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2014/06/19

Selim da Tabor em couro com mola longa


Há peças que se destacam numa bicicleta pasteleira antiga...

Um selim da Tabor com mola longa é uma dessas peças.

Tem uma forma que faz a bicicleta parecer mais antiga e se levar uma bolsa em couro no meio das molas maiores, tanto melhor!

Para além da chapa cravada no couro ter escrita a marca "Tabor", também a peça que prende o selim ao espigão tem gravado Tabor - Fabricado em Portugal.

No caso do selim que vemos nas imagens, tem o couro em bom estado e o cromado com sinais da idade. Dois ingredientes necessários a quem faz uma recuperação mantendo a patine do tempo.

Três das tachas que prendem o couro à estrutura metálica, junto da placa "Tabor", precisam de ser substituídas.

É um modelo de tamanho generoso, o que se traduzia em maior conforto.

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2017/01/03

Selim antigo Taylor em couro para bicicleta


Ainda há muito por escrever sobre a história da bicicleta fabricada em Portugal, especialmente no que respeita ao espaço temporal relativo ao início do século XX.

As informações que há disponíveis não são muitas, pelo que muitas vezes é preciso correr o risco de falhar ou de errar, pois só assim se pode descobrir a verdade.

É o que provavelmente se passa com este selim de marca Taylor em couro, para bicicleta de corrida.

Será que algum armazenista nacional se inspirou no nome do primeiro afro-americano a ser campeão de ciclismo - Major Taylor?

Ou será que este selim era usado em bicicletas Jack Taylor e estamos a querer que ele seja de fabrico nacional?

Só com a colaboração de quem nos lê podemos esclarecer a situação. Mas uma coisa é certa, este selim já tem muitos anos.

Reparem por exemplo na porca de forma quadrada (e não sextavada) que foi usada na parte inferior deste selim.

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2014/04/30

Selim Raio "R-90" em couro para bicicleta


Um dos factores que origina a falta de interesse pelos veículos nacionais é a falta de conhecimento, por parte de quem fala sem ter noção do que diz.

Mas estamos cá para mudar esta situação.
É claro que não são obrigados a gostar de veículos de fabrico nacional, mas pelo menos podem falar e saber o que estão a dizer.
Reparem, por exemplo, neste selim em couro, da marca Raio, de Águeda.

Fica bem numa qualquer bicicleta antiga, especialmente numa pasteleira com travões de alavanca.
O couro tem duas ranhuras na parte de cima em vez de simples orifícios, como se pode ver noutros selins do mesmo tipo.

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2015/08/05

Bicicleta pasteleira The Cycles Tulipa - 6.º Passeio de Pasteleiras - Pinhal Novo


Esta bicicleta pasteleira de marca Tulipa esteve no 6.º Passeio de Bicicletas Pasteleiras de Pinhal Novo.

Estava restaurada e nela era possível ver muitas peças de marcas nacionais.

Foi vendida pela Álvaro Alves da Silva, de Sangalhos, que para além da The Cycles Tulipa, também vendia as marcas Deusa, Sirines, Vedeta e Falcão.

No selim tinha uma bolsa em couro da Bolmir (?) Cycles, para transporte de chaves, remendos e cola.

A bomba de ar era metálica, tendo a parte de cima em plástico. Nesta zona tinha a marca AM em relevo.

O sistema de travagem era da New-Ucal e o dínamo da Miller.

Na roda da frente tinha uma chapa camarária antiga do Seixal. Esta chapa tinha um santo colocado na parte interior, certamente para ajudar a bicicleta a seguir por bons caminhos.

O selim em couro era novo e era da marca Tabor.

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2026/02/03

Bicicleta Órbita modelo Senhora Turismo ou Sport - Catálogo Bicicletas Órbita capa azul


E seguimos imparáveis com a tarefa de divulgar catálogos antigos de veículos fabricados em Portugal, como é o caso desta página onde podemos ver a bicicleta Órbita modelo Senhora Turismo ou Sport, que consta no catálogo das Bicicletas Órbita com capa azul.

Esta bicicleta Órbita tem a referência 04.01.01 e tinha o chamado quadro aberto, especialmente indicado para senhoras. 
Estava equipada com rodas 26 x 1 3/8, com aros em aço, com 36 furos. Podia ser vendida com selim em plástico ou com selim em couro natural.
Na parte de trás tinha um resguarda-saias em tecido elástico.
Como extras, podia ter grupo eléctrico, porta bagagens e cubo de mudanças com 3 velocidades.

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2010/11/28

Selim de corrida da Cibor


Um bom selim é uma peça essencial numa boa bicicleta e em Portugal houve, e ainda há bons fabricantes deste tipo de acessórios.

O selim que aqui mostramos é da Cibor e é do tipo "25", este número é relativo à qualidade do couro usado na peça. Este selim foi produzido pela Tabor.

Os selins do tipo "100" têm couro de qualidade extra especial, os do tipo "50" em couro de 1.ª qualidade e os do tipo "25" são de couro de 2.ª qualidade.

Agradeço a Gonçalo Silva pelo envio das fotografias!

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2017/05/29

25.ª Automobilia de Aveiro / 2017 - Balanço (1/2)


No passado fim-de-semana de (19...) 20 e 21 de maio de 2017 realizou-se a 25.ª Automobilia de Aveiro / 2017 e como é regra no blogue Rodas de Viriato, aqui estamos a mostrar o que vimos e a fazer o balanço deste evento, tendo sempre os veículos de fabrico nacional presentes no pensamento.

