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2018/11/03

Livro Berliet, Chaimite e UMM – Os Grandes Veículos Militares Nacionais - Editora Contra a Corrente


Haver novidades editoriais sobre veículos fabricados em Portugal é sempre motivo de alegria para todos aqueles que gostam desta temática, que é tão específica, quanto apaixonante.
Por esse motivo aqui apresentamos o livro "Berliet, Chaimite e UMM – Os Grandes Veículos Militares Nacionais", de Pedro Monteiro, publicado pela Editora Contra a Corrente, em Abril de 2018 e que passado pouco tempo esgotou (750 exemplares numerados).

Para quem não conhece o livro, podemos dizer que se divide genericamente em duas partes: uma primeira, onde é feita a contextualização e resenha histórica do fabrico das viaturas e, numa segunda parte, a implicação das viaturas militares nacionais apresentadas em situações concretas, na guerra e na paz.

Pela sua antiguidade, e por ser o primeiro grande projecto de fabrico de uma viatura militar nacional, começa-se pela história da fábrica da Metalúrgica Duarte Ferreira, com os camiões Berliet Tramagal -
cruzando-se a parte da vertente civil com a militar, acabando por sobressair esta última, com as diferentes versões construídas para responder às necessidades resultantes do esforço de guerra feito por Portugal em África. Entre elas, há fotografias de um camião Berliet Tramagal GBA com semilagartas, na parte de trás.
Ao longo do livro há secções com ilustrações das várias versões de veículos militares, por marca, onde aparecem ilustrações vistas de frente e de lado, com as respectivas fichas técnicas dos veículos. Ainda a respeito dos camiões Berliet Tramagal, é abordada a intervenção estatal no pós 25 de Abril  de 1974 / Fim da Guerra Colonial; bem como o regresso da empresa à família. É aqui que são apresentadas imagens e informações dos camiões Tramagal TT 13/160 6x6 Turbo, versão militar e bombeiros, cuja existência é desconhecida por muitos.

Continuando a linha temporal - ainda relacionada com a Guerra em África; segue-se uma parte sobre os blindados Chaimite, e de outros veículos da Bravia, intitulada "Os segredos de um ícone nacional". Nela é explicado o processo de surgimento do blindado Chaimite (a partir de um blindado Commando V-100 da Cadillac Gauge), bem como os ensaios, os testes e as demonstrações realizadas em Portugal e no estrangeiro, com vista à sua comercialização.
A Bravia foi uma empresa dinâmica no que diz respeito ao fabrico de veículos para diferentes fins, pelo que nesta secção são apresentados os camiões militares Gazela e Leopardo. São ainda descritas as dificuldades sentidas em África, na Guerra Colonial, por quem lidava com estes veículos, bem como pelos representantes da Bravia que tentavam vender as viaturas um pouco por todo o mundo.
Por todo o livro há fotografias de época, e nesta secção podemos ver muitas de versões especiais do Chaimite, por exemplo com torre Mecar. Há ainda ilustrações (vistas laterais) dos blindados Chaimite usados por forças militares / policiais, em Portugal e no mundo - Líbano, Peru e pelo Exército Português na Bósnia.
Terminada a guerra, a Bravia também produziu camiões Leopardo e Gazela para os bombeiros, situação documentada no livro, tal como acontece com o período pós-falência da empresa.

Segue-se uma parte do livro sobre os jipes UMM - desta vez com o título "A grande aventura do Cournil e Alter". Também aqui é feito o enquadramento do surgimento deste projecto, bem como da produção destes jipes para uso militar. As fotografias não faltam e podemos ver versões pouco conhecidas, como um UMM ambulância, ou um com mísseis anti-carro SS-11. Há ainda espaço para se falar dos UMM da GNR e de parcerias desenvolvidas no estrangeiro, como é o caso dos franceses Heuliez VLH, ou dos UMM holandeses. Antes de se avançar no livro, é apresentada uma parte que trata dos jipes UMM em competição, especialmente no que respeita à aventura Africana; e do protótipo do jipe UMM A4.

