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2013/10/02

60 anos da fundação do Museu do Caramulo


No dia 23 de Setembro de 2013, o Museu do Caramulo comemorou 60 anos sobre a sua fundação.
É uma instituição que tem contribuído para a divulgação dos veículos de fabrico nacional, especialmente dos automóveis feitos em Portugal. Deixamos aqui as nossas felicitações e desejamos que se sigam outros tantos anos.


Aqui fica a informação que nos chegou sobre esta efeméride:
O Museu do Caramulo comemora 60 anos sobre a sua inauguração em 1953, nas instalações provisórias no Caramulo, pela mão do seu fundador Abel de Lacerda.
Para assinalar os 60 anos, o Museu do Caramulo levou e continua a levar a cabo várias acções ao longo de 2013, nomeadamente as exposições temporárias de arte contemporânea, a primeira intitulada “Retratos Incógnitos”, do artista Eurico Lino do Vale, e actualmente a exposição “Rush”, do artista João Louro, com edição de catálogo em ambos os casos.
2013 é também o ano de lançamento do primeiro concurso de fotografia do Museu do Caramulo, em parceria com a empresa Estradas de Portugal sob o título “Estradas de Portugal – Um outro olhar”. Este concurso, aberto a todos os apaixonados pela fotografia, culminará com uma exposição temporária das melhores obras, a inaugurar no dia 23 de Novembro.
Outra das acções comemorativas, também ligada à fotografia, e realizada em parceria com a FNAC, é uma exposição fotográfica sobre os 60 anos da instituição, que decorre actualmente na loja de Viseu. Está ainda em curso a realização da semana "60 Anos do Museu do Caramulo", mais uma vez na FNAC de Viseu, na qual está presente uma moto antiga da colecção do Museu do Caramulo, havendo espaço para o destaque das publicações e história do museu.
No mesmo âmbito, o Museu do Caramulo vai ainda apresentar um site renovado, de forma a marcar o seu aniversário, site este que será realizado pela Havas Worldwide. Para além disso, foi também criado, no início de 2013, um logotipo comemorativo e que tem vindo a ser usado em todas as comunicações do museu, mantendo-se até ao final deste ano.

Sobre o Museu do Caramulo
Do sonho e da vontade de Abel de Lacerda em transformar o Caramulo em pólo de atracção dedicado ao turismo, cultura e saber, deixando para trás o estigma da sua vivência enquanto sanatório, nasce o Museu do Caramulo, primeiramente designado por Museu de Arte Antiga e Moderna, inaugurado a 27 de Setembro de 1953 sob o lema da palavra generosidade.
Todos os coleccionadores, artistas e amigos doam as suas peças de arte sem nada receber em troca, apenas a inscrição do seu nome junto da peça doada.
A morte inesperada de Abel de Lacerda, em 1957, fez evidenciar o nome de outra personalidade que ficou com os destinos do Museu do Caramulo nas mãos: João de Lacerda, médico, irmão do fundador do museu e responsável pelo aparecimento da colecção de automóveis no seu acervo.
Certo dia, em 1955, encontra um Ford T em estado de quase sucata. Pára e compra-o. Estava iniciada a melhor colecção de automóveis antigos que alguma vez se constituiu em Portugal, colecção esta que revela um profundo conhecimento da história do automóvel e da sua evolução, além de rigorosos critérios na aquisição e restauro dos diferentes veículos, respeitando as suas características de origem.

