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2020/01/25

Ciclomotor Vilar Cucciolo M55 - Exposição Bicicleta Motorizada


Quando se pensa em ciclomotores de marca Vilar, automaticamente pensa-se nos motores Cucciolo, pois estes foram usados nas primeiras montagens feitas em série por esta marca.

Seja coincidência, seja devido à quantidade produzida, chegaram aos nossos dias muitos desses ciclomotores Vilar com motor Cucciolo, sendo dos veículos mais antigos em muitas colecções de motos e de motorizadas fabricadas em Portugal.

Na exposição Bicicleta Motorizada, no Centro de Artes de Águeda, é possível ver este ciclomotor Vilar com motor Cucciolo M55, da Ducati, a quatro tempos.

Encontra-se em estado original, dando para perceber bem como seriam estes ciclomotores quando saiam da fábrica.

Este Vilar Cucciolo está pintado de azul, tendo o depósito de combustível cromado lateralmente. Os guarda-lamas também têm a lateral de cor diferente, sendo pintados num tom de cinzento.

Por cima do depósito tem uma grelha metálica que podia servir para transportar uma mala ou pasta em couro, servindo ao mesmo tempo para proteger a pintura do desgaste originado pela natural utilização do ciclomotor.

Na traseira tem um suporte para mercadorias que prende no quadro e no guarda-lamas.
Na roda traseira tinha um sistema de travagem que era accionado por um pedal existente junto do motor.

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2018/10/02

Ciclomotor Vilar Cucciolo de 1950 nos Estados Unidos da América


A Internet torna o mundo mais pequeno e o artigo de hoje prova isso muito bem.
Nas imagens vemos um ciclomotor antigo identificado como Vilar e equipado com motor Cucciolo, que actualmente se encontra numa colecção de motos antigas nos Estados Unidos da América.

E como cada objecto antigo tem a sua história, este também tem a sua, que aqui partilhamos graças à colaboração do proprietário - Mike Cecchini, a quem agradecemos a disponibilidade ("thanks for all!").

No ano de 2009, Mike Cecchini Bethesda, de Maryland, nos Estados Unidos da América, viu um ciclomotor Cucciolo numa loja da Ducati chamada DucPond, que se situa em Winchester, na Virginia.
Não sendo adepto de bicicletas equipadas com motor, ficou admirado com o desenho e a engenharia do motor Cucciolo que viu. Decidiu tirar uma fotografia ao que tinha visto, enviando-a para um amigo italiano, a viver na Sardenha, pedindo-lhe que se encontrasse algum veículo parecido à venda por Itália, para o avisar.

Passados 10 minutos de ter feito isto, já tinha uma fotografia do ciclomotor que mais tarde adquiriu e que vemos nas imagens. O preço não era elevado, pelo que perguntou ao vendedor se tudo funcionava, tendo recebido como resposta um "Claro!". Fica a dúvida se o vendedor se sentiu insultado com a pergunta.

Depois de fechado o negócio, Mike Cecchini teve a ajuda do seu amigo italiano, que tratou de ir buscar o ciclomotor e fazer o envio para os Estados Unidos da América. Para esse efeito o motor seguiu desmontado da bicicleta, tudo dentro da mesma caixa, que demorou 3 dias a chegar à casa de Mike nos arredores de Washington. O processo foi tão simples e rápido, que parecia inacreditável.
Segundo as palavras de Mike Cecchini "talvez soubesse que iria para uma nova casa italiana, onde receberia o amor e o cuidado que merecia e precisava".

A primeira intervenção que o ciclomotor sofreu foi ser desmontado e limpo. Para surpresa de Mike Cecchini, quando limpou o guarda-lamas da frente com produtos próprios para esse efeito, descobriu que a pintura do ciclomotor estava em muito bom estado, não sendo necessário fazê-la de novo. O entusiasmo resultante desta descoberta fez com que continuasse a limpeza, peça a peça. A tarefa foi continuada nos tempos livres e em poucas semanas toda a pintura, bem como os cromados e o selim Brooks B66, com 69 anos, estavam como se vê nas fotografias.

Note-se que houve o cuidado de fazer as coisas de forma detalhada e usando os produtos certos, de modo a não causar danos ao retirar a sujidade acumulada ao longo de anos.
Depois de toda a limpeza concluída foram adicionados alguns extras da época a este ciclomotor. Entre eles conta-se o suporte de mercadorias na traseira, de origem francesa e com caixas de munições do exército suíço de 1960, que parecem ter sido fabricadas para serem aplicadas neste local.

Outro elemento adicionado foi o escape, com uma forma que nos lembra a de uma túlipa alongada e esticada. Neste caso a opção justifica-se por uma questão de gosto pessoal.
Os pneus não foram esquecidos e para esse efeito foi contactada a Michelin, que ficou surpreendida pelo estado de conservação os pneus, de meados dos anos 70, que equipavam este ciclomotor. Por essa razão optou-se por manter os pneus e colocar câmaras de ar novas.

Ao fazer esta mudança, também se decidiu mudar a roda dentada colocada no eixo traseiro, tendo-se substituído a de 18 dentes por uma com 33 dentes, de modo a que a velocidade máxima atingida não fosse tão alta.

Uma das peças que faltava neste ciclomotor Vilar Cucciolo, era a chapa com as letras FNB - Fábrica Nacional de Bicicletas, que era colocada no local onde o guarda-lamas prendia às hastes que o ligam ao eixo da roda. A situação entretanto foi resolvida com a ajuda de um entusiasta português de veículos antigos.

