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2017/11/06

Foto com automóvel Ximba e jipe Portaro em 1977


E assim terminamos a comemoração do 11.º Aniversário Rodas de Viriato!
Qualquer motivo é bom para trazermos à luz do dia novas fotografias e informações sobre a história dos automóveis fabricados em Portugal e é o que fazemos hoje.
A partir de uma fotografia publicada na revista Auto Mundo n.º 68 de 1 a 15 de Outubro de 1977 e de uma conversa com Manuel Romão de Sousa (a quem agradecemos a disponibilidade, prontidão e partilha de informações aqui publicadas), pudemos contextualizar esta fotografia e saber mais sobre o desenvolvimento do que viria a ser o automóvel Sado 550.

Para facilitar a escrita, vamos por partes:
- Passava pouco mais do que um ano, desde que se tinha feito a revolução do 25 de Abril de 1974. O país atravessava dificuldades e era necessário modernizá-lo e criar riqueza. Em 1975 o Entreposto deu o seu contributo neste esforço, com dois veículos com fins e características muito diferentes: o automóvel Sado 550 e a carrinha Datsun Sado.
- A fotografia foi tirada junto dos hangares da Entreposto Industrial em Praias do Sado (Setúbal).  Neste espaço havia três zonas distintas. Do lado direito de quem entrava nas instalações, situava-se o pavilhão de metalomecânica; do lado esquerdo havia outro pavilhão igual, onde se fabricavam frigoríficos e ao fundo situava-se a linha de montagem de automóveis (que mais tarde foi vendida à Renault). Nesta linha de montagem eram fabricadas as carrinhas Datsun Sado; mas também os jipes Portaro, da Garagem Vitória.
- Estávamos no I Governo Constitucional e o Ministro da Indústria e Tecnologia era o engenheiro Nobre da Costa (na altura um independente), que fazia parte do governo de Mário Soares (na imagem seguinte, numa filmagem durante uma festa do PS, na Fonte da Telha, em 1979).