Tal como fizemos no ano passado, repartimos o balanço da Automobilia de Aveiro em duas partes (ver: 24.ª Automobilia de Aveiro / 2016 - Balanço # 1 e também 24.ª Automobilia de Aveiro / 2016 - Balanço # 2). Mas este ano começamos por falar (mais) dos veículos nacionais nesta primeira parte, e deixamos para a segunda parte uma visão mais geral do evento.

Na Automobilia de Aveiro 2017 não faltavam veículos feitos em Portugal, desde os mais pequenos, até aos maiores.
Como podemos ver nas primeiras fotografias, esteve em exposição e a circular, um blindado Chaimite, onde tivemos o privilégio de dar uma pequena volta como "passageiro".
Nada como ver o património a circular e disponível para quem dele quiser usufruir!

Mas no que respeita a veículos a motor com 4 rodas, havia mais para observar.
Dos jipes pudemos ver um Portaro estacionado e um UMM Alter com motor BMW em exposição. Este último despertava a curiosidade de quem por ele passava devido ao restauro que sofreu recentemente e, por ser um dos poucos jipes UMM que saiu de fábrica com motor BMW.

Ainda nas 4 rodas, vimos um Mini Moke 25 pintado de branco, com pormenores a vermelho, que nos levava em primeira classe para o Verão que está a chegar! O vidro de marca Covina que tinha, denunciava logo este automóvel de fabrico nacional, dos quais foram produzidos uma série de 250 exemplares para assinalar os 25 anos do modelo.

Nos veículos a motor com duas rodas a oferta também era variada e se havia muitas motorizadas com 50 cc, também havia várias motos de 125 cc de fabrico nacional para venda.

Em relação às motorizadas nacionais, podemos dizer de forma generalista / simplificada, que dentro dos pavilhões estavam os exemplares restaurados e ao ar livre estavam os modelos por restaurar. Mas tanto num lado como no outro, vimos alguns modelos que valorizariam a garagem de muitos coleccionadores.

Em termos de bicicletas, é um mercado que continua activo e em desenvolvimento, sobressaindo as bicicletas de selim comprido e guiador de grandes dimensões, juntamente com as bicicletas antigas vulgarmente conhecidas como pasteleiras.

Muita delas estavam por restaurar, mas também as havia já restauradas e prontas a circular.

Não faltavam espaços de venda com peças usadas, daquelas que com dificuldade encontramos novas, como os pedais em borracha de marca Aidan, como vemos na imagem seguinte.
Por outro lado também se viam vários espaços com peças novas, prontas a usar.

A Tabor não estava presente num espaço próprio, certamente uma situação resultante do investimento direccionado para o mercado estrangeiro (que me faz lembrar aquelas histórias de portugueses que eram ignorados no Algarve, em detrimento dos estrangeiros; até ao dia em que os estrangeiros vieram em menor número e os portugueses foram a tábua de salvação de quem antes não lhes dava valor...).
Ainda assim estava presente no espaço de um vendedor que tinha os vários modelos fabricados, nas várias cores de couro, que a Tabor tem no seu catálogo.

Não podemos terminar sem referir que os espaços de venda de brinquedos antigos de fabrico nacional, bem como de miniaturas, vai-se desenvolvendo a bom ritmo, tendo-se visto muitos artigos para venda, bem como catálogos de marcas como a Luso Toys.

E agora sim, terminamos com um agradecimento à organização - o C.A.A.A. - Clube Aveirense de Automóveis Antigos, em especial a Miguel Serrano, pelas facilidades concedidas no acesso ao recinto.

Brevemente divulgaremos a 2.º parte do balanço que fazemos deste evento, tendo já na cabeça a 26.ª Automobilia de Aveiro / 2018!

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2015/06/21

Bicicleta pasteleira com montagem EFS de João Fonseca


No último encontro de bicicletas pasteleiras de Pinhal Novo pudemos conhecer a bicicleta antiga de João Fonseca.

Para quem não sabe, João Fonseca é o organizador do Passeio de Bicicletas Antigas de Budens, no Algarve, perto de Vila do Bispo.

À primeira vista é uma comum bicicleta pasteleira de fabrico nacional, mas um olhar mais atento mostra que não é bem assim!

Quando dizemos que não é uma bicicleta comum, não nos estamos a referir só a sua história, pois foi herdada do avó, que a usou a partir dos anos 50 do século passado. Um dos elementos que nos remetem para esse passado, é a existência de um amuleto com um pequeno guiso e uma ferradura - sinal de que já noutras épocas era preciso alguma sorte para se andar na estrada...

O que nos salta à vista nesta bicicleta são os componentes usados. O quadro é da EFS - marca fundada em 1911! O farol é da inglesa Miller e ainda tem o vidro original, também ele da Miller.

O selim em couro é da P.F.S. - o que nos remete para o início da indústria das bicicletas nacionais.

E o suporte de mercadorias, a avaliar pelo que é visto noutras bicicletas pasteleiras oriundas do Algarve, tem uma forma característica, em que a ligação à zona do selim tem uma ondulação, a lembrar um til. Arriscamos a dizer que era fabricado localmente.

E melhor de tudo, a bicicleta ainda mantinha a patine do tempo, só tendo sofrido pequenas reparações resultado da passagem dos tempos.

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