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2026/06/29

Reportagem 32.ª Automobilia de Aveiro / 2026 (1/2)


O ponto alto do mundo dos clássicos em Portugal é a Automobilia de Aveiro e como não podia deixar de ser, o Rodas de Viriato esteve presente para acompanhar o pulsar do mundo dos veículos clássicos / antigos e fazer a reportagem do que se podia ver à venda e em exposição neste evento.

Sempre com os veículos fabricados em Portugal na mira, percorremos os diferentes espaços em busca do que é especial. E por isso começámos esta apresentação com uma fotografia de um jipe UMM que pertenceu à polícia.

Se nos espaços de exposição é mais fácil localizar o que se procura, nos espaços de venda, como no da imagem anterior, é preciso procurar bem. Reparem na motorizada Cinal Pachancho que se vê no canto superior esquerdo da imagem! Quase que passava despercebida... 

Este ano uma das exposições que se podia ver, assinalava os 90 anos do automóvel Fiat 500, sendo possível ver diferentes versões e evoluções deste carro.

Em termos de peças e de acessórios à venda, podemos dizer que este ano havia de tudo e para todos. Continuou a registar-se uma boa representação em termos de diversidade de veículos, de marcas e de produtos. E os clientes estavam a corresponder às expectativas de quem se inscreveu na Automobilia de Aveiro.

Outro aspecto que continuamos a registar, é o esforço de diferentes entidades por divulgar de forma alternada veículos especiais nas suas exposições, incluindo sempre novidades. No que diz respeito à Polícia, esta tinha várias motorizadas antigas de fabrico português, como a Casal que vemos na imagem.

E quem gosta de coleccionismo também tinha muito por onde escolher...
O que dizem desta mini-colecção de variantes de emblemas em forma de lágrima, que eram usados em motorizadas fabricadas pela EFS e vendidas por diferentes agentes? Eram uma boa forma de começar uma colecção!

No espaço exterior dos pavilhões também havia muitos elementos de interesse.
Um deles era a exposição de automóveis usados em competições de velocidade nas décadas de 80 e de 90 do século passado.

Quem gosta de camiões, de autocarros e até de tanques de guerra, também encontrava vários exemplares com que se deliciar.

E terminamos com uma fotografia onde se vêem as colecções / kits de autocolantes com motorizadas antigas, produzidos pela Cericértima. São ideais para quem gosta da temática e um presente muito especial para oferecer a crianças e jovens, para lhes despertar o interesse pelo nosso património rodoviário.

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2023/09/29

Selo / vinheta da Famel - Aros e Acessórios para Bicicletas


Continuando a divulgação de artigos relacionados com a Famel, vamos até tempos mais antigos, quando esta se dedicava ao fabrico de produtos metálicos para bicicletas, mas concretamente aros e acessórios (como campainhas para colocar no guiador).

A informação pode ser encontrada neste vinheta antiga, tipo selo, que agora se junta à da Vilar Pachancho e à do Edfor que aparece no cartaz do XII Salão Automóvel do Porto em 1939.
O elemento central é o emblema da Famel.

No verso é possível ver de modo muito ligeiro as cores que estão impressas do outro lado.

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2023/05/15

Botoeira antiga da Pachancho


Uma das primeiras peças da nossa colecção de alfinetes de lapela e de botoeiras antigas de marcas de veículos fabricados em Portugal, foi da Pachancho! Era o modelo com a letra "P" dentro de um círculo branco, que estava dentro de um círculo azul, que era encimado por umas labaredas de fogo.

Quase 15 anos depois entrou na colecção a botoeira Pachancho que vemos na imagem, que será mais antiga (anos 40 ???). O emblema tem a forma de um escudo, onde se vê um pistão no centro e na parte de cima a marca Pachancho.

No verso em vez de ter a referência ao fabricante da botoeira, podemos ler "Prefira produtos Pachancho - Braga".

A botoeira é em metal que foi esmaltado.

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2020/03/18

Publicidades antigas em Angola - Pachancho e outras...