- A foto terá sido feita durante uma visita que Nobre da Costa fez à Entreposto Industrial, onde viu uma demonstração do protótipo do modelo Ximba, do Entreposto (mais tarde designado de Sado 550) e José Megre terá conduzido o protótipo entre Setúbal e Praias do Sado.
- No canto inferior esquerdo da fotografia vê-se uma parte da zona dianteira de um chassi do Sado 550 que esteve disponível para observação.
- Esta viatura provavelmente teria um motor Honda CB 360 cc, com 2 cilindros. Tendo sido produzidas 5 unidades destas para testes. A que vemos na imagem tinha o pára-brisas dianteiro a direito - pormenor que depois foi alterado na denominada 2.ª série do Sado 550, quando passou a ser curvo.
- No deflector frontal vê-se (por baixo, a meio) uma parte recortada de modo a favorecer o arrefecimento do cárter do motor. Como este era de moto, tinha uma cabeça onde trabalhavam os cilindros, que arrefecia com a passagem do ar. Mas o resto poderia não arrefecer, pois receava-se que a colocação de um motor de moto, num compartimento de automóvel, pudesse trazer problemas - situação que nunca chegou a confirmar-se.
- O engenheiro Manuel Romão esteve ligado ao desenvolvimento inicial do Ximba (desde Agosto de 1975) quando surgiu a proposta do tricarro montado na Famel. Mas não esteve presente nesta demonstração, pois tinha deixado de estar envolvido neste projecto em 1977, quando passou para o projecto das carrinhas Datsun Sado.
- Do Sado 550 terão sido vendidas 251 unidades e construídos mais de 20 protótipos (tendo em conta que em alguns eram mudados componentes mecânicos à medida que se iam realizando testes, sem que existisse necessidade de criar outro protótipo de raiz). O Ximba - mais tarde rebaptizado de Sado 550, teve o processo de industrialização do fabrico muito demorado - aproximadamente 7 anos, tendo em conta o número de anos que o automóvel teve de desenvolvimento, até estar disponível para ser comprado pelo público em geral. As vendas começaram em 1982 e terminaram em 1986. A denominação "550" está relacionada com a cilindrada do motor escolhido, o Daihatsu AB20 com 547 cc.
- Na imagem vê-se que por cima da zona dos faróis, há uns ganchos a prender o capot. Este pormenor, tal como a inexistência de portas no exemplar da foto, justificam-se pela seguinte situação: havia elementos mecânicos que ainda não eram os definitivos. Por exemplo: não tinha sistema de dobradiças nem fechaduras nas portas, pois complicavam os trabalhos, optando-se por as colocar e tirar quando era preciso. Na altura a prioridade era estudar pormenores mecânicos (como a questão do suposto aquecimento do motor, já referida anteriormente). Assim sendo, estes Ximba nunca foram montados integralmente.
- Na fotografia é possível ver à direita uma pessoa de casaco, era Nery de Oliveira, na época um colaborador do Entreposto Comercial, do Gabinete de Estudos e Projectos - que mais tarde passou para o Entreposto Industrial e depois regressou novamente para o Entreposto Comercial, de acordo com os projectos em que estava envolvido. Nery de Oliveira tinha muita bagagem técnica para resolver problemas técnicos e foi ele quem teve a ideia das molas da suspensão usadas neste automóvel.
- Na fotografia é ainda possível ver operários da linha de montagem da Entreposto Industrial. Mais à esquerda temos o mecânico Álvaro Santos (da Entreposto Comercial) que também foi para a Famel em 1975, para trabalhar no desenvolvimento do tricarro já referido.
- Falta ainda falar do engenheiro Reis Tomás que foi quem ficou responsável pelo desenvolvimento do automóvel, no momento em que Manuel Romão passou para o projecto Datsun Sado. Foi ele que teve a tarefa de encontrar algumas das peças usadas no Sado 550, tanto no mercado nacional, como no mercado internacional. Em relação a este último, a tarefa foi mais complicada devido ao estado das finanças portuguesas na época, que obrigava a esperar pela autorização governamental para que se pudesse importar material. Se o motor e a caixa de velocidades vinham do Japão, o diferencial traseiro vinha de Itália.
 - Para concluirmos e para se perceber melhor a linha temporal do automóvel Sado 550 e da carrinha Datsun Sado, o Sado 550 desenvolveu-se de 1975 até 1985, enquanto que a Datsun Sado desenvolveu-se de 1977 a 1982, tendo sido fabricadas aproximadamente 2000 unidades (média de 80 por mês / 800 por ano). Da Nissan vinha a mecânica da carrinha, o motor e a caixa de velocidades. Há ainda a referir que o Sado 550 demorou mais tempo a desenvolver porque foi um projecto que foi criado de raiz pelo Entreposto, enquanto que a carrinha Datsun Sado foi um projecto proposto pela Nissan, já desenvolvido e pronto a implementar. Segundo Manuel Romão são dois produtos que resultam da conjuntura da fase da revolução do 25 de Abril de 1974, de um país pouco desenvolvido e que não tinha dinheiro para fazer importações.

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2017/10/28

Famel Zundapp X-15 - Emblemas depósito motorizada


11.º Aniversário Rodas de Viriato!
Ao longo destes anos os artigos de colecção têm merecido o nosso destaque.
Os motivos são muitos, começando nas marcas que representam, nas cores e formas que têm, passando pela sua relevância como elementos decorativos.

Nas imagens podemos ver duas chapas para depósito de combustível de uma motorizada Famel Zundapp X-15 que estão dentro deste parâmetros.

Estes emblemas são em metal, mais concretamente em alumínio anodizado. Por esse motivo as cores são fortes e resistentes ao passar do tempo.

Estes emblemas Famel estão perfurado em lados oposto, a meio da altura das chapas, de modo a que pudessem ser presos ao depósito.

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2017/10/27

Guindaste fabricado pela Fundição de Massarelos (1/4)


11.º Aniversário Rodas de Viriato!
Sim, 11 anos depois de começarmos esta aventura diária, continuamos com o mesmo espírito dos primeiros tempos, e divulgamos aqui aquilo com que nos cruzamos, que foi fabricado em Portugal e sobre o qual pouco sabemos.

Pois na cidade do Porto, em Lordelo de Ouro (entre a Ribeira e a Foz do Douro), junto ao Rio Douro, mesmo ao lado dos Estaleiro do Ouro, encontramos um velho guindaste fabricado na Fundição de Massarelos - Porto. Deste modo temos mais uma marca inventariada no Rodas de Viriato.