Apesar de não constar directamente no título do livro, os blindados Pandur também têm uma secção a eles dedicada, pois também por cá foram fabricados. A necessidade de ter um novo veículo, que de alguma forma pudesse substituir os blindados Chaimite, fez com que surgisse uma nova fábrica de veículos blindados em Portugal. Nesta secção é apresentada uma ilustração do Steyer Pandur II 8x8, para além de muitas fotos do processo de fabrico e da sua utilização em contexto militar.

Numa segunda parte do livro volta-se a falar de cada veiculo, mas abordando a implicação destas viaturas militares em situações concretas; a saber:
- Camiões Berliet Tramagal e blindados Chaimite, na secção "A prova de fogo", com imagens de época, em que são abordadas as inúmeras dificuldades, trabalhos e problemas, pelos quais passaram estes dois veículos em África.
- No capítulo "Transição para a democracia" aborda-se a utilização de blindados Chaimite, de camiões Berliet Tramagal e Bravia Gazela, no período entre o 25 de Abril de 1974 e o 25 de Novembro de 1975, estando o texto acompanhado de fotos emblemáticas, algumas delas a cores.
- Em África, nos Balcãs e em Timor - "As missões de paz". Os jipes UMM foram protagonistas principais e os blindados Chaimite continuaram a mostrar que eram robustos, mesmo com dezenas de anos de utilização, marcando presença e ao mesmo tempo impondo respeito. Em resultado das diferenças de latitudes onde foram utilizados, também se abordam as dificuldades e as adaptações feitas, de modo a que resistissem a diferentes temperaturas e condições.
- Blindados Pandur e Chaimite - "Passagem de testemunho na Lituânia", onde as duas gerações de blindados coexistiram.
- E no Épilo - "Um novo fôlego" - é descrito o (risonho) futuro reservado para alguns destes veículos, reunidos, conservados e mantidos no Museu Militar de Elvas.

Olhando para o futuro, sabemos que está a ser preparada uma segunda edição do livro, revista e aumentada. Estão previstas seis páginas totalmente novas, incluindo as reportagens com o UMM Entrepreneur holandês do Nationaal Militair Museum (National Military Museum), em Soesterberg; uma reportagem sobre o camião Berliet-Tramagal GBC, dos Bombeiros de Cacilhas e dos blindados Pandur - que vão em breve para a República Centro Africana. Ao conteúdo do livro serão ainda adicionadas dezenas de fotos novas, sobretudo nos capítulos da Bravia (por exemplo, a versão V-400 na Malásia); da UMM (mais das provas dos jipes UMM Alter, no Chile e na Holanda) e da Guerra de África (por exemplo, fotos a cores das Chaimite de Angola, bem como dos Unimog e Berliet Tramagal em África, do espólio da Liga dos Combatentes).

Quem quiser reservar um destes exemplares, pode contactar a editora Contra a Corrente, pelo e-mail:  livroscontraacorrente@gmail.com

Pode ainda aproveitar a nova campanha de crowdfunding para esta segunda edição, acção que decorre até 19 de Novembro de 2018, em: https://ppl.com.pt/prj/berliet-chaimite-umm2
Com um apoio de 25 euros, recebe um dos 500 livros numerados e um poster do camião Berliet Tramagal, em Dezembro, a tempo das prendas de Natal.

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2018/06/24

Reportagem da 26.ª Automobilia de Aveiro / 2018 (1/2)


No mês passado decorreu a 26.ª Automobilia de Aveiro / 2018 e tal como aconteceu em edições anteriores, aqui estamos a apresentar a reportagem do que vimos e sentimos.

Por uma questão de organização, o texto que acompanha este grupo de fotografias aborda a 26.ª Automobilia de Aveiro / 2018 de modo mais abrangente, seguindo-se uma segunda parte focada nos veículos de fabrico português.

