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2017/05/07

Salão Motorclássico 2017 - Balanço (2/2)


E aqui fica a segunda parte do balanço que fazemos do Salão Motorclássico 2017, que decorreu há 2 semanas na FIL, em Lisboa.
Se na primeira parte do balanço falámos dos veículos de fabrico nacional que estavam em exposição, hoje tentamos fugir um pouco a isso (se é que tal é possível!).

E tal não é muito fácil de conseguir, vejamos...
Ao visitarmos o Salão Motorclássico ficamos com a sensação que é mais virado para os chamados automóveis / motos de topo de gama, ou para os automóveis que comummente são tidos como mais valiosos. Ora acontece que as coisas só têm valor, se houver alguém disposto a dar-lhe esse valor, e os veículos nacionais têm ganho mais reconhecimento e valor (ou não fosse esse um dos objectivos do blogue Rodas de Viriato). Assim, acabamos por ver material exposto, que há uns anos seria impensável ver. Por exemplo, na exposição temática "A Guarda Nacional Republicana sobre rodas", era possível ver uma motorizada EFS 3011m e uma Pachancho C-503, no meio de motos de marca BSA, Indian, Norton, BMW, Zundapp, entre outras. E ainda chegaremos ao dia em que as motorizadas e bicicletas nacionais terão mais destaque numa exposição deste género.

E continuando a falar de veículos nacionais, quem diria que era possível ver uma motorizada Aliança 4V Dúnia de fabrico português, exposta ao lado de um Lancia Delta Integrale com a tradicional decoração de competição?
Pois isso era possível no espaço do Classic'Auto 2017 que se realizará em Caldas da Rainha nos dias 11 e 12 de Novembro de 2017.
Tudo sinais de que as coisas estão a mudar...

Deixando a nossa temática preferida, o Salão Motorclássico 2017 continuou a linha de anos anteriores, exibindo os tais automóveis de topo de gama. Uma das exposições era sobre os 70 anos da Ferrari, podendo-se ver vários automóveis que marcaram o imaginário de muitas pessoas

A variedade de automóveis ditos de luxo era grande, havendo-os de diferentes época, para diferentes utilizações e para diferentes valores.

No espaço exterior, e provavelmente devido à questão da não realização de outras feiras relacionadas com veículos ao mesmo tempo que esta, como já referimos na outra parte do balanço deste evento, fizeram com que no espaço exterior não se sentisse o movimento de outras edições. Até houve quem ficasse na dúvida se o salão estava a decorrer.

O coleccionismo continuou forte, não havendo este ano tantos triciclos, trotinetas e quadricilos a pedal de fábricas portuguesas, como no ano anterior, mas em compensação viram-se mais artigos de fabrico estrangeiro, muitos deles já com idades consideráveis.

Em termos de miniaturas, também nesta área havia muitas, dos mais diferentes tipos, escalas e valores. Tanto de produção industrial, como de produção artesanal. Neste último tipo, destacavam-se as que são produzidas pela ModENa, que a seu tempo aqui divulgaremos.
Agradecemos à organização pelas facilidades concedidas para ingresso no evento.
E assim começa a contagem decrescente para o salão Motorclássico 2018!

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2018/04/20

Salão Motorclássico 2018 - Balanço (2/2)


É o momento da segunda parte do balanço feito ao Salão Motorclássico 2018 pelo Rodas de Viriato.
Como referido na informação já divulgada, neste artigo não vamos tanto pela perspectiva do tema deste blogue - os veículos fabricados em Portugal -, mas pelo que observamos durante a nossa visita ao evento.

Uma das primeiras impressões que tivemos, foi a de que o clima que estava no Parque das Nações, parecia prolongar-se pelo pavilhão de exposição do Motorclássico... A chuva caia pontualmente no exterior e no salão sentia-se um arrefecimento.

É conhecida a aversão que muitos entusiastas e proprietários de automóveis antigos têm à chuva e à humidade, situação que acaba por condicionar inevitavelmente saídas e passeios.
Mas há sempre quem leve o assunto a sério e o número de visitantes durante a nossa visita estava dentro do que seria de esperar.

Como em anos anteriores, pudemos ver em exposição, e à venda, uma considerável quantidade de automóveis vulgarmente chamados de "topo". Estamos na capital portuguesa e o Motorclássico serve de local privilegiado para se fazerem contactos e negócios.

