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2011/07/17

100 anos da EFS - Que fazer?



[O antes]
Começo por dizer que a minha relação com a EFS é daquelas coisas que se aproximam do "engole o que cuspiste". Isto porque quando me interessei pelos veículos de produção nacional, sempre que via uma motorizada EFS (especialmente o modelo GT Super) pensava: "Que coisa tão mal amanhada!..." ou algo parecido (eventualmente mais obsceno)...
Depois comecei a conhecer melhor a marca e os seus (milhentos) veículos de 2 rodas, com e sem motor. Pelo meio conheci a EFS Mini Puch e mais tarde outro modelo com motor Puch, o M 125, que basicamente é um modelo GT Super em XL. O feio virava bonito e o vírus começava a propagar-se!
Entretanto puxa-se uma cereja e vêm mais duas ou três... Ora uma catálogo, ora uma fotografia na Internet, ora uma bicicleta, ora a história da marca ... E... Espera lá! A EFS foi fundada em 1911! Estamos em 2011, são 100 anos! É preciso fazer alguma coisa!

[Que fazer?]
Não gosto muito de chamar a mim o que deve ser feito por outros, especialmente quando há entidades competentes para o fazer. Mas o problema, é que muitas vezes quem está nas ditas entidades, tanto pode estar lá, como estar num lagar de azeite. É igual, o que importa é o ordenado no final do mês. Enquanto que quando se gosta de uma coisa, o ordenado não importa.
Por outro lado, neste caso qual ou quem seria a entidade competente?
Os mais atentos terão parado para pensar nesta questão durante uns 15 segundos, não encontrando ninguém. Os menos atentos em dois segundos lembraram-se logo de um museu ou de uma feira que o poderiam fazer, mas... O museu ou os museus, estão mais ocupados com carros e motos a sério, exibidos em eventos com nomes pomposos em inglês e a feira ou as feiras também estão ocupados a vender lotes de espaço no pavilhão... Se sobrar algum espaço, de preferência num canto onde ninguém passa, até se podem mostrar umas 5 ou 6 motorizadas, que alguém empresta para o evento e sempre é mais uma coisa para o programa...

[Os 100 anos da EFS e o RDV]
Sendo o Rodas de Viriato um espaço onde se divulgam informações sobre veículos de fabrico nacional e, consequentemente, um espaço de encontro daqueles que se interessam pelos mesmos, porque não criar condições para a comemoração do centenário da EFS?
E digo criar condições e não digo organizar uma concentração / encontro / exposição como muitos estarão habituados, porque:
- Pretendemos que cada proprietário (ou condutor) seja tão livre quanto o seu veículo lhe permite. Pelo que não haverá uma inscrição paga, um percurso realizado num só sentido, um programa que só enriquece quem organiza o evento e os proprietários dos estabelecimentos onde se para, seja para almoçar, degustar ou ver qualquer coisa.
- Pretendemos que da eventual comemoração do centenário da EFS resulte qualquer coisa de concreto, que seja uma mais valia em relação ao que existia e que seja feito com os recursos existentes e disponíveis, sem artificialidades.
- Pretendemos que seja o primeiro de muitos eventos sobre esta marca e que possa ser replicado para outras marcas. Para tal, deverá ser tão simples, que seja capaz de existir por si só. Digo isto porque o viver não pode estar dependente de uma calendário ou de uma cartaz que alguém faz. E digo isto porque o meu trabalho e participação serão fortemente condicionados pelos afazeres do dia-a-dia, o que quer dizer que estarei sempre deste lado do teclado, em vez de ao lado cada um de vós que lê estas linhas.


[Proposta]
As ideias são muitas, mas como disse, sejamos razoáveis (o que não quer dizer que tenhamos de ser parcos...):
- Combinar um dia em que cada proprietário ou condutor de veículo EFS faça o caminho entre o local da fábrica n.º 1 (Borralha) e a fábrica n.º 2 (Avelãs de Caminho). É longe? E que nunca fui lá!... Isto sem que haja uma hora ou sentido pré-definido. Cada um vai como e quando quiser.
- Editar um postal e um selo relativos à EFS. Uma mistura entre arte e coleccionismo, para relembrar os 100 anos da fundação da marca.
- Organizar pequenos eventos dedicados a modelos específicos. Por exemplo usar as EFS M 125 com motor Puch para passar em locais vedados à esmagadora maioria dos veículos de 2 rodas de fabrico nacional, por exemplo atravessar a ponte 25 de Abril num determinado dia, mostrando que 33 anos depois ainda estão prontas para o ritmo do dia-a-dia. Pessoal das EFS Mini Puch, querem melhor desculpa para se juntarem?... O que vamos fazer de útil?...
- Gostava ainda de editar uma publicação, provavelmente usando a fotocopiadora e um agrafador, sobre a marca EFS. Não será um livro, pois isso são coisas para gente de barba rija, mas uma publicação que sirva de base à divulgação da marca e acima de tudo, que possa ser criticado, corrigido e ampliado.

