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2019/06/08

Motorizadas Veneza com motor Flandria


Encontrar bicicletas ou motorizadas dos Armazéns Veneza poderá não ser tarefa simples, pois não foram fabricadas em larga escala.

E se procurarmos modelos mais específicos, com determinadas motorizações ou características, reduzimos ainda mais o leque de escolhas.
Ainda assim há quem goste de desafios e vá em busca do que gosta.

Nas imagens vemos duas motorizadas diferentes de Carlos Ascensão (a quem agradecemos a colaboração!), que foram vendidas pelos Armazéns Veneza e têm motor Flandria.

A motorizada de cor vermelha e branca é do ano de 1968 e a pintada de azul e branco é de 1967. Esta última foi restaurada no Centeno, no Vale de Santarém, sendo visível nas fotos o estado em que se encontrava e como ficou depois de restaurada.

A motorizada Veneza azul está original, já a vermelha não tem o carburador de origem, que seria um Encarwi, que nem sempre é muito fiável. O motor é um Flandria 50 cc Monomatic.

Quem tiver uma motorizada como estas e quiser trocar informações com Carlos Ascensão, aqui fica o seu contacto de e-mail:

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2010/03/25

Siera Macal com motor Flandria


O nosso leitor Rogério Ribeiro enviou-nos fotografias da sua motorizada Siera Macal com motor Flandria de 1963 (muito obrigado!).
As fotos foram tiradas depois de ter sido restaurada e pintada, tentando manter as cores originais.

Mas o restauro da motorizada ainda não está completo, falta o aro que segura o vidro do farol, o emblema que se põe em cima do guarda-lamas da frente, refazer os cromados e encontrar um segundo cano de escape, pois esta motorizada tinha inicialmente dois escapes.

A tarefa não tem sido fácil, mesmo depois de uma ida a Aveiro à Exposição de Automóveis Antigos, e de ter conseguido descobrir quem foi o importador (uma vez que o motor vinha da Bélgica) e posteriormente descobrir a pessoa que comprou a sucata da fábrica (quando fechou) e onde esta era montada.
E até descobriu um senhor no Porto, dono de uma loja, que era o representante da marca no Norte de Portugal e que chegou a fazer corridas com uma motorizada igual.

Por este motivo, aqui fica um apelo para que quem possa ajudar na conclusão do restauro deixe comentário neste artigo.

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2018/10/30

Flandria Monomatic - Instruções de Serviço e Manual de Assistência para Ciclomotores


Só a minha falência vos salvará disto. Ainda assim acho que nem ela conseguirá por cobro a esta situação.
Sim, mais outro livro de instruções de serviço e manual de assistência para ciclomotores Flandria Monomatic que divulgamos no Rodas de Viriato.

Os ciclomotores Flandria Monomatic eram uma produção das Fábricas A. Claeys-Flandria, de Zedelgem e Zwevezele, na Bélgica e Warneton, na França.

Neste exemplar de 1966 não há referência à fábrica que se instalou em Portugal e que produziu motorizadas da marca Flandria.

No documento ainda há a carta de garantia, com o número de motor e de quadro do ciclomotor ao qual pertenceu, sinal de que não necessário usá-lo.

As diferentes marcas de veículos costumam recomendar um marca de óleo para os seus motores e aqui isso também acontece.

No caso dos ciclomotores Flandria Monomatic era recomendada a marca BP, gama Two Stroke - Um óleo novo para gente nova.

No final destas instruções de serviço e manual de assistência para ciclomotores Flandria Monomatic há referência à proporção da mistura de gasolina e de óleo a usar.

Para venda em ficheiro digital.

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2025/11/21

Catálogo motores Flandria de 4,3 cv e 5 cv - Cardelho, Ferreira & C.ª, L.da


Cópia disponível para venda em fotocópia.
A divulgação de marcas relacionadas com veículos fabricados em Portugal é um trabalho que nunca estará terminado, mas não desistimos de tentar fazê-lo.

