet, Chaimite e UMM – Os Grandes Veículos Militares Nacionais - Editora Contra a Corrente


Haver novidades editoriais sobre veículos fabricados em Portugal é sempre motivo de alegria para todos aqueles que gostam desta temática, que é tão específica, quanto apaixonante.
Por esse motivo aqui apresentamos o livro "Berliet, Chaimite e UMM – Os Grandes Veículos Militares Nacionais", de Pedro Monteiro, publicado pela Editora Contra a Corrente, em Abril de 2018 e que passado pouco tempo esgotou (750 exemplares numerados).

Para quem não conhece o livro, podemos dizer que se divide genericamente em duas partes: uma primeira, onde é feita a contextualização e resenha histórica do fabrico das viaturas e, numa segunda parte, a implicação das viaturas militares nacionais apresentadas em situações concretas, na guerra e na paz.

Pela sua antiguidade, e por ser o primeiro grande projecto de fabrico de uma viatura militar nacional, começa-se pela história da fábrica da Metalúrgica Duarte Ferreira, com os camiões Berliet Tramagal -
cruzando-se a parte da vertente civil com a militar, acabando por sobressair esta última, com as diferentes versões construídas para responder às necessidades resultantes do esforço de guerra feito por Portugal em África. Entre elas, há fotografias de um camião Berliet Tramagal GBA com semilagartas, na parte de trás.
Ao longo do livro há secções com ilustrações das várias versões de veículos militares, por marca, onde aparecem ilustrações vistas de frente e de lado, com as respectivas fichas técnicas dos veículos. Ainda a respeito dos camiões Berliet Tramagal, é abordada a intervenção estatal no pós 25 de Abril  de 1974 / Fim da Guerra Colonial; bem como o regresso da empresa à família. É aqui que são apresentadas imagens e informações dos camiões Tramagal TT 13/160 6x6 Turbo, versão militar e bombeiros, cuja existência é desconhecida por muitos.

Continuando a linha temporal - ainda relacionada com a Guerra em África; segue-se uma parte sobre os blindados Chaimite, e de outros veículos da Bravia, intitulada "Os segredos de um ícone nacional". Nela é explicado o processo de surgimento do blindado Chaimite (a partir de um blindado Commando V-100 da Cadillac Gauge), bem como os ensaios, os testes e as demonstrações realizadas em Portugal e no estrangeiro, com vista à sua comercialização.
A Bravia foi uma empresa dinâmica no que diz respeito ao fabrico de veículos para diferentes fins, pelo que nesta secção são apresentados os camiões militares Gazela e Leopardo. São ainda descritas as dificuldades sentidas em África, na Guerra Colonial, por quem lidava com estes veículos, bem como pelos representantes da Bravia que tentavam vender as viaturas um pouco por todo o mundo.
Por todo o livro há fotografias de época, e nesta secção podemos ver muitas de versões especiais do Chaimite, por exemplo com torre Mecar. Há ainda ilustrações (vistas laterais) dos blindados Chaimite usados por forças militares / policiais, em Portugal e no mundo - Líbano, Peru e pelo Exército Português na Bósnia.
Terminada a guerra, a Bravia também produziu camiões Leopardo e Gazela para os bombeiros, situação documentada no livro, tal como acontece com o período pós-falência da empresa.

Segue-se uma parte do livro sobre os jipes UMM - desta vez com o título "A grande aventura do Cournil e Alter". Também aqui é feito o enquadramento do surgimento deste projecto, bem como da produção destes jipes para uso militar. As fotografias não faltam e podemos ver versões pouco conhecidas, como um UMM ambulância, ou um com mísseis anti-carro SS-11. Há ainda espaço para se falar dos UMM da GNR e de parcerias desenvolvidas no estrangeiro, como é o caso dos franceses Heuliez VLH, ou dos UMM holandeses. Antes de se avançar no livro, é apresentada uma parte que trata dos jipes UMM em competição, especialmente no que respeita à aventura Africana; e do protótipo do jipe UMM A4.

