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2019/09/18

Factura de 1913 da José Nunes Corrêa


Material do final do Século XIX e do início do Século XX ajuda-nos a perceber como era Portugal numa época em que os meios de transporte evoluíam a grande velocidade.
Se alguns já existiam há vários séculos, como o caso da F. Pinto Coelho (Herdeiros), L.da, que foi fundada em 1766 (!), outros estavam prestes a dar os primeiros passos no fabrico de veículos, como Tavares de Mello.

Ter ou trabalhar numa oficina de automóveis ou de motos, podia ser uma forma de ir mais longe, como aconteceu com António Peixoto, fundador da Pachancho.

Tudo isto porque apresentamos mais uma peça do quebra-cabeças da história dos veículos em Portugal. É uma factura da empresa José Nunes Corrêa, da Covilhã, que tinha oficina de carruagens, automóveis e trens de aluguer. O telefone era o número 96!

Pois esta factura datada de 15 de Maio de 1913, em nome do Sr. Teixeira, é relativa a "um carro ao Pombal", com custo de 1.200 escudos (?).
Na parte da frente é possível ver duas imagens, uma de um automóvel antigo e outra de uma carruagem puxada por cavalos.

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2012/06/28

Factura Famel - Motorizada Famel XF 17 em 1981


Esta factura da Famel - Fábrica de Produtos Metálicos Lda, é relativa a uma motorizada Famel XF 17 vendida em 1981 por cerca de 42 contos (passando para euros, sem qualquer actualização do valor, a Famel XF 17 foi vendida por cerca de 210 euros). Note-se que na factura constava o número de quadro.
Quem tiver uma máquina do tempo, só tem de ir a 1981 comprar uma Famel XF 17 barata...
Agradeço a Diogo Bastos pelo envio da fotografia (obrigado!).

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2019/04/13

Factura da SDAN / Manufactura Nacional de Borracha / Mabor General - 1954


São papéis como este que ajudam  a perceber como funcionavam as coisas antigamente. Na imagem vemos uma factura da SDAN - Sociedade Distribuidora de Artigos Nacionais; com sede na Praça dos Poveiros, na cidade do Porto. Esta empresa estava ligada à Manufactura Nacional de Borracha, dos pneus Mabor General.

A factura tem data de dia 18 de Outubro de 1954 e é relativa a dois pneus 5.25 - 16, no valor de 1028 escudos, emitida em nome de Querubim Marques Nogueira.

Na zona das observações está escrito "Sr. Albano Fernandes" e "Sr. Capitão Boa Vida"

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2015/06/26

A história que uma factura pode contar...


Para muitos esta factura pode ser um simples papel, cujo lugar seria num caixote do lixo...
Mas sabendo a história que ela pode contar, o lugar é dentro de uma moldura, colocada na parede!
É mais uma colaboração de Ricardo Moreira, do blogue Famel e que nos conta uma peripécia de uma inovação nas motorizadas da época, aqui fica a história:
Neste 31 de Outubro de 1969 o meu pai, na altura com 18 anos, foi de Águeda a Viseu numa EFS 120M emprestada, para se despedir da irmã Idalina que estava de partida para os Estados Unidos da América.
Saiu bem de noite para chegar cedo a Silgueiros.
Era a primeira vez que andava numa motorizada com chave e não sabia que a mesma tinha duas posições, sendo a segunda a da luz.
Resumindo, subiu todo o Caramulo às escuras só parando numa valeta ao chegar à vila com o mesmo nome da serra.
Como que por magia, lá deu mais um avanço à chave após a queda e teve luz até ao destino.
O estrago não ficou barato e apesar do trambolhão e da falta de luz na noite serrada das muitas curvas que teve de passar até ao alto da serra, lá chegou ao destino.
Esta fatura é prova desta história, que mais pormenor, menos pormenor, é verdadeira...
Passaram muitos anos e eu nem projeto era...".

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2022/01/13

Certificado de Garantia Famel Foguete e factura de venda


Ter um certificado garantia de uma motorizada Famel Foguete não é para qualquer coleccionador, pois é um tipo de artigo que com facilidade seria deitado fora.

