2015/04/11

Salão Motor Clássico 2015 na FIL - Balanço


Já estivemos no salão Motorclássico - Salão Internacional de Automóveis e Motociclos Clássicos, a edição de 2015, e aqui deixamos um balanço do que vimos, como já vem sendo norma nos últimos anos.
Este ano vacilamos um pouco sobre a avaliação geral com que saímos do evento.
Dizemos isto porque não se pode dizer que tenha sido mau, mas também não se pode dizer que tenha sido bom.

E é aqui que as coisas se complicam um pouco, pois temos noção de que este juízo de valor pode ser parcial e não queremos dar uma opinião como geral, a partir de uma parte. Mas antes isso do que não emitir a minha opinião e limitar-me a difundir as informações disponibilizadas pela organização, sem qualquer sentido crítico - para isso terão de ler a imprensa especializada!
Mas há indícios claros de que é preciso fazer algo para que as expectativas não saiam goradas quando se visita um novo evento destes. Não falamos do preço do ingresso, que muitos consideram alto... Um desses indícios está relacionado com o leilão realizado, que em edições anteriores foi mais pujante em quantidade de artigos a leilão. Outro indício foram os espaços vazios do lado esquerdo (de quem entra) no pavilhão, bem como no espaço exterior do mesmo.

Em termos de veículos nacionais, este ano não houve preocupação da organização em ter os exemplares de fabrico nacional em destaque. Nem o próprio espaço do Museu do Caramulo tinha um dos muitos que por cá se fizeram. Por esse motivo foram outras instituições quem fez com que este Motorclássico tivesse algo de português.
Junta Autónoma de Estadas voltou a exibir a SIS Sachs Lebre e trouxe um tricarro da Motalli que pertenceu à Direcção de Estradas de Castelo Branco, o que é motivo de alegria, pois esta instituição teve vários veículos de fabrico nacional na sua frota.

O Clube UMM voltou a estar presente, desta vez com um dois jipes UMM Alter, sendo que um deles era uma miniatura para brincar na escala 1:2. O espaço tinha fotografias e vídeos sobre estes jipes, bem como uma equipa pronta a falar sobre este todo-o-terreno nacional.

As motorizadas nacionais voltaram a estar presentes, sendo que no espaço do Clube de Motorizadas de Lisboa era onde estavam em maior número e com vários modelos emblemáticos do que por cá se fez. No meio de várias motorizadas pensadas para velocidade produzidas pela Famel e SIS Sachs, havia ainda clássicos de trabalho, como uma Famel 76 e um tricarro da mesma Ernesto.

Mas um evento destes também tem a componente do coleccionismo e da arte. Nesta área sobressaia uma pintura com um automóvel Alba.

Num espaço dedicado ao desporto motorizado, era possível ver kartcross da Semog, um dos quais obteve a vitória na categoria de buggy na 3.ª edição das 3 horas de TT de Vila de Fronteira.

Tendo noção de que a nossa história não é só feita de "made in Portugal", aproveitamos para mostrar algumas fotografias de automóveis que se destacavam e que também são nosso património. Um deles era um Cadillac, que tinha uma mascote bem curiosa.

Outro era um Amilcar que terminava em forma de proa de barco e que podia levar um 3.º passageiro num lugar individual na parte de trás - coisas dos anos 20!

Terminamos com uma foto de uma das exposições temáticas deste ano que era sobre os 60 anos do Citroen DS. A foto não está torta por acaso... Deste modo fazemos uma homenagem ao automóvel que tinha faróis direccionados, mostrando uma fotografia direccionada para mostrar 3 exemplares deste automóvel!

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