E via-se um pouco de tudo, desde cromados e pinturas brilhantes / reluzentes, a pessoas que mostravam a sua pressuposta virilidade carregando no pedal do acelerador de um automóvel ligado... Fazendo barulho, alguma poluição e captando a atenção de quem acha isto muito giro.

Mas quem quer vender, tem de captar a atenção dos potenciais clientes. Muitos tentam ir pela originalidade, expondo os veículos de forma diferente, recriando ambientes ou fazendo algo pouco visto ou inédito.

Já assistimos a muitos bailados e coreografias, mas nunca feitos por um automóvel. Com o surgimento dos automóveis eléctricos que têm motores para tudo e mais alguma coisa, lá nos estreámos a ver uma coreografia (sem seres humanos) de abrir e fechar portas, a par de ligar e desligar faróis, farolins e piscas, enquanto umas guitarradas dos anos 80 / 90 se faziam ouvir.

Mas havia mais do que automóveis expostos. Havia vários expositores de peças e acessórios; materiais / produtos; artigos de colecção e prestadores de serviços, nacionais e estrangeiros. Uma prova de que o mercado está vivo e em desenvolvimento.

No parque fechado do Salão Motorclássico notou-se a influência do frio. O número de viaturas no parque de automóveis clássicos era menor do que no ano anterior (tal com já acontecera no ano anterior). Sem pudores, é um ponto que merece alguma reflexão.

Em relação ao leilão de automobilia também nos pareceu que diminuiu o número de material disponível para venda, ainda assim vimos peças que foram disputadas de forma aguerrida pelos participantes.

Terminamos dizendo que é sempre positivo a realização deste tipo de eventos, e o Salão Motorclássico esta nesta área de classificação.
Agradecemos à organização pelas facilidades concedidas pelo ingresso no evento.
Entretanto começa a contagem decrescente para o salão Motorclássico 2019!

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2017/04/29

Salão Motorclássico 2017 - Balanço (1/2)


Faz agora uma semana que decorreu em Lisboa o Motorclássico 2017 - Salão Internacional de Veículos Clássicos, um dos eventos do panorama nacional relacionado com o mundo dos veículos antigos. E no próximo mês haverá outro, a 25.ª Automobilia de Aveiro.

Para facilitar o balanço que fazemos do que vimos, repartimos este em duas partes, sendo esta mais virada para os veículos fabricados em Portugal.
A primeira apreciação que fazemos de todo o Motorclássico 2017 é que havia mais tranquilidade e calma, pois a data escolhida não coincidia com outros certames também relacionados com veículos e que se realizavam nos pavilhões anexos, como já aconteceu em anos anteriores.

O programa oficial não contemplava nenhum evento relacionado com os automóveis, motos ou motorizadas fabricados em Portugal, ainda assim estavam bem representados em diversos e diferentes exemplares expostos.

Logo na entrada era possível ver um automóvel descapotável Citroen AX BB Cabrio GT em exposição, junto de um Citroen Mehari. Este Citroen AX BB Cabrio GT tinha a parte do motor à vista, sendo possível ver a chapa que a AG Engineering colocava nos automóveis que transformava.

Os jipes UMM como já vem sendo tradição estavam representados no espaço do Clube UMM, onde era possível ver um UMM Alter Troféu, bem como um UMM Cournil que estava meio restaurado, meio por restaurar, e que evocava o UMM Cournil V6 que em 1983 se classificou na 3.ª posição no 24 H Mauleon.

No que diz respeito aos pesos pesados nacionais, estavam representados por um blindado Chaimite no espaço da Associação Portuguesa de Veículos Militares. Era possível ver o interior deste exemplar, situação que não acontece com frequência.

No que diz respeito aos coleccionáveis e material evocativo das marcas nacionais, a oferta também era grande e variada. Por uma lado tínhamos a Archivo com as t-shirts, aventais e outros artigos, onde podíamos ver estampagens de Sado 550, do Alba, da Famel XF17 ou da SIS Sachs V5, entre outras.
Numa outra banca era possível ver emblemas bordados de várias marcas nacionais... Casal, Famel, Vilar, Fundador, Confersil, EFS, Macal, muitos deles com diferentes formas e cores.

No leilão realizado no Motorclássico 2017 também se encontravam elementos de automobilia nacional, como uma poster / cartaz de publicidade aos pneus da Mabor ou uma bicicleta de corrida Jasma.