Depois da reportagem geral sobre o evento, seguem-se as tradicionais publicações que apresentam de forma individual alguns dos melhores exemplares de fabrico nacional que estiveram em exposição.

As expectativas eram altas, pois na Automobilia de Aveiro há o cuidado de desenvolver exposições e actividades em paralelo com a feira de venda de peças, de veículos e de artigos com eles relacionados.

Para além do que referimos, há sempre uma grande heterogeneidade de marcas, de tamanhos e de tipos de veículos, bem como de valores pelo qual são vendidos. Tudo motivos que justificam uma visita.

Mas falando um pouco das imagens que divulgamos, na anterior podemos ver uma série de pneus novos para automóveis antigos, onde se destacam 4 pneus Camac 145R10, que estavam à venda no espaço de uma empresa especializada neste tipo de artigo.

Na exposição "Camiões reboque, o socorro mecânico" foi possível ver vários exemplares de diferentes marcas, conservados e mantidos por diferentes entidades, alguns dos quais com muitas décadas de idade. Tivemos o privilégio de ver funcionar o Fargo de 1947, com cabine dupla, que no passado pertenceu à empresa Indústrias do Fundão, L.da.

Na exposição "Família automóvel Renault", que estava patente ao longo de um lado exterior de um dos pavilhões da Automobilia de Aveiro, viam-se tanto versões concebidas a pensar no dia-a-dia, como versões desportivas, daquelas que fizeram sonhar muitas pessoas.

Na exposição "Motos antigas de fabrico artesanal, obras primas com muita mestria" destacavam-se motos (uma delas com side-car) com componentes e partes em madeira. Nos dias que correm podem ser uma mais valia, pois a personalização e a preocupação com a conservação da natureza, são dois dos factores tidos em conta por muitos consumidores.

As "Bicicletas antigas, sempre elegantes" (ver imagem mais para cima) não foram esquecidas e nela foi possível ver bicicletas antigas de construção estrangeira, onde os pormenores de fabrico faziam a diferença, como era norma na época.

Outra exposição que merecia visita era a dos "Veículos militares portugueses", da qual divulgaremos imagens e informações no próximo artigo sobre a 26.ª Automobilia de Aveiro / 2018.
Os artigos de colecção continuam a aparecer. Na imagem anterior podemos ver uma lata antiga da Sonap, como a que já aqui divulgámos.

No que respeita aos veículos à venda, já dissemos que havia de tudo um pouco. Na imagem anterior podemos ver várias bicicletas, quase todas para um público juvenil, bem como vários triciclos antigos e carrinhos ou quadriciclos antigos a pedais.

Pudemos ainda ver autocolantes da Sericértima / New Sticker à venda, como se vê na imagem. Muitos dos que vão a Aveiro, procuram material para restauros, e os autocolantes para motorizadas por norma estão sempre na lista "A comprar" (quem não vai à automobilia, pode encomendá-los directamente no site da Sericértima e recebê-los depois em casa).

A empresa Ferrugens & Companhia também esteve no evento, com um espaço próprio, onde era possível ver a ampla gama de produtos para tratamento de metais ferrosos e para cuidado / detalhe automóvel que comercializam. Tinham algumas peças tratadas com os produtos que vendem, onde era possível ver ao vivo os resultados obtidos.

As motorizadas continuam a representar uma parte significativa do espaço ocupado, havendo de tudo, para todos e para as mais variadas bolsas. As motorizadas nacionais estavam representadas com alguns exemplares emblemáticos, que no futuro mostraremos.

As peças para motorizadas são outra parte muito importante do comercio realizado na Automobilia de Aveiro, e este ano não foi diferente, com muitos entusiastas em busca da peça em falta. Haja paciência para as procurar, e alguns euros na carteira, que tudo aparece.