Pela construção em metal de ar robusto e pesado (à boa maneira portuguesa), adivinhamos que seja de finais de Século XIX. A Fundição de Massarelos pertencia à Companhia Aliança e terá sido fundada depois de 1850.

Depressa encontrou clientes em várias zonas do país. Fabricou material para edifícios como a Alfândega do Porto e, do que consta, a Fundição de Massarelos terá também fabricado componentes para navios, bem como moinhos para cereais e azeite, máquinas de vapor de alta e baixa pressão, e ainda máquinas de tecelagem e tipografia.

A título de curiosidade, a Companhia Aliança detinha também a Fundição do Ouro e terá construído na década de 20 do século passado, um motor de quatro cilindros para ser utilizado num automóvel de fabrico nacional.

Devido ao tipo de construção subjacente ao fabrico deste guindaste, conseguiu chegar até aos nossos dias no estado que as fotografias documentam. Tem a maioria dos componentes e com pouco esforço podia ser um dos pontos de interesse da zona.

A cidade do Porto tem sofrido muita pressão devido ao aumento do número de turistas que a visitam. Como consequência desta pressão, são conhecidos vários casos de destruição de lojas e espaços únicos, na tentativa de criar outras lojas e espaços únicos, mas que pecam por serem, ou poderem ser, iguais a tantos outros pelo mundo fora.

Guindastes como o de Lordelo de Ouro não haverá muitos, para além disto foi fabricado em Portugal e terá muitas histórias para contar, só é preciso que alguém as queira ouvir... Nós já ouvimos algumas...

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2017/10/26

Folheto bicicletas Perfecta - Vilar de 1964


11.º Aniversário Rodas de Viriato!
Continuando com publicações especiais, recuamos até 1964, quando foi editado este folheto com a gama de bicicletas de criança Vilar - Perfecta.
O Mosteiro dos Jerónimos serviu de fundo para a sessão fotográfica em que apareciam duas crianças junto de bicicletas Vilar - Perfecta.

Isto porque segundo o que é dito na capa, o Mosteiro dos Jerónimos e as bicicletas Perfecta - Vilar "são dois maravilhosos monumentos".

Na parte central ficamos a conhecer a gama de bicicletas que a Perfecta - Vilar tinha em Junho de 1964, começando com bicicletas de roda 12 para crianças de 3 ou 4 anos, e indo até bicicletas de roda 24, para crianças de 10 anos.

No mesmo folheto são apresentados os suplementos / acessórios que eram vendidos para as bicicletas. Desde bomba com suportes, buzina, cárter de corrente, até a travões para a roda da frente.

No verso são apresentadas as características das bicicletas Perfecta - Vilar, bem como os contactos do distribuidor para todo o mundo português, a Ciclo Areeiro, de Lisboa.

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2017/10/25

Antigo marcador de livros Pachancho


11.º Aniversário Rodas de Viriato!
Divulgamos um antigo marcador de livro que faz publicidade à Pachancho e que é do tempo em Portugal tinha as chamadas províncias ultramarinas.

Na parte da frente tem o emblema da Fábrica Nacional de Pistões "Pachancho" de António Peixoto Lda., situada no Bairro Industrial Pachancho, em Infias / Braga.

No verso é referido que a Pachancho era representada em Angola pela Guedes & Almeida, Lda, em Luanda. Esta empresa vendia bicicletas motorizadas, motores de explosão, grupos moto-bombas; correntes para bicicletas, motocicletas e outros fins.

A Solana - Sociedade Angolana de Comércio, Lda. também representava a Pachancho em Luanda / Angola. Esta empresa vendia órgãos de motores, como pistões, segmentos, cavilhas e camisas de cilindro, para viaturas, automóveis, motores marítimos e motores fixos.

O marcador é feito com recurso a uma folha impressa a preto e a vermelho, que foi dobrada e colada a meio, tendo inserida uma fita amarela. Esta tem na parte inferior um círculo com a palavra Moçambique.

