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2017/11/06

Foto com automóvel Ximba e jipe Portaro em 1977


E assim terminamos a comemoração do 11.º Aniversário Rodas de Viriato!
Qualquer motivo é bom para trazermos à luz do dia novas fotografias e informações sobre a história dos automóveis fabricados em Portugal e é o que fazemos hoje.
A partir de uma fotografia publicada na revista Auto Mundo n.º 68 de 1 a 15 de Outubro de 1977 e de uma conversa com Manuel Romão de Sousa (a quem agradecemos a disponibilidade, prontidão e partilha de informações aqui publicadas), pudemos contextualizar esta fotografia e saber mais sobre o desenvolvimento do que viria a ser o automóvel Sado 550.

Para facilitar a escrita, vamos por partes:
- Passava pouco mais do que um ano, desde que se tinha feito a revolução do 25 de Abril de 1974. O país atravessava dificuldades e era necessário modernizá-lo e criar riqueza. Em 1975 o Entreposto deu o seu contributo neste esforço, com dois veículos com fins e características muito diferentes: o automóvel Sado 550 e a carrinha Datsun Sado.
- A fotografia foi tirada junto dos hangares da Entreposto Industrial em Praias do Sado (Setúbal).  Neste espaço havia três zonas distintas. Do lado direito de quem entrava nas instalações, situava-se o pavilhão de metalomecânica; do lado esquerdo havia outro pavilhão igual, onde se fabricavam frigoríficos e ao fundo situava-se a linha de montagem de automóveis (que mais tarde foi vendida à Renault). Nesta linha de montagem eram fabricadas as carrinhas Datsun Sado; mas também os jipes Portaro, da Garagem Vitória.
- Estávamos no I Governo Constitucional e o Ministro da Indústria e Tecnologia era o engenheiro Nobre da Costa (na altura um independente), que fazia parte do governo de Mário Soares (na imagem seguinte, numa filmagem durante uma festa do PS, na Fonte da Telha, em 1979).