No seguimento da divulgação de catálogos de peças de motores de motorizadas, acrescentamos mais este à lista dos que já estão disponíveis para facilitar a vida de quem faz restauros e reparações.

É o catálogo de peças dos motores Flandria de 4,3 e de 5 velocidades, editado pela Cardelho, Ferreira & C.ª, L.da, que se situava na Rua de Ramalho Urtigão, n.º 42 - 48, na cidade do Porto

De acordo coma informação constante na capa deste catálogo, a Cardelho, Ferreira & C.ª, L.da, era o importador e distribuidor exclusivo para Portugal de todas as peças Flandria. 
A Flandria chegou a ter uma fábrica de motorizadas em Portugal e houve algumas motorizadas nacionais (de outros fabricantes) que foram equipadas com motores desta marca.

Este catálogo esta organizado em diferentes secções, - relativas aos componentes do motor; com fotos das diferentes peças, que estão identificadas com uma referência numérica.

Noutra página aparece a referência numérica acompanhada do nome das peças e da observação da quantidade de peças dessas existentes em cada motor.
Sendo um catálogo usado e antigo, está cheio de apontamento feitos à mão, que estão relacionados com alterações feitas no fornecedor / fabricante ao longo do tempo.

Quem quiser comprar uma cópia encadernada deste manual, pode enviar-nos um e-mail para o endereço existente na lateral direita do ecrã pedindo mais informações, ou >> clicar aqui <<.

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2020/11/26

Motorizada Siera Macal M 50 - Exposição Bicicleta Motorizada


O leque de motorizações disponíveis nas motorizadas fabricadas em Portugal quase que permite perceber o panorama dos grandes fabricantes de motos da Europa durante uns 50 anos.

Esta situação ímpar faz com que muitos coleccionadores estrangeiros de motos e motorizadas antigas recorram ao mercado português para conseguir peças para os seus veículos.

E quanto mais antigas são as motorizadas portuguesas, mais provável será encontrar um motor raro, como acontece com as primeiras Vilar e Famel.

No caso desta motorizada Siera fabricada pela Macal, está equipada com um motor Flandria de 50 cc. Esta Siera Macal é o modelo M50 e foi fabricada em 1966.

Foi mais uma das motorizadas exposta na Exposição Bicicleta Motorizada, no Centro de Artes de Águeda.

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2023/12/19

Motorizada Vanguard H 4 - 29.ª Automobilia de Aveiro / 2023


Os fabricantes de motorizadas em Portugal conseguiram juntar o melhor de diferentes mundos, pois sempre lidaram com fornecedores de diferentes países. Esta situação deve ser ímpar em termos mundiais, só falta é aparecer alguém que o diga e que tenha um séquito de seguidores para o seguirem.

Se não vejamos, os motores usados em motorizadas e em motos portuguesas podiam se origem alemã (Zundapp, Sachs), como de origem belga (Flandria); como de origem austríaca (HMWPuch), ou de origem italiana (Cucciolo, Alpino, Minarelli), ou de origem inglesa (JAP, Villiers) ou ainda de origem japonesa, como é o caso desta Vanguard com motor Honda (mas também tivemos motos com motor Hodaka e Yamaha). E o que referimos não é exaustivo!

Uma prova de que ainda falta muito para mostrar a importância e a dimensão dos veículos de duas rodas com motor que foram fabricados em Portugal. Mas o Rodas de Viriato está cá para mudar isso!

Nas imagens vemos uma Vanguard H4 com motor a 4 tempos da Honda que esteve em exposição na 29.ª Automobilia de Aveiro / 2023.

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2008/02/10

Flandria montada em Portugal


Hoje apresentamos mais um pedido de ajuda, desta vez sobre as motorizadas da marca Flandria que foram montadas em Portugal.

O pedido de ajuda vem de José Feitor, nome ligado a edições alternativas e a publicações independentes, onde se exploram as potêncialidades das artes gráficas.

As informações disponíveis sobre estas motorizadas de montagem nacional são um pouco confusas e contraditórias, pelo que apelamos a quem tenha informações sobre estas motorizadas, que deixe contário ou que nos envie um e-mail.

