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2016/07/10

Ciclomotor RAF antigo com motor Cucciolo (2/4)


Depois do primeiro conjunto de fotografias do ciclomotor RAF, como motor Cucciolo da Ducati, continuamos a apresentar outros detalhes e pormenores que mostram o estado de conservação deste exemplar da nossa indústria que tem perto de 60 anos.

No guarda-lamas de trás ainda conserva o decalque com o emblema da RAF, que tem um triângulo com um vértice para baixo, sobre uma roda dentada e encimado por um elemento alado estilizado.

O depósito está enferrujado na parte de cima. Por baixo ainda se veem pormenores da tinta original.

O motor Cucciolo da Ducati está desmontado do ciclomotor. Ainda tem o carburado e num arame tem os elementos que eram usados para prender componentes da motorização ao ciclomotor.

O farolim tem duas zonas que emitem luz. A que vemos na imagem tem a forma que lembra uma joia.

O trabalho de filetagem na pintura é bem visível, sendo até possível descobrir o sentido em que foram feitos. Num restauro este tipo de pormenores podem fazer a diferença entre valorizar ou desvalorizar o veículo.

Terminamos com a zona da coluna da direcção e do guiador, onde é possível ver as manetes cujas bases estão soldadas ao tudo do guiador.

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2016/05/29

Ciclomotor RAF antigo com motor Cucciolo (1/4)


Ainda recentemente apresentamos um ciclomotor Selza com motor Cucciolo do qual desconhecemos o fabricante, mas que terá sido montado em Portugal, e continuamos a apresentar material de qualidade. Desta vez é um ciclomotor RAF antigo, que estava equipado com motor Cucciolo da Ducati e tem suspensão traseira!

Com este pormenor podemos dizer que seria um modelo de topo de gama, pois normalmente estes ciclomotores só tinham amortecedores na frente. Pela solda no metal e pelas peças usadas, temos a certeza de que não foi uma improvisação de um curioso, mas sim um trabalho pensado por profissionais.

Este ciclomotor antigo é de marca RAF, tendo na chapa existente na coluna da direcção a referência a England, que os entendidos no assunto sabem bem que quer dizer Sangalhos!

Na forqueta ainda se podem ver os decalques com forma triangular que dizem R.A.F. Guaranteed Cycle. Esta marca também vendeu bicicletas com esta marca.

No quadro ainda se pode ver o decalque colocado no varão que vai da zona dos pedais até ao selim, bem como o trabalho de filetagem. Em termos de pintura foram escolhidas cores brilhantes, como o prateado, o dourado e o verde.

O motor Cucciolo da Ducati deste ciclomotor foi desmontado, tendo o veículo sido readaptado para servir como bicicleta. Ainda assim, o motor foi guardado, bem como os outros elementos que não serviam para a utilização como bicicleta.

Nos pedais também foi gravada a marca RAF na borracha, pelo que se nota que o fabricante tinha algum cuidado com a imagem da marca e, por outro lado, vendia o suficiente para mandar fabricar peças com a sua marca.

No guarda-lamas ainda se vê bem o esquema de pintura usado, o que valoriza o conjunto.

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2010/10/26

Vilar Cucciolo Ducati (Oficina João Ferreira)


Este ciclomotor Vilar Cucciolo Ducati remonta ao início da produção de ciclomotores da marca Vilar.

Trata-se de uma bicicleta que foi melhorada para que pudesse suportar um motor.
Por esse motivo o quadro está arqueado na parte superior para suportar tensões e, ao mesmo tempo, criar uma linha contínua desde a parte dianteira do quadro, até ao eixo traseiro.

Está cheia de pormenores, como era característico na época.
O cachimbo do guiador tem um trevo de 4 folhas, supostamente para dar sorte.
Na imagem anterior podemos ver o carburador Weber Cucciolo.

Na testa do quadro esteve um tempos um emblema da Vilar, que pelo contorno parece ser muito idêntico ao que a marca usou até mais tarde, com uma águia na parte superior.

A bola da manete de mudanças parece ser original, pois diz: Quick por Cucciolo.

O motor era da Ducati e tinha 48 cc. Curiosamente este motor tem um número certo, será o primeiro de uma série? Na imagem o número foi omitido.

A base das manetes dos travões estava soldada ao guiador, e não presa, o que em caso de queda do ciclomotor poderia representar um gasto superior. Se ficasse danificado, teria de se substituir todo o conjunto.

O depósito de combustível parece ter sido mudado de lugar. Aparentemente deveria estar preso nos suportes que aparecem na imagem anterior.

Nos guarda-lamas aparece este símbolo FNB - Fábrica Nacional de Bicicletas (mais tarde F.N.B. e M. - Fábrica Nacional de Bicicletas e Motocicletas ?...), da firma Vilarinho e Moura, L.da.

O escape seguia a linha de todo o conjunto, pelo que era de dimensões muito pequenas e estava colocado perpendicularmente em relação à orientação do Vilar Cucciolo.