- A foto terá sido feita durante uma visita que Nobre da Costa fez à Entreposto Industrial, onde viu uma demonstração do protótipo do modelo Ximba, do Entreposto (mais tarde designado de Sado 550) e José Megre terá conduzido o protótipo entre Setúbal e Praias do Sado.
- No canto inferior esquerdo da fotografia vê-se uma parte da zona dianteira de um chassi do Sado 550 que esteve disponível para observação.
- Esta viatura provavelmente teria um motor Honda CB 360 cc, com 2 cilindros. Tendo sido produzidas 5 unidades destas para testes. A que vemos na imagem tinha o pára-brisas dianteiro a direito - pormenor que depois foi alterado na denominada 2.ª série do Sado 550, quando passou a ser curvo.
- No deflector frontal vê-se (por baixo, a meio) uma parte recortada de modo a favorecer o arrefecimento do cárter do motor. Como este era de moto, tinha uma cabeça onde trabalhavam os cilindros, que arrefecia com a passagem do ar. Mas o resto poderia não arrefecer, pois receava-se que a colocação de um motor de moto, num compartimento de automóvel, pudesse trazer problemas - situação que nunca chegou a confirmar-se.
- O engenheiro Manuel Romão esteve ligado ao desenvolvimento inicial do Ximba (desde Agosto de 1975) quando surgiu a proposta do tricarro montado na Famel. Mas não esteve presente nesta demonstração, pois tinha deixado de estar envolvido neste projecto em 1977, quando passou para o projecto das carrinhas Datsun Sado.
- Do Sado 550 terão sido vendidas 251 unidades e construídos mais de 20 protótipos (tendo em conta que em alguns eram mudados componentes mecânicos à medida que se iam realizando testes, sem que existisse necessidade de criar outro protótipo de raiz). O Ximba - mais tarde rebaptizado de Sado 550, teve o processo de industrialização do fabrico muito demorado - aproximadamente 7 anos, tendo em conta o número de anos que o automóvel teve de desenvolvimento, até estar disponível para ser comprado pelo público em geral. As vendas começaram em 1982 e terminaram em 1986. A denominação "550" está relacionada com a cilindrada do motor escolhido, o Daihatsu AB20 com 547 cc.
- Na imagem vê-se que por cima da zona dos faróis, há uns ganchos a prender o capot. Este pormenor, tal como a inexistência de portas no exemplar da foto, justificam-se pela seguinte situação: havia elementos mecânicos que ainda não eram os definitivos. Por exemplo: não tinha sistema de dobradiças nem fechaduras nas portas, pois complicavam os trabalhos, optando-se por as colocar e tirar quando era preciso. Na altura a prioridade era estudar pormenores mecânicos (como a questão do suposto aquecimento do motor, já referida anteriormente). Assim sendo, estes Ximba nunca foram montados integralmente.
- Na fotografia é possível ver à direita uma pessoa de casaco, era Nery de Oliveira, na época um colaborador do Entreposto Comercial, do Gabinete de Estudos e Projectos - que mais tarde passou para o Entreposto Industrial e depois regressou novamente para o Entreposto Comercial, de acordo com os projectos em que estava envolvido. Nery de Oliveira tinha muita bagagem técnica para resolver problemas técnicos e foi ele quem teve a ideia das molas da suspensão usadas neste automóvel.
- Na fotografia é ainda possível ver operários da linha de montagem da Entreposto Industrial. Mais à esquerda temos o mecânico Álvaro Santos (da Entreposto Comercial) que também foi para a Famel em 1975, para trabalhar no desenvolvimento do tricarro já referido.
- Falta ainda falar do engenheiro Reis Tomás que foi quem ficou responsável pelo desenvolvimento do automóvel, no momento em que Manuel Romão passou para o projecto Datsun Sado. Foi ele que teve a tarefa de encontrar algumas das peças usadas no Sado 550, tanto no mercado nacional, como no mercado internacional. Em relação a este último, a tarefa foi mais complicada devido ao estado das finanças portuguesas na época, que obrigava a esperar pela autorização governamental para que se pudesse importar material. Se o motor e a caixa de velocidades vinham do Japão, o diferencial traseiro vinha de Itália.
 - Para concluirmos e para se perceber melhor a linha temporal do automóvel Sado 550 e da carrinha Datsun Sado, o Sado 550 desenvolveu-se de 1975 até 1985, enquanto que a Datsun Sado desenvolveu-se de 1977 a 1982, tendo sido fabricadas aproximadamente 2000 unidades (média de 80 por mês / 800 por ano). Da Nissan vinha a mecânica da carrinha, o motor e a caixa de velocidades. Há ainda a referir que o Sado 550 demorou mais tempo a desenvolver porque foi um projecto que foi criado de raiz pelo Entreposto, enquanto que a carrinha Datsun Sado foi um projecto proposto pela Nissan, já desenvolvido e pronto a implementar. Segundo Manuel Romão são dois produtos que resultam da conjuntura da fase da revolução do 25 de Abril de 1974, de um país pouco desenvolvido e que não tinha dinheiro para fazer importações.

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2013/06/29

Sobre as Conversas / Arquivo Sado/550 na Sociedade Nacional de Belas Artes


Cerca de 24 horas depois de ter estado perto do acontecimento do dia, voltei a estar no acontecimento do dia.

Poderá parecer um lugar comum, mas nada como viver as coisas na primeira pessoa. Isto porque no dia antes da conferência sobre o Sado 550 - na Sociedade Nacional de Belas Artes, estive preso no trânsito porque, segundo os meios de comunicação social de massas, uma série de manifestantes bloquearam o acesso à ponte 25 de Abril. Quando ouvi isto, pensei logo naquele sítio que tem um mini parque, mesmo antes da ponte... Afinal depois soube que esse tal "acesso à ponte 25 de Abril" foi muitos quilómetros antes, junto da zona das Amoreiras (= verdade distorcida...).
Esta situação deixa-me revoltado. Não pela atitude dos manifestantes ( pois quando soube o que tinha acontecido fiquei mais aliviado pelo tempo perdido) mas pela falta de rigor dos meios de comunicação, que normalmente são alimentados por uma única agência noticiosa e, à conta disso, fazem o mesmo que os polícias  fazem ( prendem/identificam pessoas que os têm no sítio) - lavam as suas mãos e dizem que só cumprem ordens.
Ainda bem que há quem faça o que não está dentro da lei, e ainda bem que há quem não queira ser um roda dentada no sistema (não, não me estou a referir a lobos vestidos de cordeiro, que normalmente dirigem os outros). Normalmente os tais meios de comunicação social de massas, e também os políticos no governo, apresentam estas pessoas como sendo uns libertários, uns radicais, uns papões maus. As mensagens são claras:
- Deixa-te estar onde estás e não levantes poeira;
- Tem cuidado porque tu tens um problema e há alguma coisa de errado contigo;
- Se todos têm esta bitola e tu tens outra, tu não podes estar certo e os outros todos enganados;
- Tu tens toda a liberdade que quiseres, desde que sigas as regras e faças tudo o que queremos, dentro do que está estabelecido (mais ou menos aquele frase, dita por alguém que viveu no bastião da democracia... "os nossos carros podem ter as cores que o cliente quiser, desde que seja o preto!"...).