No espaço exterior era possível ver alguns automóveis para venda, bem com motos e motorizadas antigas.
Houve ainda espaço para uma exposição de autocarros antigos, realizando-se uma carreia até ao centro da cidade de Aveiro, feita num desses autocarros, permitindo viver ou reviver a sensação de usar um transporte público de outro tempo. Um dos vendedores referiu-nos que esta iniciativa deveria ter servido de chamariz para que mais pessoas visitassem a Automobilia de Aveiro (apostando de forma clara no sentido Aveiro » Parque de Exposições de Aveiro). Aspecto que certamente será tido em consideração no futuro.

Terminamos com a falsa questão do preço das entradas para ingressar na Automobilia de Aveiro. Somos suspeitos para falar do assunto, pois temos de agradecer as facilidades concedidas pelo C.A.A.A. / Miguel Serrano, para entrar no recinto. Mas passamos a explicar... Nas chamadas redes sociais e também junto das bilheteiras, foi possível ler/ouvir a reclamação de algumas pessoas, queixando-se do preço dos bilhetes. Pelo exposto, e pela actividade desenvolvida pelo Clube Aveirense de Automóveis Antigos, podemos dizer que o preço não está alto, mas sim baixo. Sabemos que muitos entusiastas estão habituados a ter material de qualidade grátis (o Rodas de Viriato é disso um bom exemplo!) o que não quer dizer que a entrada num evento desta categoria tenha de ser grátis. É claro que a organização pode pensar, e com mais facilidade aceitará sugestões, ideias e opiniões construtivas / fundamentadas; que proponham soluções que vão nesse sentido. Mas arriscamos a dizer que, mais do que alterar o preço das entradas, será necessário alterar a mentalidade dos que lá gostariam de ir de forma grátis... Provavelmente serão daqueles que se ouvem em passeios e em encontros dizer que gastaram "x" centenas de euros em cromados; "y" centenas de euros em pintura e "w" centenas de euros em peças, sem que ninguém lhes pergunte nada... Isto enquanto não hesitam em gastar 7 euros (o valor da entrada na Automobilia) em cerveja, que passado uma hora está a ser despejada num urinol...
Entretanto já estamos a riscar os dias que faltam para a 27.ª Automobilia de Aveiro / 2019!

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2026/06/29

Reportagem 32.ª Automobilia de Aveiro / 2026 (1/2)


O ponto alto do mundo dos clássicos em Portugal é a Automobilia de Aveiro e como não podia deixar de ser, o Rodas de Viriato esteve presente para acompanhar o pulsar do mundo dos veículos clássicos / antigos e fazer a reportagem do que se podia ver à venda e em exposição neste evento.

Sempre com os veículos fabricados em Portugal na mira, percorremos os diferentes espaços em busca do que é especial. E por isso começámos esta apresentação com uma fotografia de um jipe UMM que pertenceu à polícia.

Se nos espaços de exposição é mais fácil localizar o que se procura, nos espaços de venda, como no da imagem anterior, é preciso procurar bem. Reparem na motorizada Cinal Pachancho que se vê no canto superior esquerdo da imagem! Quase que passava despercebida... 

Este ano uma das exposições que se podia ver, assinalava os 90 anos do automóvel Fiat 500, sendo possível ver diferentes versões e evoluções deste carro.

Em termos de peças e de acessórios à venda, podemos dizer que este ano havia de tudo e para todos. Continuou a registar-se uma boa representação em termos de diversidade de veículos, de marcas e de produtos. E os clientes estavam a corresponder às expectativas de quem se inscreveu na Automobilia de Aveiro.

Outro aspecto que continuamos a registar, é o esforço de diferentes entidades por divulgar de forma alternada veículos especiais nas suas exposições, incluindo sempre novidades. No que diz respeito à Polícia, esta tinha várias motorizadas antigas de fabrico português, como a Casal que vemos na imagem.

E quem gosta de coleccionismo também tinha muito por onde escolher...
O que dizem desta mini-colecção de variantes de emblemas em forma de lágrima, que eram usados em motorizadas fabricadas pela EFS e vendidas por diferentes agentes? Eram uma boa forma de começar uma colecção!