Sobre os fundadores do Museu do Caramulo
Abel de Lacerda (1921-1957): Fundador do Museu do Caramulo
Por João de Lacerda
Abel de Lacerda nasceu em 1921. Bisneto, neto e filho de médicos, mas sem vocação para a medicina, decidiu cursar Ciências Económicas e Financeiras. Seu pai, Jerónimo de Lacerda criou, no Caramulo, a maior estância sanatorial da Península da Ibérica. Em 1945, morre subitamente e Abel de Lacerda é obrigado a suspender o seu curso para poder continuar a obra do pai. Irá prosseguir os estudos, em regime livre.
A paixão de Abel de Lacerda é desde sempre a arte e, pouco a pouco, ainda que com escassos recursos, vai coleccionando obras e procurando relacionar-se com artistas e coleccionadores. Em 1953 tem a ideia utópica de criar, no nosso país, com características absolutamente originais, um museu de coleccionadores amantes das artes plásticas. Com os amigos que com ele partilhavam a mesma paixão, começa a reunir um núcleo de obras valiosas, sempre com elevado critério e cujo conjunto evidencie rigorosa harmonia.
Em curtíssimo espaço de tempo congrega cerca de cem personalidades e perto de cento e cinquenta peças, o que lhe permite fazer uma magnífica exposição no Palácio Foz, em Lisboa, inaugurada pelo Chefe de Estado, General Craveiro Lopes, e por membros do Governo. Esta exposição lança para o conhecimento do grande público o que virá a ser o Museu do Caramulo, que ele queria dos particulares e da generosidade. De imediato, começa a pensar nas instalações que irão albergar a colecção em crescimento, decidindo-se pelo Caramulo.
Viaja, estuda, planeia e inicia a construção. Morre prematuramente, num trágico acidente, em 1957. Não teve tempo para consolidar a sua obra nem para criar o seu suporte jurídico. Mas era imparável a dinâmica e a energia gerada. Em 1958, amigos e doadores criam a Fundação Abel de Lacerda e dão personalidade jurídica à sua vontade. Em 1959, com o estatuto de utilidade pública, é inaugurado, com pompa e circunstância, o Museu do Caramulo – Fundação Abel de Lacerda, que vem acrescentar ao património nacional um valor inestimável.
Em seis anos estava realizado o sonho. Parecia utópico mas, pela primeira vez em Portugal existia, na realidade, um pequeno grande museu constituído por obras excepcionais. Graças à iniciativa e ao empenho de Abel de Lacerda e ao mecenato dos portugueses que com ele acreditaram no projecto, foram trazidas para Portugal obras que estavam dispersas pelo Mundo e que, de outra forma, dificilmente teriam voltado para o território nacional. São disso exemplo as célebres tapeçarias manuelinas, de Tournai.
O Museu do Caramulo foi já visitado por mais de um milhão de pessoas. Sempre independente, pertence aos seus doadores, cujo número todos os anos se renova. Dispõe de um notável acervo de peças cuja escolha obedece ainda aos critérios de qualidade e valor impostos por Abel de Lacerda, o que lhe permite manter a mesma harmonia e interesse, pouco vulgares em instituições que aceitam dádivas ou mesmo heranças.

João de Lacerda (1923-2003): Continuador da Obra
Por Pedro Corrêa de Barros
João de Lacerda nasceu em 1923, no Caramulo. Após completar o liceu decide seguir a tradição dos seus antepassados e forma-se na Faculdade de Medicina de Lisboa. Desde logo inicia a sua especialização em Pneumologia, trabalhando com tisiologistas de renome. Terminados os estágios, assume a função de Director Clínico da Estância Sanatorial do Caramulo.
Com a morte de seu irmão Abel, em 1957, num trágico acidente, no qual ele fica gravemente ferido, vê-se na contingência de assumir a Direcção da Estância e abandona a medicina.
Como desde pequeno sempre teve a paixão das obras, fruto de um acompanhamento permanente de seu pai, assume também a direcção da Junta de Turismo do Caramulo e dinamiza de uma forma imparável o crescimento e embelezamento da sua terra, o Caramulo. Dava assim continuidade à grande obra de seu pai, o Dr. Jerónimo de Lacerda, que foi pioneiro na criação de uma povoação modelo para a altura, com água canalizada ao domicílio, electricidade a partir de uma barragem própria, rede de esgotos com ETAR, sistema de recolha de lixos com forno crematório e jardins e verde numa proporção nunca vista. Com justiça pode-se dizer que se Jerónimo de Lacerda criou o Caramulo, João de Lacerda deu-lhe a projecção que o tornou conhecido no país e fora dele.
Trabalhador incansável, dedica todo o seu tempo e força à sua terra, completando e dando forma à ideia iniciada pelo seu irmão Abel, a construção do edifício do museu, o que consegue em tempo recorde. É João de Lacerda que cria a Fundação Abel de Lacerda, em homenagem a seu irmão, e é ao seu carinho e empenho que se deve, quase que exclusivamente, aquilo que é hoje o Museu do Caramulo.
Certo dia, encontra um Ford T em estado de quase sucata. Pára e compra-o. Estava iniciada a melhor colecção de automóveis antigos que alguma vez se constituiu em Portugal. Perfeccionista e criterioso, reconstrói meticulosamente os automóveis que vai adquirindo, dando-lhes a grandeza e autenticidade dos tempos em que circulavam pelas estradas do nosso País.
Na sequência de uma sugestão do Presidente Américo Thomaz, a quando de uma visita ao Museu do Caramulo, decide expor a sua colecção e cria aquilo que fica conhecido como o Museu Automóvel do Caramulo, inicialmente instalado no piso térreo do edifício da Fundação Abel de Lacerda e mais tarde em edifício próprio, construído a expensas próprias e com a ajuda de algumas empresas de petróleo e inaugurado, com pompa e circunstância, em 1970, pelo governo.
Com a sua enorme dinâmica, João de Lacerda leva, por convite, os seus automóveis a participar numa centena das mais conhecidas e prestigiadas provas para automóveis antigos e de colecção, como sejam o London-Brighton, a Louis Vuitton China Run, o Bordeaux-Paris, as Mille Miglia, o Rally de Monte-Carlo, entre outros, onde acumula prémios e louvores. A sua arte de conduzir e o impecável estado das mecânicas, com que apresenta os automóveis, granjeia-lhe a ele e ao Museu do Caramulo enorme respeito e prestígio internacional.