Apesar de não constar directamente no título do livro, os blindados Pandur também têm uma secção a eles dedicada, pois também por cá foram fabricados. A necessidade de ter um novo veículo, que de alguma forma pudesse substituir os blindados Chaimite, fez com que surgisse uma nova fábrica de veículos blindados em Portugal. Nesta secção é apresentada uma ilustração do Steyer Pandur II 8x8, para além de muitas fotos do processo de fabrico e da sua utilização em contexto militar.

Numa segunda parte do livro volta-se a falar de cada veiculo, mas abordando a implicação destas viaturas militares em situações concretas; a saber:
- Camiões Berliet Tramagal e blindados Chaimite, na secção "A prova de fogo", com imagens de época, em que são abordadas as inúmeras dificuldades, trabalhos e problemas, pelos quais passaram estes dois veículos em África.
- No capítulo "Transição para a democracia" aborda-se a utilização de blindados Chaimite, de camiões Berliet Tramagal e Bravia Gazela, no período entre o 25 de Abril de 1974 e o 25 de Novembro de 1975, estando o texto acompanhado de fotos emblemáticas, algumas delas a cores.
- Em África, nos Balcãs e em Timor - "As missões de paz". Os jipes UMM foram protagonistas principais e os blindados Chaimite continuaram a mostrar que eram robustos, mesmo com dezenas de anos de utilização, marcando presença e ao mesmo tempo impondo respeito. Em resultado das diferenças de latitudes onde foram utilizados, também se abordam as dificuldades e as adaptações feitas, de modo a que resistissem a diferentes temperaturas e condições.
- Blindados Pandur e Chaimite - "Passagem de testemunho na Lituânia", onde as duas gerações de blindados coexistiram.
- E no Épilo - "Um novo fôlego" - é descrito o (risonho) futuro reservado para alguns destes veículos, reunidos, conservados e mantidos no Museu Militar de Elvas.

Olhando para o futuro, sabemos que está a ser preparada uma segunda edição do livro, revista e aumentada. Estão previstas seis páginas totalmente novas, incluindo as reportagens com o UMM Entrepreneur holandês do Nationaal Militair Museum (National Military Museum), em Soesterberg; uma reportagem sobre o camião Berliet-Tramagal GBC, dos Bombeiros de Cacilhas e dos blindados Pandur - que vão em breve para a República Centro Africana. Ao conteúdo do livro serão ainda adicionadas dezenas de fotos novas, sobretudo nos capítulos da Bravia (por exemplo, a versão V-400 na Malásia); da UMM (mais das provas dos jipes UMM Alter, no Chile e na Holanda) e da Guerra de África (por exemplo, fotos a cores das Chaimite de Angola, bem como dos Unimog e Berliet Tramagal em África, do espólio da Liga dos Combatentes).

Quem quiser reservar um destes exemplares, pode contactar a editora Contra a Corrente, pelo e-mail:  livroscontraacorrente@gmail.com

Pode ainda aproveitar a nova campanha de crowdfunding para esta segunda edição, acção que decorre até 19 de Novembro de 2018, em: https://ppl.com.pt/prj/berliet-chaimite-umm2
Com um apoio de 25 euros, recebe um dos 500 livros numerados e um poster do camião Berliet Tramagal, em Dezembro, a tempo das prendas de Natal.

