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2011/05/10

Plataforma móvel para lagar de azeite - Duarte Ferreira e Filhos


A Metalúrgica Duarte Ferreira produziu maquinaria para lagares de azeite, sendo possível encontrar nos nossos dias exemplares bem conservados.
Nas fotografias temos uma plataforma móvel (deve ter um nome próprio, mas a minha ignorância sobre o assunto é grande...) para lagar de azeite. Era usada para deslocar a pasta da azeitona entre máquinas para transformação da mesma.

No centro da plataforma, a marca "Duarte Ferreira & Filhos", a localidade "Tramagal" e o emblema com a borboleta - um animal tão frágil escolhido para representar máquinas tão pesadas.

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2011/04/17

Calendário da Metalúrgica Duarte Ferreira, S.A.R.L. 1973


Este calendário da Metalúrgica Duarte Ferreira, S.A.R.L., é relativo ao ano 1973 e na parte da frente é possível ver as várias divisões da empresa, a saber:
- Divisão Tramagal - Fundição e Metalomecânica
- Divisão Agrícola - Fabricação de Máquinas Agrícolas
- Divisão Lisboa - Representação de Máquinas Agrícolas e para Construção Civil
- Divisão Porto - Produtos Esmaltados
- Divisão Berliet - Camiões Berliet-Tramagal (linha de montagem e serviços comerciais e de assistência)
- Deri - Estudos e Realizações Industriais

No verso consta que foram impressos na Tipografia Ibérica, tendo sido produzidos 15.000 exemplares em Dezembro de 1972.

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2010/09/06

Mitsubishi Canter montada pela Metalúrgica Duarte Ferreira, S.A.R.L.


A Metalúrgica Duarte Ferreira, S.A.R.L. também montou carrinhas da marca Mitsubishi para os importadores e distribuidores da Mitsubishi, a UNIVEX - Comércio e Indústria de Automóveis e camiões, S.A.R.L.

Mais uma vez agradeço a João Quaresma do blogue Regabophe pelo envio desta colaboração!

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2018/01/30

Motor antigo Lister vendido pela Metalúrgica Duarte Ferreira


maquinaria agrícola e industrial que é intemporal. Mesmo que o tempo passe, mesmo que haja motores ou sistemas mais perfeitos, económicos, silenciosos, a simplicidade de construção ou o seu aspecto, fazem com que não deixem de ser usados e admirados.

Enquanto não chega a 26.ª Automobilia de Aveiro / 2018, mostramos um motor de marca R. A. Lister que esteve em exposição e em funcionamento na última edição do evento de Aveiro.

Não é um motor de fabrico nacional, mas tem uma chapa da Metalúrgica Duarte Ferreira, S.A.R.L., do Tramagal, pelo que deverá ter sido importado e vendido por esta empresa.

Na parte de cima também tinha uma chapa da Direcção Geral dos Combustíveis, que nos dá algumas informações sobre o motor: tinha 8 cavalos de potência; tinha o registo n.º 30292 e fora aprovado em 24 de Novembro de 1963.

Este motor estava montado sobre um carrinho que facilitava a sua deslocação.
Mais acima, tinha duas rodas lateralmente que permitiam a transmissão da energia produzida por correia.

A demonstração do funcionamento do motor tornou a exposição deste Lister mais interessante e apelativa, pois quem estava nas redondezas não deixou de ficar indiferente ao som produzido pelo motor e ao movimento dos seus componentes.

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2006/12/07

Tramagal TT 13x160 6x6


Em 1982, foi apresentado o camião militar Tramagal TT 13x160 6x6.
Foi projectado e realizado pela "Metalúrgica Duarte Ferreira e pela Renault Vehicles Industriels. À excepção do motor, caixa de velocidades e de outros orgãos de origem francesa, todos os componentes são fabricados pela MDF ou pela indústria subsidiária o que permite atingir 60% de incorporação nacional. Destinado a uso militar, concebido para o transporte de pessoal ou carga e próprio para operar nas mais diversas e difíceis condições, o Tramagal pode servir desde camião cisterna a camião lança-foguetes ou lança mísseis. O seu motor é um seis cilíndros, sobrealimentado, com 5492 cc. A potência máxima é de 155 cavalos DIN a um regime de 2900 rpm e o binário máximo de 44 mkg a 1900 rpm.
Quanto ao peso, 13 toneladas, com condutor, sendo a tara de 7600 kg. A carga útil é de cinco toneladas e a carga rebocável 2500kg. Refira-se, finalmente, que a aptidão do Tramagal em subida, é de 61 graus, atinge 85 km/h e tem autonomia para 900 km, com carga máxima." (fonte Revista ACP ano LII n.º 3/4 março/Abril 1982)
A empresa MDF foi formalmente extinta em 1995.