E não podemos terminar o balanço que fazemos deste evento sem falar nas aguarelas de Yoshiharu Miyakawa, onde os automóveis antigos são o tema central para a criação de obras de arte. Os jipes UMM e Portaro são alguns dos veículos já fixados a tinta sobre o papel.

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2016/04/09

12.ª Edição do Salão Motorclássico / 2016 - Balanço


E já visitamos a 12.ª Edição do Salão Motorclássico, na FIL, em Lisboa, e aqui estamos a fazer o balanço do que vimos. Para terem noção da evolução do evento, podem ver o que já escrevemos anteriormente sobre as edições de 2015, de 2013 e de 2012, sempre na perspectiva dos veículos de fabrico nacional.

Em termos gerais o balanço é positivo, sendo esta avaliação o resultado da ponderação de situações extremadas / opostas, que de seguida passaremos a explicar.

Na parte positiva, destacamos a exposição das motos SMC / Nacional no espaço do ACP, onde podíamos ver 3 motos desta marca integradas na exposição "A Moto Portuguesa Nacional / SMC - Juntas pela primeira vez desde os anos 30". Foi uma oportunidade para saber um pouco mais sobre esta marca, facto que não se deverá repetir tão brevemente. Ainda em relação a esta exposição, temos de deixar um reparo ao ACP, em relação às imagens usadas no painel que servia de cenário, pois algumas das fotografias antigas utilizadas com motos SMC / Nacional foram retiradas da Internet. Já que foram feitas diligências para juntar as 3 motos, será que não podiam ter feito um esforço para conseguir fotografias desconhecidas da maioria das pessoas, tornando a exposição ainda mais especial.

Outro dos aspectos positivos foi a presença do Clube UMM, com um espaço onde se podia ver um jipe UMM Alter CD de competição, conhecido no meio UMMista como a "Madona". Era o único espaço com representação de uma marca nacional - que ao longo dos últimos anos tem estado sempre presente, variando os exemplares em exposição e organizando uma caravana que deste modo junta os adeptos da marca.

Outro dos aspectos positivos foi a grande quantidade de triciclos antigos, de trotinetas e de carrinhos a pedais que estavam disponíveis para venda. Não é de estranhar o crescente número de interessados nestes artigos, em parte devido à divulgação que deles temos feito neste blogue. Na imagem anterior podemos ver uma série de material da marca Sá & Portela. Mas também havia material da Sóbrinca e da Bébécar em diferentes vendedores.

Outra mudança que registamos para melhor, é a do surgimento neste Salão Motorclássico 2016 de várias iniciativas que associam artesanato e arte aos veículos nacionais. Na imagem anterior podemos ver um quadro com um jipe UMM feito em arame. Num outro espaço era possível ver as aguarelas de Yoshiharu Miyakawa - autor da proposta da evolução do jipe UMM, o modelo A4, que agora se dedica a esta forma de arte. O autor estava presente no espaço (e ao qual oportunamente aqui daremos destaque) tendo esta oportunidade sido aproveitada para um contacto pessoal com o designer.

Em relação ao leilão de automobilia que se realizou, ficava-se com a sensação de que o número de produtos para venda era reduzido, ainda assim houve oportunidade de se licitarem artigos da Autosil, da Galp, da Sacor e da Mabor General.

Em relação aos pontos fracos do salão, apontamos a quase inexistência de bicicletas e de motorizadas de fabrico nacional em exposições de entidades com elas relacionadas.

As que pudemos ver estavam em espaços de comerciantes que também vendiam outros produtos ou em espaços que representavam clubes / grupos ligados às duas rodas, mas aparecendo sempre de forma diluída.

Do mesmo modo também não se viam vendedores cujo principal ramo de actividade estivesse relacionado com as muitas marcas de motorizadas nacionais produzidas. Será esta situação sinal de um novo período de alheamento em relação a esta realidade, que muitos vêem como o parente pobre que temos de fazer os possíveis para não convidar para a festa? Ou tão somente é resultado do normal funcionamento do mercado, que neste caso não tem espaço para este tipo de veículos?

Só o futuro o poderá dizer.
Terminamos dizendo que a afluência de público no período em que estivemos no local era boa, bem como os espaços estavam preenchidos com os mais diferentes tipos e marcas de veículos. Foi ainda uma boa oportunidade de contacto com conhecidos e amigos, situação que só por si já justifica a deslocação. Agradecemos à organização pelas facilidades concedidas.

