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2016/05/31

Manual de instruções jipe Portaro 280 e 280 L - 40 anos Portaro


No blogue Rodas de Viriato os jipes Portaro têm um lugar especial, o que faz com que este seja o sítio da Internet com a mais cuidada e variada selecção de informação sobre estes jipes de fabrico nacional. Não foi por acaso que fomos os únicos a celebrar os 40 anos do jipe Portaro e a fazer miniaturas para venda!

Hoje continuamos a assinalar a efeméride e para esse efeito divulgamos o manual de instruções do jipe Portaro 280 e 280 L, que tem 30 anos de idade (nele está registada a data 29/09/1986).

Quem está dentro deste assunto, sabe que não é todos os dias que se vê um manual dos jipes Portaro, muito menos um em tão bom estado. Mas quando nos empenhamos no que fazemos e abrimos os cordões à bolsa, quase tudo se consegue.

Logo na página dedicada ao proprietário do novo veículo, é referido que este manual proporcionará uma utilização mais segura e económica, dando maior prazer na utilização do Portaro. E que os concessionários da Sociedade Electro-Mecânica de Automóveis Lda (SEMAL) permitiam prestar assistência adequada aos jipes Portaro.

O manual tem 40 páginas (sem contar com a capa e contra-capa) impressas a preto e branco, estando os textos muitas vezes ilustrados com desenhos, esquemas e diagramas. Os desenhos foram originalmente realizados em grafite (vulgarmente designado de forma errada por "lápis de carvão").

Fazer tantos desenhos não terá sido uma tarefa fácil e barata, pelo que alguns são um pouco toscos, mas tal como o jipe Portaro, cumpriam bem sua função!
Vejam por exemplo o desenho da imagem anterior, onde aparece uma perna e um pé a demonstrar como se acciona o lavador do pára-brisas.

O manual tem mais páginas do que as que aqui mostramos, tratando temas como a caixa de 5 velocidades, o cubo de roda livre ou o painel de instrumentos.
Sendo um manual que trata dois modelos de jipe, há páginas em que se podem ver as diferenças entre modelos, por exemplo em relação ao painel de instrumentos ou em relação à posição da roda sobresselente nos Portaro, como se pode ver na imagem anterior.

Há depois uma secção que tem conselhos úteis para uma boa condução do jipe Portaro, ao passar por água, ao rodar em subidas acentuadas, à beira-mar, em terrenos enlameados ou em auto-estradas; ou ao rebocar outro veículo.

Noutra secção intitulada "Manutenção a efectuar você mesmo" há um desenho do jipe Portaro visto de cima, a três quartos. Nesta parte há uma lista de verificações a fazer antes de arrancar com o jipe e outra sobre a verificação do nível do óleo do motor, sobre a inspecção da correia da ventoínha (e substituição da mesma), sobre a lavagem do radiador e substituição do líquido refrigerante do motor, entre outras...

Mais para o final do manual explica como proceder em caso de furar um pneu do Portaro. Tem ainda uma secção de cuidados com a aparência do jipe - lavagem, enceramento, polimento e protecção da pintura.

E não faltam as especificações técnicas do Portaro 280 e do Portaro 280 L.

Quem quiser adquirir uma versão digital deste manual, pode enviar-nos um e-mail para o endereço de e-mail existente na lateral direita do ecrã pedindo mais informações.

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2018/03/11

Livro Land Rover em Portugal - Editora Contra a Corrente


No dia em que se assinalam 70 anos em que saiu da linha de montagem o primeiro jipe Land Rover de pré-produção, o chassis R01, aproveitamos para apresentar aos leitores do Rodas de Viriato o livro Land Rover em Portugal - A História de um ícone, da Editora Contra a Corrente.
Poderá parecer que estamos a fugir à temática deste blogue, mas do Series I, até ao Defender, há mais de nacional do que o que se poderá pensar. Quem não se recorda, por exemplo, dos jipes Land Rover União montados em Angola?

Mas vamos por partes...
Este livro foi editado em 2017 e tem mais de 140 páginas dedicadas aos veículos todo-o-terreno produzidos pela Land Rover.
Depois da análise / leitura que fizemos, podemos dizer que está dividido em cinco partes (atenção que esta divisão não coincide com o índice do livro e é da nossa autoria):
- Numa 1.ª parte fala-se da história do jipe, desde a sua concepção / criação, passando pelo processo de fabrico de várias versões, até ao momento em que foi produzido o último Land Rover Defender.
A história remonta a 1947, num contexto de pós II Guerra Mundial, em que o clima e os terrenos difíceis levaram a que se pensasse numa viatura assim. É abordado o porquê da utilização do alumínio neste veículo, bem como a utilização que teve em diferentes forças militares inglesas, e as características das diferentes séries fabricadas.