Tudo para que tudo continue na mesma, e deste modo se perpetue a situação social, económica, ideológica das pessoas, sempre com a tocha da liberdade na mão direita!
Curiosamente antes de estar preso no trânsito, passei numa rua em Lisboa com uma bela escola profissional, que tinha uma placa que dizia "Obra da ditadura nacional...". É claro que fiquei a pensar para mim se a placa seria do tempo da escola em questão, ou se foi alguém (já na 2.ª república) que a colocou naquele sítio. No caso de ser a primeira opção, gosto desta frontalidade, dizer-se e assumir-se que se está numa ditadura. Antes isso do que me dizerem que vivo numa democracia onde pessoas como eu são uns "libertários, uns radicais, uns papões maus".
Correndo o risco de ser detido ou identificado por algo insignificante... Será que por ter os depósitos de combustível das motorizadas na garagem cheios de gasolina, ao lado de panos velhos para limpeza e de garrafas vazias que esperam por ser recicladas, poderei ser acusado de querer fabricar cocktails molotof?... Acho que sim!
Mas sim, eu sou um desses doentes diabolizados pelos meios de comunicação, só que o meu perfil fez-me ir para outras áreas...
É preciso ser doente e ter uma problema para TODOS OS DIAS VIR AQUI PUBLICAR UMA COISA e ainda TENTAR QUE O DIA DE HOJE TENHA ALGO QUE O DIA DE ONTEM NÃO TEVE.
É claro que isto tem os seus custos, mas não sei ser de outra maneira, lamento.

Mas deixando de deitar sementes libertárias, ou quem sabe, continuando!... Vamos ao cerne destas linhas que escrevo: a conferência sobre o Sado 550 - na Sociedade Nacional de Belas Artes! As minhas desculpas aos leitores e aos oradores do evento!

Foi uma oportunidade para estar onde a história está, e foi um prazer ficar a perceber mais sobre o processo de concepção, construção e fabricação do microcarro português Sado/550, pelo Entreposto.

Grande parte do tempo da conferência foi ocupado por Carlos Galamba, o designer do projecto. Foi feito o enquadramento do porquê da presença do Sado/550 na SNBA, seguindo-se relatos de uma série de factos, acontecimentos, peripécias e histórias sobre o Sado/550 que remontam à década de 70 e de 80 do século passado.

Mas a coisa não ficou por aqui, pois ainda foram apresentadas informações sobre a evolução que era prevista para o Sado/550, mas que infelizmente não viu a luz do dia!

À medida que tudo ia sendo explicado, foram apresentadas muitas (e boas!) fotografias de esboços, desenhos, testes, versões, evoluções, etc... do Sado/550.
É o que faz não se querer ser uma simples roda dentada do sistema! A tal de que falei antes.

Depois foi possível ouvir Teófilo Santos, que recentemente editou o livro "Sado 550 - O microcarro português", fazendo uma abordagem mais pessoal sobre o seu envolvimento com o Sado/550, bem como sobre aspectos mais relacionados com o depois do final da fabricação do Sado/550.
Houve ainda algum espaço para perguntas no final do evento, feitas pelas pessoas presentes. No entanto, e agora vou ser parcial, soube a pouco.
E soube a pouco porque foram 2 ou 3 perguntas, que Frederico Duarte (o curador do evento) permitiu. Certamente um facto decorrente do tempo previsto para a conferência ter sido ultrapassado, mas eu fiquei sem poder perguntar onde é que os Ximba tinham o travão de mão (sei que pode parecer um aspecto ridículo, mas um dia entenderão que faz sentido o que digo...). Mas nada como fazer as coisas dentro do que está estabelecido, como falei no início deste texto! Assim pode-se ir muito longe.