Sobre as colecções do Museu do CaramuloNo seu interior, o Museu do Caramulo apresenta a sua colecção de Arte, com mais de 500 peças, que vão desde o Antigo Egipto até Pablo Picasso e Salvador Dali, passando assim pelas várias vertentes da arte como sejam os têxteis, tapeçarias, pratas, escultura, cerâmica, pintura, mobiliário, vidros, joalharia, arqueologia até à arte contemporânea.
O museu apresenta ainda aos seus visitantes a maior colecção de automóveis, motociclos e velocípedes em exposição em Portugal, cobrindo 150 anos de história da engenharia. Esta colecção apresenta uma enorme variedade de veículos, que vão desde um Peugeot de 1899 até a um Ginetta-Zytech de 2009, todos em perfeitas condições de funcionamento.
Por fim, o museu mantém em permanência uma exposição de miniaturas e brinquedos antigos com mais de 3.000 peças, mostrando várias épocas de brinquedos ao longo de mais de um século."

(imagens cedidas pela instituição)

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2021/10/09

Visita ao M2R - Museu Duas Rodas


Na longa caminhada pelo reconhecimento e valor do que foi, e é, a história dos veículos fabricados em Portugal, muito pode e deve ser feito.

Quando o Rodas de Viriato iniciou a sua atividade divulgadora destes veículos no ano de 2006, muito havia por fazer na Internet e mais ainda no mundo real. De entre os variados tipos e marcas de veículos, foi no mundo das motorizadas que mais se sentiu a necessidade da criação de um museu, de modo a esclarecer muitos pormenores desconhecidos.

Se havia quem dissesse que se devia fazer um museu das motorizadas portuguesas numa das antigas fábricas, havia quem dissesse que o mesmo deveria ser numa das localidades a que elas estão associadas. E havia ainda quem dissesse que esse museu deveria estar ligado a um outro museu já existente (não por se pretender aglutinar recursos e dar expressão à dimensão deste passado, mas por se considerar que esse museu poderia ter interesse neste mundo). 

Entretanto surgiram exposições (o Rodas de Viriato organizou e montou as exposições Início da Indústria de Ciclomotores em PortugalAlguns dos 100 anos da EFS e A Pedalar) e livros relacionados com as motos antigas portuguesas, permitindo a sistematização de conhecimento sobre o tema e a criação de contactos de diferentes pessoas e entidades que podiam dar aso a outros projectos. 

Mas a criação de um museu era uma realidade que demorava a ganhar forma e a ser concretizada, até que este ano abriu o Museu Duas Rodas - M2R, no Centro de Alto Rendimento de Anadia / Velódromo Nacional de Sangalhos.

E o Rodas de Viriato lá teve uma boa desculpa para ir até ao concelho de Anadia, a uma zona cujo nome está associado a vinhos, mas também a bicicletas e a motorizadas.

Para visitar o Museu Duas Rodas - M2R é conveniente fazer uma marcação prévia, pois o mesmo está instalado no corredor exterior da pista do Centro de Alto Rendimento de Anadia / Velódromo Nacional de Sangalhos. Como há motorizadas, motos e peças expostas sem estarem protegidas por um vidro, a visita é feita por uma guia que vai falando sobre o que está exposto e ao mesmo tempo garante-se que não há furtos ou danos no que está exposto.

A planta do museu tem uma forma oval, pelo que foi criado um percurso com várias "estações" em que é explicada a evolução desta indústria local, mostrando bicicletas, motorizadas, motos, triciclos; bem como uma série de coleccionáveis, documentários e até algumas propostas tecnológicas com realidade virtual.

A visita tem a duração de aproximadamente uma hora e pela variedade do que está exposto, podemos dizer que é recomendada para todas as faixas etárias (como é conveniente num museu...).

E já que falámos do que vimos no museu M2R sem fazer referência às fotos que acompanham este texto, fiquem a saber que na fotografia seguinte vemos uma experiência de realidade virtual em que é possível montar uma SIS Sachs V5 pegando "virtualmente" nas principais peças desta motorizada com a mão.
Caso para dizer: Sangalhástico!