Saber mais:
- DUARTE FERREIRA: Uma vida de trabalho, um exemplo de determinação

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2006/12/17

Berliet Tramagal - B. V. Murça


Aqui fica o registo de mais um exemplar de Berliet Tramagal, já na reforma...
Obrigado ao Juaocuracao pelas fotografias.

Foram fabricados 3300 veículos da marca Berliet Tramagal, com diferentes carroçarias e com diferente número de eixos.

Saber mais sobre o fundador da MDF (Metalúrgica Duarte Ferreira):
- História de Eduardo Duarte Ferreira - Wikipédia

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2014/11/03

Blindados BRDM-2 pós Chaimite e Berliet Tramagal - Filme de cerimónia na Guiné


Estamos quase a terminar duas semanas de comemorações dos 8 anos deste blogue e aproveitamos para mostrar mais uma pérola que foge um pouco à temática aqui tratada, mas que está relacionada com os blindados Chaimite da Bravia e os camiões Berliet Tramagal da Metalúrgica Duarte Ferreira.

Consta que no final da Guerra em África, o PAIGC começou a usar blindados BRDM-2 de origem soviética na luta contra os portugueses. Não temos informação de que os mesmos tivessem estado envolvidos em confrontos directos com algum dos veículos de fabrico nacional que referimos, mas no filme do qual mostramos alguns fotogramas aparecem cerca de 6 desses BRDM-2 numa cerimónia que tem todo o ar de ser importante...

Não sabemos ao certo se será relativa a alguma comemoração relacionada com a independência da Guiné, mas pela formação dos blindados; pela presença de militares, de entidades e de civis; pelas danças e desfiles; bem como pelo hastear da bandeira e pela grande quantidade de operadores de câmaras de filmar (pelo menos 5 pessoas), podemos dizer que temos algo de muito importante nas mãos. E algo que não podemos deixar esquecido numa gaveta ou num armário.

As imagens que mostramos são só algumas das que podem ser vistas no filme original em formato super 8. Há uma parte que foi filmada do ar, aparentemente de um helicóptero; há imagens de cabanas tradicionais; imagens de pessoas que teriam importância local ou nacional... E tudo numa filmagem a cores!

Mas voltando ao motivo da publicação deste material, pretendemos deste modo mostrar o que são os interesses e como funcionam as cooperações entre países e regimes políticos. Nitidamente os blindados BRDM-2 são usados como demonstração de força e de poder.

Poderá ser acaso, mas não teria havido nenhuma Chaimite ou Berliet Tramagal que tivesse ficado por lá?
A nossa cultura geral não chega tão longe (sabermos se ficou material nacional nas antigas províncias ultramarinas), mas os BRDM-2 estavam lá!

E não foi só na Guiné, também estiveram em Angola, em Cabo Verde e em Moçambique. Caso para dizer que o material era bom e afamado, ou os representantes da marca eram bons vendedores!

Também tento ser bom vendedor, pelo que se alguém quiser comprar este filme original / único / raro, queira enviar um e-mail para o contacto que aparece na lateral direita do ecrã.

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2008/05/16

Berliet Tramagal GBH - Interior (pormenores)


Aqui fica o último conjunto de fotografias que faltavam publicar relacionadas com o camião Berliet Tramagal GBH, desta vez relacionadas com o interior da cabine do condutor.

Duas entradas de ar no tejadilho da cabine...

Na imagem anterior pode-se observar a disposição dos vários instrumentos e comandos do tablier. É grande e variado o conjunto de interruptores, conta-quilómetros e luzes no painel. Estas estão legendadas com os seguintes dizeres:
Pisca-pisca reboque, pisca-pisca camião, faróis, direcção, água do motor, óleo do motor, travão traseiro, travão da frente e reboque, travão de soc. (socorro ?...) do camião e travão de soc. do reboque

Ao centro, no tablier existem duas placas, uma diz "Cabine «relaxe»" e a outra diz "Metalúrgica Duarte Ferreira, S. A. R. L. - Divisão Berliet - Tramagal
Arranque do motor
Em tempo frio: Antes de primir o botão do motor de arranque ligar a resistência de aquecimento da admissão durante 30 segundos. Manter a resistência ligada e primir o botão do motor de arranque no máximo de 15 segundos. No caso do motor não pegar, deixar repousar as baterias durante alguns instantes antes de fazer nova tentaiva.
Travão de ar comprimido
Atenção: Nunca iniciar a marcha com as lâmpadas piloto dos travões acesas, o manometro deve indicar 5 kgs. de pressão mínima. A pressão máxima em serviço é de 8 kgs."