Nas fotografias vemos um destes documentos, de uma motorizada Famel Foguete fabricada no dia 15 de Maio de 1959 (abençoado dia!). Esta Famel Foguete era de cor preta, estava equipada com pneus 23 x 22,5 (certamente um erro tipográfico, sendo o correcto 23 x 2.25) e tinha selim comprido.

A motorizada foi vendida pelo agente Aurélio da Silva Azevedo, da Casa Cristina, de Castelo da Maia, em Julho do ano já referido. Esta empresa vendia também as bicicletas Cristina.

Como se ter a garantia não fosse já uma coisa especial, a mesma está acompanhada da factura de venda, onde são referido 6750 escudos!
Estes documentos históricos fazem parte da colecção dos irmãos Pedro Torres e Silvério Torres, a quem agradecemos a colaboração!

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2012/06/23

SIS Sachs factura de 1982


Esta factura da SIS Sachs data de 28 de Janeiro de 1982.
É relativa à compra de discos e rolamentos.
Agradeço a Diogo Bastos pelo envio da fotografia (obrigado!).

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2025/12/27

Carro anfíbio Chaimite na capa da Revista da Armada n.º 60


Onde há meios de comunicação, há opiniões e onde há redes sociais, há ainda mais. Estas últimas têm a capacidade de poder ampliar e disseminar opiniões de quem quer que seja, especialmente quando fazem muito barulho e começam textos com "Esta é a coisa mais verdadeira que li nos últimos tempos...", ou "Leiam antes que alguém apague..." ou "Sei que não se pode dizer isto, mas vou dizê-lo..." E pum! Um burgesso é automaticamente elevado a professor catedrático, parecendo um entendido em matérias mais específicas. Depois, e por arrasto, há sempre de forma consciente ou inconsciente a tendência para se tomar uma parte (ou um partido), nunca o todo. E seguem-se torrentes de exemplos, de frases feitas, de citações, de lugares comuns, para tentar provar o que acreditamos ser verdade.

No meio destas opiniões, são muitos os que querem guerra, os que se sentem atacados, ameaçados e estão prontos para abdicar do dinheiro que é de todos, para investir em armas e em guerra (quase sempre em detrimento da saúde, da educação e da proteção social - como se estes 3 elementos não fossem determinantes para se poder ganhar uma guerra!). Também há os que não temem a guerra, pois sabem que podem ganhar muito com ela e que estarão sempre a salvo.
É o cidadão comum quem acaba por pagar a factura, seja por impostos, seja pela sua saúde ou pela sua vida. Mas defender a guerra demonstra valentia, pelo que tudo o mais deixa de ter importância.
Isto a propósito da publicação de hoje, onde vemos um carro anfíbio Chaimite na capa de uma Revista da Armada - e não usamos a palavra "blindado", pois esta viatura era usada pela "Armada" portuguesa (a Marinha Portuguesa), que está ligada ao meio líquido (e não ao meio terrestre).

Esta revista é de Setembro de 1976, época em que os blindados Chaimite já tinham conseguido um estatuto de máquina de valor, por estar ligada ao período revolucionário.
Era uma viatura de fabrico nacional, o que levanta muitas "opiniões"... Por norma são negativas - resultado de uma pressuposta superioridade de quem fala - por ser "professor catedrático" na matéria e, "como o não é certo", se algo falhar ou "não prestar", esse indivíduo pode sempre dizer "Eu é que tinha razão!".
Até que chega o dia em que o material que "era bom" deixa de ser fornecido (por quem sabe que temos uma dependência) e lá temos de voltar ao material nacional "que não vale nada".
E aqui fica a minha "opinião", a partir de uma foto da capa de uma revista com um carro anfíbio Chaimite com o camuflado dos Fuzileiros.

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2017/05/27

Postal da Gonçalves & Elísio, L.da - 1968


No seguimento da publicação de um postal antigo da empresa Gonçalves e Melo, L.da, datado de 1950, publicamos hoje este postal da Gonçalves & Elísio, L.da, que supomos ser a evolução da empresa referida anteriormente, pois têm a mesma morada e começam com o nome do mesmo sócio. Será que estas empresas também estão relacionadas com a Gonçalves & Matias, L.da, relacionada com a Martano? Fica a dúvida...

Entretanto o postal que divulgamos tem carimbo da empresa, datado de 14 de Julho de 1968 e é relativo a uma factura que aguardava pagamento.

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