Através de publicidades antigas é possível descobrir pistas importantes sobre empresas e os produtos que comercializavam.
A Pachancho em Angola era distribuída no Norte do país pela Travassos & Jorge, L.da (Casa das Bicicletas), em Luanda. No Sul de Angola era distribuída pela Sociedade Angolana Figueiredos S.A.R.L., em Benguela. Em relação aos pistões, camisas, segmentos, cavilhas, amortecedores, etc. Pachancho, tinham como depositários-distribuidores para o Norte do país a Socolango - Sociedade Comercial de Angola, L.da, em Luanda.

Estas publicidades antigas foram encontradas nos jornais "Diário de Luanda" e "ABC" e foram-nos enviados por Filipe Santos (muito obrigado mais uma vez!).
Na imagem anterior vemos um anúncio ao Austin Champ, que tinha como agentes gerais em Angola a Hull, Blyth (Angola), Ltd. - Casa Inglesa.

E continuando com viaturas para o mato, para picadas e estradas de terra, a Lusolanda dava assistência garantida aos jipes Suzuki LJ 50, com 540 cc e 3 cilindros.

E terminamos com uma publicidade da Empresa do Comércio Geral de Angola, Lda. - Comgerang, que comercializava camiões, automóveis, tractores, entre muitos outros equipamentos e maquinarias, de marcas como a Magirus Deutz, FIAT e Simca.

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2019/02/21

Grupo de carga para baterias Frapil com motor Pachancho


Regularmente chegam-nos relatos de robustez e fiabilidade de produtos fabricados em Portugal, confirmando que esta é uma das características do que fabricamos.
Nas imagens podemos ver um grupo de carga para baterias fabricado pela Frapil, a partir de um motor de maca Pachancho.

A Frapil - Construções e montagens Eléctricas, SARL, de Aveiro, foi fundada em Dezembro de 1949, tendo produziu motores eléctricos para diversos fins. No caso dos geradores, utilizou motores a combustão de diferentes marcas: EFI, Villiers, Deutz, Lombardini, Lister...
Nas imagens vemos que o motor Pachancho usado neste grupo de carga para baterias foi o Pachancho 195, com 1 cilindro, a quatro tempos. A última revisão que teve foi em 1968 e há pouco tempo foi mudada a vela e trabalhou logo à primeira!
Agradecemos a um dos nossos leitores pelo envio das fotografias e informações.

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2018/03/07

Moto Vilar 125 cc com motor Villiers


O início da década de 50 do século passado pode ser apontado como um marco de mudança no mundo dos veículos de duas rodas em Portugal.

Foi nesta altura que surgiu uma indústria nacional de montagem de ciclomotores / motorizadas e motos, capaz de caminhar por si, apresentando diferentes produtos, para os mais variados fins.

A marca Vilar foi uma das que se destacou nesta altura, pois tinha uma ampla gama de cilindradas, recorrendo a diferentes motorizações.

Uma das mais conhecidas é o Cucciolo Ducati, mas também usou motores LutzZebraPirotta e os Pachancho - isto em cilindradas mais pequenas.

Para motorizações superiores a 50 cc (mais concretamente 98cc, 125cc e 225 cc - isto enquanto não se documentarem outras...), recorreu a motores de marca JAP e a motores de marca Villiers.

A motor Vilar 125 cc que hoje divulgamos está equipada com um motor Villiers, tendo dois escapes - um de cada lado da moto.

Tem roda 19 na frente (19 - 3.00) e na traseira tem a roda em falta, pelo que quem tiver esta peça (ou outras), bem como informações que ajudem a restaurar esta Vilar 125 cc, por favor deixe comentário.

Esta moto comprada recentemente por António Pereira (a quem agradecemos o envio das fotografias e de informações).

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2017/06/17

Folheto Grupo Moto-Bombas Hidral - Mod. 125 - DT com carro


As fábricas de motorizadas nacionais souberam aproveitar os técnicos e equipamentos que tinham disponíveis, bem como a rede de agentes pelo país, para desenvolverem e venderem outros produtos que pudessem fazer subir a facturação e rentabilizar os recursos existentes.
Por estes motivos não é de estranhar que apareçam à venda atomizadores de marca Casal ou motores de rega da Tramagal e da Pachancho.

