2011/01/31

EFS RX 500 Sport - Catálogo EFS ciclomotores (vertical)


Na imagem a foto oficial da EFS RX 500 Sport, retirada do catálogo de ciclomotores da marca.
Esta motorizada podia ser equipada com 4 motores diferentes:
- 2 da Zundapp, com 5 ou 4 velocidades;
- 2 da Casal com 5 ou 4 velocidades.

Agradeço a Márcio Martins pelo envio desta colaboração.

8 Comentários

cRiPpLe_rOoStEr a.k.a. Kamikaze disse...

parecido com algumas versões da honda cg125 que ainda são produzidos em países do sudeste asiático... se a indústria motociclística portuguesa tivesse recebido mais apoio do governo teria facilmente se mantido como uma boa opção no mercado europeu, possivelmente incorporando modernidades como a injeção direta (já usada pela aprilia) e melhorando o aproveitamento desses pequenos motores de 50cc...

Anónimo disse...

SIS Sachs?????????????????
Com motores Casal e Zundapp????????????
Grande salada!!!!!!!!!

EFS RX500!!!

Carlos Martins/Old Moped

Anónimo disse...

O "estado de graça" que os portugueses viveram de 1986 (entrada na CEE) a 2002 (chegada do euro) ditou o fim das nossas motorizadas! O povo, teve acesso ao crédito bancário e pôde comprar japonesas, scooters e sobretudo automóveis!
As nacionais eram técnicamente ultrapassadas? As DT não eram pois não? Então que é feito delas? Pululavam por esses liceus fora! Que é feito delas?
O encarecer da carta de condução, com mudança para a DGV (IMTT), tambem foi uma machadada nas nacionais!
Mas isto, não foi só em Portugal!!!
Que é feito das marcas espanholas, francesas, e sobretudo italianas? Ou desapareceram (maior parte) ou foram absorvidas pelos grandes grupos japoneses ou italianos!
A europa mudou, houve uma grande evolução económico-social e em Portugal tambem! As pessoas, puderam encostar as motoretas e comprar carro!
As motorizadas foram importantes numa época (assim como as bicicletas uns anos mais atrás),hoje não fazem sentido no nosso estilo de vida!
Das pessoas que clamam "ai se hoje tivéssemos fábricas de motorizadas"... quantas delas estão dispostas a comprar uma motorizada nacional nova para ir diáriamente para o trabalho?
As nacionais, hoje são uma bela recordação! Vamos recordá-las sempre com nostalgia e sobretudo preservar as sobreviventes para que no futuro, possam contar o nosso passado!

Carlos Martins/Old Moped

Viriato disse...

Boa tarde!
Nos tempos que correm, não sei até que ponto é que o estado deve apoiar directamente uma empresa... Quando temos pessoas sérias, é uma boa opção. Mas a realidade é que por Portugal parece que qualquer estratégia só funciona se parte da verba for usada para proveito próprio de alguém.
É verdade Carlos, uma bela salada de fruta que já foi colocada no sítio.
E sim, a entrada na CEE, o Euro e os bancos mudaram muito a nossa vida. Penso que os veículos pequenos, especialmente as bicicletas, ainda terão algumas cartas na manga... O uso do automóvel pode ter muitas vantagens, mas usar um veículo que não consome combustível, que ajuda a manter o físico e que é barato, poderão ser argumentos de peso a curto prazo.
Resta ver o que o futuro nos reserva.

Cumprimentos

JB

cRiPpLe_rOoStEr a.k.a. Kamikaze disse...

Fala-se tanto em downsizing e economia de recursos energéticos mas opções extremamente racionais como os antigos Motalli CityCar e CityCargo, assim como os triciclos Famel, hoje sobrevivem apenas devido aos esforços de entusiastas. Será que Portugal não teria capacidade de oferecer uma alternativa local ao Smart ForTwo, ao Piaggio Ape e aos microcarros conhecidos como "quadriciclos qualificados"? Infelizmente a falta de interesse em manter viva uma indústria motociclística ou automobilística nacional quando a economia tem uma melhora abrupta foi uma herança maldita da colonização portuguesa no Brasil, por aqui houveram grandes empresas como a Gurgel, a Engesa e a Puma, que depois da abertura do mercado a automóveis importados sucumbiram à concorrência dos modelos que eram vistos como símbolo de status apenas por serem "importados". Não é só em Portugal que interesses particulares condenam bons projetos ao fracasso...

Anónimo disse...

Tem toda a razão, a indústria nacional de motorizadas, nunca foi muito acarinhada pelos governos, quer pré ou pós 25 de Abril!
Sempre lutaram contra a maré!
Devido à elevada sinistralidade das motorizadas, estas foram sempre um alvo a abater!
Lembro-me quando num governo de António Guterres, se propôs a redução do teor alcoólico no sangue dos condutores! Foi um reboliço de todo o tamanho, que levou o governo a "engatar rápidamente a marcha atrás"!
Quando a indústria nacional das motorizadas entrou em crise, alguem lhe pôs a mão por baixo como nos vinhos? Perderam-se os postos de trabalho e todo o Know How de quase 50 anos!
Quando se tentou unificar a Casal, a Famel e a Fundador num projecto único, os "lobbys" que se escondiam na sombra, falaram mais alto...
Enfim, costuma dizer-se que temos aquilo que merecemos...

Carlos Martins/Old Moped

Viriato disse...

Boa noite!

Quando se fala em auto-estradas, TGV / comboio de alta velocidade, aeroportos... Fico sempre com a sensação de que quem manda, tem complexos de inferioridade por resolver... Parece que querem fazer figura, de modo a não ficar atrás dos outros. E por outro lado apagar os vestígios do passado, não vá alguém descobrir que andámos de bicicleta ou de motorizada!
Nestes moldes, é claro que com facilidade se criam condições para que indústrias como a das duas rodas tenham os seus dias contados.
Tenho esperança que esta dita crise sirva para que possamos perceber o que é que é realmente bom/necessário.

Cumprimentos

JB

cRiPpLe_rOoStEr a.k.a. Kamikaze disse...

Devo confessar que eu tive mais esperanças de que com a crise se buscassem novamente alternativas simples e eficientes para transporte de pequenos volumes, como os triciclos. Um modelo semelhante aos antigos Famel ou Motalli poderia atender bem a um pequeno comerciante que hoje por falta de opção recorre a um Opel CorsaVan ou um Fiat Punto Van. Do lado de cá do Atlântico finalmente os triciclos estão sendo vistos como uma alternativa real ao invés de serem tratados como uma mera curiosidade ou excentricidade.

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