Agora entramos em modo de contagem decrescente para a XXIV Automobilia de Aveiro - 2016!

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2018/04/13

Salão Motorclássico 2018 - Balanço (1/2)


Realizou-se há pouco dias o Salão Motorclássico 2018, em Lisboa, na FIL. E à semelhança do ano passado, aqui estamos a fazer o balanço do que observámos neste evento dedicado ao veículos antigos. Esta análise divide-se em duas partes, de modo a facilitar a escrita e a abordagem de temas.

Sendo o Rodas de Viriato um blogue dedicado à divulgação dos veículos de fabrico nacional, e de tudo o que com eles estiver relacionado, é precisamente por ai que começamos - tendo noção de que há vida para além deste limite.

Afinal não é por termos tido uma indústria de fabrico de motorizadas / motos, bicicletas, jipes e camiões (entre outras), que eles têm de ser valorizados num dos maiores eventos deste tipo (incluindo Automobilia de Aveiro e Autoclássico). Mas tal como na antiga publicidade do leite "Matinal", em que uma senhora perguntava "Se não gostar de mim, quem gostará?", também neste caso podemos perguntar:
- Se os veículos nacionais não forem valorizados num evento destes, onde é que vão ser? Num salão em França, Itália, Reino Unido ou em Espanha?

Felizmente havia muitos e variados veículos fabricados em Portugal em exposição no Salão Motorclássico 2018 (com excepção das motorizadas e das bicicletas, que pouco representadas estavam).
Começamos por destacar a presença do automóvel APM, um descapotável construído no Porto em 1937 e que até esta data permanecia desconhecido da esmagadora maioria de entusiastas de veículos construídos em Portugal.

Havia ainda dois automóveis, também eles descapotáveis, Citroen AX BB Cabrio em exposição / à venda. Tendo em conta o número de exemplares produzidos, esta situação é motivo de alegria. Para além disto, estavam pintados de cores diferentes, o que tornava a situação mais especial.

O Clube UMM, e à semelhança de anos anteriores, continua a estar presente tendo o cuidado de colocar em exposição diferentes versões de jipes UMM, o que mostra a dedicação e empenho deste clube liderado por Norberto Liberato. Este ano os visitantes do Salão Motorclássico podiam ver um UMM Alter versão reboque e um UMM 4x4 transformado pela INASI, para combate a incêndios.

Ainda no que respeita a estes jipes, pudemos ver a imagem do início da linha de montagem dos jipes UMM (e que aqui divulgámos em 2014), impressa no livro Berliet, Chaimite e UMM – Os Grandes Veículos Militares Nacionais, que foi oficialmente apresentado no final do dia de Sábado.

Durante a apresentação foi possível ouvir o autor - Pedro Monteiro, bem como pessoas ligadas à Metalúrgica Duarte Ferreira e à causa militar, falar sobre os veículos militares fabricados em Portugal (e sobre as dificuldades inerentes a este processo).

A apresentação do livro foi feita no espaço da Associação Portuguesa de Veículos Militares, que tinha em exposição um camião Berliet Tramagal, versão TG4 T21, que integra o espólio do Museu Militar de Elvas.

No leilão de automobilia realizado no salão também havia alguns artigos relacionados com marcas nacionais. Destacamos uma chapa esmaltada antiga dos pneus Mabor General, vertical, de grandes dimensões.

Pudemos ainda registar diferentes situações que demonstram que os veículos de fabrico nacional continuam presentes e vivos no imaginário de muitas pessoas.
Na imagem anterior vemos uma aguarela com o automóvel Edfor que estava a ser realizada enquanto decorria o certame.

Na banca de Carlos Martins / Old Moped havia uma grande variedade de artigos para motorizadas e motos portuguesas, bem como para bicicletas antigas fabricadas em Portugal. Os selins "high rise" para bicicletas Stelber levavam-nos para final dos anos 70 / início de anos 80, quando pedalar em bicicletas com formas exageradas era moda.

E não podemos terminar esta reportagem sobre o que vimos no Motoclássico 2018, sem falar no espaço da empresa Ferrugens e Companhia que comercializa uma ampla gama de produtos para restauro, manutenção, conservação e recuperação de veículos antigos. Para os que pudessem ter dúvidas sobre os resultados obtidos, neste espaço era possível contactar com peças tratadas com os produtos que a Ferrugens e Companhia representa, vendo-se os resultados obtidos. Qualquer dúvida ficava logo desfeita!

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