Para mais informações, visitar:

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2009/07/06

Sóbrinca Deluxo - Bicicleta para criança (1/2)

Se há dias em que escrever neste blogue é uma coisa objectiva, outros há em que é uma coisa subjectiva. Mas num caso e no outro, há um objectivo: falar das "rodas nacionais".
Mas também há dias em que a escrita não tem adjectivos pelo meio e dias em que a escrita está cheia de adjectivos - no 1.º caso não há opinião de quem escreve, no 2.º caso o texto é mais subjectivo, uma vez que está contaminado com a opinião do autor.
Hoje o texto é tendencialmente de 2.º caso (e acho que amanhã também o será...).

Então vamos lá:
Se Sintra tem o museu do brinquedo mais conhecido do país - fruto da doação de uma colecção de brinquedos que alguém fez durante muitos anos, já Caldas de S. Jorge não tem o museu dos brinquedos fabricados no seu território.
Se no 1.º caso a coisa foi feita por gosto e nos tempos livres (será que foi?), no 2.º caso o museu não existe, nem existe nenhuma valorização por parte de quem esteve ligado a estes projectos, talvez por estarem associados a esforço e horas de trabalho. As fábricas fecharam e hoje nestas localidades ainda não se reuniram esforços para mostrar o que de bem faziam. Afinal estes foram os brinquedos da infãncia de muitos de nós.
É a dicotomia deste país, não fazer nada versus fazer alguma coisa. Aparentemente os primeiros levam vantagem considerável sobre os segundos.
Aos segundos resta-lhes arregaçar ainda mais as mãos e trabalhar para verem o seu trabalho reconhecido, ou então, esperar que os primeiros sofram privações por não trabalharem - mais tarde ou mais cedo terão de fazer alguma coisa, afinal as vacas gordas não duram para sempre e sempre ouvi dizer que "quem não trabuca, não manduca".
Sei que o que descrevi ainda poderá demorar alguns anos a acontecer, ou nem chegar a acontecer - mas o tempo dirá que tenho razão.
O Museu do Brinquedo de Sintra está desenraizado no local onde se encontra - com excepção da provável relação entre o coleccionador e a localidade onde está o museu + o facto de alguma da população de Sintra ter tido capacidade financeira para comprar brinquedos, numa época em que não era qualquer um que os tinha.
A questão é que é uma colecção de brinquedos que tanto poderia ser de um coleccionador português, como brasileiro, como angolano... É uma colecção que resulta de um critério pouco objectivo: juntar brinquedos! Apesar de ter o interesse de mostrar diferentes exemplares de diferentes épocas, materiais e culturas.
Acontece que em Caldas de S. Jorge fabricaram-se, e ainda se fabricam brinquedos... Brinquedos esses que estão intimamente ligados a quem nós somos. Também se ignora o passado industrial, que acaba por se refectir no modo como hoje se encara o presente. Um museu com uma colecção desses brinquedos pode ser uma mais valia indiscutível: relembra um passado de iniciativa, de determinação e de capacidade criativa. Esse museu poderia ainda ter uma zona para exposição, temporária ou permanente, de brinquedos representativos da industria nacional: da Maia Borges, da Majora, da Osul, da Luso Toys e de outros tantos.

Não será pela falta de matéria prima que o museu não estará repleto. Já aqui mostrámos brinquedos da Bébécar, da Carbébé, da Fabruima e da Sóbrinca. Tudo marcas que laboraram em Caldas de S. Jorge e estou certo que a lista ainda não está completa (a Fabrinca também será de lá?...).

Como dizíamos no início deste texto, o objectivo é falar das rodas nacionais, pelo que aqui estou eu a apresentar esta bicicleta com rodinhas da Sóbrinca. É o modelo Deluxo, tem selim da marca Raio...

As rodas são em borracha maciça, com uma faixa lateral branca. Já as rodas são em chapa estampada e cortada de modo a imitar os rais das rodas dos "grandes".

Tem um suporte para mercadorias na zona traseira e brevemente haverá mais fotografias sobre ele.

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2006/11/02

Vinci GT - Auto Museu da Maia Anuário - 2ª Edição


O Auto Museu da Maia apresentou recentemente no evento Autoclássico 2006, na Exponor (Matosinhos), o seu concept car Vinci GT.
O projecto ainda está em evolução, tendo já apoiantes e outros tantos críticos. Mas uma coisa é certa, pelo menos estão a tentar fazer em Portugal!
As imagens foram retiradas do Auto Anuário do Museu da Maia (2ª edição), quem quiser contactar a Auto Museu da Maia, deve telefonar para o 229476836.