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2017/10/24

Tramagal e H. Vaultier & C.ª em feira comercial em Lisboa


11.º Aniversário Rodas de Viriato!
No nosso aniversário, os presentes vão para os leitores. Por isso divulgamos mais uma série de imagens antigas raras e a cores, sobre uma feira comercial / feira industrial, aparentemente em Lisboa (seria em Monsanto ou na Serafina?...).

No evento estavam presentes várias marcas que vendiam material agrícola e florestal - e com ele relacionado, no território nacional, destacando-se a Tramagal e a H. Vaultier & C.ª.

Da Tramagal conseguimos ver um estandarte junto da Tractores de Portugal e, do lado esquerdo da imagem, o espaço de exposição da Companhia Geral de Combustíveis e do representante da International Harvester.

O espaço da H. Vaultier & C.ª teve direito a um diapositivo, pelo que é possível ver a matrícula de um dos tractores com lagartas que estava em exposição, permitindo deste modo a datação do evento (numa lista relativa a automóveis, a matrícula seria de 1971 ou 1972...). A H. Vaultier & C.ª chegou a fazer carroçarias para camiões de bombeiros, mas não vemos nenhum em exposição.
Noutro diapositivo podemos ver uma máquina de lagartas de marca Bristol 20, que será de finais de anos 40 / início de anos 50.

Já na imagem anterior vemos o espaço de exposição da Caterpillar. Ao fundo parece ver-se o Cemitério dos Prazeres e as torres da Basílica da Estrela.

Se para os adultos um espaço destes pode representar a oportunidade de fazer negócios, para uma criança pode ser um espaço de sonho e fantasia. Pelo que não é de estranhar que em várias imagens apareça uma criança junto dos tractores e máquinas em exposição.

Criança essa que até conseguiu estar ao volante de uma da Hanomag.
Agradecemos a quem puder deixar comentário com mais informações sobre as imagens divulgadas.

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2017/10/23

Abotoadeira antiga A SIS Ciclo


11.º Aniversário Rodas de Viriato!
Esta abotoadeira antiga remete-nos para os primeiros tempos da Sociedade Irmãos Simões (SIS) de Sangalhos. A empresa foi fundada em 1936 na sequência da chegada da electricidade àquela freguesia. Com esta inovação tecnológica, adaptou a sua linha comercial passando a produzir peças e acessórios para bicicletas, chegando mesmo a fazer "séries" para outras empresas, que depois as vendiam com marca própria.

Por este motivo a abotoadeira diz "A SIS Ciclo". Esta última palavra refere-se a bicicletas.
Mais tarde, de 1950 em diante, a SIS fez séries de motorizadas e motociclos para a J. Simões Costa Lda, com motores Sachs de 50 cc e de 98 cc, que os comercializava sob as marcas Dover e Cruzador.

Até 1950 a Sociedade Irmãos Simões só fabricava peças e acessórios para bicicletas. Em 1964 a J. Simões Costa Lda (já dirigida pelo Dr. Aulácio de Almeida, genro de Joaquim Simões Costa, entretanto já falecido) adquire a SIS, passando a designar-se SIS Veículos Motorizados L.da e passando a usar a marca comercial SIS Sachs.

Agradecemos a Carlos Martins - Old Moped pela ajuda prestada com informações (obrigado!).

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2017/10/22

Cartão publicitário Motores Alma - 1955


11.º Aniversário Rodas de Viriato!
Os tempos rodam... Dê rodas ao seu tempo andando num Alma...
Parte destas palavras podiam ser usadas para assinalar o 11.º aniversário do blogue Rodas de Viriato, mas na verdade são de um cartão publicitário para promover os motores Alma.

É sabido que a Alma começou em Vila Nova de Gaia, tendo depois passado para Braga. Este cartão mostra que até 1955 os motores Alma, Lda. ainda se localizavam na zona ribeirinha de Vila Nova de Gaia, na Rua Fonte Nova, n.º 1.

No Sul os distribuidores eram a Lisboa Garagem Lda. que se situava na Rua Alexandre Herculano, n.º 11 - E, em Lisboa.

O cartão é impresso a duas cores e para além de um desenho de tipo humorístico, onde aparecem bicicletas de roda alta, características de finais do Século XIX; há um emblema da marca Alma e um contorno de um ciclomotor Alma visto de lado.

