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2022/11/19

Crachá da OPEL - Auto-Industrial


Mais uma peça de colecção da Auto-Industrial que temos disponível.
É um crachá esmaltado com a referência à marca OPEL e com um emblema da marca OPEL, cuja datação não conseguimos fazer, por não se encontrar nas listagens de emblema que a marca foi tendo ao longo dos anos.

Fica a dúvida se foi uma recriação do fabricante do emblema, ou se é uma variante muito específica e pouco usada. Na parte inferior está colocado um cartão onde se lê a marca Auto-Industrial impressa a preto. Como esta empresa surgiu nos anos 20, será que este crachá é do início da sua existência?

No verso podemos ver a forma como o cartão "Auto Industrial" foi preso e o alfinete que permite fixar este crachá a uma farda ou peça de vestuário.

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2016/04/07

Botoeira antiga da Auto Industrial


E devagar vamos alargando a ampla colecção de pins / alfinetes de lapela e de botoeiras antigas relacionadas com marcas de veículos nacionais.
Por arrasto vamos tendo também algumas curiosidades com a história do automóvel em Portugal.

Esta botoeira / botão para casaco é da Auto Industrial que iniciou actividade em 1920, sendo nos dias de hoje concessionária de automóveis de marca Opel, Chevrolet, Isuzu, Citröen, Chrysler, Dodge e Jeep.

Esta botoeira está disponível para venda, para mais informações usar o e-mail (está na lateral direita do ecrã).

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2017/11/06

Foto com automóvel Ximba e jipe Portaro em 1977


E assim terminamos a comemoração do 11.º Aniversário Rodas de Viriato!
Qualquer motivo é bom para trazermos à luz do dia novas fotografias e informações sobre a história dos automóveis fabricados em Portugal e é o que fazemos hoje.
A partir de uma fotografia publicada na revista Auto Mundo n.º 68 de 1 a 15 de Outubro de 1977 e de uma conversa com Manuel Romão de Sousa (a quem agradecemos a disponibilidade, prontidão e partilha de informações aqui publicadas), pudemos contextualizar esta fotografia e saber mais sobre o desenvolvimento do que viria a ser o automóvel Sado 550.

Para facilitar a escrita, vamos por partes:
- Passava pouco mais do que um ano, desde que se tinha feito a revolução do 25 de Abril de 1974. O país atravessava dificuldades e era necessário modernizá-lo e criar riqueza. Em 1975 o Entreposto deu o seu contributo neste esforço, com dois veículos com fins e características muito diferentes: o automóvel Sado 550 e a carrinha Datsun Sado.
- A fotografia foi tirada junto dos hangares da Entreposto Industrial em Praias do Sado (Setúbal).  Neste espaço havia três zonas distintas. Do lado direito de quem entrava nas instalações, situava-se o pavilhão de metalomecânica; do lado esquerdo havia outro pavilhão igual, onde se fabricavam frigoríficos e ao fundo situava-se a linha de montagem de automóveis (que mais tarde foi vendida à Renault). Nesta linha de montagem eram fabricadas as carrinhas Datsun Sado; mas também os jipes Portaro, da Garagem Vitória.
- Estávamos no I Governo Constitucional e o Ministro da Indústria e Tecnologia era o engenheiro Nobre da Costa (na altura um independente), que fazia parte do governo de Mário Soares (na imagem seguinte, numa filmagem durante uma festa do PS, na Fonte da Telha, em 1979).