Saber mais:
- Auto Museu da Maia

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2010/08/03

Casal Carina no Museu do Design (e da Moda)


Está patente no Museu do Design e da Moda a exposição de scooters (da colecção de João Seixas) " Lá vai ela, formosa e segura" até dia 24 de Outubro de 2010.
Esta é uma daquelas exposições onde não se pode fotografar. Situação que aceitamos, mas com a qual não concordamos, pois a cultura e a informação devem circular livremente.
Neste caso acaba até por ser irónico, uma vez que assim que entramos no museu vemos um cartaz do lado esquerdo onde se lê "É proibido proibir!" (relativo a uma exposição no museu) e do lado direito vemos um símbolo que proíbe tirar fotografias. Mas nestas coisas da cultura (e também neste blogue) a retórica serve para levar a água ao moinho e por vezes surgem estas incongruências...
Por esse motivo apresentamos fotografias do exterior do edifício, que no passado foi um local de agiotagem legal, o denominado Banco Nacional Ultramarino, em vez de fotografias das máquinas expostas.

A exposição divide-se em dois pisos, estando a maioria das scooters em exposição no andar superior. No andar inferior estão expostas scooters de uma marca italiana, rodeadas por peças de design de autor de diferentes correntes e épocas, que fazem parte do acervo do museu.

Ao fundo do piso superior temos as pérolas desta exposição: Uma Casal Carina S 170 (da 3.ª série se não me falha a memória) e o documentário Scooter Sinfonia de António Ruano, datado de 1969. Este documentário tem a duração de 11 minutos (no entanto fiquei com a sensação de que tinha duração inferior... O que é bom não dura muito...) e nele podemos ver vários aspectos relacionados com o fabrico da scooter Casal Carina, desde os projectos no papel até à saída da linha de montagem. Este documentário é um importante documento histórico, pois mostra a sequência da linha de produção, bem como os testes a que as Casal Carina eram submetidas de modo a garantir a sua qualidade (10 horas de testes...).
Pelo meio do documentário há uma referência à Casal Carina S 171, que estava previsto entrar em produção. A Carina S170 tinha um motor de 50 cc., enquanto que a Carina S 171 teria motor de 75 cc.
Se não estou em erro (no fórum Scooter.pt????) há referência à utilização de motores de 75 cc. nas Casal Carina durante uma volta a Portugal em bicicleta, seriam a versão S171? Ou é só um delírio meu?...
Numa vitrina podemos ainda ver o folheto de apresentação da scooter "Cruzador" Binz distribuída pela Organização Sachs Portuguesa e o folheto de apresentação da Casal Carina.
A entrada é gratuita, pelo que devem aproveitar para visitar a exposição quando passarem pela baixa de Lisboa. Depois podem ainda aproveitar para visitar o Terreiro do Paço (que esteve recentemente em obras) e o Cais das Colunas. Quando estiverem neste último podem ver a margem sul do Rio Tejo e as tainhas que se alimentam nas saídas do esgoto existentes no local...

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2013/08/25

Raiada do Caramulo - Concentração & Desfile de Bicicletas Antigas 2013


A edição de 2013 da Raiada do Caramulo - Concentração & Desfile de Bicicletas Antigas, já está marcada para o próximo dia 7 de Setembro.
Aqui fica a informação transcrita do site oficial:

Tem uma bicicleta bonita, clássica, ou simplesmente antiga e usada? Então traga-a ao Caramulo e junte-se à Raiada do Caramulo, um desfile de bicicletas pela Rampa do Caramulo abaixo com concentração e exposição em frente do Museu do Caramulo.

Inscreva-se já, enviando um email para raiada@caramulo-motorfestival.com com o seu Nome, Bicicleta e Telefone de Contacto. As inscrições são gratuitas mas limitadas.

Programa:

16h00 - Concentração em frente do Museu do Caramulo
Parque de estacionamento destinado aos participantes
Traga o seu traje antigo

17h00 - Saída para o cimo da Rampa do Caramulo
A organização responsabiliza-se a transportar as bicicletas em carrinha para o cimo da serra.
Os participantes que tiverem acompanhante e pretenderem levar as suas próprias bicicletas, poderão fazê-lo, seguindo o transporte da organização

18h00 - Descida da Rampa do Caramulo em desfile até ao Museu do Caramulo.
Exposição das bicicletas em frente do Museu do Caramulo

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2007/05/04

ALBA na Motorclássico 2007


Já aqui apresentámos fotografias do evento Motorclássico, que decorreu no final de Abril na FIL.