- Numa 2.ª parte aborda-se a história da Land Rover em Portugal / mundo português, pois há uma parte dedicada às então denominadas "províncias ultramarinas portuguesas"; bem como a utilização do Land Rover por entidades militares portuguesas. Fala-se ainda dos Shorland MK III que foram escolhidos pela GNR em detrimento dos nacionais Bravia Comando MK III.
Curiosamente, esta parte começa por falar dos Land Rover em Moçambique, uma vez que foi este território nacional que recebeu os primeiros Land Rover importados. Há ainda referência à Garagem Victória, que era distribuidora da marca e aos factores que mais tarde a levaram a fabricar o jipe Portaro. Ficamos também a conhecer o porquê do surgimento da SEMAL - Sociedade Electromecânica de Automóveis, bem como a saber que os Land Rover recebidos em "CKD" (Completely Knocked Down) eram montados na UTIC, em Cabo Ruivo (Lisboa) e mais tarde na IMA (Setúbal).
Como se isto não chegasse, é ainda referida a odisseia da localização de muitos dos primeiros Land Rover vendidos em Portugal; das rivalidades com os jipes UMM e Portaro - de fabrico nacional e das empresas / entidades que adquiriram jipes Land Rover. Há ainda espaço para divulgar a origem de um protótipo do Land Rover feito em Portugal, com base num Series III 109'', que seria para o Exército Português, com capacidade de carga de 1 tonelada. Este protótipo está actualmente numa das maiores colecções privadas de jipes Land Rover, em Inglaterra.
Termina com a utilização dos jipes Land Rover, seja em contexto revolucionário do 25 de Abril, seja no dia-a-dia pela GNR e por outras forças militares.

- Numa 3.ª parte apresentam-se modelos / exemplares existentes em Portugal, restaurados ou mantidos em estado original, tanto em corporações de bombeiros, como na posse de particulares. É aqui que são apresentados em detalhe dois jipes Land Rover União, bem como relatada a história de cada um deles até terem chegado aos nossos dias.
- Numa 4.ª parte aborda-se a utilização deste jipe em situações de lazer e de competição, como por exemplo em participações de equipas portuguesas no Camel Trophy - prova que ajudou esta marca a ficar mais conhecida e associada ao característico amarelo torrado com que os jipes eram pintados. Há ainda a apresentação dos Clubes Land Rover em Portugal e da sua história.

- Numa 5.ª parte há espaço para informações relacionadas com os Land Rover e uma ficha técnica relacionada com este livro (apoiantes, bibliografia, créditos fotográficos...).
O livro é da autoria de Alexandre Coutinho, jornalista e cofundador da Editora Contra a Corrente, estando ligado ao universo do todo-o-terreno há mais de 20 anos, tendo participado em várias provas e expedições, muitas dos quais a bordo de um Land Rover.
Em Abril de 2018 está previsto esta editora lançar outro livro, o "Berliet, Chaimite e UMM – Os Grandes Veículos Militares Nacionais", pelo que podem ir reservando um espaço para ele na biblioteca.

Em relação ao livro Land Rover em Portugal - A História de um ícone, está disponível para quem o quiser comprar através do e-mail: livroscontraacorrente@gmail.com

(Agradecemos a Alexandre Coutinho pela oferta deste livro)

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2016/01/29

Jipes Portaro - Catálogo horizontal - 40 anos Portaro


E continuando a assinalar os 40 anos do início da comercialização do jipe Portaro, apresentamos um catálogo horizontal que será de finais de anos 70 / início de anos 80.

Tem formato próximo do A4 e apresenta fotografias de página inteira a cores, alternando com páginas impressas com as características deste todo-o-terreno fabricado em Portugal.

Logo no texto de introdução é apresentado como veículo de trabalho, estudado e preparado para operar debaixo das mais agrestes condições climáticas, sendo construído pela GV - S.E.M.A.L. em colaboração com a Auto Dacia na versão diesel.

Houve o cuidado de fotografar o jipe Portaro junto de monumentos relacionados com a época de ouro da nossa história, como o Mosteiro dos Jerónimos, o Padrão dos Descobrimentos ou a Torre de Belém.

Na altura estavam disponíveis as seguintes versões de jipes Portaro:
- Portaro 250 DGL - modelo de luxo equipado com capota metálica, 2 assentos na cabine e 2 na traseira;
- Portaro 250 DL - modelo equipado com capota metálica com janelas laterais. A porta traseira tinha uma ampla janela na parte superior;
- Portaro 250 D - modelo com capota de lona a todo o comprimento, com janelas laterais e traseira;
- Portaro 250 DP - modelo equipado com cabina e capota de lona de 3/4;
- Portaro 250 DCH - modelo com chassis nu, sem cabina, mas com assentos de cabina; ou chassis nu com cabina ou com cabina e caixa aberta.

Neste folheto com o 4x4 de marca Portaro há ainda desenhos técnicos do jipe visto de diferentes posições, bem como as características do chassis, da suspensão, dos travões e as medidas / dimensões exteriores, interiores da cabina e da caixa de carga.

Houve ainda espaço para apresentar o jipe Portaro a passar por uma zona mais rural, de piso alagado, o que proporcionou uma bela fotografia!

Curiosamente nas fotografias o Portaro verde tem na lateral a designação 240.

O motor a diesel (gasóleo) tinha 4 cilindros e mais de 2,5 litros de cilindrada.

Neste catálogo há ainda um desenho técnico com a transmissão, os eixos e tomadas de força do Portaro, que neste caso era central e traseira.

Na imagem anterior é apresentada a zona do motor, onde se vê que era de marca Daihatsu.

A par dos desenhos técnicos, também há outros desenhos mais livres / artísticos, tornando o catálogo mais apelativo e interessante.

As curvas características do motor Daihatsu diesel também constam nesta publicação, tanto em relação ao binário do Portaro, como ao consumo de combustível e à sua potência.

A velocidade máxima era de 112 km/h e podia vencer rampas com o máximo de 35 graus de inclinação.

As duas últimas fotografias são do interior do jipe Portaro, uma do volante e painel de comandos, e a outra da zona traseira, onde se podem ver os bancos corridos e o pneu suplente.

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