No espaço exterior dos pavilhões também havia muitos elementos de interesse.
Um deles era a exposição de automóveis usados em competições de velocidade nas décadas de 80 e de 90 do século passado.

Quem gosta de camiões, de autocarros e até de tanques de guerra, também encontrava vários exemplares com que se deliciar.

E terminamos com uma fotografia onde se vêem as colecções / kits de autocolantes com motorizadas antigas, produzidos pela Cericértima. São ideais para quem gosta da temática e um presente muito especial para oferecer a crianças e jovens, para lhes despertar o interesse pelo nosso património rodoviário.

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2017/12/12

Pré-encomenda livro: Berliet, Chaimite e UMM – Os Grandes Veículos Militares Nacionais


O ano de 2018 está quase a chegar e com ele a promessa de uma nova edição dedicada a 3 dos veículos militares fabricados em Portugal: O camião Berliet Tramagal, o blindado Chaimite e o jipe UMM. Isto num livro escrito por Pedro Monteiro e que está previsto que seja lançado durante o salão Motor Clássico que se realiza, em Lisboa, entre 6 e 8 de Abril de 2018.
Recentemente divulgámos a campanha de angariação de fundos para edição deste livro e a três semanas de terminar a oportunidade (será no dia 29 de Dezembro), ainda podem fazer a pré-reserva do livro. Os objectivos propostos já foram ultrapassados, estando reunido aproximadamente o dobro da verba necessária para que o livro seja impresso e distribuído. Quem ainda não fez a sua pré-reserva, deve fazê-lo quanto antes, pois é uma edição limitada e numerada. Deste modo tem o seu exemplar garantido e beneficia de melhores condições de aquisição (dependendo do montante, podem receber este livro a editar, bem como outros já publicados pela editora Contra a Corrente).
Na primeira imagem que acompanha este texto podemos ver a proposta da capa do livro, onde um blindado Chaimite aparece em primeiro plano. Para a contra-capa foi escolhida uma fotografia de um camião Berliet Tramagal, transportando vários militares.

Pela página no Facebook, intitulada Livro Berliet, Chaimite e UMM temos acompanhado as publicações regulares onde vai sendo levantado o véu do material a imprimir, depois de muitas conversas, fotografias e vídeos inéditos sobre estes veículos militares nacionais; recorrendo-se a muitos dos intervenientes no fabrico / na utilização dos veículos referidos e às instituições que com eles trabalharam (e trabalham!).
Para a edição do livro já há apoios confirmados da empresa portuguesa ETI - que desenvolveu o simulador dinâmico dos blindados Pandur II, que existe no RI13, em Vila Real; bem como da Associação 25 de Abril; da Liga dos Combatentes e do próprio Exército Português.

Do que conseguimos apurar em relação ao conteúdo do livro "Berliet, Chaimite e UMM - Os Grandes Veículos Militares Nacionais", para além da abordagem detalhada feita aos veículos em questão, haverá ainda referências a outros tempos e outros veículos, recuando-se até à década de 1920 e vindo até aos nossos dias, dando-se destaque aos Pandur. Os Unimog não são de fabrico nacional, mas também constam nesta publicação, pois marcaram muitas gerações de militares.
No livro é traçado o uso destes veículos no "país e no estrangeiro, bem como o seu desenvolvimento e fabrico em Portugal. Através de testemunho de protagonistas e documentos inéditos, revisita momentos chave da nossa História que muitos leitores viveram na primeira pessoa, como a Guerra Colonial e a Revolução dos Cravos e o PREC. A par destes, o livro aborda também as missões internacionais das Forças Armadas nos Balcãs e em Timor-Leste, terminando com reportagens exclusivas no Kosovo e na Lituânia onde os veteranos blindados Chaimite passaram o testemunho aos modernos Pandur II fabricados no Barreiro".

