2018/04/20

Salão Motorclássico 2018 - Balanço (2/2)


É o momento da segunda parte do balanço feito ao Salão Motorclássico 2018 pelo Rodas de Viriato.
Como referido na informação já divulgada, neste artigo não vamos tanto pela perspectiva do tema deste blogue - os veículos fabricados em Portugal -, mas pelo que observamos durante a nossa visita ao evento.

Uma das primeiras impressões que tivemos, foi a de que o clima que estava no Parque das Nações, parecia prolongar-se pelo pavilhão de exposição do Motorclássico... A chuva caia pontualmente no exterior e no salão sentia-se um arrefecimento.

É conhecida a aversão que muitos entusiastas e proprietários de automóveis antigos têm à chuva e à humidade, situação que acaba por condicionar inevitavelmente saídas e passeios.
Mas há sempre quem leve o assunto a sério e o número de visitantes durante a nossa visita estava dentro do que seria de esperar.

Como em anos anteriores, pudemos ver em exposição, e à venda, uma considerável quantidade de automóveis vulgarmente chamados de "topo". Estamos na capital portuguesa e o Motorclássico serve de local privilegiado para se fazerem contactos e negócios.

E via-se um pouco de tudo, desde cromados e pinturas brilhantes / reluzentes, a pessoas que mostravam a sua pressuposta virilidade carregando no pedal do acelerador de um automóvel ligado... Fazendo barulho, alguma poluição e captando a atenção de quem acha isto muito giro.

Mas quem quer vender, tem de captar a atenção dos potenciais clientes. Muitos tentam ir pela originalidade, expondo os veículos de forma diferente, recriando ambientes ou fazendo algo pouco visto ou inédito.

Já assistimos a muitos bailados e coreografias, mas nunca feitos por um automóvel. Com o surgimento dos automóveis eléctricos que têm motores para tudo e mais alguma coisa, lá nos estreámos a ver uma coreografia (sem seres humanos) de abrir e fechar portas, a par de ligar e desligar faróis, farolins e piscas, enquanto umas guitarradas dos anos 80 / 90 se faziam ouvir.

Mas havia mais do que automóveis expostos. Havia vários expositores de peças e acessórios; materiais / produtos; artigos de colecção e prestadores de serviços, nacionais e estrangeiros. Uma prova de que o mercado está vivo e em desenvolvimento.

No parque fechado do Salão Motorclássico notou-se a influência do frio. O número de viaturas no parque de automóveis clássicos era menor do que no ano anterior (tal com já acontecera no ano anterior). Sem pudores, é um ponto que merece alguma reflexão.

Em relação ao leilão de automobilia também nos pareceu que diminuiu o número de material disponível para venda, ainda assim vimos peças que foram disputadas de forma aguerrida pelos participantes.

Terminamos dizendo que é sempre positivo a realização deste tipo de eventos, e o Salão Motorclássico esta nesta área de classificação.
Agradecemos à organização pelas facilidades concedidas pelo ingresso no evento.
Entretanto começa a contagem decrescente para o salão Motorclássico 2019!

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