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2015/05/25

Pachancho na XXIII Automobilia de Aveiro - 23.ª edição / 2015


No último fim-de-semana realizou-se mais uma edição da Automobilia de Aveiro, que em 2015 teve a sua 23.ª edição. Perante a enorme quantidade de material exposto / para venda e, consequentemente, perante a grande quantidade de fotos para publicação, decidimos começar por fazer um apanhado por marcas.
E quem é que tem a honra de ter a primeira publicação sobre a feira?... Pois é a Pachancho!

Num espaço da APME - Associação Portuguesa do motociclismo de Época, havia vários exemplares da marca de Braga em exposição e, paralelamente, fazia-se o registo histórico de motorizadas e ciclomotores Pachancho. Deste modo era possível ver diferentes modelos produzidos por esta marca que em 2010 comemorou 90 anos da sua fundação!

Um dos modelos, o que está pintado de azul, era uma motorizada Cinal Pachancho, modelo Himalaia 58, junto do qual estava em exposição um cartaz publicitário antigo com este modelo.

Havia ainda uma motorizada Pachancho P - 503, que tinha escape duplo, pormenor que a torna distinta e com um toque de classe. Isto já para não falar na terminação dos escapes.

Outro modelo em exposição e em destaque, era um ciclomotor de competição Cinal Pachancho que foi vencedor de vários campeonatos e recordes de velocidade entre 1954 e 1960. Para além de ter um quadro pensado na competição, tinha uma almofada em cima do depósito de combustível, para que o piloto pudesse ter uma postura mais aerodinâmica durante a utilização.

Ao lado de exemplares restaurados, também havia modelos com a patine do tempo e da utilização, como no caso destas motorizadas Cinal Pachancho, equipadas com diferentes versões de motor Pachancho.

Uma vez que não pudemos estar presentes no evento, apresentamos fotografias de Nuno Vidal a quem agradecemos a colaboração e disponibilidade em tratar de fazer o registo fotográfico do evento (muito obrigado!)

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2017/07/11

Motorizada Pachancho C503 na 25.ª Automobilia de Aveiro / 2017


As motorizadas Pachancho C503 são conhecidas pelo facto de poderem ter dois escapes e este é um desses exemplares.

Não são caso único na indústria nacional, já aqui mostrámos uma Dunia com dois escapes que foi recentemente restaurada, mas houve mais marcas a usar este tipo de solução técnica.

No caso desta motorizada Pachancho, ainda estava com a pintura original em cor cinzenta, com pormenores a branco e vermelho.

No depósito de combustível ainda se podia ver o emblema que diz Pachancho - Braga - Portugal, mas nas tampas das malas de ferramenta também se viam vestígios de decalques antigos.

Este modelo tinha o velocímetro e o hodómetro de marca VDO embutido no coco do farol.

Ao observarmos esta Pachancho de lado vemos os varões para protecção de pernas colocados na frente e na traseira, permitindo maior segurança para condutor e passageiro em caso de acidente ou queda.

Como o motor tinha duas saídas distintas para os gazes resultantes da combustão, o quadro só tinha uma barra circular a passar por baixo do motor.

Nas tampas laterais do motor podia-se ver o emblema da Pachancho, bem como a referência ao modelo do motor, o Pachancho K50.

Este exemplar esteve na 25.ª Automobilia de Aveiro / 2017.

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2019/09/22

Motorizada Cinal Pachancho Himalaia - 27.ª Automobilia de Aveiro / 2019


A Cinal Pachancho Himalaia foi um dos veículos nacionais de duas rodas, com motor, que tinha umas linhas bem características, como se pode ver nas imagens que apresentamos.
É mais uma das motorizadas fabricada naquela que é conhecida como a cidade dos arcebispos.

Na 27.ª Automobilia de Aveiro / 2019 foi possível ver uma exemplar à venda, estando pintado de azul, com pormenores a branco.

Um desses pormenores era o guarda-corrente de forma aerodinâmica, que fazia o prolongamento das linhas do motor, até à zona do eixo da roda traseira. Se fosse feito do mesmo material do motor, ficava com um ar espacial.

Como o nome indica, estava equipada com motor Pachancho, sendo a marca visível dos dois lados do motor.

Se no guarda-lamas da roda da frente tinha um decalque com o emblema da Pachancho, que dizia "Made in Portugal"; no quadro, por baixo do selim, tinha um autocolante que dizia "Braga - Portugal".