Hoje divulgamos mais uma marca de moto-bombas para uso na lavoura, na construção civil, na navegação, na indústria e em trabalhos de canalização... É a Hidral com a moto-bomba modelo 125 - DT, montada sobre um carro feito em tubo metálico, com duas rodas com pneu de borracha.
Pelo que é referido no folheto, estes motores podiam ser utilizados nos mais variados locais do Espaço Português, tentado deste modo conseguir exportar moto-bombas para as zonas que pertenciam a Portugal.

Este conjunto Hidral era um produto da fábrica Motores Alma, Limitada, de Braga, que também fabricou motorizadas, tricarros e quadriciclos. E eram representados pela Motali - Motores e Veículos nacionais, limitada.

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2016/02/06

Tricarro Motalli TR da J.A.E. - Salão Motor Clássico 2015


Uma das vantagens de ter um blogue é que não temos de nos preocupar com a quantidade de fotografias que divulgamos, dando aos nossos leitores muitos pormenores, já para não falar no facto de que se podem ver maiores, bastando clicar nelas. Se fosse material impresso em papel, teriam de ir comprar uma lupa!
Dizemos isto porque deste modo mostramos várias fotografias do tricarro Motalli TR que esteve em exposição no espaço da JAE no Salão Motor Clássico 2015 que decorreu na FIL.

A Motalli foi uma das marcas que se destacou no panorama dos fabricantes portugueses de veículos com motor, não só por se localizar a Norte (tal como a Pachancho) em Braga, mas por ter feito veículos diferentes em termos de visual e de utilização.

Na sua gama de produtos incluía vários triciclos motorizados para transporte e distribuição de materiais, pelo que não é de estranhar que a Junta Autónoma das Estradas tenha adquirido estes veículos para apoio aos trabalhos que realizava.

Um desses tricarros Motalli TR da Alberto Carvalho Araújo chegou até aos nossos dias e esteve em exposição no evento.
É do ano de 1965 e tem o número de série EU 422.

Está equipado com um motor Alma de turbina, com 3 velocidades e tem pedais para ser colocado em funcionamento.

Na parte de trás tem uma caixa de carga em metal que se abre pela traseira, tendo para esse efeito duas portas que abrem verticalmente. Sobre as portas tem pintada a referência MT 003.

Na lateral desta caixa de carga tem pintado a preto J. A. E. - Direcção de Estradas de Castelo Branco.

Está pintado na cor amarela característica desta empresa e nem lhe falta a chapa ovalada em relevo com a referência "Estado".

Na exposição deste Motalli TR não foi esquecido o tradicional capacete, por muitos designado de penico, que foi colocado num dos punhos do guiador, dando maior realismo ao conjunto.

Agora vamos aguardar pelo Motorclássico 2016 e ver se a JAE volta a expor outros veículos de fabrico nacional.

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2015/04/28

Envelope de Manuel de Almeida Abrantes - Mauser Cycles / 1952


Os envelopes antigos usados pelas empresas ligadas à nossa indústria de veículos são uma preciosa fonte de informações, especialmente quando elas não estão escritas em mais nenhum lado (ou se estão, esse sítio está pouco acessível...).
Já aqui tínhamos mostrado envelopes da Pachancho, da Ciclo Areeiro e da Famel (entre outros) e hoje é dia do envelope do armazenista e importador Manuel de Almeida Abrantes, de Águeda.

Vendia bicicletas simples e motorizadas das marcas Cucciolo, Pirotta e Lutz, para além de ser representante dos produtos de S. Henle Inc, da América do Norte. O armazém de Manuel de Almeida Abrantes vendia bicicletas da marca Mauser Cycles - Made in England. Como a arma Mauser é de origem alemã e na chapa diz "Feito na Inglaterra" está-se mesmo a ver que era uma marca que Manuel de Almeida Abrantes criou para parecer ser estrangeira e, deste modo, resolver o problema de falta de confiança dos compradores nacionais.
O envelope foi dirigido em Novembro de 1952 a Manuel António Moita Jor. de Alcorochel, em Torres Novas.