A motorizada está equipada com motor da marca Belga "Flandria" e já sofreu algumas alterações.

De entre as alterações, podemos dizer que os seguintes elementos não são de origem:
- Os dois amortecedores traseiros;
- O farolim traseiro;
- A tampa do depósito;
- O cubo de trás (substituido por um Vilar).

O selim foi restaurado, o que lhe modificou o aspecto (era mais baixo e estreito).

Para terminar, resta dizer que a motorizada foi adquirida em Coimbra em 1969.

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2013/04/07

Salão Motor Clássico 2013, na FIL - Balanço


Este fim-de-semana decorreu o Salão Motorclássico 2013, na FIL.
Como já vem sendo norma, aproveitamos para fazer o balanço do que vimos, sempre na perspectiva dos veículos de fabrico nacional e tendo o cuidado de dar aos nossos leitores a melhor informação sobre o evento. Como também já vem sendo norma, ao longo dos próximos tempos iremos mostrar em detalhe muitas das máquinas que estiveram no salão (vícios ou virtudes de quem não tem carteira profissional de jornalista...).

O evento continua a seguir a linha de anos anteriores, pelo que a nota é positiva.
A diferença que mais registámos, é a de que este ano os veículos de fabrico nacional marcaram mais a sua presença e fizeram a diferença (coisa que já vinha acontecendo de forma progressiva nos últimos anos).

E nem podia ser de outra forma!
Se queremos um evento único, temos de ir para aquilo que temos de diferente - que pode passar por máquinas caras e de fabrico limitadíssimo (mas que qualquer entidade com dinheiro poderá conseguir), ou mostrar máquinas que podem ou não ser caras, mas que de certa forma serão limitadíssimas (e que poucas entidades conseguem ou querem, por falta de visão estratégica!). Falamos dos máquinas nacionais, é claro!

Muito perto da entrada, mas não logo na primeira linha, uma banca de material relacionado com motorizadas e motos nacionais, pela mão de Carlos Martins / Old Moped. Banca essa que estava ladeada de motos de fabrico nacional (e também com a Flandria, literalmente "de corrida" que está em fase "finalíssima" de restauro). A escolha foi criteriosa, pelo que as máquinas em exposição não deixavam quem passava de forma indiferente.

Logo a seguir estava a área da exposição de motorizadas antigas portuguesas (ver foto que abre este tópico), onde predominavam exemplares da SIS Sachs, e que abrangia cerca de 30 anos de produção de duas rodas com motor em Portugal. Um pouco mais para o lado, no espaço do ACP (ver segunda foto) uma motorizada SIS Sachs Lebre que pertenceu à JAE e que me fez crer que finalmente o Automóvel Clube de Portugal põe um pouco de Portugal no que faz, para além de o pôr no nome.

Este ano o leilão de veículos clássicos e de artigos de automobilia realizou-se dentro do espaço do salão (no ano passado foi numa área adjacente) o que deu alguma animação ao final da tarde de sábado, mas que criava alguma confusão em termos de delimitação de espaços, especialmente na zona dos automóveis.

A oferta em termos de veículos continuou variada, prova disso foi a exposição de bicicletas antigas com máquinas bem antigas, tanto na área com exemplares do Museu do Caramulo, como na área do ENBA.

A terminar não podemos deixar de falar no encontro de Sado/550 (ver 3.ª fotografia), bem como no lançamento do livro sobre este micro-carro nacional e no espaço do Clube UMM, tudo zonas onde foi possível (re)encontrar e conhecer amigos "digitais" e "analógicos", das mais variadas idades e interesses. E um evento destes também serve para isso!

É claro que aproveitámos para ir ao Motorshow, com a visão focada no espaço das motos AJP (e nem as raparigas que fazem promoção às marcas e que estão vestidas de forma provocadora nos conseguiram alterar do rumo definido!).
Mas isso fica para os próximos dias!

Agradeço à organização pelas facilidades concedidas na visita ao evento.

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