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2010/06/07

Manual instruções e manutenção - Descamisador e descarolador de milho Tramagal DDM 143 M


Mostramos uma pequena relíquia pela sua raridade e antiguidade, trata-se de um manual de instruções e manutenção de um descamisador e descarolador de milho Tramagal DDM 143 M, fabricado pela Metalúrgica Duarte Ferreira, S.A.R.L.

Ainda que não conste nenhuma data no manual, podemos dizer que será de finais da década de 60 e tem alguns aspectos que o tornam curioso:
- A matriz do texto foi dactilografada à máquina de escrever (cuspindo para o ar, diria que num teclado nacional "HCESAR");
- A reprodução parece ter sido realizada em duplicador (daqueles à manivela);
- As imagens, de boa qualidade, estão impressas num papel de qualidade diferente (tipo "couchê");
- A encadernação foi realizada recorrendo a três agrafos metálicos;
- A capa é em cartolina.

O manual tem um ar amarelecido devido à idade, mas nem por isso perdeu a actualidade.
Ao contrário dos manuais de hoje, cheios de imagens e esquemas, neste predomina o texto.
De modo a que o blogue não fique sobrecarregado com as imagens do catálogo, optámos por apresentar algumas em formato mais pequeno. Para as visualizar em condições, devem clicar com o cursor do rato em cima das imagens.
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As duas primeiras páginas são o índice, seguindo-se depois o conteúdo. As imagens estão colocadas no final. No final do texto há referência ao Departamento Agronómico da M. D. F.
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Com a publicação deste manual, pretendemos divulgar o mesmo, como já fizemos com outros manuais (ver os que estão disponíveis gratuitamente na lateral direita do blogue), mas também criar condições para que quem ainda tenha este tipo de máquinas, as possa recuperar e/ou operar tendo como base documentos oficiais e da época.
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Seria bom que instituições e museus (e até explorações agrícolas) que possuem este tipo de maquinaria agrícola pudessem dinamizar actividades, em datas previamente anunciadas e divulgadas, em que fosse permitido a utilização da maquinaria por interessados no assunto, bem como por simples curiosos, tendo a orientação de pessoas devidamente formadas. Só assim se mantém a memória colectiva viva.
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De seguida, uma imagem com um dos lados da máquina, onde é possível observar a tremonha de alimentação da máquina.

Já na imagem seguinte é possível observar o local onde era feita a crivagem dos grãos de milho.
Pode-se observar de um lado da máquina e do outro, a marca Tramagal, bem como a borboleta que era o símbolo da marca.

As diferentes partes do descamisador e descarolador estão identificadas com números nas imagens, ajudando o leitor durante a leitura do texto.

Para ter acesso ao manual, basta fazer o download das imagens (em formato grande), para uma pasta criada para o efeito e depois imprimir as imagens (as imagens estão ordenadas de modo a que possam ser impressas pela ordem em que estão no manual).
Melhor serviço público é difícil!...

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2015/09/07

IX Passeio de Bicicletas Antigas - Lardosa 2015


O IX Passeio de Bicicletas Antigas / Pasteleiras, em Lardosa, localidade situada perto de Castelo Branco, está agendado para dia 10 de Outubro de 2015. Tal como aconteceu em edições anteriores (ver a de 2011, a de 2012, a de 2013 e a de 2014) este evento está integrado na Feira do Feijão Frade da Lardosa.

Já aqui tinha levantado a questão do "feijão frade" da zona e volto à carga... Desta vez com fotos para mostrar e provar o que digo, pois vejo que um pormenor importantíssimo deste evento é completamente ignorado. É que na zona da Lardosa é cultivada uma variedade de feijão frade típica da zona, o chamado feijão frade de olho verde (à esquerda na foto anterior). No nosso país existem ainda as variedades "Gigante de Marialva", o "Duas Caras", o "Arroz" e o de "Metro" (quem quiser saber mais sobre estas questões, pode consultar o site da Colher Para Semear).

As sementes, tal como os veículos que mostramos neste blogue, são património de todos e também elas têm de ser preservadas e divulgadas. Não só para que não desapareçam para sempre, mas também para que empresas (já ouviram falar da Monsanto?...) cujo objectivo único é o lucro, não destruam estas variedades para sempre. Do que consta, variedades de sementes transgénicas têm a capacidade de destruir uma cultura normal quando o pólen das sementes transgénicas fecunda as plantas de variedades locais que estão nos arredores, originando uma semente alterada a nível de património genético.
Estas coisas são feitas de forma calculada e planeada, um pouco como fizeram na zona da Lardosa com as portagens na A23 (e no resto do país em auto-estradas similares). Como é sabido que vai haver contestação, começa-se devagar e de forma a fragmentar as forças... Inicialmente só quem era de fora é que pagava para circular na via, tendo os locais um período em que podiam circular sem pagar. Deste modo enquanto uns protestavam, alguns dos outros não se preocupavam, pois ainda tinham umas borlas... Entretanto acabaram-se as borlas e quando os últimos quiseram protestar, já os primeiros se tinham adaptado... Se agissem em força e em bloco, não haveria portagens!
Similarmente em Portugal é cultivado milho transgénico que é para alimentação animal (dita irracional...), deste modo fica aberta a porta para que os animais ditos racionais (ser humano...) o passe a consumir. Afinal se um animal come o milho transgénico e eu depois como esse animal, porque não se podem comer as sementes transgénicas?
Para além de não se conhecerem bem as implicações destas novas sementes no ambiente e no ser humano (que por sinal não são nada boas...), a questão é que quando só existirem estas sementes (porque as outras foram destruídas e alteradas através do pólen transgénico) as empresas que as vendem podem fazer o que quiserem, isto é, subir os preços do produto que têm para venda (lembrem-se que empresas multinacionais = lucro, nada mais).
Por esse motivo devia-se fazer referência à variedade de feijão frade de olho verde nestes eventos, pois existem para valorizar este produto.
Voltando ao passeio de bicicletas, este é limitado a 250 bicicletas, pelo que devem garantir a inscrição pelo e-mail pintoinfante68@gmail.com ou pasteleirasdalardosa@gmail.com.