Por cima do depósito de combustível tinha uma grelha em metal que permitia o transporte de pequenos volumes ou de uma pasta com documentos / papéis, que eram presos com recurso a uma mola de metal.

Na imagem anterior vemos a zona da roda de trás, com o amortecedor, o escape e a zona onde prendem as malas, notando-se o cuidado com que os vários elementos foram concebidos.

No guiador vemos a marca Guia, num botão plástico. O farol era cromado e tinha o velocímetro embutido no metal.

O farolim também acompanha as linhas do conjunto, sendo como que o terminar da Cinal Pachancho Himalaia. Estava aplicado numa peça pintada de preto, para que a luz se fizesse notar melhor.

Nesta versão da Cinal Pachancho Himalaia ainda temos umas malas laterais na traseira, como que lembrando versões mais antigas da Pachancho.

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2015/10/23

Carro publicitário com Cinal Pachancho / Adelino Lopes Nogueira


9.º aniversário Rodas de Viriato...
A fotografia que hoje mostramos consegue reunir 3 aspectos especiais. O primeiro são os ciclomotores / motorizadas Cinal Pachancho; o segundo é a empresa de Adelino Lopes Nogueira e em terceiro o fotógrafo Fernando Henriques Duarte, mais conhecido por "Rosel".
Mas indo por partes... Esta fotografia onde aparecem carros alegóricos durante um desfile na Avenida da Liberdade, no Fundão, é datada de 1955.
Em primeiro plano temos uma viatura da empresa Adelino L. Nogueira, com o telefone 52301, no Fundão. Na frente da viatura existe um cartaz de grandes dimensões que faz publicidade ao ciclomotor Cinal Pachancho - "Português de ponta a ponta" e que era produzido na cidade de Braga. Nesse cartaz onde aparece uma imagem de uma motorizada de competição ao lado de uma bandeira de xadrez é referido que os ciclomotores Cinal Pachancho têm técnica, qualidade, resistência e beleza. Deste modo temos mais uma achega para a história do início da indústria de ciclomotores em Portugal. Na parte de trás do mesmo veículo consegue ver-se um ciclomotor Cinal Pachancho e tanto na parte de frente, como em posição elevada, vários motores estacionários (provavelmente da Pachancho), sendo que junto de um deles há uma placa que diz "Para o hospital", subentendendo-se que seja uma oferta para o Hospital do Fundão. Esta oferta, para além de ser uma forma de publicidade, mostra o empenho e preocupação com a melhoria de condições de vida / saúde da população local.

Na imagem anterior podemos ver Adelino Lopes Nogueira num fragmento de uma fotografia captada por Rosel durante uma festa (provavelmente de casamento).
Adelino Lopes Nogueira nasceu por volta de 1910, tendo falecido há cerca de 25 anos. Era conhecido e respeitado na sua região, bem como fora dela, pela área de negócio em que trabalhava, relacionada com material e maquinaria agrícola e também por gostar de veículos antigos. Em termos profissionais conseguia resolver situações complicadas devido à capacidade de improviso que possuía, fruto dos tempos em que viveu. No seu dia-a-dia deslocava-se muitas vezes num jipe Fiat antigo, provavelmente um Fiat Campagnola. Possuía vários automóveis antigos da década de 20 / 30, nomeadamente um Chevrolet que usava para participar em passeios de automóveis antigos "Donas Elviras" e também gostava de motos antigas, sendo conhecido por ter uma moto Indian com amortecedor com feixe de molas na roda da frente.

Em relação a Fernando Henriques Duarte, do estúdio fotográfico "Foto Rosel", é o autor da fotografia que apresentamos no início deste texto e que nos foi gentilmente cedida para publicação pelo filho, Aires Duarte, da ADI - Aires Digital Imagem, no Fundão.
Fernando Henriques Duarte nasceu em 1911 em São Paulo de Luanda, Angola, tendo vindo para Portugal com 11 anos de idade. Durante a juventude passou pelas cidades do Porto e de Lisboa, tendo por volta do início dos anos 30 ido à Cova da Beira, onde acabou por se fixar e começar a sua carreira como fotógrafo, na então vila de Fundão. Faleceu no final da década de 90 do século passado. Como proprietário da "Foto Rosel" acabou por ser conhecido por Rosel, não só pelas fotografias de estúdio e pelas reportagens de casamentos que fazia, mas também por estar presente nos acontecimentos mais importantes da época. Por sua iniciativa fez reportagens de acontecimentos políticos, sociais, culturais, religiosos e económicos que são hoje um importante espólio que importa preservar e divulgar, pois documenta a realidade de uma zona que de outra forma não teria sido perpetuada para o futuro.