Finalizada a conferência foi possível comprar o livro recentemente editado e ver o Sado/550 de segunda série que estava em exposição no edifício da SNBA.
Termino dizendo que muitas das fotografias com desenhos e imagens de Sado/550 que apresentamos junto com este texto, viram a luz do dia graças a Carlos Galamba, a quem deixamos o nosso agradecimento. 

Agora que chegaram ao fim deste texto, acho que podem fazer uma pesquisa na Internet e ver se algum dos meios de comunicação social de massas se deu a trabalho de falar deste evento de uma maneira pessoal, ou individual... Ou se só se limitaram a transcrever a press release enviada pela organização do evento...
Antes doente e malfeitor, do que certinho e sem sabor!

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2008/10/19

Sado 550 na Feira de col. e do veículo antigo (parte 2/2)


Depois da 1.ª parte da apresentação do automóvel Sado 550 que esteve na Feira de coleccionismo e do veículo antigo, continuamos hoje a apresentação, com mais uma série de fotografias.
Começamos com uma fotografia da base dos bancos, que são ajustáveis. Esta situação não acontecia nas primeiras versões, que eram ainda protótipos, do Sado 550 (Ximba).

Uma vista lateral do veículo...

Um pormenor do pneu que equipava esta viatura em concreto, da marca Continental. Note-se que há quem refira que os pneus do Sado 550 aqueciam muito, pois tinham de rodar muito uma vez que eram de pequenas dimensões.
Este motivo, ao qual também temos de juntar o facto de este tipo de pneumático ser difícil de encontrar, fazem com que muitos Sados 550 não tenham pneus como os de origem.

Para terminar, resta referir que à grelha deste Sado 550 não é de origem, como facilmente se poderá ver. O símbolo "Sado 550" é rectangular e o local da grelha onde o mesmo está colocado tem uma forma oval - ou seja, "não dar a bota com a perdigota"

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2006/10/26

Sado 550 - 5º série



O Sado 550 foi um projecto do Grupo Entreposto que viu a luz do dia no início da década de 80 do século passado, integrando muitos componentes de fabrico nacional. O Sado 550 sofreu várias alterações, que resultaram em 5 séries diferentes.
O carro apresentado é da 5º série (vidros laterais traseiros) e tem a característica de fazer publicidade a uma residêncial.

Saber mais:
- Sado 550 - Site não oficial
- Sado 550 - versões
- Entrevista a Teófilo Santos (proprietário Sado 550)

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2007/06/01

Sado 550 - 1ª série - Carcaça cor de tijolo


Uma carcaça de um Sado 550 da 1ª série em que pouco ou nada resta do conjunto primitivo. Ainda que a recuperação deste pedaço de história da indústria automóvel portuguesa seja muito difícil ou quase impossível, há sempre pormenores interessantes de analisar como as junções dos diferentes planos que separavam o habitáculo do microcarro do motor e restantes peças, ou então o pormenor dos furos do único espelho retrovisor lateral ou da escova limpa-vidros.

Saber mais:
- Sado 550 1º série em testes - Site não oficial Sado 550
- Sado 550 1º série em testes - Site não oficial Sado 550

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2023/05/03

Chapa / emblema de Sado 550 (dianteiro)


Perante a inexistência de empresas dedicadas em exclusivo ao comércio de peças para veículos fabricados em Portugal, seria bom que alguém tomasse a iniciativa de preencher o vazio no mercado de peças usadas e novas para os clássicos nacionais. 

Nas imagens vemos uma chapa / emblema para o automóvel Sado 550, feito em metal e que poderia ser uma das peças que encontraríamos nessa tal empresa que se dedicasse ao comércio de peças para automóveis Sado 550; PortaroUMM; Citroen FAF; das carrinhas GM AmigoDatsun Sado, ou dos tricarros / quadriciclos Motalli City Car e Motalli City Carga...

Esta chapa / emblema antigo já foi usado, sendo possível ver nas imagens restos de cola de contacto, bem como um dos parafusos que servia para prender o emblema do Sado 550 à grelha metálica na dianteira. O emblema da traseira não tinha furação (como se podia ver num dos Sado 550 que esteve na concentração de automóveis desta marca realizada em 2014 em Lisboa).