Quem quiser cultivar umas sementes de feijão frade de olho verde e garantir o futuro deste património, envie-nos um e-mail pois podemos ajudar.

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2020/01/22

Catálogo Tramagal com ceifeiras debulhadoras #3


Mais duas páginas do catálogo Tramagal com ceifeiras debulhadoras que estamos a divulgar. Nelas podemos ver a:
- Ceifeira debulhadora Braud 258, com 61 cavalos, aconselhada para pequenas explorações. Tendo as seguintes características: barras de corte com 2,60 metros e 3,10 metros; aspirador de poeiras; tremonha, ensacador e plataforma de ensaque; equipada com 2.ª limpeza.
- Descarolador automotriz de milho 108, com 152 cavalos, apresentado como "máquina de apurada simplicidade técnica que a coloca na vanguarda dos processos de colheita do milho". Permitia obter o "cereal inteiro e limpo, com elevado rendimento devido a: 2 grandes descaroladores colocados longitudinalmente; tremonha de grande capacidade; transmissão hidrostática, garantindo grande facilidade de manobra e cabina de condução de grande visibilidade e conforto."
As fotografias das máquinas são a cores e nelas não aparece nenhuma referência à Tramagal.

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2006/11/14

Macal M70 Turismo


Aqui está um Macal M70 Turismo, modelo que neste caso concreto não é para turismo, mas sim para trabalhos pesados! No suporte traseiro para carga leva uma saca de milho.
Pode-se dizer que é um dos modelos mais famosos da Macal. Distingue-se pelo desenho característico de uma estrada ondulante no depósito e nas tampas laterais.

Saber mais:
- Biografia Macal - www.motorizadas50.com
- Macal M70 Sport 1980 - Fórum Motonline

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2020/03/15

Catálogo Tramagal com ceifeiras debulhadoras #5


A diversificação da gama de produtos é uma das formas de as empresas garantirem vendas.
A MDF - Metalúrgica Duarte Ferreira sempre teve diferentes produtos, insistindo na vertente agrícola.
Nestas duas páginas do catálogo Tramagal com ceifeiras debulhadoras que estamos a divulgar, podemos ver um extractor de humidade de marca Ventacrop, usado na secagem de arroz; bem como um espalhador de estrume, um corta-forragens ensilador de milho e uma ganhadeira rotativa de marca Kemper.

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2016/01/08

Publicidades no Almanaque Alentejano em 1952


Consultar publicações antigas é uma das formas de se conseguir informações e imagens relacionadas com uma determinada temática.
Pois no Almanaque do Alentejo do ano de 1952 há algumas publicidades que ajudam a perceber melhor a história de algumas marcas.
Na imagem anterior podemos ver uma publicidade às baterias Autosil, com o lema "Um produto nacional melhor que os estrangeiros".

Outra publicidade é às bicicletas de marca Celta de Leonel S. Castro Sereno, em Coimbra e que, segundo a informação publicada, foi a marca da bicicleta com que Alves Barbosa correu, venceu e maravilhou na XVI Volta a Portugal em Bicicleta.

Há ainda publicidade às oficinas de José Marinho, situadas em Lisboa, que tinham pessoal especializado em reparações em motores DKW e outros motores a 2 tempos.

Como era uma publicidade da zona do Alentejo, não é de estranhar que houvesse referências a tractores e outras máquinas agrícolas.
Uma das publicidades era aos tractores Ferguson, representados pela Tractores de Portugal, Lda.

As debulhadoras e descaroladoras de milho também estavam anunciadas, sendo da marca Badenia e vendidas pela Sociedade Industrial Agro-Reparadora, L.da, de Lisboa.
Agradeço a Jorge Mota por mais esta colaboração!

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2012/11/10

Foto com carro de bois amarantino


Há perto de 2 anos mostrámos aqui uma publicação de 1940 intitulada O carro de bois amarantino.
Nela era descrito este veículo típico, o que nos permite identificar o carro que aparece nesta fotografia antiga, carregado de sacas em sarapilheira e algumas plantas secas (serão milho?...).
A fotografia não está datada nem tem indicação do local, mas podemos ver que o rapaz que conduzia o par de bois estava bem vestido, com fato e calça vincada, gravata, camisa branca, chapéu e sapato fino.
A paisagem é um pouco montanhosa, mas com campos abertos e sem grande densidade de árvores, notando-se a meio uma correnteza de casas (certamente de um estrada importante).

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2020/03/29

Folheto debulhadoras Tramagal "Quem a tempo debulha, enche a tulha"


Mais uns tempos e temos as espigas de trigo a amarelecer ao sol e um pouco mais tarde teremos as espigas de arroz a seguir o mesmo processo.
Falamos em arroz porque a debulhadora que vemos nesta publicidade antiga é própria para arroz, mas também podia ser usada noutros cereais de pragana.
Foi construída pela Tramagal / Metalúrgica Duarte Ferreira, tendo rodas em metal.

Nesta publicidade antiga recorreu-se a uma rima: "Quem a tempo debulha, enche a tulha", como forma de criar ligação com o potencial cliente. Nela também são referidos os descaroladores de milho mecânicos da Tramagal, bem como as tararas Tramagal.

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