Desta vez deixamos fotografias de parte do stand do Museu do Caramulo e do automóvel de competição ALBA, que nele estava em exposição .

Na fotografia anterior: símbolo da ALBA- igual ao símbolo que aparecia nas panelas de três pernas em ferro fundido, usadas pelas nossas avós.

O Museu do Caramulo tem, ou a ele estão ligados, vários veículos de construção nacional. Mais concretamente uma Casal Carina, este ALBA e um Edfor.

O ALBA está a ser recuperado pelo museu (especialmente o motor) e tem sido a imagem de promoção do evento Caramulo Motorfestival - o próximo evento está marcado para o início do mês de Setembro de 2007.


Saber mais:
- Museu do Caramulo - Site oficial
- Caramulo Motorfestival presente no Motorclássico - Site oficial

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2008/02/13

Furgão oficina CP J 31100 (parte 3)


Será que associam esta imagem a algo?...
Sim, já aqui tinha perguntado se adivinhavam o que era... E não conseguiram...
Bem sei que é difícil de imaginar o que a seguir mostro!

Quando publiquei a parte 1 e a parte 2 sobre o Furgão oficina CP J 31100, que estava ao abandono na estação de Castro Verde, nunca imaginei fazer esta "parte 3"... (já agora informo que haverá uma "parte 4")!

Um ano depois voltei ao local para ver o que teria sobrado do furgão oficina, pois já tinha lido no fórum ParaFerroviário que o mesmo tinha sido destruído...
Para quem não está dentro do assunto, neste local existia um furgão oficina com cerca de 100 anos. Sei que metal com 100 anos (século XIX, passagem para o séc. XX) é apreciado por sucateiros, pelo seu grau de pureza ou porque não tem outras ligas à mistura...
Nota: Parto do princípio que o furgão foi destruído, para depois vender o metal e usar esse dinheiro para pagar as dívidas que dizem que a CP tem... Mas também poderá ter sido destruído só porque era velho...

Não compreendo como é que material com esta idade é assim destruído... Se foi guardado (ou abandonado) e resistiu durante tanto anos, porquê isto?
Será que não tinha interesse para um museu, nem que fosse um qualquer museu municipal, já que o Museu Nacional Ferroviário tarda em ver a luz do dia?
E será que não haveria uns entusiastas nacionais (ou internacionais) dispostos a pagar mais do que o seu peso em metal, para depois o restaurar e conservar?

O local está cheio de restos de metal e de madeira, bem como de outros elementos que passarei a identificar:
- Uma tampa de recipiente com a inscrição "Tudor Portugal"...
- Outra tampa com a inscrição "Lazeite, Lda Lisboa"...

- Um carimbo feito à mão num pedaço de cortiça com a palavra "Alvalade", certamente pertenceu a alguém que estava farto de escrever a palavra à mão...

- Um suporte metálico em "L"...

- E os restos de uma lata com a marca "M. Cruz Lisboa" que foi usada para fazer um modelo, ou algo parecido...

São pequenos elementos com pouco ou nenhum valor museológico, mas estou certo que poderiam ser material suplente para futuros restauros ou para servirem como material pedagógico no futuro Museu Nacional Ferroviário - para que as crianças que "gostam de ver com as mãos" pudessem mexer em "coisas antigas" sem qualquer problema...

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2016/10/28

Automóvel Marlei no Museu dos Transportes e das Comunicações


E assim terminamos a comemoração do 10.º aniversário Rodas de Viriato...
Mostramos fotografias do automóvel Marlei quando esteve no Museu dos Transportes e Comunicações, na cidade do Porto, na exposição "O Automóvel no Espaço e no Tempo".

Estas fotografias devem ter uns 13 ou 14 anos...
Ao rever estas fotografia temos de reconhecer a importância ou impacto que uma exposição de um museu pode ter. Dizemos isto porque uma das coisas que nos levou a criar este blogue, foi a falta de informação sobre os veículos produzidos em Portugal.

E como sentimos esta necessidade, tratámos de a colmatar. E em vez de nos andarmos a queixar, dizendo que ninguém faz nada e que nada acontece, metemos mãos à obra e aqui está ela!
A exposição acabou por ficar no subconsciente e foi um estímulos que contribuiu para a criação do Rodas de Viriato.

O Marlei estava exposto numa zona dedicada aos automóveis de fabrico nacional, onde os jipes UMM também tinham muito destaque. Nesta zona estiveram expostos de forma regular outros automóveis de fabrico nacional, como o Sado 550 e o Portaro.