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2017/08/01

Montra de loja com recriação de Sado 550


Bem, nunca pensei dizer isto... Mas agora que o Rodas de Viriato está a chegar aos 11 anos de existência (ao longo dos quais sempre houve a publicação de algo novo todos os dias), parece que temos a nossa missão cumprida e podemos fechar o blogue.

É verdade, ainda recentemente divulgámos na página do Rodas de Viriato no Facebook, fotos de um coleccionador de automóveis no Dubai (?) que tem um Sado550 na sua colecção e não esconde que é um dos seus automóveis favoritos.

Entretanto vimos uma montra numa loja, na cidade do Porto, decorada com um Sado 550 em miniatura que puxa um atrelado cheio de artigos à venda nessa loja. Sendo numa zona que está na moda, podemos deduzir que o Sado 550 também está na moda (se bem que os preços destes automóveis têm descido nos últimos tempos...).

Não tardará muito até que todos os que criticaram negativamente este automóvel feito em Portugal mudem de opinião e passem a dizer algo do tipo: "Eu sempre disse que o Sado 550 era um veículo à frente no seu tempo...", ou algo do tipo "Eu só não tive um Sado 550, porque o meu pai era muito amigo do dono de um stand da ******** e comprou-me um novo, sem eu estar à espera...".

Mas temos noção de que no mundo da moda tudo é passageiro, mas no blogue Rodas de Viriato não! Pelo que podem ficar descansados que enquanto tivermos forma de publicar informações, cá estaremos! Todos os dias! Nem que seja para que o pessoal do trendy possa vir buscar umas ideias!

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2015/01/24

Apresentação do livro Sado 550 - Motorclássico 2013


Aproxima-se mais uma edição do Salão Motorclássico e aproveitamos para publicar fotografias da edição de 2013, onde foi feita a apresentação do livro Sado/550 - O Microcarro Português, escrito por Teófilo Santos e editado pelo Museu do Caramulo.

Paralelamente à exposição também houve uma concentração de automóveis Sado/550, da qual já aqui mostrámos fotografias.

Como era a apresentação do livro, para além de uma sessão de autógrafos e da concentração, houve um pequeno beberete onde se destacava um bolo com a forma do Sado/550.

Este bolo tinha a matrícula do Sado/550 do autor do livro - uma forma de homenagear o automóvel responsável pelo desenvolvimento do interesse de Teófilo Santos em relação à marca e a sua história.

Na imagem anterior podemos ver Teófilo Santos segurando o livro que escreveu, junto do seu automóvel em exposição.

Este evento reuniu muitos dos envolvidos no projecto e fabrico deste automóvel, destacando-se o designer Carlos Galamba (na imagem anterior) que desenhou o veículo e Manuel Romão que esteve ligado ao desenvolvimento inicial do projecto.

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2008/09/30

Sado 550 na Feira de col. e do veículo antigo (parte 1/2)


Continuando a reportagem sobre as "rodas nacionais" presentes na Feira de coleccionismo e do veículo antigo, aqui ficam uma série de fotografias de um Sado 550 que pertence a José Megre.

Este exemplar estava datado de 1972, mas tal deve-se certamente a uma gralha, pois o veículo deverá ser de 1982.

Na folha que identificava este Sado 550, podíamos ler que o este mini automóvel foi "idealizado por uma equipa de técnicos do Entreposto Comercial entre eles Manuel Romão, Nery de Oliveira, Carlos Galamba (design da carroçaria), Reis Thomaz (fabrico e desenvolvimento) e José Megre".

Na mesma folha é ainda referido que: "O projecto começou com um motor de 50 cc da Casal, depois 125 cc, a seguir um 360 cc da Yamaha e finalmente um 550 cc a quatro tempos da Daihatsu".

Para terminar, resta referir que a informação de que foram feitos e vendidos 1500 automóveis Sado 550 ainda não está clarificada, pois há quem diga que foram feitos 500 e há quem diga que foram feitos 1500.

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2014/06/21

Vídeo sobre Sado 550 no programa Volante da SIC Notícias


Temos acompanhado e divulgado o que se vai fazendo sobre o automóvel Sado 550, seja a concentração destes micro carros no ano passado, seja a  conferência sobre a história do Sado 550, seja a exposição em museus ou em salões de automóveis antigos.
E continuando o nosso trabalho, desta vez divulgamos um vídeo sobre Sado 550, que foi exibido no programa Volante, da SIC Notícias.
Este vídeo é uma forma ligeira e prática de ficar a saber um pouco mais sobre este automóvel, do qual tanto nos orgulhamos.