- A foto terá sido feita durante uma visita que Nobre da Costa fez à Entreposto Industrial, onde viu uma demonstração do protótipo do modelo Ximba, do Entreposto (mais tarde designado de Sado 550) e José Megre terá conduzido o protótipo entre Setúbal e Praias do Sado.
- No canto inferior esquerdo da fotografia vê-se uma parte da zona dianteira de um chassi do Sado 550 que esteve disponível para observação.
- Esta viatura provavelmente teria um motor Honda CB 360 cc, com 2 cilindros. Tendo sido produzidas 5 unidades destas para testes. A que vemos na imagem tinha o pára-brisas dianteiro a direito - pormenor que depois foi alterado na denominada 2.ª série do Sado 550, quando passou a ser curvo.
- No deflector frontal vê-se (por baixo, a meio) uma parte recortada de modo a favorecer o arrefecimento do cárter do motor. Como este era de moto, tinha uma cabeça onde trabalhavam os cilindros, que arrefecia com a passagem do ar. Mas o resto poderia não arrefecer, pois receava-se que a colocação de um motor de moto, num compartimento de automóvel, pudesse trazer problemas - situação que nunca chegou a confirmar-se.
- O engenheiro Manuel Romão esteve ligado ao desenvolvimento inicial do Ximba (desde Agosto de 1975) quando surgiu a proposta do tricarro montado na Famel. Mas não esteve presente nesta demonstração, pois tinha deixado de estar envolvido neste projecto em 1977, quando passou para o projecto das carrinhas Datsun Sado.
- Do Sado 550 terão sido vendidas 251 unidades e construídos mais de 20 protótipos (tendo em conta que em alguns eram mudados componentes mecânicos à medida que se iam realizando testes, sem que existisse necessidade de criar outro protótipo de raiz). O Ximba - mais tarde rebaptizado de Sado 550, teve o processo de industrialização do fabrico muito demorado - aproximadamente 7 anos, tendo em conta o número de anos que o automóvel teve de desenvolvimento, até estar disponível para ser comprado pelo público em geral. As vendas começaram em 1982 e terminaram em 1986. A denominação "550" está relacionada com a cilindrada do motor escolhido, o Daihatsu AB20 com 547 cc.
- Na imagem vê-se que por cima da zona dos faróis, há uns ganchos a prender o capot. Este pormenor, tal como a inexistência de portas no exemplar da foto, justificam-se pela seguinte situação: havia elementos mecânicos que ainda não eram os definitivos. Por exemplo: não tinha sistema de dobradiças nem fechaduras nas portas, pois complicavam os trabalhos, optando-se por as colocar e tirar quando era preciso. Na altura a prioridade era estudar pormenores mecânicos (como a questão do suposto aquecimento do motor, já referida anteriormente). Assim sendo, estes Ximba nunca foram montados integralmente.
- Na fotografia é possível ver à direita uma pessoa de casaco, era Nery de Oliveira, na época um colaborador do Entreposto Comercial, do Gabinete de Estudos e Projectos - que mais tarde passou para o Entreposto Industrial e depois regressou novamente para o Entreposto Comercial, de acordo com os projectos em que estava envolvido. Nery de Oliveira tinha muita bagagem técnica para resolver problemas técnicos e foi ele quem teve a ideia das molas da suspensão usadas neste automóvel.
- Na fotografia é ainda possível ver operários da linha de montagem da Entreposto Industrial. Mais à esquerda temos o mecânico Álvaro Santos (da Entreposto Comercial) que também foi para a Famel em 1975, para trabalhar no desenvolvimento do tricarro já referido.
- Falta ainda falar do engenheiro Reis Tomás que foi quem ficou responsável pelo desenvolvimento do automóvel, no momento em que Manuel Romão passou para o projecto Datsun Sado. Foi ele que teve a tarefa de encontrar algumas das peças usadas no Sado 550, tanto no mercado nacional, como no mercado internacional. Em relação a este último, a tarefa foi mais complicada devido ao estado das finanças portuguesas na época, que obrigava a esperar pela autorização governamental para que se pudesse importar material. Se o motor e a caixa de velocidades vinham do Japão, o diferencial traseiro vinha de Itália.
 - Para concluirmos e para se perceber melhor a linha temporal do automóvel Sado 550 e da carrinha Datsun Sado, o Sado 550 desenvolveu-se de 1975 até 1985, enquanto que a Datsun Sado desenvolveu-se de 1977 a 1982, tendo sido fabricadas aproximadamente 2000 unidades (média de 80 por mês / 800 por ano). Da Nissan vinha a mecânica da carrinha, o motor e a caixa de velocidades. Há ainda a referir que o Sado 550 demorou mais tempo a desenvolver porque foi um projecto que foi criado de raiz pelo Entreposto, enquanto que a carrinha Datsun Sado foi um projecto proposto pela Nissan, já desenvolvido e pronto a implementar. Segundo Manuel Romão são dois produtos que resultam da conjuntura da fase da revolução do 25 de Abril de 1974, de um país pouco desenvolvido e que não tinha dinheiro para fazer importações.

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2013/06/17

João Araujo Onça e Filhos, L.da Catálogo e Preçário n.º 12


O blogue Rodas de Viriato é um amigo da ONÇA?
Não e sim...
Se for da "onça" - não somos! Pois dar mais é complicado...
Se for da "Onça", sim! Pois gostamos de uma empresa que é desconhecida da esmagadora maioria dos amantes das rodas nacionais e que merece ser mais conhecida. Mas é para mudar isso que cá estamos!

Tratamos de veículos feitos / fabricados / montados e/ou concebidos em Portugal, nas suas mais variadas vertentes e aspectos. E como somos daqueles que acreditamos que podemos fazer a diferença, tentamos cada dia elevar a cultura dos nossos leitores e divulgar o nosso património na Internet.

Hoje por exemplo, é dia de mostrar um catálogo e preçário dos produtos Onça, da empresa João Araújo Onça e Filhos, L.da, de Braga.
Empresa esta que muitos associam aos farolins do microcarrro nacional Sado/550. E associam muito bem, pois é a mesma empresa!

A João Araújo Onça e Filhos, L.da estava situada na Rua de Santo António, 58 em Braga. Aparentemente mais tarde mudou-se para Nogueira, em Braga. Alguém confirma? 

A mudança faz parte da vida e a Onça ao longo da sua existência teve um leque bem variado de produtos. No final da década de 70 até fez torneiras para quartos de banho!