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2016/01/01

Vídeo do ralie Paris / Dakar 1983 - 40 anos Portaro


E começamos o ano com muita velocidade e aproveitando para continuar a assinalar os 40 anos do jipe Portaro.
Recuamos até ao ano de 1983 quando duas equipas portuguesas participaram naquela que era conhecida como a prova de competição automóvel mais dura do mundo, o Rally Paris Dakar, com jipes de fabrico nacional. Referímo-nos concretamente aos jipes Portaro e aos jipes UMM.
Na filmagem apresentada destacamos ao 1.º minuto e 15.º segundo a passagem de dois jipes Portaro, ainda em França, com os número 191 e 192, respectivamente as equipas Vitalino Costa Marques com José Fernando Silva (que tratavam da assistência rápida durante a prova) e Luís Santos com Serge Proust.
Mais à frente, ao 27.º minuto vemos uma fila de veículos parados em pleno deserto e nela aparecem dois dos jipes UMM, logo depois do primeiro carro. Os UMM, com o jipe n.º 213 voltam a aparecer ao minuto 36 e 40 segundos, novamente estacionados, mas agora numa rua de uma cidade africana.
Se por um lado todos os jipes UMM chegaram ao final da prova, conseguindo classificações a meio da tabela, já os Portaro tiveram quase todos de abandonar, mas o único que chegou ao final do ralie ficou em 10.º lugar da geral!
Aqui ficam as classificações segundo o site Dakar d' Antan (mantemos a denominação dos modelos dos jipes existente no site, mas aparentemente há trocas de modelos da Portaro):
Viatura Portaro 260 n.º 160 Kurrer, Zanone - 10.º lugar da geral
Viatura Portaro 260 n.º 159 Roy, Beaudet - Abandono
Viatura Portaro 260 n.º 191 Silva, Costa Marques - Abandono
Viatura Portaro 260 n.º 192 Proust, Santos - Abandono
Viatura Portaro 320 n.º 193 Reis, Ribeiro Gomes - Abandono

Viatura UMM n.º 214 Cortez, Gomes - 42.º lugar da geral
Viatura UMM n.º 213 Megre, Amaral UMM - 47.º lugar da geral
Viatura UMM n.º 215 Cardoso, Marques, Barbosa UMM - 61.º lugar da geral
Viatura UMM n.º 216 Rodrigues, Alves, Tome UMM - 62.º lugar da geral.

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2008/08/27

Bravia Comando Mk III (protótipo)


Hoje apresentamos mais uma série de fotografias e informações de Miguel Silva Machado (mais uma vez muito obrigado!), desta vez sobre uma viatura pouco conhecida de fabrico nacional, a viatura blindada todo-o-terreno de manutenção de ordem pública “Comando MK III” da BRAVIA (também designada pela empresa como “viatura blindada de policias”). Foi proposta ao Ministério do Interior que tutelava à época a GNR (antes do 25 de Abril de 1974), mas acabou por não ser adquirido.

A GNR optou por comprar, na Irlanda do Norte, 38 viaturas “Shorland Mk III”. A viatura (ao que consta não é o único protótipo construído, havendo quase de certeza pelo menos mais outra) das fotos está actualmente depositada numa unidade do Exército, aguardando destino.
Depois de muitos anos no esquecimento, só recentemente começaram a aparecer na Internet informações e fotografias sobre este veículo.
Uma das fotografias, é da época e mostra o Bravia Comando Mk III numa situação de todo-o-terreno (publicada no blogue: Photography and Reports), a outra é uma fotografia antiga em que o veículo da Bravia está estacionado num quartel (publicada no site da Associação de Modelismo de Almada ).

Interessante seria que algum coleccionador o adquirisse para o por a funcionar. Nunca se sabe…

Saber mais:
- “Comando” Mk. III 4x4 m/1977 - Site da Associação de Modelismo de Almada

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2016/02/14

Jipe UMM Alter CD da Câmara Municipal de Palmela


Que pensamento vêm à cabeça quando vemos um jipe assim?
Dizem os entendidos que uma forma de potenciar a economia de um país, é comprando produtos fabricados localmente e, de preferência, com materiais locais. O jipe UMM cumpre bem estes requisitos.

Mas se os jipes UMM até podem cumprir os requisitos, nem sempre há disponibilidade por parte de empresas e de instituições publicas de se fechar o círculo, comprando os tais produtos fabricados localmente. Mas no caso desta viatura que pertenceu à Câmara Municipal de Palmela poderá não ter sido bem assim.

Mais do que ser um veículo de fabrico nacional, certamente a escolha deveu-se ao facto de ser um veículo todo o terreno, com capacidade de transportar 5 pessoas e ainda ter espaço para mercadorias na caixa de carga.