Este livro destina-se a um público alargado, interessando tanto a quem gosta de veículos militares e fabricados em Portugal, bem como aos militares que com eles lidaram. Paralelamente, despertámos as memórias de muitos ex-combatentes da guerra em África, dos militares do 25 de Abril e das mais recentes missões de paz. Além das máquinas, o livro será, igualmente, uma homenagem colectiva a todos esses Homens. 
Outras informações sobre o livro “Berliet, Chaimite e UMM – Os Grandes Veículos Militares Nacionais”:
- A ideia surgiu em 2015, quando se assinalaram 50 anos da linha de montagem dos camiões militares Berliet-Tramagal e Pedro Monteiro começou a recolher as memórias e episódios que traçam a história de todos os veículos militares fabricados ou montados em Portugal.
- É uma edição de 750 exemplares numerada. Um total de 144 páginas no formato de 29 cm de largura x 26 cm de altura. Capa armada em cartão de 2.5 mm e miolo em papel couché semi mate de 170 gr/m2.
- É uma obra dividida em duas partes, ricamente ilustrada e apoiada em arquivos e testemunhos na sua maioria inéditos. Tem por base mais de 25 reportagens em unidades militares e fábricas em Portugal, no Kosovo e na Lituânia. Juntam-se mais de 40 entrevistas presenciais a protagonistas chave do 25 de Abril, antigos combatentes do Ultramar e gestores, engenheiros e técnicos de empresas envolvidos no fabrico dos veículos militares.

Índice previsto:
* Prefácio
* Introdução
* Parte 1. Desenvolvimento, Produção e Vendas
  Camiões Berliet-Tramagal: A parceria de sucesso
  Blindados Chaimite: Os segredos de um ícone nacional
  Jipes UMM: A grande aventura dos Cournil e Alter
Inclui perfis e fichas técnicas:
- Berliet-Tramagal GBC 4x4 e 6x6
- Tramagal Turbo
- Chaimite V-200 e variantes
- Comando Mk III
- Gazela e Leopardo
- UMM Cournil e Alter
- Pandur II e variantes
* Parte 2.
  Missões de Guerra e Paz
  Guerra Colonial
  Do 25 de Abril e do 25 de Novembro
  Apoio à paz em África, Balcãs e Timor
  Passagem de testemunho na Lituânia
* Epílogo;
* Agradecimentos.

O Autor – Pedro Monteiro
Colabora com publicações de assuntos militares e é correspondente para Portugal da revista espanhola "Fuerzas Militares del Mundo". Em 2011 publicou a monografia "Military Vehicles of the Portuguese Army" e entre 2008 e 2013 publicou artigos sobre viaturas militares na revista "Motor Clássico". Especializado em reportagens fotográficas (www.pedro-monteiro.com), fez trabalhos com forças militares e nacionais em Portugal, Lituânia e Kosovo. Actualmente vive na Holanda, onde trabalha numa multinacional no sector de bens de grande consumo.

Edição
O livro “Berliet, Chaimite e UMM – Os Grandes Veículos Militares Nacionais” será lançado em 2018, pela Contra a Corrente, uma editora vocacionada para os livros de prestígio, de empresa ou de autor. Em 2011 editou o livro “F-16 Falcões e Jaguares”, seguindo-se os livros “100 Anos Chevrolet” (edição comemorativa do Centenário da Chevrolet), “Opel Ampera – Nova era na mobilidade eléctrica”, “A Evolução do Automóvel” e “Mais Alto e Mais Longe, Escalar por uma Causa”, em 2012. No ano seguinte seria a vez do grande livro sobre a História da “TAP Air Portugal” e do livro sobre os “50 Anos Alouette III na Força Aérea”, além da biografia do Cmdt. Roque Brás de Oliveira (Prémio Carlos Bleck 2013) e do livro “50 Anos Porsche 911 em Portugal”. Em 2014, os automóveis e os aviões deram lugar às motos, com a edição do livro “A Evolução da Moto” e de uma fotobiografia e recolha de textos do poeta popular José de Jesus da Silva (“Maré de Sonhos”). O ano de 2015 foi dedicado aos livros “Rui Madeira – 25 Anos de Ralis” e aos “Óculos – História da Óptica”, seguindo-se em 2016, o livro “Grupo OMNI – 25 Anos de Operação em Portugal”. E no início de 2017, dois títulos publicados com um mês de intervalo: “Land Rover em Portugal” e “Mundo Maravilha”.