Para qualquer assunto relacionado com este ciclomotor, contactar a oficina de João Ferreira:
Telem.: 965205686 - João Ferreira
Telem.: 916817999 - Nelson Ferreira
Ou usar o e-mail: n_a_ferreira@hotmail.com

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2014/10/17

Ciclomotor Java com motor Cucciolo - 14.º Encontro Motas Antigas Pinhal Novo (1/2)


E como já vem sendo norma, mais uma vez apresentamos ao detalhe alguns dos ciclomotores que estiveram no 14.º Encontro de Motas Antigas de Pinhal Novo.

Este é um ciclomotor recuperado da marca Java (da Sibal de Alcobaça) equipado com motor Cucciolo da Ducati.

O farol era cromado e foi fabricado pela MIL - Miranda e Irmão L.da.

O motor Cucciolo tinha a tradicional pedaleira com as letras Ducati gravadas em relevo.

As rodas tinham cubos com travões de tambor da marca Sturmey Archer.

O pedal esquerdo era da Ciclo Fapril, tendo as borrachas sem marca.

O farolim era da época e tinha letras em relevo no plástico vermelho.

Terminamos com uma imagem de uma peça colocada no quadro do ciclomotor, entre o motor e o eixo da roda traseira, com o objectivo de evitar que o movimento da corrente KMZ não arranhasse a pintura do quadro.

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2016/03/19

XIII Automobilia Ibérica da Moita - Balanço


E como vem sendo norma nos últimos 9 anos, já visitámos a XIII Automobilia Ibérica da Moita / edição de 2016 e aqui estamos para fazer o balanço do que vimos.

Sendo os veículos de fabrico nacional o tema do nosso interesse, foi em busca deles que fomos e logo ao chegar ao Pavilhão de Exposições da Moita vimos 3 jipes UMM estacionados, sendo que um deles era um UMM Alter Troféu decorado com as publicidades da época em que competia. Estávamos a começar bem!

Fomos no período que alguns vendedores consideram ser o das vendas (logo na primeira manhã), registando-se afluência de público, situação à qual não serão alheios os factos de não se pagar entrada na Automobilia Ibérica da Moita e de o dia estar solarengo.

Temos a sensação de que ano após ano o número de veículos completos dentro dos espaços cobertos vai diminuindo, especialmente no que respeita a automóveis.

Sendo uma automobilia, a variedade de artigos à venda era grande, na imagem anterior podemos ver vários carrinhos antigos a pedais de fabrico francês que estavam para venda. Dois deles lembravam os automóveis dos anos 20/30 com uma simulação de radiador vertical na frente.

Este ano havia duas bombas de gasolina antiga à venda, situação que reflecte o crescente interesse por este tipo de artigos, bem como de latas de óleo antigas, usadas para decorar garagens e espaços de exposição.

Em termos de acessórios, peças e componentes para motorizadas e bicicletas nacionais a oferta era grande e variada, tanto de material usado, como de material novo. Na imagem anterior podemos ver os emblemas que Carlos Martins / Old Moped tinha para venda (Vilar, EFS, Esail, Mopede, Seven, Famel, Perfecta, New Star, Dúnia, Tel Star, Macal, Motobil, Vanguard...)

Numa outra banca havia muito material para bicicletas antigas e clássicas, nomeadamente de marca Epedal, Ciclo-Fapril e Vilar.

Era também da Vilar uma das bicicletas antigas presente num espaço dedicado a venda de velharias. Era uma Vilar Janota dobrável, com selim comprido. Logo ao lado de uma bicicleta tipo BMX da Confersil.

No piso de cima era possível encontrar 2 pneus antigos para moto de marca Mabor General, com piso listado, logo ao lado de dois pneus em borracha amarela, também antigos e para bicicleta BMX.

No meio de várias peças, podíamos ver um ciclomotor de marca Mavic que podia servir de base para um restauro.

Em termos de material novo, não faltavam os autocolantes para restauros fabricados pela Sericértima, bem como os conjuntos "New Sticker" de autocolantes da mesma empresa com motorizadas nacionais.

Já em termos de motorizadas a Gasolina Super tinha muitas peças novas, prontas a montar e a usar. na foto anterior podemos ver guarda-lamas e um capacete de marca NDN.

Ao longo das várias edições, há veículos que vão aparecendo. Este ciclomotor Vilar com motor Cucciolo da Ducati é um desses exemplos e este ano estava para venda. Tinha uma placa em cartão que fazia lembrar a foto da venda de um carro em Wall Street durante a depressão... Quase 100 depois a realidade anda próxima.

Podem relembrar as edições anteriores aqui:
- XII Automobilia Ibérica da Moita - 2015
- XI Automobilia Ibérica da Moita - 2014
- X Automobilia Ibérica da Moita - 2013
- IX Automobilia Ibérica da Moita - 2012
- VIII Automobilia Ibérica da Moita - 2011
- VII Automobilia Ibérica da Moita - 2010
- VI Automobilia Ibérica da Moita - 2009
- V Automobilia Ibérica da Moita - 2008
- IV Automobilia Ibérica da Moita - 2007

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