[Procuram-se]
Sim, 100 anos desde a fundação da marca até hoje (seja lá em que dia for, até porque não temos qualquer prova de que tenha sido em 1911, até pode ter sido um simples golpe de marketing...) merecem pelo menos 100 ideias diferentes e válidas.
Por isso:
1 - Digam se acham bem avançar com a comemoração do centenário da criação da EFS, usando a votação existente na lateral do blogue;
2 - Deixem comentários com críticas, sugestões, ideias, datas... ou já que mais não seja um "não tenho ideias, mas quero dar o corpo ao manifesto, por isso contem comigo!" ou então "deixem-se de coisas, isso devia estar tudo na sucata para fazer janelas novas para futuros centros comerciais".

Dentro de 2 semanas (mais coisa menos ela), darei conta dos desenvolvimentos...

Entretanto divulguem a ideia!

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2020/02/27

Moto EFS M125 - Exposição Bicicleta Motorizada


Na lista das motos com motores de 125 cc fabricadas em Portugal consta a EFS M125, modelo que muitos desconhecem ter existido e que outros confundem com uma normal motorizada de 50 cc da EFS.

Esta situação resulta do facto de as linhas do depósito de combustível serem muito parecidas com o da motorizada EFS GT, que tinha na parte lateral um elemento cromado.

É um modelo de finais de anos 70 e no caso da que vemos nas imagens é de 1978.
Este é mais um dos veículos antigos que integra a exposição Bicicleta Motorizada, no Centro de Artes de Águeda.

A moto EFS M 125 estava equipada com motor Puch com 125 cc, com 4 velocidades e tinha um escape com uma forma a lembrar a saída de um motor a jacto.

A escolha desta marca para o motor resulta do facto de a EFS ter a representação desta marca em Portugal.

Por esse motivo vemos várias EFS com motores Puch, especialmente nas montagens de 50 cc. Sendo uma marca com prestígio internacional, a EFS colocava o emblema da Puch nas tampas da caixa onde está o filtro de ar.

E falando de marcas prestigiadas, os amortecedores eram da Betor.

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2014/10/23

Bicicleta pasteleira antiga Vouga com roda 28 (1/3)


Aproveitamos as comemorações do 8.º aniversário deste blogue para mostrar uma bicicleta de fabrico nacional da marca Vouga, vendida há muitos anos pela Sociedade Comercial do Vouga, L.da.

É um exemplar que mostra a pujança que em outros tempos as empresas nacionais ligadas às duas rodas sem motor tiveram.
Esta bicicleta está cheia de emblemas gravados, o que a par dos decalques originais e da pintura original, a tornam algo de especial.

Um dos poucos componentes que não é de fabrico nacional, é o cubo da roda da frente, que é da Bayliss Wiley - Made in England.

No guarda-lamas da roda da frente, junto da crista cromada, ainda é possível ver o decalque da Sociedade Comercial do Vouga, de Águeda.

Esta bicicleta tem muitos componentes da EFS - marca conhecida pela qualidade e durabilidade dos seus produtos. Na imagem anterior podemos ver a gravação com o emblema da EFS no guiador da bicicleta.

O selim era em couro e foi fabricado pela Tabor. Neste caso concreto é o topo de gama da marca, pois é o Tabor "Extra-Especial" 100, com o couro da melhor categoria.

Os componentes do sistema de travagem também estavam contrastados com o emblema da EFS e diziam Fabricado em Portugal.

A bicicleta tem travões de alavanca, campainha e sistema eléctrico.

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2024/08/27

Bicicleta EFS Especial - 8.° Passeio de Bicicletas Antigas de Budens


A EFS foi fundada em 1911 e rapidamente ganhou fama pela qualidade dos seus componentes para bicicletas e também pelas bicicletas que entretanto começou a fabricar. 
70 anos mais tarde, a EFS decidiu assinalar a data lançando diferentes modelos de bicicletas EFS, que assinalavam esse facto.

Nas imagens vemos uma dessas bicicletas, é um modelo para homem, com travão de fio e com grupo eléctrico. Esta bicicleta estava equipada com suporte para mercadorias e com selim da Socal.

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2011/11/19

"Alguns dos 100 anos da EFS" - Classic' Auto 2011


Aqui ficam as fotos da exposição «Alguns dos 100 anos da EFS» que esteve patente no Classic' Auto 2011.
Na primeira foto podemos ver a exposição no momento em que estavam a chegar os primeiros visitantes. Na parte de trás, estava o letreiro identificativo da exposição e por baixo era possível ver um calendário de parede original da EFS.

Tentou-se fazer um exposição que mostrasse a diversidade de veículos produzidos. Por isso estiveram em exposição duas Motoesa EFS Mini Puch e uma bicicleta Sprinter, com quadro e acessórios EFS...

Havia ainda uma EFS Netinha com a pintura original e uma EFS GT Super. Quatro dos veículos referidos foram gentilmente cedidos pela oficina de Nelson e João Ferreira (ver também o site na Internet - www.motosclassicas.yolasite.com).