Deste modo quem visita o museu fica a conhecer melhor o que por cá se fez e, especialmente para as crianças que vão em visitas organizadas pelas escolas, pode ficar o desejo de quando se for mais crescido fazer alguma coisa que mereça ali estar.

Ao escrever estas palavras, não conseguimos deixar de pensar na polémica a que muitas vezes os museus estão condenados, seja pelo dinheiro neles investido, seja pela sua forma de actuação, seja pelo trabalho que desenvolvem (ou que achamos que deviam desenvolver) ou pela dispersão de recursos que muitas vezes só se justifica por bairrismos.

Mas como diz alguém que conheço, temos de fazer acontecer! E procurar a parte positiva do que nos rodeia.

Terminamos com uma fotografia geral do espaço, onde se vê a famosa fotografia antiga onde duas pessoas levantam no ar a carroçaria do Marlei, feita em alumínio. Se alguém se tivesse questionado na época sobre a utilidade desta fotografia, certamente não a teríamos nos dias de hoje...

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2013/07/09

Caramulo Motorfestival de 6 a 8 de Setembro de 2013


O Caramulo Motorfestival é um evento que está associado às marcas nacionais como a UMM (ver: Exposição «UMM - 30 Anos de Engenharia Portuguesa» e Concentração e Desfile 35 anos UMM), O Sado/550 ou o OLDA. Aqui fica a informação que nos chegou via e-mail sobre o Caramulo Motorfestival deste ano:

Caramulo Motorfestival regressa de 6 a 8 de Setembro com várias novidades.

09 de julho de 2013 - O Caramulo Motorfestival - Festival Internacional de Veículos Clássicos e Desportivos é o evento que junta em Portugal a maior diversidade de veículos, e este ano irá decorrer de 6 a 8 de Setembro, com atividades para toda a família. Ao longo dos 3 dias, é possível ver centenas de veículos, desde automóveis de competição, clássicos, Super Desportivos, Fórmulas, entre outros, passando pelas motos clássicas e de competição, bicicletas antigas, veículos todo-o-terreno e militares, e até um avião acrobata.

A 8ª edição do Caramulo Motorfestival promete muita emoção a todos os visitantes. As principais novidades deste ano são o Trial de Motos em Demonstração, o Passeio de Ferraris e a Prova em Regularidade na Rampa do Caramulo que, junto com a prova de Velocidade, integrará o Motorfestival.

Quem não poderia faltar a este espetáculo são os pilotos de competição, que todos os anos animam o Caramulo Motorfestival. Nesta edição, a KS Team of Portugal criada em 2011 e composta por Nuno Caetano (Vice-Campeão Nacional Promomoto 1000), José Leite (Pluri-Campeão Nacional de Motociclismo, Ricardo Duarte (Campeão Nacional Promomoto 1000) e Afonso Vaz (Campeão Nacional Supersport 600), vão deslumbrar todos os aficionados com subidas da rampa em demonstração.

Este ano, os principais destaques do Caramulo Motorfestival são:

- Rampa do Caramulo
A Rampa do Caramulo, uma rampa assumidamente rápida, está inserida no Campeonato de Portugal de Montanha e tem uma extensão de 2,8km. Durante os dois dias, decorrerá em simultâneo a Rampa Histórica do Caramulo, com provas de velocidade e de regularidade, concessionada aos automóveis e motociclos históricos, clássicos e de competição. Ao longo do traçado haverá bancadas e uma zona VIP para permitir que os visitantes assistam às provas.

- Rally Histórico Luso-Caramulo
Organizado em parceria com o Clube LusoClássicos, decorrerá um rally de automóveis clássicos durante o Caramulo Motorfestival, que terminará com os automóveis em exposição em frente do Museu do Caramulo. Durante o fim-de-semana, este rally percorrerá toda a região do Caramulo com o objetivo de promover o Motorfestival.

- Passeios Históricos
Os tradicionais passeios históricos também marcam presença nesta edição do Caramulo Motorfestival. Todos os passeios terminam no Caramulo, ao longo dos dois dias do evento, ficando os automóveis em exposição em frente do museu ou no parque de clássicos. Alguns dos passeios já previstos são: Passeio Histórico Viseu-Caramulo, Passeio Histórico Salamanca-Caramulo, Passeio Ferrari, Passeio Harley-Davidson, Passeio Targa Clube, Concentração Porsche Club Portugal, Passeio SideCar e Passeio ACP Clássicos.

- Espetáculo Aéreo com Avião Acrobata
O avião acrobata da Ford vai voltar ao Caramulo para um espetáculo aéreo de cortar a respiração. Os visitantes do evento poderão ver a destreza e experiência do piloto que gosta de fazer voos rasos e picados nos céus do Caramulo.

