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2015/05/26

Amolador com bicicleta Sirla Sport Model


As motorizadas e bicicletas nacionais sempre permitiram ganhar o pão que se põe na mesa. Na maior parte das vezes de forma indirecta, mas noutros caso não.

As fotografias que mostramos são de uma bicicleta Sirla, modelo Sport Model, tipo pasteleira com travões de manete, que serve para um amolador trabalhar à antiga.

Neste caso o esmeril para afiar facas e tesouras é movido manualmente, havendo um suporte colocado na roda de trás que dá estabilidade à bicicleta enquanto o serviço é realizado.

O esmeril e uma pequena bigorna improvisada estão colocados no local do suporte de mercadorias, onde ainda há espaço para uma caixa em madeira com material de apoio para o serviço de amolador.
Agradeço a colaboração do amolador, que aceitou ser fotografado de modo a permitir que no futuro se saiba como era esta profissão.

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2016/12/21

Bicicleta pasteleira The Cycles Strong versão amolador


Quando se passeia fora dos centro comerciais encontram-se artigos verdadeiramente genuínos e autênticos. Tão genuínos e autênticos que nem precisam de rótulos, de selos de garantia, de certificados ou de denominações de origem protegida...

É o que acontece com esta bicicleta pasteleira antiga de marca The Cycles Strong que vimos recentemente por Setúbal e que é uma montagem feita pela Sangal.

Mas esta bicicleta The Cycles Strong foi adaptada para servir de veículo de trabalho para um amolador, estando equipada com um esmeril para afiar facas e tesouras.

Esta transformação foi feita pelo próprio amolador que não se ficou por aqui, tendo-lhe adaptado um pequeno motor auxiliar com o respectivo depósito, escape e restantes componentes para que o proprietário possa andar com ela sem fazer esforço sempre que o desejar.

O trabalho está bem feito e quase que nos faz lembrar os ciclomotores antigos feitos em Portugal há aproximadamente 60 anos.

Curiosamente o dono desta bicicleta Strong diz que ela tem 63 anos de idade.

Sendo uma bicicleta de fabrico nacional, não é de estranhar que tenha uma campainha de marca Dogma.

Já o selim é em couro e foi fabricado pela Tabor.

Ver uma bicicleta assim é motivo de orgulho e é pena não haver quem aproveite este tipo de ideias para fazer pequenas séries de bicicletas de trabalho que pudessem permitir que o proprietário fosse um empresário em nome individual.

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2022/03/07

Bicicleta Helios Cycles de amolador - Museu Duas Rodas


No Museu Duas Rodas estão expostas muitas motorizadas e bicicletas, bem como artigos com elas relacionados. No meio disto tudo também há aspectos particulares sobre os fins para os quais os veículos eram usados, como acontece com a bicicleta que agora mostramos.

Esta era uma bicicleta de amolador, que tanto reparava guarda-chuvas, como afiada tesouras ou facas. Há algumas décadas era possível ouvir (sim, faziam-se anunciar com um som especial, feito com recurso a uma flauta de pan em plástico) e ver pessoas que realizavam este trabalho, especialmente em determinadas épocas do ano.

A bicicleta Helios que era usada como veículo de trabalho para esta tarefa foi fabricada pela Confersil, como se pode ver pela gravação no guiador.

Na traseira, sobre o suporte de mercadorias foi aplicada uma bancada de trabalho, equipada com esmeril, com torno, bigorna e uma caixa para transporte de ferramentas e de pequenas peças usadas nas reparações a efectuar.

Em termos de acessórios e de peças, esta bicicleta Helios Cycles tem um selim da marca Fravira, dínamo da Belsan e pedais da Vilar.

Para terminar, resta referir que o quadro da bicicleta é aberto, sendo de um modelo de senhora.

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2011/04/06

SIS Sachs V5 Racing versão amolador


Mais uma motorizada de trabalho...
É uma SIS Sachs V5 Racing usada por uma amolador.
Com a ajuda dos clientes (ou de outra alma caridosa), é só puxar a electricidade e o esmeril está a rolar e os chineses a dizer que venderam menos uma tesoura.

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2008/01/29

Famel XF 21 de amolador


Uma Famel XF 21 poderá estar associada a velocidade, a cavalinhos, a travagens... Mas nunca estará associada à profissão de amolador!

Neste caso não é o que acontece. A motorizada ainda está muito original e serve para ganhar a vida afiando facas e tesouras.
Do "equipamento de série" desta motorizada Famel XF 21, fazem parte uma caixa em madeira, um esmeril e um guarda-chuva (para tirar varetas?).

Com este exemplar já vai para 3, o número de utilizações de motorizadas eventariadas por este blogue (sem contar com as transformações em triciclo, nem com as utilizações "deslocações" e "competição").
A saber, as utilizações são as seguintes:
- Férias...
- Correios...
- Comida para fora (take away)...

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2023/05/13

Bicicletas com História / As profissões de Antigamente - 28.ª Automobilia de Aveiro / 2022


Aproxima-se mais a edição da Automobilia de Aveiro 2023 e aproveitamos para relembrar uma das exposições que foi possível ver no evento do ano passado: Bicicletas com História - As profissões de Antigamente, organizada por Vítor Ferreira e Nelson Ferreira do "Relíquias da Bairrada".

Na exposição podíamos ver uma série de bicicletas antigas preparadas e equipadas para serem usadas por profissionais de diferentes áreas. 

Para além das bicicletas e dos equipamentos de época que as equipavam, a exposição era ainda complementada com diferentes peças de coleção, que ajudavam a criar ambiente e a enquadrar cada uma das diferentes bicicletas e a sua função.

Como seria de esperar havia bicicletas fabricadas no estrangeiro e bicicletas fabricadas em Portugal, sendo possível admirar vários exemplares da Vilar que foram concebidos para diferentes forças militares, sendo por isso usadas em diferentes tarefas.

A bicicleta mais antiga em exposição - uma Condor de 1908; foi usada por bombeiros da Suíça, tendo o quadro adaptado para transportar uma mangueira enrolada.

Na exposição a bicicleta tanto era meio de transporte do profissional ambulante, como podia ser o meio de transporte de mercadorias (pão, leite...).

Assim era possível ver bicicletas antigas de amolador, de sapateiro, de estafeta do exército, de patrulheiro da Guarda Nacional Republicana, de barbeiro, de carteiro, de tanoeiro, de padeiro, de leiteiro, entre outras...

E assim se mantem e divulga o nosso património histórico, de uma realidade que não está assim tão distante temporalmente.

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