E é assim que um ciclomotor de fabrico português, com motor italiano, circula pelos Estados Unidos da América!

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2010/10/26

Vilar Cucciolo Ducati (Oficina João Ferreira)


Este ciclomotor Vilar Cucciolo Ducati remonta ao início da produção de ciclomotores da marca Vilar.

Trata-se de uma bicicleta que foi melhorada para que pudesse suportar um motor.
Por esse motivo o quadro está arqueado na parte superior para suportar tensões e, ao mesmo tempo, criar uma linha contínua desde a parte dianteira do quadro, até ao eixo traseiro.

Está cheia de pormenores, como era característico na época.
O cachimbo do guiador tem um trevo de 4 folhas, supostamente para dar sorte.
Na imagem anterior podemos ver o carburador Weber Cucciolo.

Na testa do quadro esteve um tempos um emblema da Vilar, que pelo contorno parece ser muito idêntico ao que a marca usou até mais tarde, com uma águia na parte superior.

A bola da manete de mudanças parece ser original, pois diz: Quick por Cucciolo.

O motor era da Ducati e tinha 48 cc. Curiosamente este motor tem um número certo, será o primeiro de uma série? Na imagem o número foi omitido.

A base das manetes dos travões estava soldada ao guiador, e não presa, o que em caso de queda do ciclomotor poderia representar um gasto superior. Se ficasse danificado, teria de se substituir todo o conjunto.

O depósito de combustível parece ter sido mudado de lugar. Aparentemente deveria estar preso nos suportes que aparecem na imagem anterior.

Nos guarda-lamas aparece este símbolo FNB - Fábrica Nacional de Bicicletas (mais tarde F.N.B. e M. - Fábrica Nacional de Bicicletas e Motocicletas ?...), da firma Vilarinho e Moura, L.da.

O escape seguia a linha de todo o conjunto, pelo que era de dimensões muito pequenas e estava colocado perpendicularmente em relação à orientação do Vilar Cucciolo.

Para qualquer assunto relacionado com este ciclomotor, contactar a oficina de João Ferreira:
Telem.: 965205686 - João Ferreira
Telem.: 916817999 - Nelson Ferreira
Ou usar o e-mail: n_a_ferreira@hotmail.com

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2013/01/09

Ciclomotor Voltaire Cucciolo no Classic Auto 2012 (2/2)


E aqui fica a segunda parte da apresentação do ciclomotor Voltaire Cucciolo que esteve à venda no Classic Auto 2012 em Caldas da Rainha.

A suspensão dianteira é curiosa, pelo que aqui fica uma foto do trabalho de engenharia realizado. Nas extremidades do tubo da coluna da direcção eram soldados elementos tubulares horizontais, que por sua vez prendiam noutros elementos iguais, com uma mola no meio, de forma a absorver as irregularidades do itinerário.

Uma foto do motor Cucciolo da Ducati, com 48 cc e da respectiva pedaleira.

O selim tinha a normal forma triangular dos modelos feitos para senhoras.

O farol que equipava o ciclomotor Voltaire Cucciolo era da marca Unitas.

Um pormenor da chapa Voltaire, na coluna da direcção.

E terminamos com a roda de trás, também com travão de cinta, e com o pormenor do descanso aplicado na base do motor Cucciolo.

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2016/03/27

Ciclomotor Vilar monotrave restaurado - XIII Automobilia Ibérica Moita


Os ciclomotores Vilar com motor Cucciolo têm sido uma presença constante ao longo das várias edições da Automobilia Ibérica Moita e a última não foi excepção.

Um dos exemplares que estava em exposição era o que mostramos nas fotografias.
Estava pintado de verde e tinha pormenores a branco, com filetes a dourado.

Este modelo é designado de monotrave devido à configuração do quadro, em que o motor Cucciolo quase parece estar "no ar".

Quando comparado com outras montagens que a Vilar fez usando motores Cucciolo, é um modelo mais evoluído, pelo que tem vários pormenores mais elaborados ou complexos.

Estava equipado com velocímetro VK e com malas fixas ao suporte de mercadorias, podendo deste modo transportar pequenos objectos em segurança, que tanto podiam ser um conjunto de ferramentas para algum imprevisto, como algumas velas para o motor, ou até pequenos documentos.

O escape tinha um formato cónico e era alongado, o que a par com o farolim Waly, davam um ar singular ao conjunto.

Neste exemplar a pedaleira que servia para fazer o arranque do motor não era a tradicional, que tem gravada a marca Cucciolo Ducati.

Esta solução não é de estranhar, pois a peça original podia partir devido a alguma queda ou pancada mais forte, o que a par da dificuldade em se conseguir outra igual, faziam com que outras soluções fossem encontradas.

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2018/04/18

Bilhete da C.C.F.L. com publicidade ao Cucciolo


Mais outro artigo de colecção que divulgamos da C.C.F.L. - Companhia de Carris de Ferro de Lisboa. Desta vez é um bilhete antigo que tem uma publicidade no verso.

A publicidade é aos motores Cucciolo, dizendo "Não seja tolo, compre um Cucciolo".
Logo ao lado aparece um ciclomotor equipado com motor Cucciolo, lembrando os que foram produzidos pela Vilar.

Pela publicidade podemos dizer que será de início de anos 50. Alguém confirma esta datação?

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