Placa das mudanças, situada à esquerda das placas referidas anteriormente.

O banco do condutor do veículo...

E para terminar, uma placa do chassis do camião, situada na parte direita da cabine (junto da zona onde ficam as pernas do passageiro). Nela é referido que o camião é do tipo GBH 12 6x4 e o respectivo número. E que o peso bruto autorizado "do veículo: 22 000 kg", "do conjunto: 38 000 kg".

Mais informação neste blogue sobre este camião:
Berliet Tramagal GBH - Exterior (depósito)
Berliet Tramagal GBH - Exterior (pormenores)
Berliet Tramagal GBH - Exterior (geral)
Berliet Tramagal GBH - Interiores

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2008/02/15

Publicidade Berliet Tramagal 1973


"Os camiões e tractores Berliet Tramagal correspondem inteiramente à exigâncias de um exército moderno.
Mobilidade, robustez, economia, segurança
Viaturas tácticas, viaturas de transporte geral, veículos especiais
Metalúrgica Duarte Ferreira (Angola) S.A.R.L.
Rua Serpa Pinto 25, 25A e 27A - 27B Telegr. Tramangol - Tel. 27318 - 27619 - Luanda"
Note-se que o camião Berliet Tramagal aparece dentro do círculo do símbolo da marca, que por sua vez está sobre um desenho de uma tapeçaria antiga com uma cena de uma batalha (qual será?...).

Era assim a publicidade publicada na revista Serviço de Administração Militar, datada de Outubro-Novembro de 1973 - "Em guerra para a conquista da paz"

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2015/08/13

Vídeo com debulhadora Tramagal restaurada - Coop. Agric. Alcobaça


E aqui fica mais um vídeo que mostramos sobre as debulhadoras Tramagal da Metalúrgica Duarte Ferreira.
Logo no início, como introdução ao que é apresentado no vídeo, vemos duas imagens de debulhadoras Tramagal de 1,10m e 1,30 m, iguais às do panfleto que já aqui mostrámos.
A debulhadora foi restaurada e apresentada ao público, mas houve a preocupação de a mostrar em funcionamento, o que é mostrado no vídeo. Este tipo de situações são positivas, pois vê-se que o nosso património vai sendo recuperado e mantido por privados e entidades. Ainda chegaremos ao dia em que poderemos utilizar estas máquinas em eventos públicos, como forma de perpetuar o património e os conhecimentos.
O vídeo foi publicado na página da Cooperativa Agrícola de Alcobaça, Crl, no Youtube.com.

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2013/11/15

Revista Motor Clássico n.º 81 com Tramagal e...


Na edição n.º 81 da revista Motor Clássico é dado destaque ao camiões Tramagal e aos carros de fabrico nacional - na década de 50 do século passado.
O primeiro artigo que se pode ler na revista é sobre a "Estratégia de comunicação" dos construtores dos automóveis de fabrico nacional, nos anos 50. Nele podemos encontrar imagens e recortes de imprensa da época, relativos aos DM / Dima, ao PE (Fábrica de Produtos Estrela) e sobre os FAP (numa foto com 3 exemplares da marca) numa abordagem às estratégias dos vários construtores para tornarem os seus automóveis conhecidos. O artigo é de José Barros Rodrigues.
O artigo sobre os camiões da MDF - Metalúrgica Duarte Ferreira, incide nos Tramagal TT 13/160 6x6 Turbo, mas também apresenta informações e fotografias sobre os Berliet Tramagal GBA e sobre a fábrica da MDF. A produção destes camiões foi muito limitada, pelo que é um contributo importante para a difusão de informação deste modelo. O artigo é de Pedro Manuel Monteiro.
Revista já nas bancas.

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2020/03/15

Catálogo Tramagal com ceifeiras debulhadoras #5


A diversificação da gama de produtos é uma das formas de as empresas garantirem vendas.
A MDF - Metalúrgica Duarte Ferreira sempre teve diferentes produtos, insistindo na vertente agrícola.
Nestas duas páginas do catálogo Tramagal com ceifeiras debulhadoras que estamos a divulgar, podemos ver um extractor de humidade de marca Ventacrop, usado na secagem de arroz; bem como um espalhador de estrume, um corta-forragens ensilador de milho e uma ganhadeira rotativa de marca Kemper.