Sendo polivalente, tanto melhor.
Nas imagens podemos ver que este UMM Alter CD tem um equipamento na caixa de carga que certamente é para monda química de ruas e passeios.

Para facilitar o acesso à cabine, o UMM Alter CD tinha um degrau por baixo da zona da porta de trás da cabine.

Já na zona da caixa de carga, entre a roda de trás e a cabine, há um apoio para se colocar o pé ao subir para a caixa de madeira.

Lateralmente vemos que as portas usadas no fabrico do jipe são iguais, aproveitando-se / rentabilizando-se os moldes e o equipamento utilizado no fabrico.

Soluções simples são meio caminho andado para um produto ser intemporal!
E o para-choques traseiro está soldado às longarinas do UMM. É nesta peça que ficam situados os farolins traseiros.

Terminamos referindo que este jipe UMM tem referência à Mocar na matrícula, pelo que se adivinha que tenha sido adquirido directamente ao representante da marca UMM.

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2021/08/09

Vídeo do processo de Abate ao Efectivo de 3 Chaimites V-200 dos Fuzileiros


Ver um camião Berliet Tramagal dos Fuzileiros puxar um blindado Chaimite para abate é um pouco duro, pois tratam-se de duas viaturas de fabrico nacional - tendo uma de cumprir um papel digno, mas que ficaria melhor a uma viatura de fabrico estrangeiro (os eternos carrascos dos produtos / veículos nacionais...).
Mas quando vemos que na verdade são três os blindados Chaimite (viaturas anfíbias) dos Fuzileiros que irão ser abatidos ao efectivo, pior ainda.
Um deles tinha a matrícula AP-19-35, outro a matrícula AP-19-36 e o restante a matrícula AP-19-37. Depois de entrarem no espaço onde irão ser cortados a meio, vemos que já lhes tinham sido retiradas muitas peças, tendo sofrido esse desmantelamento anteriormente. Rapidamente foi hora do maçarico entrar em acção, e se o Zé Cabra (nada como recorrer ao pior da mediocridade para ter sucesso) dizia na cantiga que eram lágrimas que caiam do rosto, por quem gostava; aqui as chispas resultantes do corte do metal pelo calor também podemos dizer que são lágrimas, do Chaimite que deixará de ter utilidade. Para evitar a deslocação das duas partes do blindado cortado a meio, foram colocados dois cepos de madeira, para servirem de suporte a cada uma das partes. O resto é cada um ver por si.
Este vídeo foi publicado na página do Blogue Barco à Vista, no Youtube, sendo um precioso documento que mostra esta fase final destes blindados e que ao mesmo tempo nos permite ver a sua estrutura e como estavam fabricados.

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2017/11/06

Foto com automóvel Ximba e jipe Portaro em 1977


E assim terminamos a comemoração do 11.º Aniversário Rodas de Viriato!
Qualquer motivo é bom para trazermos à luz do dia novas fotografias e informações sobre a história dos automóveis fabricados em Portugal e é o que fazemos hoje.
A partir de uma fotografia publicada na revista Auto Mundo n.º 68 de 1 a 15 de Outubro de 1977 e de uma conversa com Manuel Romão de Sousa (a quem agradecemos a disponibilidade, prontidão e partilha de informações aqui publicadas), pudemos contextualizar esta fotografia e saber mais sobre o desenvolvimento do que viria a ser o automóvel Sado 550.