O verso não está impresso e nele podemos ver um tom azulado do cartão.

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2017/10/21

11.º aniversário Rodas de Viriato


Alegrem-se as estradas e as pistas, os trilhos e os caminhos; chamem os condutores e as condutoras, os pilotos e as pilotas, os motociclistas e as motociclistas, os ciclistas e as ciclistas, os maquinistas e as maquinistas... O Rodas de Viriato comemora mais um aniversário!

11 anos, idade da adolescência e de continuar a despertar para a vida que há no passado, no presente e no futuro.

Mais um ano e cá continuamos sólidos e firmes como se fossemos de aço, prontos para o que der e vier.
Mais uma vez quem recebe os presentes do aniversário são os nossos leitores, com uma sequência de publicações ainda mais especiais do que aquelas que fazemos no dia-a-dia. Mais um motivo para nos visitarem e acompanharem.

Com a idade vamos tendo coisas novas, assim aqui fica o novo endereço de e-mail do blogue Rodas de Viriato:

A imagem do jipe UMM foi retida da revista Auto Mundo n.º 229 (autoria de XTROD - José Nogueira), n.º 229 - 18 de jan. de 1984 e alterada digitalmente pelo Rodas de Viriato.

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2015/10/28

Folheto com jipes UMM Alter Army / militares


9.º aniversário Rodas de Viriato...
Há uns dias falava da utilização de fotografias publicadas neste blogue, usadas noutros sites sem que fosse respeitada / indicada a origem ou fonte das mesmas. As fotos que hoje divulgamos são fortes candidatas a despoletar o pior que alguns chicos espertos têm dentro de si - copiar as fotos e esconderem a referência ao "Rodas de Viriato".

É com este folheto dos jipes UMM Alter, neste caso militares - ou como diz no folheto "UMM Alter Army", que terminamos uma semana de comemoração do nosso 9.º aniversário.
É um folheto impresso pela própria UMM - União Metalo-Mecânica, Lda (Rua das Flores, 71, 2.º - Lisboa) mas é em língua francesa. Por este motivo adivinha-se que tenha servido para divulgar a marca em França e eventualmente em países francófonos (na Europa e também em África).

No folheto de 4 páginas em formato A4 é variada a gama de versões que a UMM disponibilizava para efeitos militares, pelo que aproveitámos para fotografar cada uma delas de forma mais pormenorizada.
Na imagem anterior temos um UMM Alter com canhão sem recuo no momento em que foi disparado.

Há outra fotografia deste jipe UMM Alter com canhão sem recuo, visto lateralmente. O canhão parece ser o mesmo que também foi usado na versão UMM Cournil.

Segue-se uma fotografia do jipe UMM Alter equipado com sistema de lançamento de míssil TOW M 220 A1. Nesta fotografia é possível ver que estes jipes nacionais tinham faróis redondos e uma grelha diferente no radiador, quando comparados com as versões civis.

Quem lida com armas de fogo é natural que volta e não volta precise de cuidados médicos, pelo que também havia um modelo transformado em ambulância militar destinado a socorrer quem fosse preciso. É um modelo parecido com o UMM Alter ambulância do Exército, do Entroncamento, mas onde a zona por cima do condutor foi aproveitada.

Uma fotografia panorâmica mostra um avião C 130 Hercules em vôo rasante lançando dois jipes UMM 4x4 de pára-quedas, no sistema LAPES. Deste modo os UMM podiam estar rapidamente em qualquer lado.

Por baixo há uma fotografia de outro UMM Alter com capota de lona que transporta um reboque militar com morteiro de 107 mm.

Para patrulhamento a UMM tinha um modelo equipado com metralhadora pesada montada na parte de trás do jipe, sendo manobrada por um militar colocado nessa zona.

A terminar a gama de jipes militares, a UMM tinha ainda dois modelos equipados com lança mísseis, mais concretamente o míssil Milan (se não estamos em erro, à direita) e com o míssil SS 11-B1 (à esquerda).

Na capa foi usada uma imagem de um jipe UMM Alter militar sem qualquer adaptação ou modificação, fotografado numa zona com pedras de grande dimensão.

No verso do folheto aparecem as especificações do jipe UMM Alter, bem como o contacto da marca.

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