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2018/11/03

Livro Berliet, Chaimite e UMM – Os Grandes Veículos Militares Nacionais - Editora Contra a Corrente


Haver novidades editoriais sobre veículos fabricados em Portugal é sempre motivo de alegria para todos aqueles que gostam desta temática, que é tão específica, quanto apaixonante.
Por esse motivo aqui apresentamos o livro "Berliet, Chaimite e UMM – Os Grandes Veículos Militares Nacionais", de Pedro Monteiro, publicado pela Editora Contra a Corrente, em Abril de 2018 e que passado pouco tempo esgotou (750 exemplares numerados).

Para quem não conhece o livro, podemos dizer que se divide genericamente em duas partes: uma primeira, onde é feita a contextualização e resenha histórica do fabrico das viaturas e, numa segunda parte, a implicação das viaturas militares nacionais apresentadas em situações concretas, na guerra e na paz.

Pela sua antiguidade, e por ser o primeiro grande projecto de fabrico de uma viatura militar nacional, começa-se pela história da fábrica da Metalúrgica Duarte Ferreira, com os camiões Berliet Tramagal -
cruzando-se a parte da vertente civil com a militar, acabando por sobressair esta última, com as diferentes versões construídas para responder às necessidades resultantes do esforço de guerra feito por Portugal em África. Entre elas, há fotografias de um camião Berliet Tramagal GBA com semilagartas, na parte de trás.
Ao longo do livro há secções com ilustrações das várias versões de veículos militares, por marca, onde aparecem ilustrações vistas de frente e de lado, com as respectivas fichas técnicas dos veículos. Ainda a respeito dos camiões Berliet Tramagal, é abordada a intervenção estatal no pós 25 de Abril  de 1974 / Fim da Guerra Colonial; bem como o regresso da empresa à família. É aqui que são apresentadas imagens e informações dos camiões Tramagal TT 13/160 6x6 Turbo, versão militar e bombeiros, cuja existência é desconhecida por muitos.

Continuando a linha temporal - ainda relacionada com a Guerra em África; segue-se uma parte sobre os blindados Chaimite, e de outros veículos da Bravia, intitulada "Os segredos de um ícone nacional". Nela é explicado o processo de surgimento do blindado Chaimite (a partir de um blindado Commando V-100 da Cadillac Gauge), bem como os ensaios, os testes e as demonstrações realizadas em Portugal e no estrangeiro, com vista à sua comercialização.
A Bravia foi uma empresa dinâmica no que diz respeito ao fabrico de veículos para diferentes fins, pelo que nesta secção são apresentados os camiões militares Gazela e Leopardo. São ainda descritas as dificuldades sentidas em África, na Guerra Colonial, por quem lidava com estes veículos, bem como pelos representantes da Bravia que tentavam vender as viaturas um pouco por todo o mundo.
Por todo o livro há fotografias de época, e nesta secção podemos ver muitas de versões especiais do Chaimite, por exemplo com torre Mecar. Há ainda ilustrações (vistas laterais) dos blindados Chaimite usados por forças militares / policiais, em Portugal e no mundo - Líbano, Peru e pelo Exército Português na Bósnia.
Terminada a guerra, a Bravia também produziu camiões Leopardo e Gazela para os bombeiros, situação documentada no livro, tal como acontece com o período pós-falência da empresa.

Segue-se uma parte do livro sobre os jipes UMM - desta vez com o título "A grande aventura do Cournil e Alter". Também aqui é feito o enquadramento do surgimento deste projecto, bem como da produção destes jipes para uso militar. As fotografias não faltam e podemos ver versões pouco conhecidas, como um UMM ambulância, ou um com mísseis anti-carro SS-11. Há ainda espaço para se falar dos UMM da GNR e de parcerias desenvolvidas no estrangeiro, como é o caso dos franceses Heuliez VLH, ou dos UMM holandeses. Antes de se avançar no livro, é apresentada uma parte que trata dos jipes UMM em competição, especialmente no que respeita à aventura Africana; e do protótipo do jipe UMM A4.

Apesar de não constar directamente no título do livro, os blindados Pandur também têm uma secção a eles dedicada, pois também por cá foram fabricados. A necessidade de ter um novo veículo, que de alguma forma pudesse substituir os blindados Chaimite, fez com que surgisse uma nova fábrica de veículos blindados em Portugal. Nesta secção é apresentada uma ilustração do Steyer Pandur II 8x8, para além de muitas fotos do processo de fabrico e da sua utilização em contexto militar.