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2010/04/08

Sado 550 no salão MotorClássico 2010


Depois de ter estado na exposição Automóveis Portugueses, no Museu do Caramulo, o Sado 550 da 2.ª série de Teófilo Santos esteve no salão MotorClássico 2010, na FIL, mesmo ao lado do ALBA TN-10-82.

Deste modo, os visitantes do evento puderam ver ao perto como é um Sado 550 da 2.ª série, especialmente a parte traseira, onde o vidro é maior do que nas versões posteriores.

Este Sado 550 tem ainda uma outra curiosidade, tem palas nas rodas traseiras com o símbolo do Entreposto.

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2013/06/20

Conversas / Arquivo Sado/550 - Sociedade Nacional de Belas Artes


Aqui fica um evento um pouco diferente, trata-se de uma conferência intitulada Conversas / Arquivo Sado/550 na Sociedade Nacional de Belas Artes.
Está agendada para dia 28 de Junho de 2013, pelas 18 horas e 30 minutos, com a presença de Carlos Galamba (designer do Sado 550), Teófilo Santos (auto do livro "Sado/550: o microcarro português) e Frederico Duarte (curador do evento).
Na imagem usado no cartaz podemos ver um dos primeiros protótipos em chapa que depois deram origem aos protótipos Ximba, em fibra.

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2010/11/12

Blogue sobre o Sado 550


O blogue Sado 550 é apresentado como sendo um blogue generalista sobre o Sado 550 e a reconstrução do exemplar de M. Marques em particular (que é da 5.ª série).
Ainda não tem um mês de existência mas já mostrou ser um projecto que facilitará a vida a muitos dos entusiastas do "único carro criado, desenvolvido e produzido em Portugal!".
Para além de ser actualizado de forma regular, tem informações sobre peças, contactos de instituições e de empresas para aquisição de peças. Há ainda ficheiros de material antigo publicado em papel. Tudo factores que deixam adivinhar um futuro promissor.
Desejamos as maiores felicidades ao blogue e ao bloguer.
Não deixem de visitar!

Saber mais:
-
Blogue do Sado 550

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2008/03/03

Volante "De Moura"


Aqui ficam algumas fotografias de um volante da marca De Moura (na imagem anterior é possível ver o símbolo da marca). Este volante desportivo era feito em alumínio polido, sendo forrado com pele sintética.

Segundo o que consta estes volantes eram construídos numa fábrica em Coimbra.
Existiam vários modelos, com vários tamanhos. Estes volantes ficaram conhecidos por terem sido usados no microcarro nacional Sado 550.

Aparentemente este volante não equipava o Sado 550, mas sim outros modelos (Datsun?...).
O do Sado 550 tinha perfurações circulares nos raios.

Saber mais:
- Fotografia do interior de Sado 550 (3.ª série) com volante De Moura - Jcle.pt/sado550

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2008/10/08

Datsun Sado - Feira de col. e do veículo antigo


Já aqui mostrámos o UMM Cournil "Dakar", o Sado 550 e o UMM Randonneur 4X4 Diesel da colecção de automóveis de José Megre.

Desta vez mostramos a carrinha Datsun Sado do ano de 1975 que faz parte da mesma colecção.

A folha com a ficha técnica que identificava esta Datsun Sado, dizia tratar-se de um veículo Sado 1200, nome que segue a mesma lógica de pensamento do nome Sado 550 - "Sado" é a marca e o número refere-se ao motor usado. Aqui está uma questão que deverá ser aprofundada, uma vez que esta carrinha só é conhecida como Datsun Sado (já explicamos porquê).

A mesma folha com a ficha técnica, referia que esta era uma "viatura de concepção Nissan para países em vias de desenvolvimento utilizando a mecânica do Datsun 1200/120Y" - conceito também subjacente nos Citroen FAF que foram fabricados em Portugal.

Pelo que foi dito anteriormente, estas carrinhas estavam identificadas na parte de trás com uma placa da marca "Datsun", o que fez com que fossem denominadas de "Datsun Sado" (nome dado pelo próprio Entreposto) e não como "Sado 1200".

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