Para facilitar a escrita, vamos por partes:
- Passava pouco mais do que um ano, desde que se tinha feito a revolução do 25 de Abril de 1974. O país atravessava dificuldades e era necessário modernizá-lo e criar riqueza. Em 1975 o Entreposto deu o seu contributo neste esforço, com dois veículos com fins e características muito diferentes: o automóvel Sado 550 e a carrinha Datsun Sado.
- A fotografia foi tirada junto dos hangares da Entreposto Industrial em Praias do Sado (Setúbal).  Neste espaço havia três zonas distintas. Do lado direito de quem entrava nas instalações, situava-se o pavilhão de metalomecânica; do lado esquerdo havia outro pavilhão igual, onde se fabricavam frigoríficos e ao fundo situava-se a linha de montagem de automóveis (que mais tarde foi vendida à Renault). Nesta linha de montagem eram fabricadas as carrinhas Datsun Sado; mas também os jipes Portaro, da Garagem Vitória.
- Estávamos no I Governo Constitucional e o Ministro da Indústria e Tecnologia era o engenheiro Nobre da Costa (na altura um independente), que fazia parte do governo de Mário Soares (na imagem seguinte, numa filmagem durante uma festa do PS, na Fonte da Telha, em 1979).

- A foto terá sido feita durante uma visita que Nobre da Costa fez à Entreposto Industrial, onde viu uma demonstração do protótipo do modelo Ximba, do Entreposto (mais tarde designado de Sado 550) e José Megre terá conduzido o protótipo entre Setúbal e Praias do Sado.
- No canto inferior esquerdo da fotografia vê-se uma parte da zona dianteira de um chassi do Sado 550 que esteve disponível para observação.
- Esta viatura provavelmente teria um motor Honda CB 360 cc, com 2 cilindros. Tendo sido produzidas 5 unidades destas para testes. A que vemos na imagem tinha o pára-brisas dianteiro a direito - pormenor que depois foi alterado na denominada 2.ª série do Sado 550, quando passou a ser curvo.
- No deflector frontal vê-se (por baixo, a meio) uma parte recortada de modo a favorecer o arrefecimento do cárter do motor. Como este era de moto, tinha uma cabeça onde trabalhavam os cilindros, que arrefecia com a passagem do ar. Mas o resto poderia não arrefecer, pois receava-se que a colocação de um motor de moto, num compartimento de automóvel, pudesse trazer problemas - situação que nunca chegou a confirmar-se.
- O engenheiro Manuel Romão esteve ligado ao desenvolvimento inicial do Ximba (desde Agosto de 1975) quando surgiu a proposta do tricarro montado na Famel. Mas não esteve presente nesta demonstração, pois tinha deixado de estar envolvido neste projecto em 1977, quando passou para o projecto das carrinhas Datsun Sado.
- Do Sado 550 terão sido vendidas 251 unidades e construídos mais de 20 protótipos (tendo em conta que em alguns eram mudados componentes mecânicos à medida que se iam realizando testes, sem que existisse necessidade de criar outro protótipo de raiz). O Ximba - mais tarde rebaptizado de Sado 550, teve o processo de industrialização do fabrico muito demorado - aproximadamente 7 anos, tendo em conta o número de anos que o automóvel teve de desenvolvimento, até estar disponível para ser comprado pelo público em geral. As vendas começaram em 1982 e terminaram em 1986. A denominação "550" está relacionada com a cilindrada do motor escolhido, o Daihatsu AB20 com 547 cc.
- Na imagem vê-se que por cima da zona dos faróis, há uns ganchos a prender o capot. Este pormenor, tal como a inexistência de portas no exemplar da foto, justificam-se pela seguinte situação: havia elementos mecânicos que ainda não eram os definitivos. Por exemplo: não tinha sistema de dobradiças nem fechaduras nas portas, pois complicavam os trabalhos, optando-se por as colocar e tirar quando era preciso. Na altura a prioridade era estudar pormenores mecânicos (como a questão do suposto aquecimento do motor, já referida anteriormente). Assim sendo, estes Ximba nunca foram montados integralmente.
- Na fotografia é possível ver à direita uma pessoa de casaco, era Nery de Oliveira, na época um colaborador do Entreposto Comercial, do Gabinete de Estudos e Projectos - que mais tarde passou para o Entreposto Industrial e depois regressou novamente para o Entreposto Comercial, de acordo com os projectos em que estava envolvido. Nery de Oliveira tinha muita bagagem técnica para resolver problemas técnicos e foi ele quem teve a ideia das molas da suspensão usadas neste automóvel.
- Na fotografia é ainda possível ver operários da linha de montagem da Entreposto Industrial. Mais à esquerda temos o mecânico Álvaro Santos (da Entreposto Comercial) que também foi para a Famel em 1975, para trabalhar no desenvolvimento do tricarro já referido.
- Falta ainda falar do engenheiro Reis Tomás que foi quem ficou responsável pelo desenvolvimento do automóvel, no momento em que Manuel Romão passou para o projecto Datsun Sado. Foi ele que teve a tarefa de encontrar algumas das peças usadas no Sado 550, tanto no mercado nacional, como no mercado internacional. Em relação a este último, a tarefa foi mais complicada devido ao estado das finanças portuguesas na época, que obrigava a esperar pela autorização governamental para que se pudesse importar material. Se o motor e a caixa de velocidades vinham do Japão, o diferencial traseiro vinha de Itália.
 - Para concluirmos e para se perceber melhor a linha temporal do automóvel Sado 550 e da carrinha Datsun Sado, o Sado 550 desenvolveu-se de 1975 até 1985, enquanto que a Datsun Sado desenvolveu-se de 1977 a 1982, tendo sido fabricadas aproximadamente 2000 unidades (média de 80 por mês / 800 por ano). Da Nissan vinha a mecânica da carrinha, o motor e a caixa de velocidades. Há ainda a referir que o Sado 550 demorou mais tempo a desenvolver porque foi um projecto que foi criado de raiz pelo Entreposto, enquanto que a carrinha Datsun Sado foi um projecto proposto pela Nissan, já desenvolvido e pronto a implementar. Segundo Manuel Romão são dois produtos que resultam da conjuntura da fase da revolução do 25 de Abril de 1974, de um país pouco desenvolvido e que não tinha dinheiro para fazer importações.