Numa segunda parte do livro volta-se a falar de cada veiculo, mas abordando a implicação destas viaturas militares em situações concretas; a saber:
- Camiões Berliet Tramagal e blindados Chaimite, na secção "A prova de fogo", com imagens de época, em que são abordadas as inúmeras dificuldades, trabalhos e problemas, pelos quais passaram estes dois veículos em África.
- No capítulo "Transição para a democracia" aborda-se a utilização de blindados Chaimite, de camiões Berliet Tramagal e Bravia Gazela, no período entre o 25 de Abril de 1974 e o 25 de Novembro de 1975, estando o texto acompanhado de fotos emblemáticas, algumas delas a cores.
- Em África, nos Balcãs e em Timor - "As missões de paz". Os jipes UMM foram protagonistas principais e os blindados Chaimite continuaram a mostrar que eram robustos, mesmo com dezenas de anos de utilização, marcando presença e ao mesmo tempo impondo respeito. Em resultado das diferenças de latitudes onde foram utilizados, também se abordam as dificuldades e as adaptações feitas, de modo a que resistissem a diferentes temperaturas e condições.
- Blindados Pandur e Chaimite - "Passagem de testemunho na Lituânia", onde as duas gerações de blindados coexistiram.
- E no Épilo - "Um novo fôlego" - é descrito o (risonho) futuro reservado para alguns destes veículos, reunidos, conservados e mantidos no Museu Militar de Elvas.

Olhando para o futuro, sabemos que está a ser preparada uma segunda edição do livro, revista e aumentada. Estão previstas seis páginas totalmente novas, incluindo as reportagens com o UMM Entrepreneur holandês do Nationaal Militair Museum (National Military Museum), em Soesterberg; uma reportagem sobre o camião Berliet-Tramagal GBC, dos Bombeiros de Cacilhas e dos blindados Pandur - que vão em breve para a República Centro Africana. Ao conteúdo do livro serão ainda adicionadas dezenas de fotos novas, sobretudo nos capítulos da Bravia (por exemplo, a versão V-400 na Malásia); da UMM (mais das provas dos jipes UMM Alter, no Chile e na Holanda) e da Guerra de África (por exemplo, fotos a cores das Chaimite de Angola, bem como dos Unimog e Berliet Tramagal em África, do espólio da Liga dos Combatentes).

Quem quiser reservar um destes exemplares, pode contactar a editora Contra a Corrente, pelo e-mail:  livroscontraacorrente@gmail.com

Pode ainda aproveitar a nova campanha de crowdfunding para esta segunda edição, acção que decorre até 19 de Novembro de 2018, em: https://ppl.com.pt/prj/berliet-chaimite-umm2
Com um apoio de 25 euros, recebe um dos 500 livros numerados e um poster do camião Berliet Tramagal, em Dezembro, a tempo das prendas de Natal.

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2011/05/17

Tramagal grupos Moto-Bomba - Panfleto


Mais um documento histórico, um panfleto da Metalúrgica Duarte Ferreira, S.A.R.L., desta vez sobre os grupos moto-bomba, constituídos por motores "Lister" (a gasóleo ou a petróleo) e bombas centrífugas "Tramagal" com impulsionador em bronze e rolamentos de esferas, montados sobre carrinho ou sobre chassis.
Na parte da frente aparecem 4 motores, denominados grupos DKH-4F e DKH-2H; grupos LD1-7L, LD1-4H e LD1-1M; grupos LD2-7F, LD2-4H, LD2-2M e LD2-4M e os grupos 12/2-7H e 12/2-4M.

No verso são publicadas as especificações principais dos grupos moto-bomba Tramagal, havendo casos em que era possível bombear entre 100 000 litros a 140 000 litros de água por hora.
Para uma correcta utilização, a tubagem de aspiração não deveria exceder 5,5 a 6 metros na vertical (podendo ir aos 7 metros depois de ferrada a bomba).
Em caso de interesse do cliente, e mediante pagamento, os motores podiam ser fornecidos com refrigeração por radiador, para alguns dos grupos.
O panfleto foi impresso em Março 1959.