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2017/10/25

Antigo marcador de livros Pachancho


11.º Aniversário Rodas de Viriato!
Divulgamos um antigo marcador de livro que faz publicidade à Pachancho e que é do tempo em Portugal tinha as chamadas províncias ultramarinas.

Na parte da frente tem o emblema da Fábrica Nacional de Pistões "Pachancho" de António Peixoto Lda., situada no Bairro Industrial Pachancho, em Infias / Braga.

No verso é referido que a Pachancho era representada em Angola pela Guedes & Almeida, Lda, em Luanda. Esta empresa vendia bicicletas motorizadas, motores de explosão, grupos moto-bombas; correntes para bicicletas, motocicletas e outros fins.

A Solana - Sociedade Angolana de Comércio, Lda. também representava a Pachancho em Luanda / Angola. Esta empresa vendia órgãos de motores, como pistões, segmentos, cavilhas e camisas de cilindro, para viaturas, automóveis, motores marítimos e motores fixos.

O marcador é feito com recurso a uma folha impressa a preto e a vermelho, que foi dobrada e colada a meio, tendo inserida uma fita amarela. Esta tem na parte inferior um círculo com a palavra Moçambique.

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2013/05/30

Ciclomotor Cinal Pachancho Himalaia - Salão Motorclássico 2013


Na última edição do Salão Motorclássico era possível ver este ciclomotor Cinal Pachancho Himalaia em exposição. É claro que aproveitámos a ocasião para fazer fotografias dos vários pormenores desta máquina de duas rodas com cunho nortenho.

Este ciclomotor do Consórcio de Indústrias Metalomecânicas Nacionais - CINAL tinha o quadro em tubo de aço reforçado.
Os cubos das rodas era da Aca, com travões de cinta "Super freio Aca".

Os amortecedores traseiros eram tipo telescópico de dupla acção, sendo a transmissão por corrente Pachancho reforçada.

Era equipada com pneus tipo 24 x 1 3/4 x 2 em rodas com aros de 43 mm.
Tinha suporte de bagagens na parte de trás.

O motor era da Pachancho, arrefecido a ar, capaz de fazer atingir os 60 km/h e consumindo 1,8 litros aos 100 km.

Como se podia ver pelas tampas do motor Pachancho, este era fabricado em Braga e tinha 49,9 c.c. de cilindrada.

O depósito de combustível tinha capacidade para 9 litros e neste exemplar, estava sem os emblemas da Cinal Pachancho.

O depósito tinha um porta-luvas cromado e o selim era do tipo Confort de suspensão central.

É uma máquina que demonstra as capacidades técnicas e criativas nacionais da época em que foi fabricada, notando-se que foi pensada para ter a sua personalidade, como fica sempre bem.

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2013/03/24

Decalque Pachancho modelo Zeta


Aqui fica um decalque (?) da Pachancho.
Segundo informação disponível na Internet, quando se fala de Pachancho modelo Zeta, estamos a falar num motor fabricado pela Pachancho no início da década de 60 do século passado.
Conhecendo a imagem seguida pela Pachancho, é de supor que este decalque tivesse originalmente umas cores mais fortes, provavelmente em tons de vermelho.
Seria um motor estacionário para rega ou seria um motor para equipar uma motorizada?

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2023/05/15

Botoeira antiga da Pachancho


Uma das primeiras peças da nossa colecção de alfinetes de lapela e de botoeiras antigas de marcas de veículos fabricados em Portugal, foi da Pachancho! Era o modelo com a letra "P" dentro de um círculo branco, que estava dentro de um círculo azul, que era encimado por umas labaredas de fogo.

Quase 15 anos depois entrou na colecção a botoeira Pachancho que vemos na imagem, que será mais antiga (anos 40 ???). O emblema tem a forma de um escudo, onde se vê um pistão no centro e na parte de cima a marca Pachancho.

No verso em vez de ter a referência ao fabricante da botoeira, podemos ler "Prefira produtos Pachancho - Braga".

A botoeira é em metal que foi esmaltado.

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