No domingo à noite era altura de voltar para casa e a exposição teve de sofrer algumas alterações. Foi incluída mais uma Dúnia GT Super, gentilmente cedida por João Correia do fórum Auto-Rainha Meeting.

Esta imagem dos 70 anos do EFS, em 1981, foi gentilmente oferecida por Carlos Martins / Old Moped, que também teve a simpatia de levar para o evento alguns coleccionáveis raros da EFS, nomeadamente um alfinete de lapela na caixa original, uma bola pisa papéis em vidro e uma capa com mola para folhas A4.

Muito obrigado a todos os colaboradores, à organização do evento e aos interessados na exposição!

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2015/06/21

Bicicleta pasteleira com montagem EFS de João Fonseca


No último encontro de bicicletas pasteleiras de Pinhal Novo pudemos conhecer a bicicleta antiga de João Fonseca.

Para quem não sabe, João Fonseca é o organizador do Passeio de Bicicletas Antigas de Budens, no Algarve, perto de Vila do Bispo.

À primeira vista é uma comum bicicleta pasteleira de fabrico nacional, mas um olhar mais atento mostra que não é bem assim!

Quando dizemos que não é uma bicicleta comum, não nos estamos a referir só a sua história, pois foi herdada do avó, que a usou a partir dos anos 50 do século passado. Um dos elementos que nos remetem para esse passado, é a existência de um amuleto com um pequeno guiso e uma ferradura - sinal de que já noutras épocas era preciso alguma sorte para se andar na estrada...

O que nos salta à vista nesta bicicleta são os componentes usados. O quadro é da EFS - marca fundada em 1911! O farol é da inglesa Miller e ainda tem o vidro original, também ele da Miller.

O selim em couro é da P.F.S. - o que nos remete para o início da indústria das bicicletas nacionais.

E o suporte de mercadorias, a avaliar pelo que é visto noutras bicicletas pasteleiras oriundas do Algarve, tem uma forma característica, em que a ligação à zona do selim tem uma ondulação, a lembrar um til. Arriscamos a dizer que era fabricado localmente.

E melhor de tudo, a bicicleta ainda mantinha a patine do tempo, só tendo sofrido pequenas reparações resultado da passagem dos tempos.

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2014/12/01

Bicicleta pasteleira antiga Vouga com roda 28 (2/3)


E com este grupo de fotos continuamos a mostrar a bicicleta pasteleira antiga Vouga com roda 28, modelo para homem.

Sendo um produto com o melhor da indústria nacional de bicicletas, tem muitos pormenores e detalhes, na sua maioria contrastados com a marca do fabricante.
Os pedais têm borrachas da Longines

Vista de lado, podemos apreciar o todo o conjunto com quadro da EFS.

A campainha é de metal e tem gravadas as letras Sotam. No centro tem a esfera armilar, com o escudo nacional.

No quadro ainda conserva os decalques originais da época em que foi fabricada, o que mostra o seu grau de conservação. Na imagem anterior podemos ver as letras VOUGA colocadas sobre uma corrente de bicicleta, com os elos a azul e branco.

Já a coroa da forqueta tem o emblema da EFS na lateral, por baixo de uma zona onde o metal foi retirado, tornando-se facilmente reconhecível.

O farolim não tem marca e está com o plástico em bom estado, permitindo sinalizar a bicicleta durante passeios à noite.

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2011/12/15

Bicicleta pasteleira Yé-Yé com pedaleira EFS


O ano em que a EFS faria 100 anos de existência está quase a terminar, mas as comemorações não.
Hoje apresentamos uma bicicleta pasteleira Yé-Yé com uma roda pedaleira da EFS, em que os raios que ligam a zona do eixo, à zona dos dentes que puxam a corrente, foram substituídos pelas letras EFS RN 1956.
Agradeço a Diogo Bastos pelo envio da fotografia.

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2017/01/28

Bicicleta pasteleira Leibil usada para publicidade


Os veículos antigos são usados com frequência para fazer publicidade, pois dão nas vistas e mostram um pouco do espírito de quem os usa para promoção.

Esta bicicleta é um desses casos e é de marca Leibil, tendo sido vendida pela empresa Bicicletas Leiriense, L.da e aparenta ter como base uma bicicleta fabricada pela EFS.

Está restaurada e costuma estar estacionada à porta da loja Dona Pedra, em Almeirim, que vende produtos de artesanato.

Por esse motivo tem na traseira, na zona do suporte de mercadorias, duas alcofas cheias de flores em plástico colorido. Procurando-se com isto fazer a ponte entre o colorido das flores e o colorido de muitos dos produtos que são vendidos na loja.

A zona interna do quadro tem um painel, também ele colorido, onde está impresso o emblema da loja, mostrando assim que não é uma simples bicicleta estacionada na rua.

O selim é em couro e tem a chapa da Tabor na parte de trás. Pela idade e por estar exposto aos elementos naturais, apresenta sinais de alguma degradação.

Esta bicicleta pasteleira tem travões de alavanca e sistema eléctrico.

O farol é cromado e tem o vidro de marca Miller.

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