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2017/06/14

25.ª Automobilia de Aveiro / 2017 - Balanço (2/2)


No seguimento da publicação feita há uns tempos, aqui estamos com a segunda parte do balanço que fazemos da 25.ª Automobilia de Aveiro / 2017 e, como já dissemos anteriormente, desta vez com uma visão mais geral do evento.

Ao chegarmos no Sábado de manhã - ainda não tínhamos entrado no recinto da feira - já estávamos a fotografar os camiões antigos, e especialmente o autocarro AEC, que estavam em exposição na entrada. Começar melhor, é difícil!

Quando começamos a circular pelos vários espaços parecia que a afluência de público era pequena, mas ao falarmos com um vendedor sobre a situação, foi referido que o público não era muito, mas que estava a comprar material, cumprindo-se assim um dos objectivos da automobilia. Entretanto chegou a hora do almoço e a situação mudou. O número de visitantes aumentou muito, fazendo com que muitas vezes fosse difícil circular nos corredores dos pavilhões.

No exterior dos pavilhões destacava-se um "peso pesado" do nosso património ferroviário, uma locomotiva antiga a vapor, acompanhada de uma carruagem "napolitana", sendo possível entrar nesta e ver as diferentes zonas para passageiros e para mercadorias.

É de realçar que foi necessário deslocar este material até ao recinto da Automobilia de Aveiro e construir um troço de caminho de ferro para que pudesse estar em exposição.

Mas na parte ao ar livre havia outros veículos de peso, como vários tractores e máquinas antigas com lagartas, que aqui não são esquecidas. Bem perto também era possível ver motores estacionários usados para diferentes fins. Ainda vimos um deles a trabalhar, o que despertou a curiosidade de quem estava no local.

Quem prefere ou quem se interessa por veículos bem mais leves, tinha à disposição muitos carrinhos a pedais, na sua maioria de fabrico estrangeiro, havendo também alguns de fabrico português.

A Automobilia de Aveiro também é conhecida pelas exposições que apresenta, ou que nela são apresentadas, notando-se que há o cuidado de ir fazendo rotação de tipos de veículos, para que os visitantes tenham sempre um novo interesse e motivo para a visitar. Na imagem anterior podemos ver uma Kreidler GP50 Rennmaaschine de 1975 que estava em exposição no espaço da APME e cujo restauro foi terminado recentemente.

O Museu Nacional Ferroviário também estava representado com diferentes peças do seu acervo museológico, destacando-se um quadriciclo antigo para inspecção inspecção de vias.

Outra das exposições era de scooters Lambretta, sendo possível ver diferentes modelos desta marca, bem como de outras. Neste espaço podiam observar-se as diferentes soluções que os fabricantes adoptaram para este tipo de veículo, onde vamos sentados (e não montados, como acontece numa motorizada normal).

A Automobilia de Aveiro é um espaço de encontro e de mistura; seja de veículos, de objectos, de pessoas, de nacionalidades, de culturas, de materiais e de idades. Quem ainda tiver dúvidas sobre o que dizemos, veja as fotos com que terminamos esta publicação. Um bom exemplo de heterogeneidade!

Mais uma vez terminamos agradecendo à organização pelas facilidade concedidas e, enquanto não chega a 26.ª Automobilia de Aveiro / 2018, vão seguindo as nossas publicações com o que de melhor vimos neste evento!

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