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2008/09/16

Pandur II 8x8 na Revista do Exército


Depois de apresentarmos o artigo Chaimite no Jornal do Exército publicado na revista referida, apresentamos outro artigo escrito por Miguel Silva Machado intitulado "Pandur II 8x8" (mais uma vez obrigado pela colaboração!) e também ele publicado na Revista do Exército.

O artigo fala das novas viaturas Pandur II 8x8 e da formação que o Exército está a receber para as utilizar. Para ver melhor o texto do artigo, basta carregar nas imagens (que elas ficam maiores). Depois é só fazer "retroceder" e passar a outra imagem.
Ainda assim destacamos algumas informações pela sua importância.

Estas viaturas de transporte de pessoal estão equipadas com novos sistemas que exigem a formação adequada de quem as utiliza, de modo a tirar proveito de todas as suas capacidades. Note-se que estas viaturas vão substituir as Chaimites, fabricadas no final da década de 60 e no início da década de 70.

Pelo artigo ficamos a saber que é a primeira vez que esta viatura vai ser utilizada (a nível mundial), pelo que os contactos com a Fabrequipa (Barreiro - Portugal) e a Styer (Áustria) são regulares de modo a que se melhorem aspectos não previstos que poderão trazer problemas em futuras utilizações caso não sejam resolvidos.

O Exército receberá 240 unidades Pandur II enquanto que a Marinha (Fuzileiros) receberá 20 unidades.

Na formação serão utilizados simuladores virtuais, criados pela Empordef - Tecnologias e Informação.

Pelo relatado, quem tem a experiência de lidar fisicamente com estas viaturas está a gostar e é de opinião que as mesmas estarão ao nível do melhor realizado internacionalmente! Para além de ser cómoda e segura.

Sendo um veículo todo-o-terreno, está equipado com um sistema de ajuste da pressão dos pneus que permite a adequação dos pneus ao terreno em que se circula.

Há ainda uma série de sistemas inovadores destinados à conservação da integridade da viatura e do pessoal que nela viaja - protecção NBQ, supressão de incêndio, detecção de possível ataque...

Pelo exposto, podemos dizer que o fabrico destas viaturas será uma mais valia para o Exército e para o país, bem como poderá ser a base de lançamento para outros projectos com concepção nacional.

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