- Raiada do Caramulo – Desfile de Bicicletas Antigas
Não são só os veículos motorizados que estarão em destaque nesta edição do Caramulo Motorfestival. As bicicletas antigas também irão desfilar pela Serra do Caramulo até ao Museu, onde ficarão expostas para que todos os visitantes as possam apreciar.

- Feira de Automobilia
Na sequência do enorme sucesso que se registou nas últimas edições, a Feira de Automobília regressa este ano ao Caramulo Motorfestival. Esta área comercial e de exposições irá realizar-se no Pavilhão Multiusos do Caramulo, ao lado do Museu do Caramulo, e aqui os visitantes podem comprar, trocar ou vender todo o tipo de peças de automobilia, designadamente peças de automóveis, miniaturas, posters antigos, etc.

- Pacote Clássicos
Qualquer clássico, individual ou em grupo pode juntar-se à festa do caramulo Motorfestival deste ano. Mediante uma pré-inscrição, os clássicos poderão estacionar e ficar em exposição no recinto do Motorfestival, tendo ainda a possibilidade de desfilar na Rampa do Caramulo no final de cada dia.

- Vespa Caramulo
A concentração Vespa Caramulo regressa a esta edição do Motorfestival e irá juntar Vespas e motorizadas. As Vespas vão desfilar na Rampa do Caramulo e juntar-se à Grande Parada, onde todos os participantes e automóveis da rampa, clubes, ralis, passeios e concentrações alinham.

- Atividades Outdoor
Os amantes da Natureza e dos desportos ao ar livre têm uma alternativa a um programa de atividades exclusivamente relacionadas com automóveis e motociclos. Estão previstas um conjunto de atividades e demonstrações com o intuito de entreter os espectadores.

De acordo com a organização deste evento, “A variedade de propostas que o Caramulo Motorfestival apresenta, o facto de ter uma componente alargada de atividades e ações propostas a quase 700 metros de altitude, numa serra onde praticamente não existe mais nada, fazem deste festival um evento ímpar a todos os níveis. Ao longo dos anos, a adesão do público e dos participantes tem demonstrado que o Caramulo Motorfestival é uma marca muito forte, que concentra todas as atenções e tem um impacto direto na região.

Para além de animação e divertimento ligado aos automóveis e motociclos, o evento integra ainda um conjunto de ações lúdicas e turísticas, como parques infantis, gastronomia e restauração, zonas chill out e música ao vivo.

O Caramulo Motorfestival tem crescido todos os anos em número de visitantes e participantes, tendo recebido na última edição mais de 30 mil pessoas.

Mais informação em: www.caramulo-motorfestival.com // www.facebook.com/museudocaramulo

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2006/11/30

Museu do Carro Eléctrico - Porto


Para quem gosta de carros eléctricos, nada como visitar o Museu do Carro Eléctrico na cidade Porto. O edifício fica situado em Massarelos, junto ao rio Douro.
O museu tem muitos carros recuperados e em exibição, bem como muitos documentos/artigos (desde passes a fardas) relacionados com a evolução do carro eléctico na cidade do Porto.
Na imagem temos dois exemplares construídos nas oficinas do S.T.C.P. (Serviço de Transportes Colectivos do Porto) em 1949 (esquerda) e em 1951 (direita).

Saber mais:
- Site Museu do Carro Eléctrico - Porto

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2021/06/21

Museu das Duas Rodas de Sangalhos - Inauguração


Sangalhástico!
Depois da expansão da informação na Internet relacionada com veículos antigos, especialmente daqueles que foram fabricados em Portugal, vemos surgirem iniciativas que pretendem divulgar fisicamente, em exposições ou em museus, o património rodabilístico nacional.
Amanhã inaugura o Museu das Duas Rodas "M2R" de Sangalhos, que convida a que se dê uma volta pelo passado, pelo presente e pelo futuro da bicicleta e do motociclo.
Sendo Sangalhos uma localidade ligada a esta indústria, não é de estranhar o surgimento deste museu. instalado no Centro de Alto Rendimento de Anadia / Velódromo Nacional de Sangalhos.
De acordo com a informação divulgada na Internet:
A entrada é gratuita e dá-se preferência a quem fizer marcação prévia da visita através do número de telefone 234 738 218 (disponível de segunda a sexta-feira). Uma visita ao Museu das Duas Rodas tem a duração aproximada de 50 minutos e pode ser realizada todos os dias, nos seguintes horários: 10h, 11h, 12h, 15h, 16h e 17h.

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