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2012/11/22

Foto com cilindros compactadores da Tramagal


Todos sabemos que a Metalúrgica Duarte Ferreira teve tendência para produzir veículos pesados.
Não me refiro só aos pesados, enquanto categoria de veículo, como por exemplo um camião Tramagal TT 13/160 6x6 Turbo, ou uma debulhadora...
Nesta foto que é um documento histórico, podemos ver uma série de sete veículos tipo cilindro compactador, usados para construção de estradas.
Como se pode ver no cilindro que está em 1.º lugar, a Tramagal fazia questão se identificar bem os seus veículos, com a palavra Tramagal e com a borboleta que era símbolo (frágil, efémero e leve...) da marca.
Quem quiser ver um exemplar em exposição estática, pode passar por este link.
Quantos exemplares terão sido produzidos?

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2021/05/11

Publicidade ao camião Tramagal - INASI ATT. 4.000 6x6 Turbo


A indústria dos veículos fabricados em Portugal nunca deixou muito espaço para o surgimento de preparadores ou de gabinetes que transformassem os veículos em versões especiais. Por norma eram as próprias empresas / fábricas que faziam esse trabalho. 
A INASI dedica-se à transformação de viaturas para combate a incêndios e ao longo da sua existência transformou muitos jipes e camiões fabricados em Portugal, especialmente os UMM, os Portaro e também os Berliet Tramagal e, neste caso, os Tramagal TT 13/160 6x6. Para além de ser uma situação prática, os ganhos decorrentes deste modelo de negócio são maiores para a economia nacional.
Este camião pretendia ser o novo modelo fabricado pela MDF - Metalúrgica Duarte Ferreira, no início dos anos 80 do século passado. Do que consta era um camião muito bom e bem concebido, tendo a INASI feito uma versão contra incêndios todo-o-terreno, denominada Tramagal - INASI ATT. 4.000 6x6 Turbo.
Nesta publicidade antiga retirada do Jornal do Bombeiros de Portugal, de Setembro de 1982, vê-se o desenho lateral desta viatura pesada. Consta ainda a informação de que a viatura estaria presente no XXV Congresso dos Bombeiros Portugueses.
Agradecemos a Paulo Ascenso pelo envio de mais esta colaboração!

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2020/04/02

Catálogo Tramagal com ceifeiras debulhadoras #6


Voltamos a ver a borboleta da MDF - Metalúrgica Duarte Ferreira nestas duas páginas do catálogo Tramagal com ceifeiras debulhadoras que temos estado a divulgar.
Numa página temos referência aos motores diesel Petter, com uma vasta gama de potências (3 a 45 HP), arrefecidos por ar ou por água, tendo diversificadas aplicações na agricultura, como na indústria. Os grupos moto-bomba Tramagal são a junção dos motores referidos anteriormente, com as bombas Tramagal. Estas podiam debitar entre 13 a 400 metros cúbicos por hora. Anunciadas como sendo capazes de vencer grandes elevações e como tendo grande duração em trabalhos contínuos.

Na outra página podemos ver o emblema da Tramagal nos grupos electrogéneos Tramagal, equipados com motor Petter. Estes eram anunciados como sendo os mais compactos e estáveis, nas variantes monofásico e trifásico; de 1,5 a 27 KVA. Já os grupos electrogéneos Berliet eram destinados a serviços pesados, com potências de 35 a 385 KVA. Todos eles podiam ter arranque manual, eléctrico, automático ou por falha de corrente.

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2020/05/07

Catálogo Tramagal com ceifeiras debulhadoras #7


E assim chegamos ao final da apresentação do catálogo Tramagal com ceifeiras debulhadoras, que temos estado a divulgar faseadamente.
Desta vez podemos conhecer os dumpers Johnson, anunciados como os mais versáteis e robustos, havendo modelos especiais com: tracção aos dois eixos; caixa rotativa; descarga alta; descarga hidráulica ou por gravidade e tipo empilhador para elevação da caixa ou carga.

E como neste tipo de documentos encontramos pormenores importantes, este não foge à regra. Dizemos isto porque no final temos uma vista parcial das instalações da Metalúrgica Duarte Ferreira, S.A.R.L., no Tramagal. É uma vista aérea onde foram identificadas as várias secções ou departamentos. Podemos ainda ver a linha de caminho de ferro que passava pelo local.
Nas legendas vemos:
1 - a fundição;
2 - a fabricação de peças e conjuntos (oficinas de mecânica, construção metálica, carpintaria, etc.);
3 - a montagem e assistência técnica de máquinas agrícolas;
4 - a linha de montagem de camiões Berliet-Tramagal;
5 - o centro de formação profissional;
6 - a zona social, com residências, pousada, jardim escola, pavilhão de quartos, refeitório, cooperativa e campo de jogos.

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