Este catálogo e preçário é o n.º 12 e é relativo ao ano de 1956.
Se até essa data fizeram 12 catálogos, podemos dizer que a fábrica Onça terá sido fundada por volta de 1944... Se pensarmos nos farolins do Sado550, de 1984, são cerca de 40 anos de actividade.

Mais uma vez comprova-se a minha teoria de que Braga foi um importante centro industrial no que respeita a veículos. Já aqui falámos da Pachancho, da Rito e se tudo correr bem, pode ser que brevemente falemos da Sarotos.

Este catálogo e precário da fábrica Onça é mais virado para os automóveis, apresentando um leque muito variado de peças para carros americanos e europeus: Dodge, Plymouth, Jeep, Buick, Ford, Chrysler, Dodge, De Soto, Chevrolet, International, Oldsmobile, G.M.C, Crosley, Frazer, Kaiser, Nash, Packard, Willis, Mack....

Austin, Bedford, Borgward, Commer, Fiat, Hanomag, Hillman, Mercedes, Morris, Opel, Renault, Standard, Volkswagen, Vauxvall, Atkinson, Albion, Fargo, Citroen... Leyland, Maudslay, Poden, Reo, Volvo, Vulcan, Fordson, Talbot, Jaguar, Triumph, D.K.W, DAF, Porsche, Riley, Singer, MG, Jowett, Humber, Wolseley, Magirus, Ostner...

As marcas referidas estão divididas por várias secções, segundo os produtos comercializados pela Onça.
O catálogo e preçário que mostramos pertenceu à Auto Mecânica Tomarense, L.da, que era uma concessionário da Ford, em Tomar.

Como já vem sendo regra neste blogue, este documento está disponível para quem o quiser consultar.
Melhor serviço público do que isto, só se recebesse dinheiro para o fazer!

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2017/05/07

Salão Motorclássico 2017 - Balanço (2/2)


E aqui fica a segunda parte do balanço que fazemos do Salão Motorclássico 2017, que decorreu há 2 semanas na FIL, em Lisboa.
Se na primeira parte do balanço falámos dos veículos de fabrico nacional que estavam em exposição, hoje tentamos fugir um pouco a isso (se é que tal é possível!).

E tal não é muito fácil de conseguir, vejamos...
Ao visitarmos o Salão Motorclássico ficamos com a sensação que é mais virado para os chamados automóveis / motos de topo de gama, ou para os automóveis que comummente são tidos como mais valiosos. Ora acontece que as coisas só têm valor, se houver alguém disposto a dar-lhe esse valor, e os veículos nacionais têm ganho mais reconhecimento e valor (ou não fosse esse um dos objectivos do blogue Rodas de Viriato). Assim, acabamos por ver material exposto, que há uns anos seria impensável ver. Por exemplo, na exposição temática "A Guarda Nacional Republicana sobre rodas", era possível ver uma motorizada EFS 3011m e uma Pachancho C-503, no meio de motos de marca BSA, Indian, Norton, BMW, Zundapp, entre outras. E ainda chegaremos ao dia em que as motorizadas e bicicletas nacionais terão mais destaque numa exposição deste género.

E continuando a falar de veículos nacionais, quem diria que era possível ver uma motorizada Aliança 4V Dúnia de fabrico português, exposta ao lado de um Lancia Delta Integrale com a tradicional decoração de competição?
Pois isso era possível no espaço do Classic'Auto 2017 que se realizará em Caldas da Rainha nos dias 11 e 12 de Novembro de 2017.
Tudo sinais de que as coisas estão a mudar...

Deixando a nossa temática preferida, o Salão Motorclássico 2017 continuou a linha de anos anteriores, exibindo os tais automóveis de topo de gama. Uma das exposições era sobre os 70 anos da Ferrari, podendo-se ver vários automóveis que marcaram o imaginário de muitas pessoas

A variedade de automóveis ditos de luxo era grande, havendo-os de diferentes época, para diferentes utilizações e para diferentes valores.

No espaço exterior, e provavelmente devido à questão da não realização de outras feiras relacionadas com veículos ao mesmo tempo que esta, como já referimos na outra parte do balanço deste evento, fizeram com que no espaço exterior não se sentisse o movimento de outras edições. Até houve quem ficasse na dúvida se o salão estava a decorrer.

O coleccionismo continuou forte, não havendo este ano tantos triciclos, trotinetas e quadricilos a pedal de fábricas portuguesas, como no ano anterior, mas em compensação viram-se mais artigos de fabrico estrangeiro, muitos deles já com idades consideráveis.

Em termos de miniaturas, também nesta área havia muitas, dos mais diferentes tipos, escalas e valores. Tanto de produção industrial, como de produção artesanal. Neste último tipo, destacavam-se as que são produzidas pela ModENa, que a seu tempo aqui divulgaremos.
Agradecemos à organização pelas facilidades concedidas para ingresso no evento.
E assim começa a contagem decrescente para o salão Motorclássico 2018!

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