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2015/03/18

XII Automobilia Ibérica da Moita - Balanço


No fim-de-semana passado realizou-se a edição de 2015 da Automobilia Ibérica da Moita - XII Feira Ibérica de Peças e Acessórios para Automóveis e Motociclos Clássicos e de Época.

Quem tem acompanhado este blogue ao longo dos tempos, sabe que temos o cuidado de fazer todos os anos o balanço do que vimos, e este ano não vai ser diferente!

Para terem uma noção dos eventos anteriores, podem ver o material que publicámos a este respeito em 2014201320122011201020092008 e 2007.

O balanço geral é positivo. Reparámos que o espaço estava concorrido em termos de visitantes e em termos de vendedores / material - ingredientes necessários para uma boa automobilia...
Um ciclomotor Vilar Pachancho e uma Casal K 500 Crossit encheram-nos a vista!

Este ano registaram-se algumas diferenças em termos de veículos nacionais. O autocarro UTIC Guy não esteve presente no exterior do espaço e os jipes Portaro não estiveram no interior do segundo pavilhão.

Mais uma vez constatámos que os automóveis no interior dos espaços de exposição são cada vez menos - situação que se justifica pelo tipo de evento, mas a afluência de público bem que justificava uma pequena exposição relativa a uma marca em concreto...

Bem que gostava de ver o Heinkel da entrada substituído por um Sado 550, o que de alguma forma até honraria o nome do Histórico Automóvel Clube de Entre Tejo e Sado.

Em termos de material para venda, havia muito para escolher e para gostos bem variados.
As motorizadas nacionais marcaram presença de forma acentuada. Várias Famel XF 17 para venda, muitas Casal (entre elas uma Casal K 175), muitas SIS Sachs e também motorizadas Macal, entre outras.

Em termos de peças para reparações e restauros, o cenário era idêntico.
Nos veículos sem motor, havia rodas para triciclos e quadriciclos; selins em couro e em napa; pneus antigos; chapas para quadro de bicicleta e outros tantos acessórios para bicicletas antigas e clássicas.

Nas bicicletas para restauro, as Vilar faziam sentir a sua presença com vários modelos para criança e jovem, enquanto que para os adultos, havia várias pasteleiras à venda.

No que respeita às duas rodas com motor, continuou a verificar-se o incremento da disponibilidade de peças novas, mas fabricadas nos nossos dias e disponíveis para venda em várias bancas de profissionais da área.

Em termos de peças usadas, a foto que se segue é exemplificativa.
Desde o simples (ou complicado de encontrar!...) emblema para o depósito de combustível, até a motores com refrigeração líquida, havia de tudo um pouco.

O coleccionismo, tanto de brinquedos antigos, como de miniaturas; passando pelos manuais e catálogos, estava representado por vários vendedores, muitos deles já conhecidos de automobilias anteriores.

Havia ainda espaços onde se podiam obter produtos têxteis com muitas das marcas de motorizadas, motos e automóveis; comer (desde pipocas a refeições mais substânciais) e comprar produtos para manutenção de motores e peças.

Uma agradável surpresa foi encontrar vários vendedores com produtos da Sericértima (empresa que se dedica ao fabrico de diferentes tipos de autocolantes para motorizadas, motos e bicicletas) e que tem um leque muito abrangente de autocolantes para restauros (saibam mais informações » Aqui!).

Várias bancas com os autocolantes da Sericértima, mostram bem que são um produto escolhido por quem está no ramo, produto esse que pode ser comprado por quem visitar o site da empresa.
Mas ainda há mais para contarmos sobre estes autocolantes!

A terminar - que a reportagem já vai um pouco longa - foto do carro de passear bebés, na banca de Carlos Martins / Old Moped e uma foto de um expositor na banca da Gasolina Super.

Para além do muito que referimos anteriormente, a feira é um ponto de encontro com conhecidos (e desconhecidos), o que torna tudo mais interessante. Isso, mas alguns artigos num saco (ou num reboque!...), são garantia de uns momentos bem passados.

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