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2026/08/03

Folheto motorizada Diana FC17-A com 4 ou 5 velocidades


Olheiro!
Na vida há coisas que idolatramos e outras que nos fazem idolatrar, ou adorar. Algumas até nos causam arrepios na espinha. São daquelas coisas pelas quais abdicávamos de uma das mãos, só para podermos ser assim ou para termos essa coisa. O melhor é que quando analisamos a questão, rapidamente vemos que não faz qualquer sentido, mesmo que todos à nossa volta pensem o contrário. A aura que todos vêem, rapidamente se desvanece. Mas há sempre quem continue a idolatrar o que é comum, como se de algo imaculado se tratasse.
Pensamos no "olheiro", essa personagem (ou profissão...) que pode estar na origem de grandes valores no mundo dos panos verdes no chão, que poderão fazer mexem milhões; dar horas e dias de transmissões televisivas; fazer imprimir rolos e rolos de papel com notícias pífias e alimentar conversas vazias em redes sociais, sites, cafés e em grupos de amigos... O olheiro é como que um excremento que pode dar origem a um diamante; o fermento que fez levedar a massa de farinha na padaria; o rio por onde passou a água que a todos matou a sede; a bufa que deu o ar a quem quase morreu asfixiado!

Pois a motorizada Diana FC 17-A, com motor Casal de 4 ou de 5 velocidades, precisou de um olheiro que nunca teve. Era uma motorizada de linhas únicas e bem marcadas, que podia ter feito a diferença na vida da Fausto de Carvalho, Lda, que a fabricou. Com um olheiro, podia ter entrado em filmes, em sessões de fotografia, em publicidades, em capas de livros ou de discos... Mas não.

Na Diana FC 17- A destacam-se o guiador de dimensões consideráveis; o selim comprido com um encosto em metal que quase chegava à altura do pescoço do motociclista; com o quadro construído maioritariamente numa secção tubular e o escape que estava colocado em posição elevada. Estava cheia de cromados, o que ajudava a que desse nas vistas pelo brilho.

Tudo elementos que a poderiam ter feito vingar no mercado, se tivesse tido um olheiro! Mas na época ainda não havia o nome para o gajo inútil que via jogos sem interesse, em que se persegue um brinquedo esférico, feitos entre crianças ou jovens... Ou que via o que é que era produzido na indústria e fazia a ligação com o mercado promocional.
Do folheto que vemos nas imagens foram feitos 1000 exemplares. É curioso o facto de vermos a Diana / Fausto de Carvalho colocarem o emblema da Casal em grande destaque. 

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